sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Encerramento da peregrinação da imagem da Sagrada Família

Aconteceu no Colégio Marista de Ribeirão Preto, nos dias 8, 9 e 10 de julho de 2016, a 19ª edição do congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1, com o tema “O amor é nossa missão: a família plenamente viva” e o lema “Misericordiosos como o Pai”. Mais de 250 participantes, entre bispos, padres, religiosas e leigos estiveram presentes no encontro.

A coordenação da Pastoral Familiar Sul 1, antes do encerramento dos trabalhos anunciou que a sub-região Ribeirão Preto 2 (RP2) acolheria o XX Congresso da Pastoral Familiar. A sub-região RP2 é composta das seguintes dioceses: Barretos, Catanduva, Jales, São Jose do Rio Preto e Votuporanga. A comissão que organizou o evento em Ribeirão Preto entregou a imagem peregrina da Sagrada Família aos representantes do RP2, que a levarão até 2018 quando será realizado o XX Congresso da Pastoral Familiar na diocese de Jales.

A Alegria do Amor, proposta pelo Papa, é um remédio vigoroso para as Família e para o mundo, acostumado a associar Família como “problemas”, “crises”, “conflitos”, “traição”, e “abandono”. Famílias não são problemas, disse o Papa, em sua viagem a Cuba (set/2015). São a melhor herança que podemos deixar ao mundo.” Por isso queremos por meio da imagem peregrina da Sagrada Família, em preparação ao XX Congresso da Pastoral Familiar Sul 1, mobilizar e motivar as nossas famílias, comunidades e movimentos a refletir em comunhão com o nosso regional, RP2, sobre a importância da Família como uma luz para a vida em sociedade.

Na nossa diocese de São José do Rio Preto recebemos a imagem no dia 15 de maio de 2017. Esta foi acolhida com muita devoção, piedade e alegria por muitos fieis proporcionando momentos de reflexões e motivação espiritual e pastoral para a nossa Igreja diocesana. No dia 25 de setembro Dom Tomé, bispo diocesano, presidiu a missa de encerramento da peregrinação da imagem da Sagrada Família na nossa diocese na Catedral de São José. No dia 30 de setembro a Imagem será conduzida a diocese de Votuporanga.

Damos graças e louvores a Deus nosso Pai pela passagem da Imagem da Sagrada Família em nossa diocese.

Padre José Aparecido Gonzaga
Assessor Diocesano da Pastoral Familiar

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

JESUS CRISTO NÃO É A “RAINHA DO CÉU”.

Na cidade de São José do Rio Preto, na noite do dia 16 de setembro, numa promoção do SESC ocorreu a encenação da peça intitulada “O Evangelho segundo Jesus, rainha do céu”, recusada em outras cidades e proibida pela justiça, na mesma ocasião, na cidade de Jundiaí. Alguns dias antes, a exposição “Queermuseu” foi cancelada em Porto Alegre, promovida pelo banco Santander. Um outro “artista” nu tem se apresentado usando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida como tapa-sexo e depois rala literalmente a imagem reduzindo-a a pó; a mesma pessoa também usou hóstias para escrever palavras impróprias em uma exposição. No ano passado, na Catedral de São José do Rio Preto a imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo Crucificado foi estraçalhada. Nos últimos anos, inúmeras igrejas em São José do Rio Preto foram arrombadas e roubadas, em flagrante desrespeito ao Santíssimo Sacramento e a símbolos católicos. São apenas alguns fatos, dentre tantos, que formam uma corrente sucessiva de “agressões” às religiões e igrejas, atingindo seus valores, símbolos, sacramentos, sacramentais e pessoas.

O homem é o produtor da cultura. A arte, em qualquer uma de suas manifestações, é uma expressão da cultura, uma entre tantas outras. Das expressões da cultura, a mais ampla, profunda e madura é formada pelo conjunto dos valores que norteiam a vida humana e a sociedade e que são fundantes da ética. Os valores possuem horizonte mais amplo que as demais manifestações culturais. A arte, como uma expressão de cultura, situa-se também ela circunscrita aos valores. Antropológica e culturalmente não é possível pensar a arte sem a ética dos valores, como também não é possível pensar nenhuma manifestação cultural fora do horizonte da ética da responsabilidade.

Do mesmo modo que a cultura é plural nas suas manifestações, também a arte se expressa de variados modos. Cultura e arte estão sempre condicionadas pelo tempo e espaço, são plurais, ambivalentes e sujeitas a ambiguidades. As artes são modos de exprimir o belo. O belo é o mais frágil dos transcendentais, junto com o uno, a verdade e o bom. As manifestações artísticas estão sujeitas aos limites que lhe são próprios por natureza. O belo é tão sublime que não se deixa exprimir por um único meio, e cada expressão do belo carrega consigo uma ausência da plenitude da beleza. A fragilidade das expressões artísticas abre espaço para a ambivalência e ambiguidade, que pode ser o caminho para a transgressão e a absolutização da subjetividade, quando o eu tem a tentação de tornar-se maior que o belo.

Basta adjetivar algo de “artístico” para ser arte? A arte é totalmente subjetiva se não tem critérios que ajudam no discernimento do que é a obra de arte. A arte em qualquer uma de suas manifestações, possui uma dimensão objetiva. Esta objetividade da arte, como também dos valores, está intimamente vinculada com a vida cultural e social da pessoa humana. A adjetivação de algumas produções culturais como “arte” parece estar sendo usada como artifício para fugir da ética dos valores e da responsabilidade social, como se as expressões artísticas estivessem para além dos valores e dispensadas deles. Em muitas situações estas produções culturais que se autodeterminam de artísticas parecem buscar os benefícios do Estado ou de outras expressões da sociedade civil para incomodar, provocar e agredir pessoas e grupos específicos que pensam diferente, expressão sensível e doída da intolerância, pois atinge a “alma” das pessoas e dos grupos.

A sociedade, através das suas instituições de governo ou não, deve ser garantidora dos valores éticos e das artes, assegurando a pluralidade das manifestações artísticas e garantindo o respeito aos valores consolidados que balizam a vida humana e social. Por que as religiões e igrejas podem ser criticadas, caluniadas, vilipendiadas por pessoas e grupos, que em alguns casos se apresentam como artistas? E por que as religiões e igrejas ao se manifestarem diante das críticas, na sua autodefesa, são taxadas de ignorantes, fanáticas e retrógradas? Por que uns “podem” usar os meios de comunicação para divulgarem suas “obras” e os ofendidos não podem usar os mesmos meios para uma reação pedindo respeito e uma ética de responsabilidade dos produtores de arte e dos mecenas? Por que os “artistas” podem tudo e as pessoas religiosas e seus líderes não podem nada?

É dever da sociedade organizada acompanhar as manifestações da arte para que não saiam da esfera de uma ética dos valores e da responsabilidade, não transgridam os limites do respeito aos diversos grupos que formam a sociedade e não agridam valores humanos e religiosos. Para tanto, basta observar o que está na constituição e nos dispositivos legais do nosso Brasil. Quando a sociedade organizada não faz o seu papel de supervisora, a partir da legislação vigente, a transgressão livre, consciente e proposital levará indubitavelmente à agressão. Quando os poderes constituídos da sociedade civil não cumprem a sua missão fica o espaço aberto para o vandalismo e o desrespeito gratuito diante do diferente. A imensa maioria dos produtores de arte e dos artistas são bons e sabem exprimir a beleza de modo adequado sem fugir à ética dos valores e da responsabilidade. Estes realizam interpretações de temas religiosos com inteligência, beleza e bom gosto, contribuindo para a difusão do bem na sociedade. Muitos deles realizam edificantes leituras da pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e das manifestações de fé próprias dos cristãos; muitas destas obras são patrimônio cultural da humanidade.

Quando a arte usa de elementos religiosos precisa de uma atenção singular, pois Deus, as pessoas santificadas, os valores religiosos, os livros sagrados, seus símbolos e seus sinais são frutos da Revelação e da história, muitas vezes milenar, como é o caso do Cristianismo. A Bíblia, seus personagens e fatos, não pode ser vista de igual modo como se olha livros de outra natureza. A linguagem e os conteúdos bíblicos devem ser interpretados através de uma hermenêutica própria. O mesmo ocorre com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, que precisa ser apreciado sem fugir dos instrumentais adequados para compreendê-lo. Uma “leitura livre”, artística ou não, da Bíblia e de Nosso Senhor Jesus Cristo, pode correr o risco de falsificar a verdade, induzir ao erro e relativizar erroneamente a fé e a moral, criando e promovendo a divisão na sociedade, pois ao agredir a fé perturba também a paz.

Não cabe às religiões e Igrejas “demonizar a arte”, mas contribuir para fazer dela instrumento de aproximação e ou de recepção e manifestação do belo e também do sagrado. Não existe religião ou igreja que não tenha contribuído para o desenvolvimento da arte, pois o belo é sagrado é divino. O cristianismo, desde a sua origem, sempre foi estreitamente vinculado às expressões artísticas; a sua história é também um capítulo da história da arte. Por outro lado, a história da arte não pode suprimir a contribuição do catolicismo para a música, a pintura, a escultura, a arquitetura, o teatro e o cinema. Não há incompatibilidade entre religiões, igrejas e manifestações artísticas. Os valores éticos e religiosos contribuem para que a arte realize bem a sua missão de ser transmissora dos valores artísticos. No entanto, lamentamos e repudiamos todas as manipulações ideologizadas de expressões artísticas, como a ocorrida no SESC, em São José do Rio Preto, que agrediu a fé e os valores de noventa e cinco por cento da população cristã da cidade. Ética, responsabilidade e respeito são bons e nós cristãos merecemos e queremos.


+ Tomé Ferreira da Silva.
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

terça-feira, 26 de setembro de 2017

DOM TOMÉ VISITA A PARÓQUIA SÃO MATEUS

No dia 21 de setembro, festa do Apóstolo e Evangelista São Mateus, Dom Tomé, deu início em nossa Paróquia a visita Pastoral.

Este momento foi de grande alegria para todos na comunidade, pois nosso Bispo Diocesano pode conhecer um pouco de nossa realidade e de cada um de nós. Durante a visita pastoral, Dom Tomé foi ao encontro dos enfermos, das famílias empobrecidas e assistidas pela Paróquia, como também visitou e se reuniu com cada comunidade e suas lideranças, fomentando no coração de cada fiel a esperança de ser cristão e missionário do Senhor.

Ao nosso Bispo agradecemos de coração, a atenção para com todos. Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida o Proteja e que São Mateus, São Lucas e Santo Antônio de Sant’Anna Galvão interceda por vós e sua missão entre nós.


Pe. Julio Cesar Sanches Lázaro
Paróquia São Mateus – São José do Rio Preto/SP

Encerramento da peregrinação da imagem da Sagrada Família

Aconteceu no Colégio Marista de Ribeirão Preto, nos dias 8, 9 e 10 de julho de 2016, a 19ª edição do congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1, com o tema “O amor é nossa missão: a família plenamente viva” e o lema “Misericordiosos como o Pai”. Mais de 250 participantes, entre bispos, padres, religiosas e leigos estiveram presentes no encontro.

A coordenação da Pastoral Familiar Sul 1, antes do encerramento dos trabalhos anunciou que a sub-região Ribeirão Preto 2 (RP2) acolheria o XX Congresso da Pastoral Familiar. A sub-região RP2 é composta das seguintes dioceses: Barretos, Catanduva, Jales, São Jose do Rio Preto e Votuporanga. A comissão que organizou o evento em Ribeirão Preto entregou a imagem peregrina da Sagrada Família aos representantes do RP2, que a levarão até 2018 quando será realizado o XX Congresso da Pastoral Familiar na diocese de Jales.

A Alegria do Amor, proposta pelo Papa, é um remédio vigoroso para as Família e para o mundo, acostumado a associar Família como “problemas”, “crises”, “conflitos”, “traição”, e “abandono”. Famílias não são problemas, disse o Papa, em sua viagem a Cuba (set/2015). São a melhor herança que podemos deixar ao mundo.” Por isso queremos por meio da imagem peregrina da Sagrada Família, em preparação ao XX Congresso da Pastoral Familiar Sul 1, mobilizar e motivar as nossas famílias, comunidades e movimentos a refletir em comunhão com o nosso regional, RP2, sobre a importância da Família como uma luz para a vida em sociedade.

Na nossa diocese de São José do Rio Preto recebemos a imagem no dia 15 de maio de 2017. Esta foi acolhida com muita devoção, piedade e alegria por muitos fieis proporcionando momentos de reflexões e motivação espiritual e pastoral para a nossa Igreja diocesana. No dia 25 de setembro Dom Tomé, bispo diocesano, presidiu a missa de encerramento da peregrinação da imagem da Sagrada Família na nossa diocese na Catedral de São José as 19h30. No dia 30 de setembro a Imagem será conduzida à diocese de Votuporanga. Damos graças e louvores a Deus nosso Pai pela passagem da Imagem da Sagrada Família em nossa diocese.

Padre José Aparecido Gonzaga
Assessor Diocesano da Pastoral Familiar

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

“Acompanhai, ó Deus, com vossa bênção, aqueles que receberam a unção do Espírito Santo e foram nutridos pelo sacramento do vosso Filho, para que, superando todas as adversidades, alegrem a vossa Igreja por uma vida santa e a façam crescer no mundo por seu amor e suas obras”.

No dia 14 de Setembro, a Paróquia São Pedro Apóstolo de Mirassol recebeu 70 crismandos que participaram da celebração da Renovação das Promessas Batismais durante Missa presidida pelo padre Mário Ustaszewski. No dia dia 15, a comunidade acolheu o bispo diocesano Dom Tomé Ferreira da Silva que ministrou o sacramento da Crisma nos jovens e adultos durante solene Celebração Eucarística.

Colaboração: Antônio Afonso dos Santos e Roberto Leonel Sabion

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Atualização Teológica do Clero da Diocese de São José do Rio Preto

Aos dezoito dias do mês de setembro de dois mil e dezessete às treze horas iniciou-se a atualização teológica do clero da diocese de São José do Rio Preto que se realizou no seminário Santo Antônio na cidade de Agudos-SP e se encerrou aos vinte um dias do mesmo mês às doze horas. O encontro contou com a participação de cinquenta padres e o Bispo Dom Tomé Ferreira da Silva.

A formação foi conduzida pela Irmã Valdete Guimarães da congregação Servas de Maria Reparadora, e que está concluindo seu doutorado em teologia sistemática pela FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia), e pelo Bispo auxiliar de São Paulo da região do Ipiranga Dom José Roberto Fortes Palau doutor em teologia na área da espiritualidade. Dentro do contexto do Jubileu dos trezentos anos de Aparecida, o tema da formação foi Mariologia. A irmã Valdete trabalhou Maria na Bíblia, Maria nos dogmas e Maria na Patrística, enquanto o bispo trabalhou Maria na Espiritualidade e na devoção popular.

Os quatro dias de formação foram de grande riqueza, pois permitiu aos presentes fazer um percurso da teologia através da mariologia, passando pela Sagrada Escritura, pela Tradição e pelo Magistério da Igreja, lembrando que as experiências pessoais com Maria não devem sobrepor-se a consciência de dois mil anos da Igreja. A formação se deu em nível de reflexão e de oração, alternando celebrações eucarísticas, liturgia das horas e aulas.

Padre Marcelo Vieira da Silva
Paróquia Nossa Senhora Aparecida - São José do Rio Preto/SP

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Nota da Assessoria Jurídica da Diocese de São José do Rio Preto sobre o espetáculo "O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu".

São José do Rio Preto, 18 de Setembro de 2017


A assessoria jurídica da Diocese de São José do Rio Preto, vem pela presente manifestar-se sobre a apresentação junto ao SESC/Rio Preto, da peça teatral “O EVANGELHO SEGUNDO JESUS, RAINHA DO CÉU”, que provocou grande constrangimento a Igreja e a Comunidade Católica, para solicitar-lhes a vedação de futuras apresentações nesta entidade, de eventos que possuam similitude com o apresentado.

É de se destacar os argumentos contidos na Sentença Judicial proferida pela 1ª Vara Cível de Jundiaí, SP., nos autos do processo nº 1016422-86.2017.8.26.0309, da lavra do MM. Juiz de Direito Dr. Luiz Antonio de Campos Júnior, que suspendeu a apresentação da referida peça teatral naquela cidade, tendo o MM. Juiz, assim se pronunciado.

“…Muito embora o Brasil seja um Estado Laico, não é menos verdadeiro o fato de se obstar que figuras religiosas e até mesmo sagradas seja expostas ao ridículo, além de ser uma peça de indiscutível mau gosto e desrespeitosa ao extremo, inclusive.

De fato, não se olvide da crença religiosa em nosso Estado, que tem JESUS CRISTO como o filho de DEUS, e em se permitindo uma peça em que este HOMEM SAGRADO seja encenado como um travesti, a toda evidência, caracteriza-se ofensa a um sem número de pessoas.

Não se trata aqui de imposição a uma crença e nem tampouco a uma religiosidade. Cuida-se na verdade de impedir um ato desrespeitoso e de extremo mau gosto, que certamente maculará o sentimento do cidadão comum, avesso á este estado de coisas.

Vale dizer, não se pode produzir uma peça teatral de um nível tão agressivo, ainda que a entrada seja franqueada ao público.

Não se olvida a liberdade de expressão, em referência no caso específico, a arte, mas o que não pode ser tolerado é o desrespeito a uma crença, a uma religião, enfim a uma figura venerada no mundo inteiro.

Nessa esteira, levando-se em conta que a liberdade de expressão não se confunde com agressão e falta de respeito e, malgrado a inexistência de censura prévia, não se pode admitir a exibição de uma peça com baixíssimo nível intelectual que chega até mesmo a invadir a existência do senso comum, que deve sempre permear por toda a sociedade.

Do exposto, considerando-se que as circunstâncias jurídicas alegadas, corroboram o fato de ser a peça em epígrafe, atentória á dignidade da fé cristã, na qual JESUS CRISTO não é uma imagem e muito menos um objeto de adoração apenas, mas sim O FILHO DE DEUS, ACOLHO as razões explanadas pela parte autora e assim o faço com o fim de proibir a ré de apresentar a peça…..”

Neste passo, lamenta-se que uma instituição séria, reconhecidamente exemplar, possa se envolver em eventos que tragam a repulsa dos cristãos, denegrindo a imagem de JESUS que por certo acarretará por conseqüência a própria imagem desta entidade, sujeitando-a ainda aos rigores da lei.

Repelimos com veemência a injusta agressão a JESUS CRISTO por meio desta mencionada peça teatral, levada na cidade de São José do Rio Preto e cremos que em face da gravidade dos fatos, hajam por bem de não permitir novas exibições no âmbito desta instituição.


Assessoria Jurídica da Diocese de São José do Rio Preto

segunda-feira, 18 de setembro de 2017


Nota da Diocese de São José do Rio Preto sobre a peça de teatro:
“O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” apresentada no SESC-Rio Preto no dia 16 de setembro de 2017

A comunidade de fé na Diocese de São José do Rio Preto manifesta desagrado diante do espetáculo. A liberdade de expressão é uma garantia intrínseca ao conceito de democracia. E como todo direito fundamental, a liberdade de expressão admite limites. Precisamos reconhecer que para assegurar a paz entre as pessoas religiosas, os Estados e todas as instituições da sociedade devem evitar a difusão de informações que ofendam gratuitamente o outro e, sobretudo, que não contribuam, de qualquer modo, para o debate público.

Muitos cristãos se sentem desrespeitados e ofendidos quando se usa a imagem da pessoa de Jesus Cristo, ou dos símbolos religiosos vinculados ao cristianismo, desconforme a representação da verdade religiosa aceita pela tradição da mesma.

As convicções religiosas tocam os sentimentos mais íntimos de uma pessoa. Assim, representações de objetos de veneração religiosa ou discursos que ofendam os principais dogmas religiosos acabam por tocar as “sensibilidades” das pessoas, considerando tais atos desconformes a representação da verdade religiosa como blasfêmia ou injúria religiosa. 

Não podemos permitir que ofensas aos sentimentos religiosos dos crentes acabem por violar o espírito de tolerância que deve caracterizar uma sociedade democrática. A liberdade de expressão não pode se privar da ética e do respeito às crenças.

Continuemos trabalhando com os valores cristãos contrários a qualquer forma de intolerância.

São José do Rio Preto, 18 de setembro de 2017.
Setor de Comunicação da Diocese de São José do Rio Preto - SP

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

MÊS DA BÍBLIA – 2017

A Bíblia inspira a vida cristã dos amigos de Jesus Cristo, propiciando-lhes um conhecimento, amor e seguimento do Divino Salvador. Ao mesmo tempo, a Sagrada Escritura é uma fonte de vida para a Igreja, bem como está na origem da reflexão teológica e é referencial indispensável para a ação evangelizadora e pastoral do Povo de Deus. Sem a Bíblia, nada! Com a Palavra de Deus, a vida dos fiéis e da Igreja tem paradigmas seguros para a fidelidade a Jesus Cristo e ao Reino de Deus, num mundo cada vez mais conturbado e secularizado.

Todo dia é ocasião oportuna para o acesso à Palavra de Deus. No Brasil, a existência de um mês dedicado a Bíblia, setembro, é uma tentativa de fazer com que o seu conhecimento possa atingir o maior número possível de pessoas. Há um número considerável de cristãos que não possuem a Sagrada Escritura, mas é ainda maior a quantidade daqueles que não conseguem ler e compreender os escritos bíblicos.

Ler e compreender as Sagradas Escrituras são passos importantes, mas insuficientes. A Palavra de Deus é para ser experimentada na vida, diuturnamente. É preciso deixar que a Bíblia seja Palavra de Deus em nós e na Igreja, só assim usufruiremos de sua vivacidade e eficácia. Ao mesmo tempo que é vivida, deve ser anunciada, proclamada aos quatro cantos da terra, de cima dos telhados em alto e bom som, insistentemente, oportuna e inoportunamente, pois é esperança e garantia de salvação para os cristãos, o mundo e a história. Enquanto vivida, a Palavra anunciada deve ser celebrada nas orações, na Liturgia das Horas, nos sacramentos e sacramentais.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, propõe que neste setembro de 2017 voltemos o olhar, o coração e a inteligência para a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, que é o primeiro escrito do Novo Testamento. O tema do Mês da Bíblia, inspirado no Documento de Aparecida, é “Para que n’Ele nossos povos tenham vida”, e o lema “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida”(cf 1Ts 2,8).

Com cinco capítulos, a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses tem uma estrutura simples e compacta: saudação (1,1); recordação da fundação e amadurecimento da comunidade cristã na Tessalônica (!,2-3,13); chamado a uma vida de santidade (4, 1-12); a esperança dos cristãos (4,13-18); instruções sobre a nova vinda de Cristo (5, 1-11); instruções para a vida em comunidade (5, 12-22); conclusão e bênção (5, 23-28).

O texto base elaborado para o Mês da Bíblia 2017, apresentado pelo Arcebispo Metropolitano de Curitiba, PR, Dom José Antônio Peruzzo, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB, apresenta as seguintes chaves de leitura para a Primeira Carta aos Tessalonicenses: trabalhar para não ser pesado a ninguém (2,9); anunciar o Evangelho em meio a muitas lutas (2,2); vigiar a chegada de Jesus (5,6); precaver-se contra os adversários que impedem a difusão do Evangelho (2,15-16); progredir sempre mais na santidade (4,1); seguir a Cristo, imitar o modelo (1, 6-8); anunciar o Evangelho e doar a própria vida (2,8).

“Anunciar o Evangelho e doar a própria vida” é o que fez Nosso Senhor Jesus Cristo; foi também o que São Paulo realizou a seu modo e convidou os cristãos da Tessalônica a fazerem o mesmo. Este também é o ideal de vida proposto aos amigos do Divino Salvador, nós, nestes tempos tão exigentes para o Brasil e o mundo. São duas dimensões de uma mesma realidade que se encontram e se interpenetram, uma sem a outra compromete a sua autenticidade: Anunciar o evangelho é doar a vida; doar a vida só tem plenitude de sentido se realizada à luz do evangelho.

Faço-lhe três sugestões: no mês de setembro, leia a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, individual ou com outras pessoas; adquira e estude o Texto Base oferecido pelas Edições CNBB (fone 0800 940 3019 ou vendas@edicoescnbb.com.br); durante o restante do ano, outubro a dezembro, retome o texto da Carta e faça novamente o percurso fazendo uso do método da Leitura Orante da Bíblia.

Amplexo e todo bem!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

Bispo Referencial da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética do Regional Sul 1 da CNBB – Estado de São Paulo

Assembleia Diocesana de Pastoral

Anualmente, a Diocese de São José do Rio Preto realiza um Encontro Diocesano de Pastoral que, também chamamos de Assembleia Diocesana de Pastoral, que reúne Sacerdotes, Diáconos Permanentes, Religiosos e Leigos, para um dia de oração, encontro e partilha, reflexão, estudo e orientações pastorais. Neste ano de 2017 será no dia 30 de setembro, das 7h30 às 13h00, na Catedral, em São José do Rio Preto. O tema será “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”, a partir do Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicado após a Assembleia Geral do Episcopado Brasileiro no ano de 2016.

“Sal da terra e luz do mundo, na Igreja e na sociedade! Os cristãos leigos e leigas receberam, pelo Batismo e pela Crisma, a graça de serem Igreja e, por isso, a graça de serem sal da terra e luz do mundo (MT 5, 13-14)”. Com estas significativas e belas palavras, Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-Geral da CNBB, inicia a apresentação do documento que desenvolve uma reflexão teológico-pastoral do leigo e sua missão na Igreja e na sociedade. Ser “sal da terra e luz do mundo” não é um encargo, nem missão que se impõe de fora, mas uma bênção, participação no ministério mesmo de Nosso Senhor Jesus Cristo, tal missão é uma alegre necessidade, exigência interior, para o fiel cristão.

O leigo é Igreja, membro constituinte; por seu intermédio, ele recebe de Deus a graça da fé, alimentada pelos sacramentos, pela Palavra de Deus e pela caridade pastoral, que lhe são oferecidos como alimento indispensável para sua vida e missão. Antes e mais do que fazer, na Igreja, o leigo é chamado a ser configurado com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, a viver voltado para em tudo realizar a vontade do Pai, que deseja que ele viva da fé, da esperança e da caridade, tornando-se uma pessoa virtuosa no seu estado de vida, que será visível expressão de sua santidade moral. Ser santo e viver santamente é o fundamento sólido da vida do leigo que o predispõe para fazer e exercer serviços, de modo eficiente e eficazmente, em benefício do Povo de Deus, do qual ele é parte.

A ação do leigo na Igreja, se não é prolongamento da sua santidade, será uma caricatura, um faz de conta que pecará contra a autenticidade. O bom leigo na Igreja não é necessariamente o que faz coisas ou exerce serviços, mas aquele que deixa a fé iluminar a sua vida pessoal, familiar, no trabalho ou escola, e na vida social. O bom leigo é bom fiel, que se abre à maternidade e paternidade como dom de Deus, que transmite e educa a fé da sua prole, que impregna sua vida profissional dos valores incutidos em nós por Nosso Senhor Jesus Cristo: verdade, justiça, caridade, bondade, solidariedade, integridade e transparência.

O mundo é o munod, santificado e pecaminoso, espaço do bem e do mal. É neste contexto dramático que o leigo vive e testemunha a sua fé. Ser leigo é lutar contra a maré, é acreditar e viver do humanamente impossível, é não perder a esperança diante de tanta desesperança. A sociedade tem sua lógica própria. Nas estruturas da sociedade os leigos têm que entrar, como fizeram os cristãos nos primeiros séculos do cristianismo. Não fugir ou afastar-se da sociedade, mas entrar nela, fecundá-la com os valores da fé, fazer ruir pouco a pouco tudo o que é produto do pecado: a injustiça, a violência, a desigualdade social, o erotismo e o aproveitamento em benefício próprio do que pertence a todos.

Por que os leigos católicos se afastam da política partidária? Por que não estão nos conselhos municipais de saúde, da criança e do adolescente, da pessoa idosa? Por que não são vozes ativas nos conselhos de bairros e nas escolas dos filhos? Por que se afastam dos sindicatos? Por que se recusam ser voluntários nas obras sociais? Quantas interrogações poderíamos colocar aqui, certamente muitas outras. Diante dos desafios do mundo, o leigo católico não pode fugir dele. Ao contrário, devem ser sal da terra e luz do mundo: imergir nele, desconstruí-lo, dar-lhe nova significação que nasce da fé, refunda-lo a partir dos valores da caridade, da justiça, da paz, da solidariedade e da fraternidade.

O Ano Nacional do Leigo, que se iniciará em novembro, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, deve animar os fiéis católicos não ordenados a viverem a sua vida de fé na Igreja e no mundo: missionários e testemunhas de Nosso Senhor Jesus Cristo onde se encontram, não se envergonhando de sua fé católica e contribuindo para um mundo melhor fecundado pelo mistério do Reino de Deus.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A visita Pastoral em nossa Paróquia Senhor Bom Jesus do nosso bispo diocesano D. Tomé Ferreira da Silva foi confortante e consoladora como a presença de Jesus Bom Pastor no meio do seu povo. Somos profundamente agradecidos pelo modo sereno e tranquilo como o nosso bispo conduziu a visita pastoral.

O carinho para com as crianças, a atenção para com os jovens, o cuidado para com as famílias, a gratidão para com os idosos, o consolo para os enfermos, as palavras paternas e encorajadoras para com os agentes de pastoral, a ida às comunidades e o envolvimento direto com o povo simples, acolhedor e generoso de nossa paróquia. 

A visita de D. Tomé proporcionou uma proximidade afetiva muito grande entre o bispo e a comunidade. A alegria e a gratidão das pessoas por poderem ver de perto o bispo, que veio ao encontro delas no lugar onde elas vivem, por poderem escutar seus ensinamentos e falar diretamente com o bispo, foi algo maravilhoso de se ver em todos os momentos da visita pastoral.

Em nome do Conselho Paroquial de Pastoral, do Conselho Administrativo, de todos os grupos de serviços, pastorais, movimentos, rede de comunidades, capelas, instituições, empresas, representantes da sociedade, enfim, de todos os fiéis, agradecemos de coração a visita.

Obrigado D. Tomé, por esta presença tão forte e significativa que nos confirmou na fé, nos orientou no caminho do bem e infundiu em nós pensamentos e gestos de esperança, nos convidando ao seguimento fiel de Jesus na sua Igreja.

Pe. Sidney Roberto Martins
Pároco da Paróquia Senhor Bom Jesus - Potirendaba