segunda-feira, 25 de abril de 2016

POSSES E APRESENTAÇÕES

29/03 – Posse do Padre Deusdet Aparecido Zanfolim – Catedral de São José



30/03 – Apresentação do Padre Diego Rodrigues Lopes – Paróquia-Santuário Nossa Senhora das Graças


31/03 – Apresentação do Padre Luiz Rogério Morelli – Paróquia Santo Antônio de Lisboa


01/04 – Apresentação do Padre José Carlos Siqueira – Paróquia Santo Antônio de Pádua Mirassolândia/SP

16/04 – Criação da Paróquia São Mateus e Posse do Padre Júlio César Sanches Lázaro

19/04 – Apresentação do Padre Edivaldo Medeiros – Paróquia São Vicente de Paulo
Turiúba/SP


24/04 – Apresentação do Padre Jeová Bezerra da Silva – Paróquia Santo Antônio de Pádua




segunda-feira, 4 de abril de 2016

TAREFAS DE PÁSCOA!

Vivemos o tempo da Páscoa, na vida e na liturgia, até 15 de maio, Solenidade de Pentecostes. Algumas virtudes, mais do que em outras ocasiões, são próprias deste período, pois expressam bem as consequências do Mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo, glorificado pela Cruz e Ressurreição, na vida do fiel cristão católico, amigo do Divino Salvador.

Páscoa é tempo de alegria! “Alegrai-vos! ” (Mt 28, 9), é a palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado às mulheres, “Maria Madalena e a outra Maria”, que foram ao sepulcro, ao raiar do primeiro dia da semana, depois do sábado. Alegres, depois de terem abraçado os pés do Ressuscitado, em adoração, as mulheres foram dar a notícia aos discípulos.

Temos muitos tipos de alegria, com diversas origens: fruto de uma conquista humana; consequência da superação de um limite; produto do uso de drogas lícitas ou ilícitas; resposta a uma situação de humor. No entanto, há uma alegria genuína que é a “alegria cristã”, sinônimo da amizade com Nosso Senhor Jesus Cristo, própria dos filhos e filhas de Deus.

Num tempo de tantas penumbras, no Brasil e no mundo, viver a alegria cristã, fruto da experiência da amizade com Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, é uma missão para insuflar na sociedade a largueza do olhar que vislumbra e constrói tempos mais auspiciosos para todos.

Páscoa é tempo de paz! “A paz esteja convosco! ” (Lc 24, 36), é a saudação de Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado aos Apóstolos. Antes, Ele já tinha explicado a natureza desta paz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (Jo 14, 27). Mesmo em meio a tantos conflitos e aflições, a paz que vem de Deus coloca em serenidade o coração da pessoa que a acolhe na fé.

A violência, tão diversificada em nossos dias, dá a impressão de estar entranhada no coração humano e na sociedade. As guerras e conflitos regionais são apenas uma página de um cenário de sangue que passa também pelas cidades, comunidades e famílias.

No espírito e no seguimento a Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, temos que ser operários de uma cultura de paz, conscientes de que “quem bate ensina a bater”. Nós, cristãos católicos, somos da paz e promotores da paz, devemos semeá-la e cultivá-la, pois a recebemos de Deus, presente do Ressuscitado.

Páscoa é tempo de deixar emergir a verdade! “Conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres” (Jo 8,32). Para o cristão católico, a verdade é uma pessoa: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”(Jo 14,6), afirma Nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua pessoa, atos e palavras, Ele revela a verdade de Deus, da pessoa humana e do mundo criado.

São muito fortes as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a mentira: “O vosso pai é o diabo, e quereis cumprir o desejo do vosso pai. Ele era assassino desde o começo e não se manteve na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele fala mentira, fala o que é próprio dele, pois ele é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44).

Na raiz dos males da corrupção, de todo tipo, está a mentira e a fraqueza humana da trapaça. Superar a corrupção, em todos os níveis, pessoal e social, implica ser da verdade, ser de Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, a Verdade, revelador da glória e do poder de Deus.

Páscoa é tempo de esperança! “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras? ” (Lc 24,32). Esta é a conclusão dos “Discípulos de Emaús”, depois de terem caminhado, ouvido e comido com Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado. Eles recobraram a esperança, voltaram a enxergar colorido.

A esperança é uma virtude teologal, infusa no coração humano por obra do Divino Espírito Santo. Em tempos difíceis, não podemos esmorecer na esperança. Como diz o Papa Francisco, em uma de suas homilias: “Não deixem que vos roubem a esperança! ”

Amigos de Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, os cristãos católicos vivem de esperança em esperança, até verem a Esperança final realizada no fim dos tempos, ressuscitar com Ele e como Ele, quando a sua glória de ressuscitado será a nossa glória.

Páscoa é tempo de caridade! No contexto da Última Ceia, Nosso Senhor Jesus Cristo, como parte de seu testamento, deixa o “mandamento novo”: “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13, 34). Este amor vivido será a identidade do cristão católico: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” ( Jo 13,35).

A alegria, a paz, a verdade e a esperança, como compromissos pascais, encontram a sua plenitude e perfeição na caridade, que é capaz de transfigurá-las à luz da fé, não deixando serem apenas virtudes humanas.

O que Nosso Senhor Jesus Cristo espera de nós não é um gostar, um querer bem, uma filantropia, mas “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”. Amar o outro como sou amado por Ele. E Ele me ama com o amor com que é amado pelo Pai.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP