terça-feira, 22 de outubro de 2019

Terceiro encontro em preparação para a Festa de São Judas foi presidido por Dom Tomé

NOVENA DE SÃO JUDAS TADEU
 
O terceiro encontro da preparação para a Festa do "Santo dos Casos Desesperados" foi presidido pelo bispo de São José do Rio Preto, dom Tomé Ferreira da Silva. Agradecendo pela chuva que caiu em São José do Rio Preto, o Epíscopo falou da importância de se viver com sobriedade; em atitudes que se distanciem da avareza e do gasto excessivo.

Em sua fala, dom Tomé também sublinhou a vivência do Dia Nacional de Valorização da Família naquela oportunidade. Diálogo, compreensão e perdão foram as práticas apontadas para uma maior harmonia familiar. "Que São Judas nos ajude e nos inspire a também sermos missionários de Jesus Cristo", indicou dom Tomé antes da bênção dos objetos de devoção.

 
 

TEXTO/FOTOS
André Botelho

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

“A ESPERANÇA DOS POBRES JAMAIS SE FRUSTRARÁ” (Sl 9,19)

Ao término do Jubileu Extraordinário da Misericórdia (2015-2016), o Papa Francisco criou o “Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado no penúltimo domingo do tempo comum do calendário litúrgico. Neste ano de 2019, será no dia 17 de novembro, precedido por uma jornada que deve ser iniciada no dia 10 do mesmo mês. O tema proposto pelo Santo Padre o Papa é: “A esperança dos pobres jamais se frustrará”, retirado da Bíblia, Salmo 9, versículo 19.
O fenômeno do empobrecimento de amplos setores da população mundial é um fato, que se espalha pela maioria dos países, em todos os continentes, apesar do progresso, do desenvolvimento científico e tecnológico, e do crescimento da acessibilidade a melhores condições de vida. Mais do que nunca, verificamos a veracidade da palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Os pobres sempre tendes convosco, mas a mim não tereis sempre” (Mt 26,11).
Segundo dados do IBGE e IPEA, citados no instrumento de trabalho para a III Jornada Mundial dos Pobres, pelo Padre Francisco de Aquino Júnior, da Diocese de Limoeiro do Norte, CE, Professor da Faculdade Católica de Fortaleza e da Universidade Católica de Pernambuco, no Brasil, “de 2016 para 2017 o número de pobres que vivem com até 406 reais por mês passou de 52,8 milhões para 54,8 milhões (2 milhões a mais) e o número de pessoas que vivem na extrema pobreza com até 140 reais por mês passou de 13,5 para 15, 2 milhões de pessoas (quase 2 milhões a mais); percentual de pobreza por regiões: nordeste (44,8 %), sudeste (17,4 %), sul (12,8 %); quase metade da população das regiões norte e nordeste tem rendimento mensal de até meio salário mínimo; entre 2014 e 2017 o número de pessoas sem ocupação passou de 6,9% para 12,5% da população (6,2 milhões de pessoas a mais!); 40,88% da população vive de trabalho  informal; os brancos ganham, em média, 72,5% mais que pretos e pardos e os homens 29,7% mais que as mulheres; estudos parciais de 2015 estimavam mais de 100 mil pessoas vivendo em situação de rua no Brasil.”
Segundo Dom Joel Portela Amado, Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na apresentação do subsídio para o dia mundial do pobre, a III Jornada Mundial dos Pobres, “é um convite a todas as comunidades cristãs e a todas as pessoas de boa vontade, para que levem esperança e conforto aos pobres, e a colaborarem para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade humana.”
O Papa Francisco, na sua mensagem para à III Jornada Mundial dos Pobres, ao falar do Salmo 9, fonte do lema para este evento, explica: “O contexto descrito pelo salmo tinge-se de tristeza, devido à injustiça, ao sofrimento e à amargura que fere os pobres. Apesar disso, ele fornece uma bela definição do pobre: é aquele que ‘confia no Senhor’( Sl 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado. Na Escritura, o pobre é o homem da confiança! E o autor sagrado indica também o motivo dessa confiança: ele ‘conhece o seu Senhor’ (Sl 9, 11). Na linguagem bíblica, esse ‘conhecer’ indica uma relação pessoal de afeto e de amor. O Deus que Jesus quis revelar é este: um Pai generoso, misericordioso, inexaurível na sua bondade e graça, que dá esperança sobretudo aos que estão desiludidos e privados de futuro.”
Ninguém tem inscrito na sua natureza a pobreza; nenhuma pessoa, ao ser concebida e nascida, é pobre, mas é gradualmente empobrecida. A pobreza é um fato prevalentemente social, produto de relações humanas marcadas pela injustiça e pela falta de oportunidades iguais para todos, sobretudo de acesso à educação, trabalho e moradia digna. Os empobrecidos são vítimas da sociedade, mas são também esperança de transformação, podem se tornar agentes de uma sociedade mais igualitária.
Nós católicos, iluminados pela fé, vemos no empobrecido a pessoa mesma de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Todas as vezes que fizestes isso a um desses mínimos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes! ” (Mt 25, 40). O que realizamos para o bem do empobrecido, é a Nosso Senhor Jesus Cristo que fazemos ( Mt 25, 34-46). A satisfação das necessidades imediatas e a criação de novas oportunidades para os empobrecidos é um dever que nasce da caridade, faz parte da identidade católica: “Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns para com os outros”(Jo 13, 35).

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP