segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Encerramento do Ano Santo


No último dia 13, na Catedral de São José, em São José do Rio Preto aconteceu a celebração de encerramento do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia. A Celebração presidida pelo bispo Dom Tomé Ferreira da Silva e concelebrada por vários padres e diáconos, teve a participação dos seminaristas, religiosos e religiosas, e mais de mil e quinhentos fiéis.

Este tempo especial concedido a nós pelo Papa Francisco, foi de grande importância e de muitos frutos. Quando soubemos da convocação do Ano Santo Extraordinário, centrado na misericórdia, nos perguntamos: Porque o Papa Francisco surpreendeu a Igreja com esta iniciativa? Não haveria necessidade de olhar com mais atenção para outra temática? O que, de novo, a misericórdia pode nos oferecer? Pois, para muitos observadores, a misericórdia já tinha sido refletida em profundidade na Encíclica ‘Dives in Misericórdia’, de São João Paulo II. Em 1980, ele afirmava que o futuro da humanidade seria o tempo da misericórdia. O Papa Francisco iniciou-se como Bispo de Roma deixando claro que seria o Papa da misericórdia, seja pelo seu modo de ser, pelas suas ações, seja por sua mensagem. Seu sonho de fé, esperança e amor é tornar sempre mais a Igreja da misericórdia.

Há uma linguagem que está sensibilizando o mundo. Esta linguagem não chega pelos grandes discursos, mas pela simplicidade, pela ternura, pela aproximação, enfim, pela compaixão e misericórdia que o Papa Francisco comunica.

Como Cristo, que não veio para condenar o mundo, mas para salvá-lo, assim Francisco mostra pelo testemunho que não veio para julgar nem condenar ninguém, mas para ir ao encontro de todos com o abraço da misericórdia.

Dentre os frutos colhidos neste período destacamos as inúmeras buscas pelo sacramento da Reconciliação, especialmente, daquelas pessoas que há anos não experimentavam este abraço misericordioso do Pai; além das obras de misericórdia corporais realizadas, de uma forma especial, aos mais pobres e humilhados, enfatizamos a experiência da passagem pela Porta Santa, mais de 10 mil peregrinos vieram nas peregrinações das regiões de pastorais e até mesmo particulares, e renovaram sua fé em Jesus Cristo, “única porta da salvação”.

Para mostrar a todos que a misericórdia de Deus é imensurável, o Santo Padre, no dia 20 de novembro, deu de presente à Igreja e à sociedade uma magnífica Carta Apostólica intitulada “Misericórdia e pobreza”. Nesta carta o Papa nos pede “Termina o Jubileu e fecha-se a Porta Santa. Mas a porta da misericórdia do nosso coração permanece sempre aberta de par em par. Aprendemos que Deus Se inclina sobre nós (cf. Os 11, 4), para que também nós possamos imitá-Lo inclinando-nos sobre os irmãos. ”. Portanto, não fechemos nossos corações e possamos, como filhos e filhas do Pai misericordioso, também mostrar aos nossos irmãos essa misericórdia de nosso Deus.


Texto: Pe. Deusdet Aparecido Zanfolim - Cura da Catedral de São José 
Fotos: Marcos Freitas

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