terça-feira, 6 de outubro de 2015

A FAMÍLIA E A VIDA



Duas realidades se colocam diante dos cristãos nestes primeiros dias de outubro: a família e a vida. O Sínodo, na Santa Sé, em Roma, reflete a missão da família; no Brasil, a “Semana da Vida”, com a recordação do “Dia do Nascituro” e “Dia da Criança”. Duas realidades próximas e vitais para a sociedade e a Igreja. 

Após a ampla consulta realizada em 2014, sobre questões vinculadas à família, e a realização do Sínodo Extraordinário sobre a situação da família no mundo e na Igreja, o Santo Padre o Papa Francisco realiza com os bispos representantes dos episcopados de todos os continentes, peritos, convidados leigos, religiosos e presbíteros, de 04 a 25 de outubro do ano em curso, o Sínodo sobre “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo.”

A proposta da família cristã é revelada por Deus e encontra seus elementos constitutivos na Sagrada Escritura e na Tradição. No mundo plural contemporâneo, mais do que em outras épocas, esta proposta tornou-se uma entre tantas outras, deixando de ser acolhida e escolhida por boa parte das pessoas que conhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e o seu Evangelho de Salvação.

São iluminadoras as palavras que encontramos na Bíblia: “Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher ele os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a.’”(Gn 1, 27-28);  Nosso Senhor Jesus Cristo, afirma: “O homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”(Mc 10, 7-9).

Há uma necessidade, em nome da verdade revelada, de anunciar às novas gerações a proposta cristã para a família. É uma missão ajudar os jovens a realizarem a experiência do namoro e noivado casto como caminho para chegar ao sacramento do matrimônio, como forma adequada de iniciar um novo núcleo familiar. Muitos optam pela constituição de outros tipos familiares, ou outras formas de iniciar a vida familiar, por desconhecerem o projeto cristão de união conjugal e familiar. Não há uma rejeição, mas um desconhecimento da proposta sacramentada por  Nosso Senhor Jesus Cristo que impede os jovens a optarem pelo sacramento do matrimônio e pela família cristã. 

A família cristã está aberta para a vida. A geração e educação dos filhos é um dos fins do matrimônio cristão. Os filhos são bênçãos de Deus para o casal, para a sociedade e a Igreja, devem ser acolhidos com amor e alegria. Somos todos responsáveis para cuidar e tutelar a vida humana, sempre ameaçada e de tantas formas no mundo contemporâneo. O casal cristão não deve fechar-se aos filhos, eles fazem parte constitutiva e indispensável da família cristã. 

A “Semana Nacional da Vida”, neste início de outubro, quer ser um brado em favor da vida, desde a sua concepção até o seu fim natural. O dia 08 de outubro é dedicado ao “nascituro”, isto é, à vida nascente, que se encontra no útero materno. É preciso ajudar a família, o casal, ou a mulher, ao exercício da paternidade e ou maternidade responsável, dizendo não ao aborto.

A promoção da família cristã e da vida humana, sobretudo a vida nascente, sofre o influxo da erotização da sociedade que leva as novas gerações, mas também os adultos, a uma vivência descomprometida da sexualidade. Neste contexto, é missão profética ajudar as pessoas a compreenderem e viverem a dimensão afetiva e sexual da vida humana à luz da fé e no exercício da virtude da castidade.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

Um comentário:

  1. Dom Tomé, parabéns pelas verdades que vossa excelência expôs. O conhecimento da verdade sobre o matrimônio ensinada por Nosso Senhor e pela Tradição da Igreja é o remédio para os problemas do mundo moderno.
    Salve Maria!

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