segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Dom Tomé visita a paróquia Cristo Rei

Dos dias 09 a 13 de agosto, a nossa Paróquia Cristo Rei (Região São Judas) recebeu a visita pastoral do bispo diocesano, D. Tomé F. da Silva. Foram dias de graças e bênçãos em nossas comunidades Paroquiais.

Na quarta-feira, 09, D. Tomé visitou três famílias: uma no bairro Cristo Rei, outra no bairro Caic e outra no Romano Calil. As casas visitadas se encheram de alegria por receberem o bispo. Depois, às 18:45h, rezamos o Terço Mariano em lembrança ao Ano Nacional Mariano. Continuamos com a Missa às 19:30h e, terminando o primeiro dia da visita, D. Tomé presidiu o CPP extraordinário de nossa Paróquia.

Na quinta-feira, 10, D. Tomé visitou mais três casas nos bairros Cristo Rei, Caic e Romano Calil. O segundo dia findou com uma conversa com a secretária paroquial.

Na sexta-feira, 11, as 19:30h, D. Tomé presidiu a Missa em honra a Santa Clara de Assis.

No sábado,12, D. Tomé presidiu o Conselho Paroquia de Administração Econômica (CPAE) da Paróquia que aconteceu na Comunidade N. Sra de Guadalupe (Romano Calil). Depois, rezamos a Hora Santa Franciscana e terminamos esse quarto dia da visita com a Missa na Comunidade N. Sra. de Guadalupe.

No domingo,13, dia dos pais, o bispo presidiu a Missa às 8h na Comunidade Sagrado Coração de Jesus (Caic). Já as 18h, ele veio para a Matriz, Cristo Rei, onde teve uma reunião com os catequistas, catequisandos e pais. Encerrando a visita pastoral, Dom Tomé presidiu a Missa às 19:30h.

Em nome da Paróquia Cristo Rei, quero agradecer a presença de nosso bispo diocesano entre nós. Paz e Bem.


Frei Leandro, OFM
Paróquia Cristo Rei - São José do Rio Preto

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

UM TEMPO DE INCERTEZA OU DE INCERTEZAS?

A sociedade brasileira vive momentos dramáticos. Como se não bastassem as questões históricas não resolvidas: reforma agrária, educação, saúde, habitação, meio ambiente, infraestrutura, desigualdade social, vivemos um tempo de desconstrução da credibilidade das instituições e dos homens públicos. Temos a impressão, certamente falsa, que todos criticam todos, todos se arvoram em ser juízes, todos reivindicam direitos, todos são do contra.

A julgar pela publicidade veiculada dos fatos, o Brasil se encontra numa bagunça, caos total, à beira do precipício, na mesma direção do mundo, uma “caixa de pandora”. Chega-se a esta conclusão quando se assimila de qualquer modo as informações nem sempre objetivas e repetitivas veiculadas nas mídias, que a cada hora fazem variações dos mesmos fatos, na ausência do novo para veicular. O dinamismo “midiático” exige sempre fatos novos, e na ausência deles, os fatos vão sento relidos indefinidamente como se novos fossem.

Tantas incertezas criadas e recriadas, fictícias ou reais, e insistentemente veiculadas, à exaustão, dão a impressão de que o Estado brasileiro está em uma incerteza estrutural. O pessimismo avança a passos largos, entre aqueles que conseguem acompanhar minimamente as informações, mas a indiferença, como mecanismo de defesa da maioria, alastra-se assustadoramente. A soma dos pessimistas e dos indiferentes obscurece o número daqueles que agem com a razão e que ainda confiam nas pessoas que ocupam funções públicas e nas instituições.

Não nego a existência de pessoas públicas que não são probas. Não dá para ignorar a existência de profissionais que não agem eticamente e em função do bem comum em todas as áreas da vida social. Sabemos que as instituições sociais passam por momentos cruciais, com desvio de finalidade, apropriação pessoal do que era para ser de todos, com crises de identidade provocadas pela confusão que se estabeleceu entre os Poderes da República, num jogo incerto onde os egos não se controlam diante dos holofotes da visibilidade das mídias.

Não sou pessimista. Não creio na incerteza, mas sou realista diante das muitas incertezas que nós mesmos criamos, frutos maduros da nossa cultura sempre sujeita a desvios básicos do proveito pessoal, da falta de transparência, do compadrio, de uma vida não comedida, de pautar o agir sem o equilíbrio entre sentimento e razão, de fazer das mentiras uma verdade e do pouco caso em construir uma vida de modo planejado, mesmo apesar da imprevisibilidade do viver.

Eu acredito na República e confio nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Tenho fé nas instituições. Vejo pessoas boas em todos os segmentos da sociedade: na política, na economia, nas profissões liberais, nas empresas, no mundo da educação, nas religiões, na imprensa, no operariado, nas organizações não governamentais. Tem muita gente boa e competente no Brasil e são elas que asseguram, para além das incertezas, a tênue esperança, mas real, de que estamos vencendo, muito embora ainda seja longo o caminho a percorrer. Creio na recuperação das pessoas, pecadoras ou infratoras, e que uma vez transfiguradas poderão em muito contribuir para o bem da sociedade.

A desconstrução da sociedade brasileira, sobretudo na última década, com todas as consequências maléficas que agora vivemos, não justifica a desconstrução da credibilidade nas pessoas e nas instituições legitimamente constituídas. Os desvios de rota, das pessoas e instituições, podem e por isso mesmo, devem ser refeitos, voltando às finalidades originárias. A criação de um ambiente de caos, de que tudo está perdido, de que ninguém presta, é um desserviço à sociedade brasileira e ao mundo. Ser realista, sim; ser pessimista, não. Andar a passos curtos pode ser a solução; cruzar os braços e esperar milagres, certamente não.

É preciso compreender que o limite humano, se não transformado e reorientado para o bem, causa graves prejuízos pessoais e sociais. Mas não somos perfeitos. Aprender a conviver com a limitação das pessoas e das instituições é uma arte e exige sabedoria. Limitados e imperfeitos, mas unidos e na correção fraterna podemos avançar para além das incertezas e construir o Brasil que queremos e podemos.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

04 de agosto, dia do padre

Celebramos no último dia 04 de agosto a memória litúrgica de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, e neste dia celebramos o dia do Padre.

João Maria Vianney nasceu em Dardilly no ano de 1786, enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica. João Maria era um cristão íntimo de Jesus Cristo e de intensa piedade, tanto assim que, somente graças à vida espiritual é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do latim, filosofia e teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).

João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia “pagã”, chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: “Neste meio, tenho medo até de me perder”. Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também aos de fora no Sacramento da Reconciliação.

Consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais, chegando há permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão. João Maria Vianney morreu com 73 anos. E mesmo em vida tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão.

E para comemorar o dia do Padre os presbíteros da nossa Diocese se reuniu na manhã do dia 04 de agosto na Paróquia Jesus Bom Pastor e São Sebastião em São José do Rio Preto para um momento de oração, formação e confraternização. O clero foi acolhido pelo pároco, Padre Fábio Dungue com um café da manhã nas dependências do salão paroquial. Após o café foi realizada a oração Mariana do Santo terço que foi conduzido pelo Bispo Diocesano Dom Tomé que meditou cada mistério rezando por uma necessidade do clero, e também por cinco padres que rezaram os mistérios do terço.

Terminada a oração do terço, aconteceu um momento de formação que foi conduzido pelo Doutor e Psicanalista Lazslo Antonio Ávila que falou sobre “A natureza humana” apresentado o que a compõe, a imaturidade, a importância e o significado da família, a interdependência humana, relações e vínculos, o indivíduo e a sociedade”. E destacou com muita ênfase a importância dos valares para uma convivência saudável e um desenvolvimento pleno do ser humano. Tenho certeza que a formação ajudou a cada um a se conscientizar de como viver e conviver bem com os outros.

Que São João Maria Vianney seja fonte de inspiração e de vida para todos os Presbíteros, que sua vida santa seja exemplo a ser seguido, vivido em favor da Igreja, Povo de Deus.


Padre Carlos Eduardo Nascimento, Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Monte Aprazível

Festa do Senhor Bom Jesus dos Castores

No último dia 6 de agosto aconteceu a Festa do Senhor Bom Jesus dos Castores. E mais uma vez a festa reuniu milhares de pessoas. Na sua 108ª edição a tradicional peregrinação se torna um momento ímpar na Diocese, pois é um gesto de religiosidade e, principalmente, de fé que envolve cerca de 80 mil pessoas, desde o dia 28 de julho no qual iniciou a novena em preparação para o tão esperado dia, até o dia da Festa da Transfiguração do Senhor.

A caminhada de mais 20 quilômetros entre São José do Rio Preto e Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus acontece no entardecer do dia precedente, porém este ano foi antecipada por vários fiéis que desde sexta-feira fizeram-na para cumprir suas promessas ou ir até os pés da imagem do Senhor Bom Jesus dos Castores rogar por uma graça.

Antes mesmo dos raios da aurora rasgarem o céu, como disse Dom Tomé em sua homilia, a primeira missa do dia 6, celebrada à meia noite, a Igreja estava repleta de fiéis que vieram de todos os lugares de nossa região, mas também muitos outros romeiros de cidades mais.

No ano passado, padre Alexandre Ferreira, reitor do santuário, juntamente com padre Carlos Nascimento, pároco em Monte Aprazível, querendo glorificar o Servo Sofredor, flagelado e açoitado, o Senhor Bom Jesus, puseram lhe um manto, e neste ano, portanto, aconteceu a primeira troca do manto, na missa das 10h00 celebrada pelo padre Carlos, este momento, que será uma tradição no Santuário, já está tocando o íntimo dos devotos que se emocionam em verem àquele que sofreu por nós, para a nossa salvação, também honrado e glorificado.

O dia festivo encerrou com a procissão que reuniu cerca de 12 mil pessoas e com a Celebração Eucarística celebrada por Dom Tomé Ferreira da Silva, que em sua homilia refletiu sobre a bondade de Deus, manifesta através de Jesus em suas ações na vida terrena. Destacou que “devemos ser bons uns para com os outros, pois Jesus foi bom para conosco oferecendo seu corpo que foi flagelado e morto na cruz, e fez dele Senhor! Senhor do nosso coração”.

Consigamos, portanto, sermos bondosos uns com os outros e assim levar a paz aos que mais necessitam, aos países que estão em guerra, às famílias em desarmonia. Roguemos ao Senhor Bom Jesus dos Castores pelo nosso Brasil, para encontrarmos uma saída justa para esta situação que vivemos. E que possamos ir ao encontro do Senhor Bom Jesus dos Castores mais uma vez, ano que vem. 
Seminarista Pedro Henrique Sant'Ana
 2º Ano de Filosofia - Seminário Maior Diocesano Sagrado Coração de Jesus