quarta-feira, 13 de março de 2019

Orientações para os padres coordenadores de regiões pastorais e assessores de pastorais, movimentos e associações religiosas - Março de 2019




Caro Padre.

Agradeço imensamente ao Senhor pela sua ajuda fraterna na construção da comunhão eclesial, ao assumir um serviço de coordenação ou assessoria pastoral na Diocese de São José do Rio Preto. Deus lhe pague! Deixo aqui as ideias que conversamos no dia 13 de março, na Casa do Clero:

  1.  É preciso ter clara a distinção entre Pastoral, Movimento, Associação Religiosa e Nova Comunidade. A diversidade e pluralidade na Igreja é um bem, contribui para a unidade e a comunhão; são expressões diversas da manifestação do Divino Espírito Santo, como respostas aos sinais dos tempos. As pastorais estão sempre vinculadas estreitamente à CNBB, aos seus regionais e à Diocese. Os movimentos possuem uma organização mais ampla, internacional, possuem aprovação pontifícia e são acompanhados pela Santa Sé. As associações religiosas possuem organização internacional, com estatutos próprios, e são também reconhecidas pela Santa Sé. As novas comunidades são majoritariamente de direito diocesano, ainda não contempladas no Código de Direito Canônico, algumas são reconhecidas como associação privada ou pública de fiéis.
  2. O Padre assessor precisa estudar e estar seguro do carisma, natureza, objetivos e métodos do segmento que acompanha. A leitura dos estatutos, regulamentos, livros e artigos que explicitam a sua natureza é fundamental, para dar segurança no exercício do trabalho que realiza. A participação nos encontros de formação em âmbito nacional e estadual é importante, pois contribui para aperfeiçoar e atualizar seus conhecimentos, bem como possibilita a troca de experiências.
  3. É preciso trabalhar em equipe, na coordenação diocesana do segmento que você acompanha. Ainda que não seja possível uma equipe ideal e ampla, não podemos agir sozinhos. Na equipe, a alternância das funções, de acordo com o previsto nos estatutos e regulamentos, ou de acordo com as orientações da Diocese, não deve ser descurada, mas levada a sério. A presença de pessoas que pensam diferente não é um mal, mas um bem, que nos ajuda no equilíbrio e no bom senso.
  4. Seria salutar encontrar-se com assessores de outros grupos afins do segmento que você acompanha. Desta fraternidade poderiam surgir trabalhos comuns em âmbito diocesano, sobretudo de missão.
  5. É preciso cuidar com carinho e mais atenção de regiões e paróquias que são mais frágeis, isoladas, comunidades que estão sendo iniciadas ou que passam por momentos difíceis. É preciso estender ao largo o nosso olhar, pois são muitas as pessoas que nos esperam. Não tenha medo em investir em novos campos de trabalho. Gaste energias com o trabalho pastoral e com atividades que respondam às necessidades do Povo de Deus. Invista seu tempo para a promoção do bem.
  6. Precisa dar atenção às pessoas portadoras de deficiência, de todo tipo. Elas precisam ser integradas na vida da Igreja, receberem a pregação do evangelho e receberem os sacramentos. Não pode haver incúria de nossa parte, mas precisamos e devemos ir ao encontro destas pessoas, com solicitude pastoral.
  7. Temos que reduzir o convite a pregadores que venham de fora da Diocese. Tudo em excesso faz mal. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio no convite a palestrantes e cuidar para que tenham ciência da vida pastoral da Diocese, através do Plano Diocesano de Pastoral. De qualquer forma, pregadores provenientes de outra Diocese precisam apresentar com antecedência a credencial oferecida pelo seu Bispo Diocesano. E quem convida, precisa do respaldo da Diocese de São José do Rio Preto, com consulta prévia e por escrito, através da chancelaria.
  8. Cada coordenação de pastoral deve contar com a presença de um seminarista da teologia, de comum acordo com o reitor do seminário maior. É um modo de aprendizado e de desenvolvimento de habilidades pastorais.
  9. Como meio de socialização dos trabalhos realizados no seu segmento, é preciso que você repasse fotos e textos para serem publicados pelo sistema de comunicação da Diocese: rádio, jornal, site, blog, face e instagram. É uma forma concreta de evangelizar e de partilhar as realizações. Este material deve ser enviado ao Thiago Melotti, na Cúria Diocesana.
  10. Preocupa alguns segmentos pastorais que estão presentes em um pequeno número de paróquias. É preciso investir para que possam chegar a outras paróquias e tenham de fato uma presença significativa na Diocese.

Acolha nosso abraço de gratidão e a certeza de nossas orações. Tudo por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, a serviço da Igreja, Povo de Deus e a Vinha do Senhor.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto.

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