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Mostrando postagens de Fevereiro, 2019

QUARESMA, TEMPO DE ABSTINÊNCIA

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A abstinência quaresmal consiste em deixar de realizar algum ato, por quarenta dias, durante o tempo da quaresma, da quarta-feira de cinzas até a noite de quinta-feira santa, isto é, a Missa da Ceia do Senhor, exclusive, tendo como motivação uma mais intensa relação com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, sobretudo com o mistério do seu sofrimento e morte na cruz, e unidade com aqueles que padecem no corpo, na alma e no espírito as misérias humanas e precisam de nossa caridade. A abstinência não se identifica com o jejum, mas são realidades afins. A Igreja proclama dois dias de jejum, quarta-feira de cinzas e sexta-feira santa, para os que se encontram entre dezoito anos completos até os sessenta iniciados. Nestes dois dias, só fazemos uma refeição, almoço ou jantar, de modo frugal, sem consumo de qualquer tipo de carne, pois também são dias de abstinência de carne. Só comemos o estritamente necessário para não passarmos mal ou ficarmos enfraquecidos. Os doentes e enferm

QUARESMA E SILÊNCIO

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O silêncio contribui para a saúde física, psíquica e espiritual da pessoa humana. No cristianismo, a fé não é possível sem o exercício regular do silêncio, ele é uma realidade sagrada.  Nosso Senhor Jesus Cristo, após os 30 anos de “ocultamento” em Nazaré, nos três anos de “vida pública”, em diversas circunstâncias, retirou-se em silêncio para rezar. Com a palavra e o exemplo, o Divino Salvador nos propõe o silêncio como práxis vital para a nossa “saúde integral”. A quaresma é um tempo propício para nos dedicarmos à prática do silêncio, que exige empenho de nossa parte, pois aqui não basta apenas a boa vontade. Silenciar é um hábito que se adquire. Nossos dias são marcados por uma poluição sonora e visual, sem precedentes, que infesta todos os cantos e recantos do nosso ambiente pessoal, comunitário e social. Somos diuturnamente subjugados por “toneladas de lixo áudio – visual”, despejados sobre nós, mesmo quando não queremos. Falamos demais. Escrevemos ou teclamos em demasia. P

Refletindo sobre os valores

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O processo de maturação humana e espiritual nos insere na dinâmica da reflexão sobre questões de ordem existencial. Nosso olhar inevitavelmente se direciona para o nosso interior, e nos perguntamos sobre as pessoas que somos. Consideramos simultaneamente o nosso agir, nossas opções e atitudes, confrontando-as com as atitudes que nossa consciência nos mostra que deveríamos ter desenvolvido e assumido. Como resultado, percebemos uma distância, adequada ou não, equilibrada ou não, entre o que somos e o que deveríamos ser. São os valores que nos orientam nesta reflexão, porque são eles que definem a natureza do nosso agir. São o conteúdo de nossa identidade, e marcam o ritmo e o colorido de nossa existência. As pessoas são o que são, em grande parte, por consequência do sistema de valores que estão internalizados em sua personalidade. Carl Jung, psicólogo suíço, entende os valores não somente como realidades mentais. Para Jung, uma pessoa não precisa dizer quais são os seus valores

O DRAMA DAS TRAGÉDIAS NO BRASIL, BRUMADINHO E RIO DE JANEIRO

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O início do ano de 2019 tem sido dramático para o Brasil, com as tragédias que atingiram Brumadinho, em Minas Gerais, e das chuvas, do incêndio e chacina na cidade do Rio de Janeiro. Isto só para lembrar alguns fatos que nos levaram à comoção nestes meses de janeiro e fevereiro do ano em curso. Ficamos atordoados com o bombardeio diário de informações e pseudo-informações, análises e opiniões, que são construídas a partir dos quatro fatos acima elencados. Não raras vezes, para um observador atento, os “dados” oferecidos pelos meios de comunicação não são objetivos, não batem, são repetidos ininterruptamente, à exaustão, como variações de um mesmo tema. Abundam narrativas e para chegar aos indícios da verdade é preciso garimpar para descartar os excessos. A tragédia de Brumadinho deve fazer pensar se vale a pena a atividade mineradora no Brasil voltada para a exportação do produto “in natura”, com pouca ou nenhuma agregação de valor, pois depois acabamos importando os produtos

ANO PASTORAL 2019 EM CINCO PONTOS, NA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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A celebração dos noventa anos de criação da Diocese de São José do Rio Preto, em 25 de janeiro passado, em solene Eucaristia, na Catedral, marcou a retomada das atividades pastorais em âmbito diocesano. Foi um momento singular de agradecimento a Deus pela sua presença e ação nestas terras do interior do estado de São Paulo. Com isso, iniciamos a contagem regressiva para os cem anos desta Igreja Particular, o que nos leva a um impulso missionário, isto é, um novo ardor no trabalho nos “campos do Senhor”. Recordo cinco pontos que marcarão a vida pastoral da Diocese de São José do Rio Preto, neste ano de 2019, e que todas as paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, associações religiosas e novas comunidades devem tomar em consideração: A partir da Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na primeira quinzena de maio, em Aparecida, e que elaborará as Diretrizes Para a Ação Pastoral da Igreja no Brasil, para o próximo quadriênio, iniciaremos os trabal

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