sexta-feira, 31 de agosto de 2018

TV RIO PRETO PROGRAMA ENCONTRO MARCADO

Tema: Combate ao Fumo (29 de agosto)

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

TV RIO PRETO PROGRAMA ENCONTRO MARCADO

Tema: Dia do Psicólogo (27 de agosto)



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

TV RIO PRETO PROGRAMA ENCONTRO MARCADO

Tema: Morte de São João Batista

terça-feira, 28 de agosto de 2018

TV RIO PRETO PROGRAMA ENCONTRO MARCADO

Tema: Santo Agostinho

segunda-feira, 27 de agosto de 2018


TV RIO PRETO PROGRAMA ENCONTRO MARCADO

Tema: Santa Mônica



Iniciação à Vida Cristã

Vida Cristã é viver em Deus, viver para Deus, viver a partir de Deus. A vida cristã é um mistério que se desenvolve à luz da graça de Deus, sob a direção do Divino Espírito Santo, cuja ação antecede e viabiliza a nossa. Não é fácil viver de modo cristão, mas um desafio permanente que perdura até o momento da morte. Por ser mistério e desafio, a Vida Cristã exige uma iniciação, uma introdução, que se desenvolve a partir da realidade concreta de cada fiel.

O objetivo da Iniciação à Vida Cristã é ajudar o fiel, na Igreja, a conhecer, encontrar, amar, seguir, celebrar e testemunhar Nosso Senhor Jesus Cristo, consciente de que esta dinâmica se desenvolve no contexto do mistério do Reino de Deus. A questão não é formal e nem de informação, mas de caráter existencial, vivencial. O que se deseja é uma pessoa nova, restaurada pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que viva comunitariamente a sua fé na Igreja e na sociedade civil experimente de modo peculiar os valores do evangelho.
O católico iniciado na vida cristã tem consciência de que vive em Deus, para Deus e a partir de Deus, não se pertence, está no mundo e não é do mundo, é um estrangeiro, mas também um cidadão do céu desde aqui e agora. A primazia da ação é do Espírito Santo, não a própria vontade, que possibilita surgir a nossa ação, que será sempre segunda, uma resposta à ação primeira de Deus.
Quem faz a experiência da iniciação à vida cristã batalha diariamente para viver sua vida pessoal, familiar, profissional e social guiado por valores éticos e cristãos: verdade, honestidade, integridade, solidariedade, fraternidade, justiça, pureza, castidade, fé, esperança, caridade, piedade, fortaleza e temperança. Vivendo assim ele se distingue das pessoas “mundanas”, isto é, dos que vivem segundo o mundo: mentira, desonestidade, falsidade, egoísmo, injustiça, erotismo, adultério, descrença, desespero, impiedade e maldade.
O iniciado na vida cristã vence o subjetivismo de uma fé autocêntrica e individualista e naturalmente se abre para viver a dimensão comunitária da fé na família, nas pequenas comunidades, na paróquia e na Diocese. Ele tem a Igreja como mãe e mestra, nela se faz filho e discípulo, com ela se torna apóstolo, missionário e testemunha de Nosso Senhor Jesus Cristo e de seu evangelho de salvação. É corresponsável pela vida da Igreja através da oferta do seu dízimo honesto e fiel, expressão sensível da doação de si mesmo, de uma vida oblativa   agradável a Deus.
Batizado e crismado, na Igreja, o iniciado à vida cristã vive dos sacramentos e dos sacramentais. É uma pessoa eucarística que se alimenta do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na sua caducidade e humildade, busca no sacramento da confissão o perdão dos seus pecados e a restauração da santidade comprometida ou perdida, confiante na misericórdia de Deus. Prepara-se para formar uma família, iniciando-a com o sacramento do matrimônio, este preparado e precedido devidamente pelos tempos do namoro e do noivado. Na enfermidade, na doença e na velhice busca a Unção dos Enfermos, um bálsamo para o corpo e a alma. Nasce, vive e morre iluminado e ungido pelos mistérios da fé, que brotam da vida e da ação redentora de Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado.
Não serei iniciado à vida cristã se não fizer uma experiência pessoal de encontro com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu preciso aceitá-lo como Senhor e Deus de minha vida, dizer sim a Ele, deixá-lo reconfigurar minha existência, livrando-me do vírus do pecado e de suas redes sedutoras que aprisionam e levam à segunda morte, ao distanciamento absoluto e definitivo de Deus.
Iniciantes ou iniciados à vida cristã, somos convidados, convocados e enviados a conduzir as pessoas até Nosso Senhor Jesus Cristo ou a oferecê-lo a cada pecador que precise de conversão. O iniciado à vida cristã é um missionário, apóstolo, testemunha de Nosso Senhor Jesus Cristo pela vida e pela palavra, vivendo e anunciando o Evangelho e sinalizando o Reino de Deus desde já, no mundo e na história, até a sua plenitude na eternidade feliz do céu.

+Tomé Ferreira da SilvaBispo Diocesano de São José do Rio Preto 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Votar, um direito e um dever - Eleições 2018


A eleição se constitui num instrumento peculiar dos países democráticos usado para a escolha dos governantes, do executivo e legislativo, nos diversos âmbitos: municipal, estadual e federal. É um meio através do qual o cidadão participa efetivamente da construção do seu país. No Brasil, o voto é obrigatório, mas cresce a cada ano o número de pessoas que não se apresentam para votar e a quantidade de votos brancos e nulos é cada vez maior. 
Sou pessoalmente favorável à liberdade do cidadão escolher votar ou não. O voto livre, não obrigatório, pode contribuir para escolhas mais conscientes e responsáveis, livres do comércio e de escolhas aleatórias ou determinadas pela propaganda massiva veiculada através dos meios de comunicação. 

Mas na atual circunstância, não votar, votar em branco ou anular o voto, mesmo que seja sinal de protesto e discordância diante dos atuais governantes e legisladores, não fará bem ao Brasil. Diante desta necessidade e obrigatoriedade do voto, sugiro alguns pontos de reflexão para os fiéis Católicos Apostólicos Romanos da Diocese de São José do Rio Preto:

1.         Procure conhecer os partidos políticos, mesmo sendo muitos e sem consistência ideológica. Não há partido sem ideologia e nem toda ideologia é compatível com a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Mesmo frágeis, os partidos políticos são mediações necessárias na realidade política brasileira. Procure inteirar-se sobre a origem e a história dos partidos políticos. Verifique o programa de cada partido, sobretudo o que diz sobre questões éticas e importantes para o País. Veja se os ideais propostos não contrariam os princípios do Evangelho, tal como são compreendidos e propostos pela fé cristã guardada e transmitida pela Igreja Católica Apostólica Romana.

2.         Analise a vida do candidato: como ele vive em família? De onde ele retira o seu honesto sustento? Qual a origem do seu patrimônio? Seus bens são compatíveis com a sua trajetória familiar e profissional? Que serviços ele já prestou à sociedade onde se encontra? A sua história é marcada pela coerência? Ele é um bom esposo/esposa? Um bom pai/mãe? Ele responde por alguma ação na justiça?

3.        Procure saber dos vínculos do candidato com o partido no qual ele se encontra inscrito: Ele é fiel a seu partido há bastante tempo? Há uma coerência entre as suas propostas e o que se encontra no programa de seu partido? Suas “promessas” são viáveis? Elas podem ser executadas em um plano de ação de curto, médio e longo prazo?

4.        O partido do candidato defende a vida desde o seu inicio, no útero materno, até o seu fim natural? É contra o aborto e a eutanásia? Ele defende a liberdade religiosa e a ação social e caritativa das Igrejas? Ele respeita e defende a família, tal como é proposta por Nosso Senhor Jesus Cristo nos evangelhos? 

5.        O seu candidato se coloca contrário às manipulações da pessoa e da imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora e dos santos? Ele tem se colocado favorável às causas humanitárias e de caridade propostas pela Igreja Católica Apostólica Romana? Ele é um fiel que participa efetivamente da Igreja? Ele defende publicamente a Igreja ou se envergonha dela?

6.        Que interesses são defendidos pelo partido de seu candidato? As ideias do partido podem ser executadas em um plano viável de ação? Seu candidato defende interesses de um grupo ou da sociedade? Quem financia o partido e o candidato? O partido e o candidato não estão envolvidos em corrupção? O candidato não usa do bem publico para beneficio privado?

7.        O candidato é de sua cidade ou região? Ele é uma pessoa acessível? Você já teve oportunidade de dialogar com ele? Ele já esteve em seu bairro? Já se reuniu com sua comunidade? Ele é sensível às questões sociais de sua região e ajuda a resolvê-las?

8.        Procure conhecer os projetos que o candidato ao legislativo, federal ou estadual, já apresentou ao longo de sua trajetória, se já teve um ou mais mandatos. Estes projetos foram sensatos e razoáveis? Eles representam o interesse comum ou apenas de um grupo? O candidato está sintonizado com as grandes questões nacionais ou “pensa pequeno”?

9.        O seu candidato ao Legislativo Federal apóia a reforma trabalhista? A reforma da previdência? A reforma tributária? A reforma política? Que tipo de reforma ele apoia? 

10.    O seu candidato é um “político profissional” ou possui outro meio de subsistência? Há quantos anos ele está em algum mandato? Não seria hora de mudar e buscar alguém novo? Ou ele ainda é merecedor de sua confiança?

11.    Não vote com o coração, mas com a razão. Não improvise a sua escolha, mas vá para a urna com os candidatos já bem definidos, após prévio e sensato discernimento. Veja as mulheres que são candidatas, procure valorizá-las, pois a sociedade brasileira precisa delas na realidade política, tanto no executivo quanto no legislativo.

12.    Ao votar, não se deixe levar pela opinião de outras pessoas. Não aceite que condicionem e direcionem o seu voto. Seja você mesmo o que analisa e exercita seu direito de escolha. 

Votar é um direito e um dever. Embora não seja a única solução, ele é um caminho indispensável para que a democracia se solidifique. Votar bem é uma responsabilidade moral, pois sua escolha afetará, bem ou mal, o conjunto da sociedade. Não use do voto para protestar, que ele seja positivo e propositivo, fruto de uma avaliação crítica; assim, você estará contribuindo para as soluções dos problemas da sociedade brasileira.

+Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Votos solenes de 11 religiosos da Fraternidade São Francisco de Assis na Providencia de Deus



            
                No dia 19 de agosto, na Catedral de São José do Rio Preto, 11 jovens rapazes farão os votos solenes, ou perpétuos, como membros da Fraternidade São Francisco de Assis na Providencia de Deus, depois de terem feito postulantado, noviciado e vivido alguns anos como religiosos de votos simples, renovados a cada ano.
            Estes 11 jovens realizam os votos, agora de modo definitivo, de pobreza, obediência e castidade. Assumem o empobrecimento voluntário, renunciando a tudo, por amor a Deus, para serem pobres como foi pobre Nosso Senhor Jesus Cristo que “não tinha onde reclinar a cabeça”. Como horizonte deste empobrecimento está a confiança na providência de Deus que não descuida de nenhuma de suas criaturas.  
            Os professandos fazem o voto de obediência ao superior religioso, renunciando à vontade própria e se propondo a fazerem sempre e em tudo a Vontade de Deus, expressa através da Igreja. Uma obediência a ser vivida como viveu Nosso Senhor Jesus Cristo, que em tudo procurou fazer a Vontade do Pai. Eles assumem para si a graça de uma vida casta e pura, renunciando ao matrimônio e a formar uma família e ter filhos, por amor ao Reino de Deus. Assim, de coração indiviso, acolhem o compromisso de fazer de sua vida uma oblação agradável a Deus, consumindo-a no amor aos irmãos.
            Estes 11 religiosos são membros de uma fraternidade, Fraternidade de São Francisco de Assis na Providência de Deus, fundada pelo Frei Francisco, sacerdote do presbitério da Diocese de São José do Rio Preto, uma família que surge a partir da fé, e se dispõem a ter vida comum regida pelo principio supremo da caridade fraterna. A “casa geral” está em Jaci, SP, mas seus membros estão espalhados pelo Brasil e no Haiti.
            Esta família religiosa procura seguir o carisma estruturado por São Francisco de Assis e Santa Clara: amar a Cristo Crucificado, comunhão obediente à Igreja, vida simples, relacionamento livre com a natureza, profundo amor aos enfermos e empobrecidos, vendo neles a própria pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vivem na confiança na Providência de Deus que a todos assegura o necessário para uma vida diária digna. Não são tomados pela obsessão do ter, pois vivem na confiança de que nada lhes faltará.  
            Estes consagrados são chamados de Freis, isto é, irmãos entre si e irmãos nossos. Deus nos oferece, através da consagração, estes homens como nossos irmãos. Irmãos que nos estendem não só suas mãos, mas seu coração e razão, caminhando conosco ou levando-nos em seus ombros, através da oração e da caridade.
            Nosso Senhor Jesus Cristo chama rapazes e moças para a vida consagrada e religiosa, ou para se consagrarem nas novas comunidades, num seguimento próximo a Ele, vivendo como Ele, na busca da perfeição através da castidade, obediência e pobreza. Você que é jovem, já pensou em ser Frei ou Irmão, Freira ou Irmã?  Se Nosso Senhor Jesus Cristo chama-o, não tenha medo de dizer sim e não deixe para amanhã a sua resposta positiva.
            Saudamos e agradecemos a vida religiosa e consagrada presente na Diocese de São José do Rio Preto, sejam de Direito Pontifício, de Direito Diocesano ou nas Comunidades de Vida e Novas Comunidades.
            Religiosos e religiosas, vocês precisam ser missionários, viverem missionariamente a sua vida de fé e a sua consagração. Precisam ir ao encontro dos jovens, dos empobrecidos e dos pecadores, Acolham os vocacionados, se não temos os que queremos, acolhamos os que nos são enviados por Deus.
            Valorizem e sejam pedras integrantes e ativas na Diocese onde se encontram, nunca se esqueçam da “diocesanidade”. Fora da Diocese não somos Igreja, Povo de Deus. Sejam os primeiros a assumirem o Plano Diocesano de Pastoral e a comunhão obediente com o bispo.


+Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto