São Pedro e São Paulo

 “Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus.”


Encerraremos o ciclo das festas juninas, com a solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, no dia 29 de junho, e que serão recordados na liturgia da Igreja no domingo seguinte, quatro de julho. O espírito festivo continuará por julho a fora, apesar da pandemia, mas favorecido pelas férias. Dos “santos juninos”, São Pedro não é tão popular quanto Santo Antônio e São João; São Paulo nem é recordado nos arraiais.

No entanto, para a Igreja, São Pedro e São Paulo possuem uma importância singular: “Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração.”


Afirma Santo Agostinho: “Não falamos de mártires desconhecidos. ‘Sua voz ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do mundo a sua palavra’(Sl 18,5). Estes mártires viram o que pregaram, seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade. (…)


Na realidade, os dois eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos.”

Na solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, recordamos a pessoa e a missão do Santo Padre, o Papa, na Igreja e no mundo. O Papa Francisco é um baluarte no seguimento a Nosso Senhor Jesus Cristo, no serviço à Igreja e na construção da história hodierna. Para nós, Católicos Apostólicos Romanos, o Papa é referencial da comunhão e unidade da Igreja, da autêntica compreensão da Sagrada Escritura e da celebração dos sacramentos, garantidor da Tradição, promotor da fé e da moral.


Há uma compreensão seletiva da pessoa, do testemunho e da pregação do Papa Francisco: acolhemos o que nos interessa ou o que se torna útil para provocar ou atacar uma pessoa, um grupo de fiéis ou uma instituição. Essa seletividade acontece também nos meios de comunicação. Precisamos acolher o conjunto de sua vida, obra e ensinamentos. Oferecer-lhe uma obediência ao que é necessário e poderia ajudar-nos a viver melhor a nossa fé: nosso conhecimento, amor e seguimento a Nosso Senhor Jesus Cristo; nossa pertença à Igreja; nossa presença transformadora no mundo.

Ao participarmos da missa, nos dias 03 e 04 de julho, reafirmemos nossa união à pessoa do Santo Padre, o Papa Francisco. Rezemos profunda e intensamente por ele, todos os dias. Nas coletas das missas, no primeiro fim de semana de julho, em todas as igrejas católicas do mundo, o que oferecermos será enviado como contribuição para a caridade pastoral do Papa, a ser aplicado na promoção da missão da Igreja Católica no mundo.

“Roma feliz, tornada cor de púrpura
destes heróis no sangue tão fecundo,
não por teus méritos, mas por estes santos,
que golpeaste com a cruz e a espada,
em formosura excedes todo o mundo.

E vós agora, gloriosos mártires,
heróis invictos da mansão de Deus,
Pedro feliz, e Paulo flor do mundo,
do mal livrai-nos pela vossa prece
e conduzi-nos para os altos céus.”

 

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

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