quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Em 22 de dezembro na Catedral de São José, Dom Tomé presidiu a Missa em Ação de Graças pelos trabalhos promovidos pela Pastoral do Povo da Rua. Após a celebração, a equipe serviu um jantar a todos os participantes.

Acompanhe o trabalho da Pastoral do Povo da rua através do site www.pastoraldopovodarua.com e facebook www.facebook.com/pastoraldopovodaruariopreto


Fotos: Celso Moscon











segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Algumas experiências antropológicas são comuns à pessoa humana, como o nascer e o morrer; culturalmente ritualizadas, adquirem caráter “sagrado”. A celebração anual da vida de cada pessoa recorda o seu nascimento, marca o tempo de sua existência “mundana” e histórica, com um sentimento indescritível, fruto da confluência de encantamento, júbilo e ação de graças.

A celebração dos 2015 anos do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, em 25 de dezembro, pode provocar na pessoa humana o sentimento de uma “estupefação sagrada”, resultante do encontro do deslumbramento, do louvor e da gratidão. É “inaudito” o mistério da encarnação de Deus em Nosso Senhor Jesus Cristo. Não é um fato incompreensível, situa-se além do comum entendimento; não é prisioneiro das estruturas cognitivas, mas se contemplado e vivido na fé, pode ser razoavelmente acolhido e humanamente celebrado. 

A extensão e a intensidade do natal profano, que começa na segunda quinzena de outubro e termina na primeira quinzena de janeiro, obscurece a celebração anual do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. No Brasil, a festa originalmente religiosa sofre um processo de  secularização, patrocinado pelo comércio, encontrando terreno fértil nas novas gerações que não receberam ou receberam de modo incompleto a transmissão da fé cristã.

Vivemos a realidade descrita no prólogo do evangelho de São João, ao falar de Jesus, Palavra de Deus: “Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina. Ela estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a reconheceu. Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram” (Jo 1, 9-11). 

O Natal é a memória litúrgica e a recordação histórica do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, ocorrido há 2015 anos, em Belém, na Judéia (cf Mt 1, 18-25; Lc 2, 1-7). “E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que recebe do seu Pai como filho único, cheio de graça e de verdade”(Jo 1, 14). 

Jesus não é uma pessoa qualquer, há algo de singular nele, é Deus: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava junto de Deus, e a Palavra era Deus”(Jo 1, 1). Em Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus se introduz no mundo, faz história. Vem para iluminar a pessoa humana dominada pela treva do pecado: “Nela estava a vida e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la”(Jo 1, 4-5).

Manifesta ou não, há uma rejeição à pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina. Ela estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dela, mas o mundo não a reconheceu. Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram”(Jo 1, 9-11). Esta recusa, na maioria das vezes, é fruto de uma ignorância, parcial ou total, da pessoa e da missão de Nosso Senhor Jesus Cristo: o Divino Salvador que nos liberta da escravidão do pecado. 

Quem se reconhece pecador e acolhe a Nosso Senhor Jesus Cristo, torna-se filho de Deus: “A quantos, porém, a acolheram, deu-lhes poder de se tornarem filhos de Deus: são os que creem no seu nome. Estes foram gerados não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1, 12-13). Por ele recebemos a vida de Deus, conhecemos a Deus: “De sua plenitude todos nós recebemos, graça por graça. (...) Ninguém jamais viu a Deus; o Filho único, que é Deus e está na intimidade do Pai, foi quem o deu a conhecer” (Jo 1, 16.18).

Como pecadores em conversão, aproximemo-nos da celebração litúrgica do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com “temor e tremor” sagrado ajoelhemo-nos diante do único e insubstituível Salvador, Deus que vem em nosso socorro. Para isso, não temamos dizer não àquilo que no natal secular contraria a fé e se torna um obstáculo para a vida de Deus em nós.

Feliz e santo Natal! Abençoado e feliz Ano Novo! Amplexo e todo bem!


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Abertura do Ano da Misericórdia

Ano Santo é aberto na Diocese. Bispo deseja que os fiéis sejam a “Igreja da Misericórdia”.

“O Senhor, lento para a cólera” (Salmo 103, 8), se manifestou ao povo da Diocese de São José do Rio Preto no domingo, 13 de dezembro. Reunidos na Catedral, diocesanos mantiveram a unidade com toda a Igreja e com o bispo, dom Tomé Ferreira da Silva, que conduziu a abertura da Porta Santa; para "inaugurar" a vivência do Jubileu Extraordinário da Misericórdia na região.

Durante a procissão, que antecedeu o gesto, ecoou o encorajamento manifestado na Bula Misericordiae Vultus, lida na etapa inicial do rito. "Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos - nós mesmos - sinal eficaz do agir do Pai. Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como tempo favorável para a Igreja, a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes", indicou o papa Francisco no documento convocatório lido pelo chanceler da Diocese, padre Júlio César Sanches Lázaro.

“Abri-me as portas da justiça” (Salmo 118)
“Esta é a porta do Senhor: por ela entraremos para alcançar misericórdia e perdão”. As palavras, inspiradas no versículo 20, do mesmo Salmo 118, foram o indicativo para a abertura da Porta Santa na Catedral de São José. O Jubileu da Misericórdia trouxe, pela primeira vez, essa novidade: um rito semelhante ao aplicado pelo papa Francisco quando, na Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, dia 8 de dezembro, no Vaticano, o Pontífice abriu a Porta Santa da Basílica de São Pedro. No “domingo da alegria” (Gaudete), o 3º do Advento, o gesto se repetiu nas catedrais em todo o mundo; favorecendo o engajamento dos fiéis.

"Jesus Cristo, rosto da Misericórdia"
Apontando as consequências nocivas do abandono de referenciais, dom Tomé estabeleceu um paralelo engajado entre a realidade vivida pelos contemporâneos do profeta Sofonias e o povo, nos dias de hoje. "Deus nos convoca a não perder a esperança; pois Ele não nos desampara e não nos deixa sozinhos. Ao contrário, Ele nos carrega em seus braços", sintetizou o epíscopo.
Outro ponto, destacado na reflexão, foi a extensão do perdão do Senhor; sempre disponível àqueles que O buscam com pureza de coração. "Deus nos perdoa sempre. Por isso, não temamos atravessar a porta que é Jesus Cristo: porta de Salvação e Misericórdia", completou dom Tomé

Redenção
Após a comunhão, foram apresentadas as condições para a obtenção das Indulgências Plenárias; concessão garantida na vivência do Jubileu Extraordinário da Misericórdia para o perdão pleno das consequências do pecado.

A partir do Sacramento da Reconciliação e da Comunhão – quando celebrados no mesmo dia – os fiéis que, em peregrinação à Porta Santa disposta na Catedral de São José, professarem a fé e rezarem pelas intenções do Papa Francisco obterão o benefício. Além da Catedral, a Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida, em Votuporanga, foi o segundo local escolhido por dom Tomé para, na Diocese de São José do Rio Preto, favorecer a conquista da Indulgência. A Porta Santa, naquela cidade, foi aberta em Celebração Eucarística realizada, igualmente, no dia 13 de dezembro.

Aos Enfermos e idosos, encarcerados e aos que praticarem as Obras de Misericórdia também será concedida a Indulgência Plenária. As condições próprias para cada caso estão previstas em orientação oferecida por dom Tomé por meio de carta enviada às Paróquias e igualmente publicada no site da Diocese (www.bispado.org.br). É possível, por último, obter a “indulgência jubilar” para os falecidos; observando, os fiéis, as indicações próprias para o oferecimento.

Envio
Após saudar Nossa Senhora, unido aos Religiosos e Religiosas; na vivência do período a eles dedicado (Ano da Vida Consagrada, com encerramento previsto para fevereiro de 2016), dom Tomé proferiu a bênção e enviou o povo em missão. "Devemos ser a Igreja da Misericórdia, levando Jesus Cristo - em unidade com o papa Francisco e com as Dioceses de todo o mundo - aos mais que mais O esperam. Bom Ano Santo para todos nós; e que, nesse tempo, experimentemos a Misericórdia de Deus", concluiu o bispo após rezar – com os presentes - a oração indicada para o Jubileu.

Texto: André Botelho
Fotos: André Botelho e Celso Moscon


 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Orientações sobre as Indulgências para o Ano Santo da Misericórdia

“A indulgência é experimentar a santidade da Igreja que participa em todos os benefícios da redenção de Cristo, para que o perdão se estenda até as últimas consequências aonde chega o amor de Deus.” (Papa Francisco)

A recepção da indulgência está “unida, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro.” (Papa Francisco)

1.0   PARA TODOS OS FIÉIS: “Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo Diocesano.”(Papa Francisco) Indicamos como locais para a obtenção da indulgência, a Catedral de São José, em São José do Rio Preto/SP, e a Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida, em Votuporanga/SP.

2.0   DOENTES, ENFERMOS, IDOSOS E PESSOAS SÓS, SEM CONDIÇÕES DE SAIREM DE CASA: “Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar.”(Papa Francisco)

3.0   ENCARCERADOS: “Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta de sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade.” (Papa Francisco)

4.0   AOS QUE PRATICAREM AS OBRAS DE MISERICÓRDIA: “Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar.” (Papa Francisco) OBRAS DE MISERICÓRDIA CORPORAIS: dar comida aos famintos, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, acolher o estrangeiro, assistir os doentes, visitar os presos, sepultar os mortos. OBRAS DE MISERICÓRDIA ESPIRITUAIS: aconselhar os duvidosos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as injustiças, rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos.

5.0   FALECIDOS: “A indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. (…) Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraça-los na beatitude sem fim.”(Papa Francisco)

Solicito aos sacerdotes, diáconos permanentes, religiosos e religiosas, aos líderes e coordenadores de comunidades, pastorais, movimentos, associações religiosas e novas comunidades, que tornem conhecidas estas orientações para todos os fiéis. Sejam publicadas em todos os meios de comunicação vinculados à Igreja.

Que Nossa Senhora, a Mãe da Misericórdia, “nunca se canse de volver para nós os seus olhos misericordiosos e nos faça dignos de contemplar o rosto da misericórdia, seu Filho Jesus.” (Papa Francisco)

Na expectativa sóbria e alegre do Natal do Senhor, e na esperança de sua vinda gloriosa, a bênção de Deus. Amplexo e todo bem!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

Orientações Pastorais para o Ano Santo da Misericórdia

“Será, portanto, um Ano Santo extraordinário para viver, na existência de cada dia, a misericórdia que o Pai, desde sempre, estende sobre nós. Neste Jubileu, deixemo-nos surpreender por Deus. Ele nunca Se cansa de escancarar a porta do seu coração, para repetir que nos ama e deseja partilhar conosco a sua vida.”(Papa Francisco/25)

“Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36). No Ano Jubilar da Misericórdia, somos convidados a percorrer três caminhos que nos conduzem à fonte da misericórdia divina e para sermos misericordiosos com os irmãos: alimentar-se da misericórdia divina nos sacramentos e sacramentais; praticar as obras de misericórdia corporais e espirituais; meditar, refletir e rezar a misericórdia a partir dos textos bíblicos, da Patrística, dos documentos do Magistério da Igreja e dos Papas.

A partir das orientações e sugestões provenientes do Santo Padre o Papa Francisco e da Santa Sé, sobretudo do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, recordo alguns momentos e atividades que devem ser implementados na vida pastoral das paróquias, pastorais, movimentos, associações religiosas e novas comunidades, para que se realize o objetivo do Ano Santo Extraordinário: “Neste Ano Jubilar, que a Igreja se faça eco da Palavra de Deus que ressoa, forte e convincente, como uma palavra e um gesto de perdão, apoio, ajuda, amor. Que ela nunca se canse de oferecer misericórdia e seja sempre paciente a confortar e perdoar. Que a Igreja se faça voz de cada homem e mulher e repita com confiança e sem cessar: ‘Lembra-te, Senhor, do teu amor, e da tua fidelidade desde sempre’(Sl 25,6).”(25)

TEMPOS QUE DEVEM SER PRIVILEGIADOS NO ANO SANTO DA MISERICÓRDIA: Quaresma; Dia Mundial do Enfermo, 11 de fevereiro; o dia das “24 horas para o Senhor”, na sexta-feira e no sábado anteriores ao IV Domingo da Quaresma, 04 e 05 de março; Semana Santa; domingo da Divina Misericórdia, 03 de abril; Solenidade do Sagrado Coração de Jesus; festa do Padroeiro ou Padroeira da Paróquia; Visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida na Paróquia, de agosto a dezembro de 2016; Visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Diocese, 08, 09 e 10 de julho de 2016; Festa do Senhor Bom Jesus dos Castores; meses temáticos: das Vocações, da Bíblia, das Missões; recuperar o sentido, valorizar e promover atividades nos dias santificados e feriados religiosos.

ATIVIDADES PROPOSTAS: Santa Missa diária nas paróquias, em horários e locais diversificados que facilitem a presença dos fiéis; nos dias santificados e feriados religiosos, manter os horários de missa do domingo; intensificar a catequese sobre o sacramento da confissão e oferecer possibilidades de dias e horários diversificados para que os fiéis possam ter acesso a este sacramento; intensificação de uma catequese do sacramento da Unção dos Enfermos e doá-lo a todos os doentes da paróquia que dele necessitam; oferecer o sacramento do Batismo aos adolescentes, jovens e adultos, com uma preparação ao estilo catecumenal; estimular os fiéis, insistentemente, para que pratiquem as obras de misericórdia corporais e espirituais; estimular os fiéis a participarem das peregrinações; orientar os fiéis sobre a natureza das indulgências e o modo de obtê-las durante o Ano Santo; estímulo às atividades da piedade popular: rosários, romarias, via-sacra, novenas e outras; identificar e ir ao encontro dos pecadores em cada paróquia, anunciando-lhes o Querigma; retiros e cursos, meditando, refletindo e rezando o tema da misericórdia a partir da Sagrada Escritura, dos textos da Patrística, do Magistério da Igreja e dos Papas; pregações e panfletagens em espaços abertos, ruas e praças, sobre a misericórdia; realização de uma semana missionária; explicar e estimular os fiéis a compreenderem e buscarem as indulgências; cada paróquia, pastoral, movimento, associação religiosa e nova comunidade realizar um gesto significativo que marque o Ano Santo, por exemplo: fazer ou consertar a casa de um empobrecido; reformar total ou parcialmente o espaço de alguma obra social; adotar por um ano alguma pessoa em situação de rua; doar um valor significativo em dinheiro para alguma obra de assistência social; nas atividades de âmbito diocesano, encontros e assembleias das pastorais, movimentos, associações religiosas e novas comunidades, seja a misericórdia assumida como tema central.

TODAS AS PARÓQUIAS DEVEM:

1.0   Atender ao pedido do Santo Padre o Papa Francisco para realizar nos dias 04 e 05 de março as “24 horas para o Senhor”, com programão própria para as 24 horas e atendimento das confissões;

2.0   Realizar uma Semana Missionária, indo ao encontro dos pecadores;

3.0   Empreender um gesto significativo de ação social para marcar o Ano Santo.

BIBLIOGRAFIA: Misericordiae Vultus, do Papa Francisco; Dives in Misericordia, do Papa São João Paulo II; Informações do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização; Carta do Santo Padre o Papa Francisco a Dom Rino Fisichella; Portal Oficial do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, da Santa Sé: www.im.va ; Coleção “Misericordiosos como o Pai”, do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, publicada no Brasil pela Paulus: Celebrar a Misericórdia-Subsídio Litúrgico; A Confissão-Sacramento da Misericórdia; Os Salmos da Misericórdia; As Parábolas da Misericórdia; Os Padres da Igreja e a Misericórdia; Os Santos e a Misericórdia; Os Papas e a Misericórdia; As Obras de Misericórdia Corporais e Espirituais.

Com amor e zelo pastoral, estas observações devem ser levadas em consideração na elaboração de todos os calendários pastorais de 2016 na Diocese de São José do Rio Preto.

Que Nossa Senhora, a Mãe da Misericórdia, “nunca se canse de volver para nós os seus olhos misericordiosos e nos faça dignos de contemplar o rosto da misericórdia, seu Filho Jesus.” (Papa Francisco)

Na véspera da festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina, Deus o abençoe!

Amplexo e todo bem!

São José do Rio Preto, 11 de dezembro de 2015

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP


MISERICÓRDIA, SENHOR, MISERICÓRDIA!

“Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36).

De 08 de dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora e cinquentenário da conclusão do Concílio Ecumênico Vaticano II, a 20 de novembro de 2016, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, vivemos o “Jubileu Extraordinário da Misericórdia”, proclamado pelo Santo Padre o Papa Francisco, “tempo favorável para a Igreja, a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes” (3).

O Ano Santo da Misericórdia é uma oportunidade ímpar para contemplar a “Jesus Cristo, o rosto da misericórdia do Pai” (1). Segundo o Papa Francisco, a “Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado”(2). A misericórdia é “fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação” (2). 

Contemplamos Nosso Senhor Jesus Cristo Misericordioso seguindo três caminhos, interligados, que nos conduzem à salvação: acolhendo a misericórdia nos sacramentos e sacramentais; praticando as obras de misericórdia corporais e espirituais; meditando, refletindo e rezando a misericórdia a partir dos textos bíblicos, da Patrística, dos documentos do Magistério da Igreja e dos Papas.

Os sete sacramentos, cada qual a seu modo, são meios através dos quais acolhemos a misericórdia de Deus. De modo singular, o Batismo, a Confissão, a Eucaristia e a Unção dos Enfermos. É um ano bom para conduzirmos ao batismo tantos jovens, adolescentes e crianças que ainda não se tornaram sacramentalmente filhos e filhas de Deus e não foram introduzidos na Igreja, Povo de Deus e Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para nós batizados, uma oportunidade propícia para redescobrir a espiritualidade batismal com maior intensidade, quem faze fazendo a experiência de uma catequese ao estilo catecumenal.

Para o fiel cristão consciente de ser pecador, aproximar-se do sacramento da confissão é usufruir de modo privilegiado da misericórdia de Deus: “Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão. A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado, e ninguém pode colocar um limite ao amor de Deus que perdoa” (3). Perdoados por Deus, somos enviados a perdoar: “O perdão das ofensas torna-se a expressão mais evidente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir” (9). Por outro lado, é bom não esquecer a palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”(9). Perdoados, perdoamos; perdoamos, somos perdoados. Muito bonita a oração de absolvição, no sacramento da confissão: “Deus, Pai de Misericórdia, que, pela morte e ressurreição de seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém!”

A Eucaristia dominical, bom seria diária, Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, é um valioso alimento para a vida e a vida eterna, sem igual, preventivo, que fortalece o fiel para não pecar, habilitando-o na luta contra a tentação do maligno que sempre deseja desviá-lo da vida moral fundada na Palavra de Deus. Significativas estas duas orações rezadas pelo sacerdote antes e depois da Comunhão Eucarística: “Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para minha vida.” “Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.”

Durante o Jubileu da Misericórdia podemos redescobrir e oferecer com insistência aos nossos enfermos e doentes o sacramento da Unção dos Enfermos, pois é um precioso remédio de misericórdia no momento em que experimentamos a fragilidade da vida. Como é consoladora a oração da Sagrada Unção: “Por esta santa unção e pela sua infinita misericórdia, o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo. Para que liberto dos teus pecados, ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos.”

Desejosos da misericórdia divina, pecadores conscientes e em contrição, vamos ao encontro dos sacramentos, de coração livre e mente destravada, iluminados pela fé e pela Palavra de Deus, buscar o salutar remédio para a nossa salvação, o amor misericordioso de Deus, que nos é oferecido gratuita e prodigamente pelo mistério da Encarnação, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Santo Jubileu da Misericórdia! Aproveite o mar de graças que inunda a Igreja neste Ano Santo.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Missa de Dedicação da Capela Imaculada Conceição de Nossa Senhora, em São José do Rio Preto, presidida por Dom Tomé na noite de 08 de dezembro.




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Conselho Diocesano de Pastoral de nossa diocese, se reuniu no último sábado dia 5 de dezembro no Centro de Estudos Sagrado Coração de Jesus. Em sua última reunião do ano com o tema misericórdia e missão o Pe Natal, Ir. Rosangela e Cléia, Coordenadora diocesana da Pastoral da saúde, apresentaram um pouco do que foi a assembleia das Igrejas em Outubro, dando destaque especial à conferência de Dom Nelson Westrupp, scj Bispo Emérito de Santo André sobre o tema Misericórdia e Missão, a síntese dos trabalhos realizados ao longo da assembleia e também linhas comuns de Ação Evangelizadora assumidas em comum para toda a diocese. A reunião terminou com a apresentação dos trabalhos realizados pelas pastorais e movimentos e uma fala de agradecimento e motivação de Dom Tomé.

Pe. Natalício Nascimento dos Santos
Coordenador Diocesano de Pastoral