sábado, 31 de março de 2018

TV RIO PRETO PROGRAMA ENCONTRO MARCADO

Tema: Sábado Santo


sexta-feira, 30 de março de 2018

TV RIO PRETO PROGRAMA ENCONTRO MARCADO

Tema: Sexta-Feira Santa

quinta-feira, 29 de março de 2018

TV RIO PRETO PROGRAMA ENCONTRO MARCADO

Tema: Tríduo Pascal


Diocese celebra a Unidade em Missa dos Santos Óleos

No itinerário da preparação para a Páscoa, na vivência da Semana Santa, Padres, Diáconos, Religiosos, Seminaristas e Leigos se reuniram na Catedral de São José para a Missa conhecida como dos Santos Óleos; ocasião em que se expressa, de maneira especial, a unidade da Igreja em torno do Bispo. Dom Tomé Ferreira da Silva presidiu a Eucaristia, dia 28 de março, congregando as forças vivas da Diocese de São José do Rio Preto.

Magistério Episcopal
À luz da Palavra e às vésperas do Tríduo Pascal, centro do Ano Litúrgico, dom Tomé sublinhou diversos aspectos; todos apoiados na figura do Filho de Deus. "Nosso Senhor quis aproximar-nos do Seu Sacerdócio", iniciou o epíscopo. "Somos todos Sacerdotes. Somos todos ungidos. Somos todos participantes do Mistério do Sacerdócio de Cristo", completou.

A reflexão de dom Tomé, na Missa Crismal, foi também uma convocação e um impulso à missionariedade; em especial na promoção do encontro com aqueles que, em situações diversas, seguem à margem e, por vezes, distantes de Cristo e de Sua Igreja. "Onde estão os portadores de deficiências visuais? Físicas? Da Síndrome de Down?" Questionou o bispo, em sua homilia, para indicar aos fiéis a necessidade de uma inclinação ainda maior à acolhida.

Dirigindo uma palavra aos padres, Dom Tomé voltou a reforçar o valor da disponibilidade ao serviço. "Como ministros de Jesus Cristo devemos ser recordados que, na Igreja, somos servidores (...) Nesta ocasião em que renovamos as nossas promessas sacerdotais, quero exprimir a gratidão e o carinho de todos os presentes na querida Diocese de São José do Rio Preto (...) Deus nos fortaleça nessa Graça e nesse Ministério para o crescimento do povo", conclui o epíscopo.

Compromisso e benção
Ainda durante o encontro, os padres fizeram a Renovação das Promessas Sacerdotais, reafirmando o desejo de união mais estreita a Jesus a partir da renúncia pessoal feita no dia da Ordenação. Também coube aos Presbíteros garantir a fiel distribuição dos Mistérios de Deus; seguindo o Cristo Cabeça e Pastor. No trânsito do Ano Nacional do Laicato, que segue até a Solenidade de Cristo Rei, em 25 de Novembro, os diocesanos se comprometeram a rezar pelos seus padres; pedindo que sobre eles sigam sendo derramados os dons do Senhor. "Orai também por mim, para que eu seja fiel à missão apostólica confiada à minha fraqueza e cada dia realize melhor entre vós a imagem viva do Cristo Sacerdote, Bom Pastor, Mestre e Servo de todos", pediu dom Tomé.

A Celebração foi, também, ocasião para a benção dos Óleos dos Catecúmenos, dos Enfermos e a consagração do Crisma. Os Sacramentos, como sinais visíveis e eficazes da Graça de Deus, serão administrados, conforme o Rito, mediante a imposição dos Santos Óleos. Nesse contexto a Unidade também se expressa; afinal, em todas as Paróquias da Diocese, ao longo do ano, serão usados os mesmos óleos abençoados na Missa da Quarta-feira Santa.

Fortalecidos na Eucaristia e animados no pastoreio de dom Tomé, os diocesanos foram encorajados a viver a Paixão, morte e Ressurreição de Jesus; testemunhando a misericórdia de Deus e a unidade da Igreja de São José do Rio Preto. Saudando os "Padres Jubilares"; padre José Carlos dos Santos, de Altair; padre Marcos Chiquetto, de São José do Rio Preto (ambos completando 25 anos de Ministério) e o padre Marillo Spagnolo (50 anos de Sacerdócio), o Bispo incentivou uma festiva salva de palmas por parte dos fiéis; felicitando todos os padres. "Eles são a pessoa do Cristo Sacerdote nas nossas Paróquias", concluiu.


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André Botelho
Assessoria de Comunicação
Santuário São Judas Tadeu

quarta-feira, 28 de março de 2018

TV RIO PRETO PROGRAMA ENCONTRO MARCADO

Tema: Missa do Crisma

segunda-feira, 26 de março de 2018

Procissão e Missa de Ramos na Catedral de São José

sexta-feira, 23 de março de 2018

Manhã de Espiritualidade quaresmal para o presbitério, diáconos e religiosos na Catedral de São José.

NOSSA SENHORA DA BOA ESPERANÇA

No mundo marcado pela velocidade, pelo movimento, “onde tudo é para ontem”, como é difícil esperar. Esperar incomoda, provoca ansiedade, irritação. Desespero é não saber esperar. Saber esperar não é comodismo, é estratégia e solução. “Quem espera tudo alcança. ” “Caminhar de esperança em esperança” é preciso. “A esperança é a última que morre. ” Das virtudes teologais, a mais “frágil” é a esperança, mas é ela que dá as mãos à fé e à caridade.

Sobre o pós sepultamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, diz o evangelista Lucas: “As mulheres voltaram para casa e prepararam perfumes e bálsamos. E, no sábado, repousaram, segundo o preceito” (Lc 23, 56). Certamente, foi também o que fez Nossa Senhora. Ela retirou-se para alguma casa em Jerusalém ou nas cercanias.

Como foi o sábado santo de Nossa Senhora? Para onde ela e João voltaram na noite de sexta feira? O que se passava em seu coração? O sábado santo de Maria foi o dia da boa esperança da ressurreição. Ela vivia os fatos à luz das profecias. Ela guardava no coração os ensinamentos do Filho. Esperava a ressurreição. É o sábado da esperança. O sábado da espera. E no sábado da espera contemplamos Nossa Senhora da Boa Esperança. Na noite escura de Nossa Senhora há um “fio” de luz, assegurado pela esperança da ressurreição. Na noite de Nossa Senhora não há treva absoluta, mas uma noite que germina a esperança, como a terra que acolhe a semente e lhe permite nascer. No sábado santo, o coração de Nossa Senhora é o terreno fértil que acolhe a semente da esperança. Por isso é boa. Boa esperança. Nossa Senhora da Boa Esperança!

O que eu espero? Em quem eu espero? Quais são minhas esperanças? Qual minha primeira e última esperança? Eu creio em Deus? Eu creio em Nosso Senhor Jesus Cristo, o Divino Salvador? Eu creio na ação do Divino Espírito Santo? Eu creio no céu? Eu creio na vida eterna? Eu creio na ressurreição dos mortos? Eu creio na ressurreição da carne? Eu tenho esperança? Eu sou esperança? Eu sou esperança para quem?

Nossa Senhora da Boa Esperança, rogai por nós!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

NOSSA SENHORA DA SOLEDADE

A palavra soledade nos faz pensar em solidão, em estar sozinho, isolado. São muitas as solidões e algumas são doentias. Há uma sagrada solidão. Pensemos nos eremitas, nos monges e em todos aqueles que se retiram do mundo e das realidades mundanas para viverem mais intensamente o sagrado. Há uma boa solidão estreitamente vinculada à fé cristã católica. Na ortografia, é pequena a distância entre solitário e o solidário. O solitário da fé é solidário com todos na sua sagrada solidão.

Ao descrever o sepultamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o evangelista Marcos afirma: “Maria Madalena e Maria, mãe de Joset, observavam onde Jesus era colocado” ( Mc 15, 47).

O evangelista São João. O discípulo amado, afirma que o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo foi ungido e sepultado. Trinta quilos de perfumes de mirra e aloés foram trazidos por Nicodemos ( cf Jo 19, 39).

Nossa Senhora estava presente no ato do sepultamento? O evangelista São Lucas fala de algumas mulheres que observavam o sepultamento: “As mulheres que com Jesus vieram da Galileia, acompanharam José e observaram o túmulo e o modo como o corpo ali era colocado” (Lc 23, 55). Nossa Senhora estaria junto com essas mulheres?

Não há uma menção direta de Nossa Senhora. Diante do silêncio dos evangelistas, a tradição diz que sim. É a sétima dor, a mãe que sepulta o seu filho. É aqui que contemplamos a soledade de Nossa Senhora: só, sem José, sem Jesus, abandono, embora confiada aos cuidados de João, o mais jovem entre os apóstolos. É noite no coração da mãe. E ela vive só nesta dor, dor vivida de modo peculiar e único. É a materialização da soledade. Nossa Senhora da soledade. Nossa Senhora da sagrada solidão.

Mas já pensamos também na solidão de Jesus sepultado? Ele está só no sepulcro. Ele, só, vai à mansão dos mortos. Soledade fora e dentro do sepulcro. Soledade da espera. Soledade do morto que espera ser ressuscitado. Soledade da mãe que espera a ressurreição. Sagrada solidão. Santas soledades. Soledade do Filho, soledade da mãe. Soledade da mãe, soledade do Filho. A soledade do filho é a nascente da soledade da mãe. A soledade da mãe encontra seu ponto de chegada na soledade do filho.

Tenho meu tempo de sagrada solidão? Sou silêncio, para saber fazer silêncio? Sei calar quando não devo falar? Como vivo a solidão do meu ministério ou de minha consagração? Consigo silenciar para rezar? Como é meu silêncio nos retiros? Retiro-me mensalmente para um tempo maior de solidão? Sei usar com equilíbrio os meios de comunicação? Estou envolvido na divulgação de notícias falsas, sobretudo dentro da Igreja? Repasso mensagens que deveriam imediatamente serem deletadas? Sei estar em silêncio ao lado dos que precisam de minha presença silenciosa?

Nossa Senhora da Soledade, rogai por nós!
+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Quem não se emociona com a imagem da Pietá, na entrada da Basílica de São Pedro, em Roma, ainda que através da TV ou de uma fotografia? Ou diante de uma “réplica” como a que se encontra na Catedral em Brasília? Ou das múltiplas representações do mesmo motivo feitas pela escultura barroca ou outras simples representações largamente impressas?

A tradição e a piedade popular enxergam que o corpo inerte de Nosso Senhor Jesus Cristo, após ser descido da cruz, é acolhido no colo por Nossa Senhora. O colo que embalara o Menino Jesus quando “veio” ao mundo é o mesmo colo que agora acolhe Nosso Senhor Jesus Cristo quando “deixa” o mundo. A carne fria e sem autocontrole do filho contrasta com a carne viva e quente da mãe. Carne da minha carne e sangue do meu sangue, poderia ela dizer ao contemplar o filho morto, prestes a ser sepultado.

Se neste quadro a piedade fosse uma pessoa, quem seria? Piedade é o filho morto no colo da mãe ou piedade é a mãe que abraça a morte do filho? Duas piedades se encontram, filho e mãe. Ela somente é a Senhora da Piedade por que se fez discípula do piedoso Jesus. A piedade da mãe é extensão da piedade do filho, e somente à sua luz pode ser compreendida. Agora ao tê-lo no colo não o abraça estreitando-o no seu peito como um objeto de sua posse, como se desejasse retê-lo para si, mas o oferece ao mundo, ao sepulcro, para a salvação do mundo, para descer ao inferno e acordar os que dormiam na espera da redenção.

Nossa Senhora da Piedade nos mostra o caminho para sermos colo para as pessoas. Cumprimentar e tocar é bom, mas não suficiente. Abraçar é necessário, mas não basta. É preciso ser colo para o outro. Dar seu colo não para possuir o outro para si, mas para dá-lo ao mundo, depois de consolá-lo. Ser colo é curar o outro e devolvê-lo à autonomia para que de novo ele seja lutador no mundo.

Tenho sido colo para o outro que vive comigo? Sou colo para aqueles que Deus coloca em meu caminho? Na minha vida e no meu ministério tenho a coragem de sentar para oferecer colo aos que se aproximam de mim, pelas mais diversas razões? Sou colo para os doentes e enfermos? Sou colo para os cansados, estressados e deprimidos? Sou colo para os que vivem o luto? Sou colo para os que vivem dificuldades na vida pessoal, no casamento, na família, na vida profissional e no trabalho? Sou colo para os pecadores arrependidos? Sou colo para os pecadores que vivem como escravos dos seus pecados?

Nas minhas noites escuras, onde procuro colo? Procuro o colo de Deus? Procuro o colo de Nossa Senhora? O meu colo é a TV, o cinema, a internet e as mídias sociais? O meu colo é a bebida alcoólica, os restaurantes, o cigarro e as drogas?


Nossa Senhora da Piedade, rogai por nós! 
 
+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

NOSSA SENHORA DAS DORES

A tradição e a piedade popular, fundadas na Sagrada Escritura, apontam sete dores de Nossa Senhora, que percorrem o arco do tempo da apresentação de Jesus no templo, com a profecia do velho Simeão de que uma espada de dor traspassaria o coração de Maria (Lc 2,34-35), a primeira dor, até o sepultamento do Senhor, que seria a última.

Concentro-me naquela que seria a quinta dor: Maria aos pés da cruz participa da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Junto à cruz de Jesus, estavam de pé sua mãe e a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, eis o teu filho!’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe!’. A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu” (Jo 19,25-27).

Nossa Senhora está presente na hora crucial e decisiva de Nosso Senhor Jesus Cristo, sua crucifixão e morte, hora em que Ele sente a presença não presente do próprio Pai, ocasião em que gritou com voz forte: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? ” (Mc 15, 34).

Mais do que estar presente diante do Crucificado, Nossa Senhora é presença na morte do Crucificado, como foi presença em Nazaré e durante a vida pública de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estar presente não é sinônimo de ser presença. Diante da cruz Nossa Senhora é presença.

Nossa Senhora das Dores nos convida, pela sua postura, corajosa e implacável, a ser presença na vida do outro. Estar presente não é suficiente, pois seria ocasional, circunstancial, fixado meramente no exterior, movido por oportunismo, conveniência, por convenção ou obrigação familiar, de amizade ou de ofício. Ser presença é fazer-se um com o outro, em todas as circunstâncias, sobretudo quando ele experimenta os sinais dolorosos da contingência da criatura humana, o mal e a morte.

Somos presença na vida dos nossos pecadores? Somos presença quando os nossos são expostos à execração pública? Somos presença quando o outro experimenta os sinais do mal e os sintomas da morte? Afastamo-nos das pessoas quando elas incorrem em pecado, ou delas nos aproximamos com o bálsamo da correção fraterna?

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

terça-feira, 20 de março de 2018

COMUNIDADE DIOCESANA CELEBRA SÃO JOSÉ

A Procissão de Entrada já havia rompido o corredor central da Catedral quando as bandeiras foram trazidas ao Presbitério por atiradores do Tiro de Guerra local. A Banda Regimental da Polícia Militar entoou os hinos; com especial destaque para aquele que exalta o Município. “São José do Rio Preto, tua marcha, tua fé, vão levando para a glória o pendão de São José”. O 166º aniversário de fundação da Capital da 8ª Região Administrativa do Estado de São Paulo foi, também, oportunidade para se reafirmar a religiosidade do povo desde os primeiros tempos; característica “enraizada” no nome e na história da cidade.

O bispo local, dom Tomé Ferreira da Silva, presidiu a Eucaristia junto às centenas de Diocesanos que marcaram presença na Missa em Ação de Graças celebrada nessa segunda-feira, 19 de março. Nesse contexto, muitos foram os motivos para render graças a Deus; entre eles, a instituição de quatro seminaristas no Ministério de Leitor (Geraldo Fernandes Neto, Patrick Miranda, Frei Isaac Prudêncio e Frei Eliseu) e a admissão de outros dois às Ordens Sacras (João Carlos Santos e Mateus Esteves); última etapa antes da Sagrada Ordem. O reitor do Seminário Diocesano, padre Leonel Brabo, apresentou os vocacionados ao bispo.

“São José de Botas nos estimula à missão”

Diante de autoridades dos diversos poderes constituídos; entre elas o Prefeito Municipal de São José do Rio Preto, Edinho Araújo, dom Tomé destacou a figura do Padroeiro da Igreja; mostrando que sua fé foi nutrida na escuta da vontade de Deus. O epíscopo traçou um importante paralelo entre as dificuldades enfrentadas pelo “pai adotivo” de Jesus e a disposição dos fiéis ao enfrentamento de dificuldades similares. “A imagem de São José, cultuada em nossa cidade desde a sua origem, o apresenta calçando botas. Ele foi um homem ousado, corajoso: primeiro ao assumir a pessoa de Maria como sua esposa, mesmo grávida. Depois, por fazer a viagem de Nazaré a Belém. Que homem ou mulher faria essa peregrinação nos nossos dias?”, questionou dom Tomé. Ainda apoiado na figura do copadroeiro da Diocese, o bispo sublinhou que todos os fiéis são convocados, à luz de São José, a viver a obediência à vontade de Deus.

No contexto do aniversário da cidade, o religioso também apresentou um panorama dos desafios que precisam ser enfrentados; com especial atenção para as necessidades enfrentadas por quem mora nos “bolsões” carentes de equipamento públicos, por exemplo. Mais uma vez aproximando a criação do Município à religiosidade do povo, dom Tomé pediu o empenho de todos em prol da superação da violência. “A cidade que tem Cristo por Senhor estará afastando de si mesma muitos males, como - por exemplo - o mal da violência. (...) Quem vive a fé é uma pessoa de paz. É uma pessoa promotora da paz”, garantiu.

Celebrado o Rito Eucarístico, já na etapa final do encontro, dom Tomé distribuiu exemplares do Documento 105 (“Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ( CNBB - Conferência dos Bispos), às autoridades presentes. “Que São José continue abençoando-nos e abençoando a nossa cidade; inspirando-nos a calçar as nossas botas e ir ao encontro daqueles que não tem fé”, concluiu o bispo diocesano.

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André Botelho
Assessoria de Comunicação
Santuário São Judas Tadeu

quinta-feira, 15 de março de 2018

NÃO HÁ PÁSCOA SEM SACRAMENTO DA CONFISSÃO E COMUNHÃO EUCARÍSTICA.

É tempo de recordar dois mandamentos da Igreja: confessar-se ao menos uma vez ao ano e comungar na Páscoa da Ressurreição. “O tempo útil para o cumprimento do dever pascal, em conformidade com o Código de Direito Canônico (cf Cân. 920, § 2), é o próprio ciclo pascal, isto é, desde a Quinta-feira Santa até o domingo de Pentecostes. Por justa causa, este preceito pode ser cumprido em outro tempo dentro do ano.” Há uma saudável tradição em associar o sacramento da Confissão com o tempo da Quaresma e da Páscoa, muito embora não haja tempo que não seja ocasião oportuna para receber o perdão de Deus através do sacramento da Confissão.

O sacramento da Confissão é o caminho ordinário para o perdão dos pecados. É a realização do que Nosso Senhor Jesus Cristo disse aos apóstolos no dia da sua Páscoa: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (Jo 20,23). É Deus que perdoa os pecados, e no sacramento da Confissão usa, para isso, da “mediação” da Igreja, dos ministros ordenados, sacerdotes e bispos, continuadores da missão apostólica.

A morte de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz é a razão e a fonte do perdão dos nossos pecados, é nascente de salvação e não de condenação para o mundo. N’Ele e por Ele somos perdoados. O perdão dos pecados é graça de Deus, expressão de sua misericórdia e do seu desejo de salvar a pessoa humana: “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele”(Jo 3,17).

Temos alguma dificuldade, por razões várias, em reconhecer nossa condição de pecadores, o que é corroborado por setores da psicologia, da sociologia e outras ciências afins. Encontramos muitas razões para justificar nossa atitude e assim aliviar nossa responsabilidade diante do mal realizado. Sem humildade não há reconhecimento do pecado. Sem reconhecimento do pecado não há arrependimento. Sem arrependimento não se vai ao sacramento da Confissão, caminho ordinário para o perdão dos pecados.

Nenhum fiel Católico Apostólico Romano deveria chegar ao término do Tempo Pascal sem acolher o sacramento da Confissão, embora o ideal seria recebê-lo até o término do Tríduo Pascal. Na caminhada para o sacramento da Confissão nos precede a ação do Divino Espírito Santo, é Ele que nos move, nos ilumina no ato de confessar e nos sustenta no desejo de não mais errar, fortalecendo nossa vontade no caminho do bem.

Não é vergonha ou ser menos ser pecador arrependido e perdoado. Vergonha e ser menos é não reconhecer-se pecador e não buscar o perdão no sacramento da Confissão. Não perca tempo, procure o sacerdote para confessar-se e fazer a sua páscoa, associando-se ao Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, também participando da Santa Missa e recebendo a Comunhão Eucarística.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

quarta-feira, 14 de março de 2018

SEMANA SANTA NÃO É FERIADO PROLONGADO PARA OS CATÓLICOS APOSTÓLICOS ROMANOS

No Brasil, como se não bastasse o grande número de feriados, cristalizou-se o costume do “feriado prolongado”, isto é, unir a folga do dia de feriado a outro que não o é, aumentando os dias de descanso, às vezes incluindo o sábado e domingo em uma sequência.

Há uma grande tentação, ou fato consumado, em fazer do Tríduo Pascal, da Quinta Feira Santa ao Domingo de Páscoa, um feriado prolongado, ocasião para viagens, festas e descanso. Com isso, ignora-se a santidade do Tríduo Pascal, o que não pode ser esquecido pelos Católicos Apostólicos Romanos. Para nós, a participação nas celebrações do Tríduo Pascal não é “ponto facultativo”. Em família, você é convocado a viver e celebrar o Tríduo Pascal de modo intenso, em sua paróquia ou igreja que frequenta. Caso esteja em viagem, deve participar na paróquia da cidade em que se encontra.

O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, 25 de março, recorda a entrada messiânica de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém, nos introduz na vivência e na celebração do mistério da sua Paixão, Morte e Ressurreição. Neste dia, a participação na Procissão de Ramos e na Missa é associar-se à Igreja que vive e celebra o Mistério da Paixão do seu Senhor.

Na noite de Quarta-feira Santa, 28 de março, na Diocese de São José do Rio Preto, às 19h30, na Catedral, celebramos a “Missa do Crisma”, em que são abençoados os óleos dos enfermos, para o sacramento da Unção dos Enfermos, e dos catecúmenos, usado no sacramento do Batismo, e confeccionado o óleo do crisma, usado nos sacramentos do batismo, da crisma e da ordem, bem como para a consagração das igrejas. Neste mesmo dia e celebração, os sacerdotes realizam, em comunhão com o Bispo Diocesano, a renovação das promessas sacerdotais, realizadas inicialmente no dia da ordenação presbiteral.

“O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa na quinta-feira a noite com a Missa da Ceia (depois do pôr do sol) até a tarde do domingo da ressurreição com as Vésperas. É o ápice do Ano Litúrgico porque celebra a Morte e Ressurreição do Senhor, ‘quando Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando morrendo destruiu a morte e ressuscitando renovou a vida’.”

Na Quinta Feira Santa, 29 de março, a participação na “Missa da Ceia do Senhor” ou “Missa do Lava-Pés” deve prolongar-se com um tempo de oração na Vigília Eucarística. A palavra que foi dirigida ao apóstolo São Pedro, no momento da Agonia, no Getsêmani, é também dirigida a nós: “ Simão, estás dormindo? Não foste capaz de ficar vigiando uma só hora? Vigiai e orai, para não cairdes em tentação! O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mc 14, 37-38). Ao menos uma hora de oração em família diante do Santíssimo Sacramento, do fim da missa da Ceia do Senhor até antes do início da Liturgia de Sexta Feira Santa, às 15 horas.

À participação na Liturgia da Sexta Feira Santa, 30 de março, às 15 horas, devemos unir o nosso jejum, abstinência de carne e penitência. “Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado 14 anos de idade; estão obrigados à lei do jejum todos os maiores de idade, 18 anos, até os sessenta anos começados. Todavia, os pastores de almas e pais cuidem para que sejam formados para o genuíno sentido da penitência também os que não estão obrigados à lei do jejum e da abstinência, em razão da pouca idade (cf Cân. 1252). “A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa, memória da Paixão e Morte de Cristo, são dias de jejum e abstinência. A abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia.”

Contemplando o mistério do Cristo Sofredor, o sentido da abstinência de carne, privação de um alimento significativo, porém não essencial por um dia, é a mortificação dos sentidos, o sacrifício da renúncia livre, para associar-se com os que sofrem e passam fome e abrir-se à caridade com os necessitados. Neste contexto, devemos perguntar: que sentido penitencial há em substituir carne vermelha por peixe, bacalhau ou equivalente?

Sábado Santo, 31 de março, ainda não é Páscoa. A marca deste dia é silêncio, expectativa do anúncio da Páscoa e do canto do Aleluia na Vigília Pascal. “A Vigília Pascal é o cume do ano litúrgico. Sua celebração se realiza de noite; mas de maneira a não começar antes do início da noite e a terminar antes da aurora do Domingo.” A participação na Vigília Pascal é mais do que uma necessidade, é algo natural e decisivo em nossa vida de cristãos Católicos Apostólicos Romanos.

A alegria do Domingo de Páscoa, 01 de abril, é resultante do fato e da celebração da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A participação na Missa e a Comunhão Eucarística neste dia é o ponto alto. A alegria deste dia prolonga-se por outros cinquenta, período denominado de Tempo Pascal, até 20 de maio, Solenidade de Pentecostes. A primeira semana da Páscoa , oitava, 2 a 8 de abril, é uma oportunidade extensiva de viver e celebrar a intensidade do Mistério Pascal, Nosso Senhor Jesus Cristo glorificado pela cruz e ressurreição. Bom seria nesta semana participar da missa diariamente e rezar todas as horas do Ofício das Horas.

Santa Páscoa! Amplexo e todo bem!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 12 de março de 2018

Visita pastoral à Paróquia Santa Rita de Cássia


Dom Tomé realizou visita pastoral à Paróquia Santa Rita de Cássia, em Mirassol, entre os dias 04 e 11 de março. No domingo, 11/03, às 9h30, uma missa pontifical marcou o encerramento da primeira fase das atividades. Nos ritos finais, o pároco da comunidade, Pe. Vanderlei Moncegatti, dirigiu ao bispo uma mensagem de agradecimento.

“Queridos irmãos e irmãs, hoje, 11 de março de 2018, estamos concluindo a semana de visita pastoral com presença fraterna de Dom Tomé entre nós. O que dizer após uma semana intensa de celebrações, visitas e reuniões?

Dom Tomé, “bendito o que vem em nome do Senhor!” Foi gratificante acompanhar o brilho nos olhos das famílias, dos doentes e das crianças ao receberem o bispo em suas casas. E como padre, me enriqueceu muito acompanhá-lo de tão de perto no zelo pastoral com que realizou as visitas e bênçãos.

As celebrações foram outro ponto singular, pois diante da Palavra e da Eucaristia nos fortalecemos da presença de Deus. Ao final das celebrações não mediu esforços para dar uma oportunidade de as pessoas receberem um cumprimento e uma bênção individual do bispo.

Nas reuniões orientou e incentivou as lideranças, deu pistas de ação ao Conselho Administrativo, incentivou os jovens a testemunharem a fé em meio a tantos outros jovens que precisam se reencontrar com Deus e motivou os pais e as crianças da catequese em união com nossos amados catequistas a, juntos, vivermos uma fé responsável.

Não mediu esforços para percorrer a extensão territorial da Paróquia, passando pelas capelas, fazendo suas orações e dando a sua bênção de pastor.

A palavra de ordem é gratidão por estar conosco nessa semana de visita pastoral. Obrigado por demonstrar carinho e atenção não só à comunidade, mas também à pessoa do padre. Confesso que tocou muito meu coração presenciar o bispo dizer às lideranças da comunidade para serem amigos do padre, cuidarem do padre, compreender a humanidade do padre e ajudá-lo na caridade e corrigir seus erros, e que, para isso é preciso amar o padre – palavras de pai, palavras de um pastor.

Sua presença todos os anos no dia de Santa Rita de Cássia, nossa padroeira, tem marcado muito a comunidade; sem falar nas celebrações de crisma, nas quais sempre se fez presente. Aliás, em relação ao sacramento da Crisma já foram 590 realizados em nossa Paróquia!

Como pároco dessa Paróquia, deixo aqui meus agradecimentos por seu zelo, respeito e carinho conosco. Tenha certeza, meu querido bispo: sua visita pastoral foi um grande sinal do amor de Deus entre nós e do quanto é bom fazer parte dessa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vai em paz, meu pastor, na intercessão e proteção da poderosa Santa Rita de Cássia. Deus lhe pague e abençoe por tudo. Muito obrigado!”


Pe. Vanderlei Moncegatti
Paróquia S. Rita de Cássia – Mirassol, SP 

quinta-feira, 8 de março de 2018

Na noite de ontem (08), dom Tomé presidiu missa no Santuário da Vida em São José do Rio Preto. A celebração teve transmissão ao vivo da RedeVida e contou com a participação de membros da equipe diocesana da Campanha da Fraternidade.

quarta-feira, 7 de março de 2018

PÁSCOA EM TEMPO DE INCERTEZAS

Incertezas são encontradas por todo lado, de toda natureza e com profundidades diversas, provocando múltiplas consequências na sociedade e na vida de fé dos cidadãos e singularmente nos Cristãos Católicos Apostólicos Romanos. Vivemos uma diáspora de mentiras e interpretações falsas de fatos, ou pseudo-fatos, que geram confusão, insegurança e medo, comprometendo o presente e o futuro da sociedade e da Igreja. É neste contexto, com escuras nuvens, que celebramos o Mistério Pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo, glorificado pela cruz e ressurreição.

Celebrar a glorificação de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela sua morte na cruz e ressurreição, é reafirmar nosso sim cotidiano à vida plena, esta e a eterna, à verdade, que para nós é uma pessoa, à caridade, que se traduz em fraternidade e solidariedade. Contemplar Cristo Ressuscitado é tomar fôlego na fé para seguir adiante, apesar dos percalços, ainda que a passos curtos, lutando contra o mal e a morte, frutos do pecado, hoje enraizado não só nas pessoas, mas também na sociedade e nas suas estruturas.

Em Nosso Senhor Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, não somos escravos do pecado, podemos com liberdade dizer não a ele e contribuir decisivamente para desmantelar o mal e a morte, em todas as suas manifestações, mesmo quando se apresentam disfarçados de falsa verdade e duvidosa bondade. A glória do Ressuscitado tem força própria, irradia por si só, pode e deve, com nossa adesão e ação, alastrar seus tentáculos por todas as pessoas, esferas e estruturas da Igreja e da sociedade.

No espírito da Páscoa, vida nova em Cristo, compreendemos que nenhuma pessoa é perfeita, mas nem todas são endemoninhadas e agem como instrumentos do mal. Devemos odiar o pecado, mas não o pecador, este deve ser corrigido, conforme o Evangelho, e reconhecido como pecador arrependido ser acolhido e reinserido em nossas igrejas e sociedade. Toda pessoa humana é recuperável, não devemos desistir de nenhuma, pois a graça salvadora de Deus em Nosso Senhor Jesus Cristo é vencedora e não vencida.

Em Cristo Ressuscitado, verdade e vida, devemos repelir as fake news, desconsiderar os boatos, as interpretações sensacionalistas que detonam as pessoas e suas famílias, que travam o dia a dia da sociedade na economia, na política e nas mais diversas dimensões constitutivas da sociedade. É preciso separar o joio do trigo, distinguir o bem e o mal, informar-se com critério sobre os fatos, em fontes fidedignas, ser capaz de emitir juízo crítico e sensato e não acolher as interpretações ideologizadas e tendenciosas que pululam por todos os lados, não funde suas convicções a partir de um único meio de comunicação. A verdade de alguns pode não ser a verdade de fato. Quantos homens públicos estão sendo mortos antecipadamente sem a chance de aguardarem o florescer da justiça e da caridade? Para nós cristãos a caridade não dispensa a justiça, mas também a caridade supera a justiça.

Feliz e santa Páscoa! Sejamos permeáveis à glória de Cristo Ressuscitado! Acreditemos na pessoa humana e nas nossas boas instituições que que dão solidez ao Brasil e à Igreja Católica Apostólica Romana. Cultivemos uma esperança ativa. Amanhã será melhor! Amplexo e todo bem!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 5 de março de 2018

CANTAR A SEMANA SANTA

A Semana Santa, para nós cristãos, é a grande semana, tanto do ano civil como do ano litúrgico. Motivo impulsor para que a Equipe Diocesana de Liturgia da Diocese de São José do Rio Preto promovesse uma semana de formação litúrgico-musical para os fiéis diocesanos.

Os encontros, que reuniram cerca de 300 pessoas por noite, foram realizados na Paróquia Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento de Monte Serrat, na Vila Maceno, nos dias 27 e 28 de fevereiro e 01 e 02 de março, com a presença do assessor de música litúrgica da CNBB, o jesuíta Ir. Fernando Vieira.

Ir. Fernando mostrou a importância de escolher corretamente as músicas para cada rito e celebração da Semana Santa, em especial do Tríduo Pascal, além de erradicar algumas dúvidas que o povo exprimiu sobre os cantos litúrgicos em geral.

As quatro noites foram de grande aprendizado, humor e momentos arrepiantes, quando houve a participação de todos nos ensaios de algumas músicas. O assessor da CNBB não somente trouxe novo repertório como também motivou a escolha de músicas conhecidas do povo de Deus.

A formação litúrgico-musical também foi destinada aos sacerdotes da diocese, que se encontraram com o jesuíta no dia 28 de fevereiro, na Casa do Clero. Para os presbíteros, o enfoque foi ensinar a cantar as partes fixas da Semana Santa, além de ser reforçada a importância do estudo da música e do incentivo aos grupos de canto de cantar a liturgia corretamente. No período da tarde, juntaram-se aos padres os seminaristas, que participaram, também, das quatro noites de formação ao lado de leigos e leigas.

Para o ano que vem, a Equipe Diocesana de Liturgia está preparando uma surpresa envolvendo o Ir. Fernando, que retornará à diocese.


Pedro H. Sant’Ana Machado
Seminarista
Membro da Equipe Diocesana de Liturgia