segunda-feira, 2 de outubro de 2017

XXI ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL

São Jerônimo foi destacado em Missa presidida pelo bispo de São José do Rio Preto, dom Tomé Ferreira da Silva. A Celebração, no sábado, 30 de Setembro, marcou a abertura da 21ª Assembleia Diocesana de Pastoral. O encontro dessas realidades (o testemunho do Santo e sua interação com a Palavra de Deus, bem como a disposição das lideranças em imitar tal conduta) não poderia acontecer em ocasião mais oportuna: o Dia da Bíblia; que é "guia" para toda a Ação Evangelizadora.

Na Catedral de São José estiveram reunidas as "forças vivas" da Igreja no Noroeste Paulista: Padres, Diáconos Permanentes, Coordenadores de Pastoral das Paróquias, Coordenadores dos Conselhos Paroquiais de Assuntos Econômicos, os Membros do Conselho Diocesano de Pastoral, representantes de Congregações Religiosas, de Comunidades de Vida e dos Seminários. "A Assembleia Diocesana de Pastoral é sempre um momento singular da vida da Igreja Diocesana", destacou dom Tomé em convocação dirigida às Paróquias.

Ainda durante a Celebração Eucarística (após Ato Penitencial vivido a partir da entronização de uma Cruz em sinal de respeito e adesão ao sacrifício de Jesus), importantes iniciativas para o bem da Igreja foram efetivadas: os Seminaristas Carlos Cesar Ciol e Thiago, do 4º ano de Teologia, receberam o Ministério do Acolitato; assim como o novo Coordenador Diocesano de Pastoral, padre Gerson Carlos Cavalin, foi apresentado. Os Coordenadores Regionais, representando as diversas realidades, também foram saudados e presenteados com uma Bíblia. "Essa é uma missão empenhativa. A terna e materna proteção de Nossa Senhora estará sempre com vocês, no dia a dia, dessa missão", encorajou dom Tomé.

Formação
A programação da Assembleia de Pastoral reservou espaço privilegiado para a exposição do Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ("Os Cristãos Leigos e Leigas na Sociedade"); proposta apoiada no Evangelho de Jesus segundo São Mateus: "Sal da Terra e luz do mundo" (Mt 5, 13 - 14). 
Nesse contexto, a primeira exposição coube ao padre Leonel Brabo. O Reitor do Seminário Sagrado Coração de Jesus detalhou a composição do texto aprovado durante a 54ª Assembleia da CNBB. Sublinhando a vocação à santidade, o presbítero indicou o cristão como participante ativo e não como mero espectador na construção do Reino. "O mundo não é nosso inimigo. Não é nosso concorrente, mas o nosso campo de ação", completou.

O professor Érico Fumero, na sequência, pontuou a igualdade entre os cristãos; devendo estes, segundo ele, estar abertos ao diálogo com os pastores. "Os Leigos são Igreja", valorizou Fumero; ressaltado que várias mudanças foram percebidas ao longo da caminhada eclesial. "Muitos leigos são iniciadores de Comunidades Cristãs, coordenadores de pastorais. Tudo isso aponta para os avanços", disse o expositor. Completando o pensamento, Fumero sublinhou os Conselhos Paroquias como espaços para o protagonismo dos fiéis. "A Igreja existe, unicamente, para servir. O ser cristão é o que nos torna testemunhas de Jesus Cristo", concluiu.

A Assembleia de Pastoral seguiu com o testemunho de Rogério e Giovana Barbosa. O casal mostrou como os chamados de Deus vão acontecendo. "Se o padre ou o bispo te fizer um convite, aceite. Temos que acrescentar, ajudar, auxiliar. Nós temos que saber que, como cristãos, temos que atuar na sociedade", sintetizaram os atuais coordenadores da Pastoral Vocacional Diocesana. "É fazer com zelo, com o coração e com oração", completou Giovana.

2ª Etapa
Respeitado o intervalo; ocasião para a discussão das realidades apresentadas até aquele momento, o encontro seguiu com a partilha do padre Francisco Rodrigues, de Monte Aprazível; que abriu sua exposição rezando a Oração para o Ano Nacional do Laicato (a ser vivido a partir da Festa de Cristo Rei, em 26 de novembro de 2017).

Como povo de Deus e membros da sociedade humana, os Leigos ocupam diversos postos; brilhando, segundo o presbítero, com a sua competência e efetivando o Reino. "Todos, batizados, somos portadores de um Deus que cuida de cada um de nós", partilhou; relatando diversas experiências, em especial na linha do ecumenismo e da política. "Vamos transformar o sistema (político). Os leigos precisam assumir o seu papel. É necessário ter coragem", disse o religioso ao apontar alguns caminhos para a atuação dos cristãos. "Sempre fazendo uma opção preferencial pelos pobres", completou.

Prática
Orlando Azevedo, membro da Pastoral Carcerária desde 1997, também colaborou ao oferecer o seu testemunho. Ele, igualmente envolvido em projetos sociais de tratamento da dependência química, apontou para a necessidade de que o leigo seja "sal da terra e luz no mundo". Sua atuação na sociedade, como empresário, contextualizou a partilha.

Na mesma linha, Luis Antônio e Marlene, que atuam junto às Equipes de Nossa Senhora e na Pastoral Vocacional da Diocese, ofereceram pistas, à luz do Documento 105, para que o Ano Nacional do Laicato seja bem celebrado nas Paróquias até 25 de novembro de 2018.

Palavra do Pastor
Dom Tomé Ferreira da Silva, na etapa final, agradeceu o empenho daqueles que contribuíram para a realização da 21ª Assembleia Diocesana de Pastoral. “Agora cabe voltarmos para as comunidades, paróquias, movimentos e novas comunidades para planejarmos uma vivência paroquial na qual possamos valorizar e formar cristãos leigos e leigas conscientes de que são sal da terra e luz do mundo”, indicou o bispo de São José do Rio Preto. A oração do Angelus, a cargo do padre Rafael Dalben e de membros do Setor Juventude, completou o programa. Almoço possibilitou a confraternização dos presentes.

Texto e Fotos: André Botelho
Assessoria de Comunicação - Santuário São Judas Tadeu


Colaboração: Erico Fumero
Professor do Centro de Estudos Sagrado Coração de Jesus

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