quarta-feira, 29 de março de 2017

55ª ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL.

Entre os dias 26 de abril e 05 de maio do ano em curso, em Aparecida, SP, realizar-se-á a 55ª Assembleia Geral Ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, anexo ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

O tema central, que ocupará a atenção dos bispos brasileiros, será a “Iniciação à Vida Cristã no processo formativo do discípulo missionário de Jesus Cristo”. O assunto foi sugerido pelos bispos que assessoram a Dimensão Bíblico-Catequética nos diversos regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e foi acolhido pelos bispos responsáveis pela escolha do tema central e demais temas das assembleias ordinárias da CNBB.

Temas que serão prioridade durante a Assembleia: relatório anual do Presidente; assuntos de liturgia; temas da Comissão para a Doutrina da Fé; propostas da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé; informe econômico; Amoris Laetitia; Novas formas de consagração e Novas Comunidades.

Assuntos que serão abordados: análise da conjuntura político-social do Brasil; conjuntura eclesial; XV Sínodo dos Bispos; reflexão e escolha do local do próximo Congresso Eucarístico Nacional; palavra do Secretário Geral do CELAM; metodologia da Assembleia Geral; comunicações gerais das Comissões Episcopais Pastorais.

O centro diário das atividades será a Celebração Eucarística na Basílica Nacional, com participação dos peregrinos, sempre no início da manhã. Durante o dia serão realizadas as orações da Liturgia das Horas. O retiro espiritual será orientado por Dom Bernardo Bonowitz, Abade Trapista. Uma celebração ecumênica marcará os 500 anos da Reforma Protestante. Uma procissão e celebração marcará os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida e 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

A Assembleia Geral da CNBB é um momento de colegialidade dos bispos e dioceses do Brasil, sempre em comunhão com o Santo Padre o Papa Francisco. É uma ocasião única onde os bispos podem partilhar as alegrias, desafios e dores do ministério episcopal, a partir da experiência própria que realizam em suas respectivas dioceses. Ocorre um mútuo conhecimento e aprofundamento da amizade entre os pastores do Povo de Deus.

Acompanhemos com nossa oração a preparação e a realização desta 55ª Assembleia Geral Ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Durante o seu desenvolvimento, podemos participar acompanhando os trabalhos e a Missa diária através dos meios de comunicação vinculados à Igreja Católica.



+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 27 de março de 2017

“NÓS NÃO TEMOS OUTRO REI, SENÃO CÉSAR”


Diante de Pilatos, que perguntou aos Judeus: “Mas eu vou crucificar o rei de vocês?”; os chefes dos sacerdotes responderam: “Nós não temos outro rei, senão César”(Jo 19, 14-16).

Vivemos um tempo de muitos “césares”, de muitos reis, presentes na política, na economia, na justiça, nas organizações sociais e nas religiões. Há uma diluição do “reinado”, que é dividido, coexistente e compartilhado, disputando a aquiescência das pessoas. Diante dos massivos apelos dos múltiplos reinados, as pessoas permanecem um pouco livres ou condicionadas para aceitarem ou não a subserviência que lhes é solicitada direta, indireta ou sub-repticiamente. A aceitação ou não de um ou vários reinados parece ser determinada pela conveniência de cada pessoa ou grupo social ou pela capacidade de convencimento e persuasão de cada reinado.

Diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, glorificado pela Cruz e Ressurreição, parece que repetimos o grito dos chefes dos sacerdotes: “Nós não temos outro rei, senão César”. Estamos contentes ou de tal modo ocupados com os reinados humanos e históricos, que não nos interessa ou não nos importa o Reino do Céu e a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, que necessariamente não são objetivamente negados, mas ignorados, menosprezados ou não levados em consideração na organização cotidiana da vida e da sociedade.

O Rei, Nosso Senhor Jesus Cristo, e o Reino do Céu, estão sendo esquecidos também na práxis litúrgica dos batizados, que se distanciam dos sacramentos e não reconhecem e não vivem, como poderiam e deveriam, a peculiaridade dos tempos santificados. Em um número significativo de pessoas, imersas nos reinados históricos, há uma diluição da compreensão e da vivência dos tempos fortes da quaresma e do advento, com consequente relativização da Páscoa e do Natal na vida cristã, transformadas por segmentos da sociedade em ocasião de consumo e comemorações paganizadas com pouco ou nenhum vestígio do seu sentido e significado originário.

A solicitude das mídias em falar da Páscoa Judaica e das festas do Islamismo, ou de comemorações de outras religiões, não se repete na veiculação das festas cristãs; estas, algumas vezes, são mostradas de modo estereotipado e reducionista, apresentadas como fato cultural ou folclórico, um erro fatal e duro golpe, que contribui para uma reducionista ou pseudo compreensão dos mistérios centrais da fé cristã. Assim, a ignorância religiosa, total ou parcial, campeia por amplos espaços sociais.

A ação missionária e evangelizadora dos cristãos não está conseguindo reverter esta situação de modo satisfatório, o que contribui para a diluição dos valores humanos e cristãos, com graves prejuízos para a sociedade, como o crescimento da violência, a intensificação das desigualdades sociais, o comprometimento da vida do planeta, a relativização da vida humana, a corrupção, o domínio da mentira e do individualismo pessoal, cultural e social.

Os dias da Semana Santa, sobretudo o Tríduo Pascal, da tarde de quinta-feira santa ao Domingo de Páscoa, são “dias sagrados” para os cristãos católicos e não podem ser transformados por nós em “fim de semana prolongado” regado à peixe, chocolate e bebidas de todo tipo. O jejum e a abstinência na sexta feira santa, o silêncio e a circunspecção do sábado santo, são atitudes pedagógicas da fé que nos auxiliam na comunhão com o Mistério de Cristo glorificado pela Cruz e Ressurreição e na solidariedade com os sofredores.

Para nós católicos, aproximar-se do sacramento da confissão e a participação na liturgia de Domingo de Ramos, o Domingo da Paixão do Senhor, na Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, na Ação Litúrgica, às quinze horas da Sexta-feira Santa, na Vigília Pascal, na noite do sábado santo, e na Missa do Domingo de Páscoa, é uma necessidade vital para o dinamismo da vida de fé e não pode ser negligenciada de forma alguma em qualquer lugar em que nos encontrarmos, embora o ideal seria participarmos na paróquia que habitualmente frequentamos.

Como são “celebrações complexas”, que exigem e envolvem muitos elementos e pessoas, os fiéis devem estar prontos em cooperar de boa vontade e com alegria para o seu desenvolvimento, renunciando, se necessário, a outras atividades ou postergando-as para outras horas não coincidentes com a celebração do Mistério da Fé. São celebrações que precisam de empenho anterior na preparação dos textos, dos cantos, dos símbolos, do espaço e utensílios, levando em conta as orientações da Igreja, e que não podem e não devem ser improvisadas.

Tudo o que fizermos, façamos com amor e por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, a nossa Páscoa. A você uma santa e alegre Páscoa e abençoado e frutífero tempo pascal!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Reunião da diretoria da Cáritas com padres da diocese.
























Reunião da diretoria da Cáritas diocesana com coordenadoras das unidades Cáritas de atendimento.


Padre Paulo Cesar Batista assume a paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nipoã.
Dom Tome faz visita pastoral ao bairro Barra Dourada, Capela Nossa Senhora do Carmo.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Lançamento da Campanha da Fraternidade 2017

O gabinete do presidente da Câmara Municipal, Cel. Jean Charles, promoveu na noite de ontem (09/03), o lançamento da Campanha da Fraternidade deste ano. O evento foi realizado no plenário da Câmara Municipal de São José do Rio Preto.

A Campanha da Fraternidade 2017 traz o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação”. A solenidade contou com a presença de representantes da igreja católica, vereadores, secretários municipais, deputados e profissionais ligados ao tema da campanha, como biólogos e membros do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Condema).

Promovida todos os anos pela igreja católica e, mais recentemente, realizada de forma ecumênica, a Campanha da Fraternidade aborda sempre temas da atualidade, com a proposta de conscientização e transformação social.

Fonte: Câmara Municipal de São José do Rio Preto

segunda-feira, 6 de março de 2017

SUGESTÕES DE GESTOS CONCRETOS A PARTIR DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

A Mata Atlântica é uma floresta tropical, com árvores de médio e grande porte; tinha uma área aproximada de 1.315.460 km², hoje restam 12,5% do que existia originalmente no território brasileiro; contém duas mil espécies de animais e vinte mil espécies de plantas. Ela propicia um clima tropical e subtropical úmido, com temperaturas médias entre quinze e vinte e um graus centígrados.

A preservação do bioma da Mata Atlântica, tão deteriorado e comprometido no noroeste do Estado de São Paulo, e um dos mais ameaçado no Brasil, pode ser beneficiado com pequenas ações, possíveis a todos os cidadãos. As dicas, a seguir, estão inspiradas em uma publicação da revista “Pastoral da Criança”, do primeiro trimestre deste ano.

1.  Não faça queimadas, elas empobrecem a qualidade do solo. O fogo é uma ameaça às espécies nativas de animais e plantas. A fumaça faz mal à saúde e prejudica a qualidade do ar. No seu quintal, o lixo vegetal pode tornar-se “adubo natural”.
2.  Não corte árvores para ter terras para o cultivo de alimentos ou criar animais. Use de terras já desmatadas. Ao contrário, plante árvores nativas e frutíferas. Algumas plantas frutíferas se desenvolvem bem em meio a outras plantas: açaí, banana, carambola, cacau, goiaba, graviola, jenipapo, mamão e palmito.
3.  Não construa sua residência ou outras edificações em várzeas e na beira de rios, riachos e córregos. Respeite o espaço das águas e você não será atingindo por enchentes. Plante árvores nas margens dos rios, riachos e córregos.
4.  Preserve e proteja as nascentes de água. Não deixe seus vizinhos e conhecidos soterrá-las, destruí-las ou comprometê-las.
5.  Respeite as matas ciliares e as que se encontram nos topos de morros e nas encostas, elas garantem a qualidade do solo e da água, e evitam a erosão.
6.   No trânsito, respeite a sinalização e limites de velocidade, assim estará prevenindo acidentes com atropelamento de pessoas e animais.
7.   Evite cultivo de plantas e criação de animais exóticos, vindos de outros biomas, pois podem comprometer e eliminar as espécies nativas, reduzindo a biodiversidade local, pois não possuem predadores naturais locais.
8.   Ao pescar, respeite as regras e os períodos de reprodução dos peixes, não pratique pesca predatória e irresponsável. Não deixe lixo nos rios e lagos.
9.  No uso dos recursos naturais (frutos, madeira, animais) seja responsável, só consumindo o necessário para sua subsistência e respeitando os ciclos de reprodução e crescimento das espécies vegetais e animais.
10.  Não compre animais silvestres que foram retirados ilegalmente da natureza. Não mantenha animais presos e em espaços inadequados.
11.   Economize água e energia, pois faz bem para a natureza e para a economia.
12.   Reduza o consumo, evite o desperdício, produza menos lixo, reutilize as embalagens e recicle materiais. Separe o lixo e faça uso da coleta seletiva. Lugar de lixo é no lixo, não o deixe nas ruas, praças e terrenos vazios.
13.   Ao construir e reformar sua casa, não cimente todo o seu quintal e sua calçada. Plante árvores e flores, elas protegem o solo, produzem sombra e melhoram a qualidade do ar. Crie mecanismos para armazenar a água da chuva para uso diário. Aprenda a reutilizar a água. Instale os instrumentos para captar e usar energia solar.
14.   Reduza o uso de papel, faça uso de impressão consciente, use mais os arquivos digitais. Reutilize folhas de papel usando-as como rascunho e aproveitando o verso, reaproveite os envelopes.
15.   Evite uso de produtos que usam embalagens descartáveis que, na natureza demoram a se decompor, como plástico, isopor e similares.
16.   Cultive sua horta, em pequeno espaço de terra na sua casa ou até mesmo em vasos, ou participe de hortas comunitárias. Produza parte do que você come diariamente. Faz bem para a saúde, para sociedade e para o planeta terra.

O Papa Francisco, na Carta Encíclica Laudato Si, que inspira a Campanha da Fraternidade de 2017, nos convoca a sermos cuidadores da terra, nossa Casa Comum. A responsabilidade não é só dos governos, empresas e organizações da sociedade civil, mas de todo cidadão. Cada um pode e deve fazer a sua parte para o bem de todos e das futuras gerações. Não se esqueça que “Uma andorinha só não faz verão.”

“Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras! ” (São Francisco de Assis – Cântico das Criaturas).

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP
Pastoral Vocacional promove primeiro encontro de 2017.
Dom Tomé em Visita Pastoral à Comunidade São Pedro, em SJRP.


O ex-prefeito de São José do Rio Preto (SP) Manoel Antunes faleceu na madrugada do último sábado (4), no hospital Beneficência Portuguesa, devido à complicações pulmonares. Conhecido na cidade como professor Manoel e Mané. Foi velado na Câmara Municipal de Rio Preto, onde D. Tomé Ferreira da Silva presidiu o funeral. O sepultamento aconteceu no domingo, às 15h, no cemitério da Ressureição, na Vila Ercília.

Antunes foi prefeito de Rio Preto por dois mandatos: de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996. Era professor, trabalhou nos Correios e durante décadas teve atuação marcante no cenário político de Rio Preto. Casado com a professora Nazira Jamalhá, deixa quatro filhas e dois netos.

quinta-feira, 2 de março de 2017

DESERTOS E DESERTO.

“O Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo”(Mt 4, 1).

A realidade do deserto impõe aridez, agressividade, perigos, exigindo das criaturas ali existentes a capacidade de buscar e economizar água e alimento, resistência, luta e busca pela sobrevivência. Há pouco ou nenhum romantismo na vida do deserto. Em analogia ao deserto, podemos pensar em dois “desertos” na vida humana: um, consequência do pecado; outro, uma escolha para uma experiência de Deus.

O pecado é um “acidente de percurso” na vida humana; mas um acidente determinante, segundo o livro do Gênesis, está presente desde as origens e mudou o rumo da história e, de certo modo, a “determina” ainda hoje. Em última instância, os males da humanidade, e muitas vezes da natureza, encontram sua fonte no coração humano pecador: “É do coração que saem as más intenções: homicídios, adultérios, imoralidade sexual, roubos, falsos testemunhos e calúnias”(Mt 15, 19).

Por razões culturais e sociais, poucas pessoas são humildes para se reconhecerem pecadoras. A diluição da fé cristã no contexto econômico e político, com as correntes ideológicas que negam a transcendência, contribuem para anestesiar a pessoa e afastá-la da consciência do pecado. Mas não podemos negar que o pecado é sempre uma escolha pessoal, no horizonte da liberdade, e que comporta a responsabilidade da pessoa, ainda que ela esteja sob o influxo de tantos condicionantes. A inconsciência do pecado não significa que ele não esteja presente na pessoa e na história humana.

O deserto social que experimentamos, situação de pecado social e estrutural, é produto da liberdade e das escolhas humanas que nascem sempre no coração, isto é, no intelecto e na vontade. As migrações forçadas, os conflitos entre nações, povos, etnias e tribos, as variadas expressões de violência pessoal e coletiva, as diversas matizes da corrupção privada e pública, a má distribuição dos alimentos, que gera a fome extrema em diversos lugares, como a que ocorre agora no Sudão do Sul, e a progressiva destruição da natureza são máximas expressões do pecado que desertifica a história e torna penosa a vida humana.

A recuperação da consciência do pecado no intelecto e na vontade humana é um passo necessário para recuperar o paraíso perdido ou para construir o paraíso possível. As experiências bíblicas do deserto e a realizada por Jesus Cristo no início de sua missão pública (Mt 4,1-11), conduzido pelo Espírito, nos fazem pensar que podemos proporcionar-nos também um tempo de deserto voluntário, como afastamento do cotidiano que massifica, para estar a sós com Deus e consigo mesmo, o que revitalizará a nossa relação com o outro.

Encontramos na quaresma uma ocasião propícia para fazermos uma experiência de deserto, conduzidos pelo Espírito, fortalecidos pela oração, jejum, penitência e abstinência, e pela caridade, para intensificar nossa luta contra o mal e o maligno, tão próximos a nós através das tentações. Neste tempo quaresmal, o afastamento das festas e do burburinho dos meios de comunicação, a privação voluntária de prazeres do comer, do beber, do vestir e do sentir, o propósito de novos comportamentos misericordiosos com o próximo e novas posturas na sociedade fundadas na verdade, na ética e na moral, podem ser sementes de esperança de um homem novo e de uma sociedade renovada, um sinal pascal.

O fiel católico não pode e não deve passar indiferente o tempo da quaresma. Ignorar este tempo penitencial e de conversão compromete a participação e celebração do Mistério Pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por livre vontade e deliberação, não participar e não celebrar devidamente o Tríduo Pascal é pecado grave, pois mostra uma escolha que contraria a fé da Igreja e que virá em prejuízo do fiel, do Povo de Deus, da sociedade e do mundo. Se precisamos e queremos mudar o mundo, a nossa mudança pessoal é um bom começo e um passo sólido para outras transformações coletivas.

“Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a observância quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a Páscoa definitiva. Enquanto esperamos a plenitude eterna...” (Prefácio da Tentação do Senhor).


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

ABERTURA DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017 E MISSA COM IMPOSIÇÃO DAS CINZAS

 Teve início no dia 01 de março a Quaresma, tempo forte de penitência e oração no qual a Igreja nos convida à conversão em preparação para a Páscoa. No Brasil, a Quaresma é acompanhada pela Campanha da Fraternidade que, neste ano, traz como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e como lema a passagem do livro do Gênesis 2,15: “Cultivar e guardar a criação”.

A abertura diocesana da Campanha da Fraternidade foi realizada durante a missa das Cinzas, presidida por Dom Tomé às 9h00 na Catedral de São José. A celebração contou com a participação de vários presbíteros da diocese, diáconos, religiosos e religiosas, seminaristas, autoridades civis e grande número de fiéis.

Em sua homilia, Dom Tomé reforçou o apelo à conversão presente nas leituras do dia e afirmou que é preciso fixar o olhar e o coração em Cristo. Ele pediu, também, que “nesse tempo quaresmal busquemos mudar, transformar e transfigurar para nos aproximarmos mais ainda do que Deus quer de cada um e de todos nós” e, para isso, recomendou as três práticas citadas por Jesus no Evangelho: jejum, oração e caridade.

Logo em seguida, Dom Tomé falou da Campanha da Fraternidade, destacando a pertinência e a importância da temática proposta neste ano e convidando todos a cuidar da nossa casa comum, especialmente do pouco que resta dos biomas do Noroeste Paulista. “Desrespeitar a
criação é desrespeitar a vida e isso tem grandes e graves consequências na vida do ser humano, na fauna e na flora”, disse. Pediu, ainda, que façamos a nossa parte no cuidado e no respeito à natureza, criatura de Deus e chamou a atenção para a situação da nossa região, em especial, sobre a água do Aquífero Guarani, e sobre a possível concessão que o governo estadual pretende fazer de uma reserva ambiental entre São José do Rio Preto e Mirassol a empresas privadas. Por fim, o bispo exortou todos a viverem bem o tempo quaresmal e a Campanha da Fraternidade sob o olhar terno e materno de Nossa Senhora.

Ao término da celebração, o Pe. Gerson Cavalin, responsável pela formação sobre a Campanha da Fraternidade nas regiões pastorais da diocese, comunicou que como gesto concreto desta campanha foi doada a cada paróquia uma muda de árvore que deve ser plantada pelas comunidades.


Pe. Deusdet Aparecido Zanfolim
Cura da Catedral de São José