quarta-feira, 28 de outubro de 2015

SABER VIVER PARA SABER MORRER




“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11,25-26). 

O apóstolo e evangelista São João narra que Nosso Senhor Jesus Cristo ficou comovido interiormente e perturbou-se com a morte de Lázaro, seu amigo: “Jesus teve lágrimas” (Jo 11, 35). Os judeus interpretaram o seu choro como manifestação de amor e diziam: “Vede como ele o amava!” (Jo 11, 36). 

Um carroceiro, no calor do meio dia, na periferia de uma cidade de Minas, encostou sua carroça à frente de um buteco. Entrou, proseou com o dono do estabelecimento, seu conhecido. A certa altura, pediu uma dose de pinga, no que foi prontamente atendido. Bebeu de uma só vez, entornando o copo lavrado na boca, mas sem esquecer de jogar fora, num cantinho, “um gole pro santo”. Pediu então ao vendedor que “marcasse”, pois pagaria depois, naquele momento estava sem dinheiro. Começou uma discussão acalorada. Num certo momento, o proprietário pegou um pedaço de madeira e a pauladas matou o carroceiro. O pobre homem deixou de viver por causa do valor de uma dose de pinga.

Há uma banalização da morte na sociedade: os mortos pela fome, guerras e conflitos armados; as vítimas da violência doméstica, dos acidentes de trânsito, dos assaltos, das drogas, bebidas e cigarro; os desesperados que colocam fim em sua própria vida; as vítimas dos crimes passionais. Mata-se e morre-se por qualquer motivo hoje em dia, mais do que em tempos passados. A vida humana não tem mais apreço e valor absoluto para muitas pessoas.

Para outros, e muitos outros, que fazem a experiência do amor e da amizade, a morte natural dos seus é causa de sofrimento e lágrima, como foi para Nosso Senhor Jesus Cristo a morte de seu amigo Lázaro. Aqui a morte é experimentada como ruptura e passagem, deixando nascer uma saudade que não morre e queima no peito como brasa acesa que não se extingue.

Ocorre também uma mudança substancial no modo como as famílias vão convivendo com o ato de morrer dos seus membros, o que vai influenciando as novas gerações no modo de experimentar a morte. Um grande número de pessoas não morre mais em casa, mas nos hospitais, casas de repouso e asilos. O idoso e doente vai sendo paulatinamente retirado do ambiente familiar. Os ritos humanos e religiosos diante do morto assumem novas formas, vão sendo terceirizados e reduzidos. A sociedade vai simplificando o morrer e os funerais, menos espaço e tempo para aflorar e manifestar os sentimentos.

Para os católicos, há um modo próprio de compreender, viver e celebrar o mistério da morte e dos mortos, que se desenvolve em torno de quatro elementos fundantes: morte, juízo, inferno e paraíso. Estas quatro realidades são interligadas e determinadas pelo modo como vivemos a vida, como membros da Igreja, à luz da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, alimentada pela Palavra de Deus, pelos sacramentos e pela caridade, que condicionarão o modo do nosso morrer, do nosso julgamento diante de Deus e destino final.

A vida no pecado nos conduzirá a uma “segunda morte”, uma eternidade infeliz, distante de Deus, consequência de nossa liberdade e escolha. Viver é estar em permanente processo de conversão, de voltar-se para Nosso Senhor Jesus Cristo e seu Evangelho de Salvação, pois a tentação nos provocará até o momento final da nossa história pessoal.  

Não somos escravos do pecado e da morte, mas filhos de Deus redimidos e livres em Nosso Senhor Jesus Cristo: “’Por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos serão vivificados”( 1Cor 15,21-22).

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

25 ANOS DA ASSOCIAÇÃO PRIVADA DE FIÉIS COMUNIDADE CATÓLICA MAR A DENTRO

UMA BÊNÇÃO DE DEUS COLOCADA EM MÃOS HUMANAS

A Diocese de São José do Rio Preto, SP, associa-se na oração e no coração aos fundadores e membros da Comunidade Católica Mar A Dentro, que tem a alegria de celebrar 25 anos de fecunda, boa e bela existência.
Ao longo da história, o Divino Espírito Santo, Amor Divino, tem suscitado no mundo e na Igreja beneméritas obras que refletem a simplicidade, unidade, bondade e beleza de Deus. As “Novas Comunidades”, que surgem e se desenvolvem como saboroso e perfumado fruto do Concílio Vaticano II, são expressões cristalizadas da ação do Divino Amor que edifica, consolida e faz crescer a Igreja, Povo de Deus, Corpo Místico de Cristo, Videira do Senhor.

Reconhecemos que a Associação Privada de Fiéis Comunidade Católica Mar A Dentro é uma bênção de Deus colocada em mãos humanas, uma semente do bem plantada e cultivada na história do mundo e da Igreja pelo Divino Espírito Santo, timoneiro da Família de Deus que peregrina neste “Vale de Lágrimas”, mas carregada de entranhada esperança.

Aplaudimos os membros da Comunidade Católica Mar A Dentro, em pé, pois vemos neles pessoas que vivem da fé e na caridade, fruto da contemplação diuturna do mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo, razão de ser de sua existência, que deseja única e ardorosamente torná-LO conhecido, amado, seguido, celebrado e anunciado, num afã missionário incansável e marcado pelo martírio cotidiano, enquanto não recebem a graça do martírio de sangue; doam a vida no “pequeno caminho”, enquanto não lhes é pedido dar a vida por Aquele que por nós morreu na “Árvore da Vida”.

A Diocese de São José do Rio Preto, na pessoa do Senhor Antônio Dilben Rabelo Fleming, saúda os membros de vida e aliança, os vocacionados, discipulandos e comprometidos, da Comunidade Católica Mar A Dentro. Agradecemos a Deus a sua existência e edificante presença em nossa Igreja Particular. Deus lhes pague!

Imploramos sobre a Comunidade Católica Mar A Dentro a intercessão terna e materna de Nossa Senhora, a Mãe da Misericórdia. Que ela os estimule a alçar as velas ao vento, missionariamente, em direção aos cantos e recantos do mundo, por inumerável tempo na história, pois o segredo da perenidade e vitalidade de uma obra do Espírito é a capacidade de seus membros de não terem medo de avançar para alto mar, mesmo em noite escura e tempestuosa.

Amplexo e todo bem!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

37ª Assembleia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1

Entre os dias 16 a 18 de Outubro aconteceu, com a presença de mais de duzentas e quarenta pessoas de todo o estado de São Paulo a 37ª Assembleia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 (São Paulo) da CNBB.

Reunidos no CEI – Centro de Espiritualidade Inaciana, Vila Kostka, Itaici, Indaiatuba, SP, estiveram arcebispos, bispos, padres, religiosas e muitos dos leigos delegados que têm a missão de articular e animar as diversas iniciativas missionárias nas arquidioceses e dioceses do estado. De nossa diocese estiveram presentes D. Tomé Ferreira da Silva, Ir. Rosangela, secretária de pastoral, Pe. Natal, coordenador diocesano de pastoral e os leigos Jocelito Hebert Garcia, Clea Domitilde Soares Rodrigues, Coordenadora diocesana da pastoral da Saúde.

Durante os três dias de assembleia, houve estudo de textos, exposições, reflexões e partilha em torno do tema “Misericórdia e Missão”.

A assembleia se inseriu nos recentes documentos do magistério da Igreja, como a Carta Encíclica Laudato Si’ Sobre o Cuidado da Casa Comum, a Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia Misericordiae Vultus e as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2015-2019), Dom Nelson Westrupp, bispo emérito de Santo André, SP, fez uma apresentação envolvendo todos esses temas.

D. Nelson recordou que a Bula consta de 25 partes. Nas primeiras, o Pontífice recorda que segundo a luz de Jesus, a misericórdia não é algo abstrato, quanto um rosto para reconhecer, contemplar e servir. A Bula se desenvolverá em clave trinitária (conf. nº. 6-9) e se aprofunda na descrição da Igreja como sinal visível e crível da Misericórdia divina. “A misericórdia é a viga mestra que sustenta a vida da Igreja”, afirma o Papa. Ele citou o apelo do Papa Francisco, na Encíclica Laudato Si’, “O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum”. (Laudato Si’ nº. 13).

A assembleia contou com momento de partilha em grupo de como colocar em prática a misericórdia, missão e o cuidado com a casa comum. Também momento de plenário dos grupos, palavra livre, e, diante da síntese das propostas apresentadas pelos grupos, reuniu-se por diocese para escolher as prioridades de ação evangelizadora para toda a igreja particular.


Colaboração: Pe. Natalício Santos


MISERICÓRDIA, MISSÃO E SERVIÇO

Vivemos o “Dia Mundial das Missões”, neste dezoito de outubro. A realidade dos dois terços da humanidade que ainda não ouviram o primeiro anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo e de seu evangelho de salvação mostram a urgência e a necessidade da “missão além das fronteiras”. Em todos os continentes há um inumerável contingente de pessoas que aguardam sair da ignorância total do conhecimento do Divino Salvador. Para a missão são necessários pessoas e recursos, missionários e dinheiro.

A Campanha Missionária – 2015 trouxe como tema “Missão é Servir”, inspirado na palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos” (Mc 10,44). Diz o Papa Francisco: “(...) na doação, a vida se fortalece; e enfraquece no comodismo e no isolamento. De fato, os que mais desfrutam da vida são os que deixam a segurança da margem e se apaixonam pela missão de comunicar vida aos demais” (EG 10). Por isso, a urgência de uma “Igreja em saída”, comunicadora da graça salvadora de Cristo a toda pessoa humana.

O Povo de Deus, a Igreja, é naturalmente missionário: “sai para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo” (DGAE 36). O fiel católico tem consciência de que “o distanciamento em relação a Jesus Cristo e ao Reino de Deus traz graves consequências para toda a humanidade” ( DGAE 39).

O Divino Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, é remédio para a enfermidade social que se manifesta de tantos modos como consequência do pecado das origens, que rebrota nos males pessoais, sociais e estruturais. Por isso a urgência da missão: “Proclama a Palavra, insiste oportuna ou inoportunamente, convence, repreende, exorta, com toda a paciência e com a preocupação de ensinar” ( 2Tm 4,2 ).

Na Bula “Misericordiae Vultus”, onde proclama o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o Papa Francisco afirma: “A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia (...) A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo (...) O perdão é uma força que ressuscita para nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança”(10). A misericórdia de Deus, através de Nosso Senhor Jesus Cristo, é o conteúdo da missão.

“A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo. E deste amor que vai até ao perdão e ao dom de si mesmo, a Igreja faz-se serva e mediadora junto dos homens” (MV 12). A Igreja missionária é portadora da misericórdia de Deus em Cristo para a humanidade hoje. Ela faz ecoar a todos o brado das Bem-aventuranças: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7).

Na fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja procura ser misericordiosa com todos, exortando seus filhos e filhas a viverem as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos; e as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos.

Na prática das obras de misericórdia, é bom não esquecer: “Quem pratica a misericórdia, faça-o com alegria” (Rm 12,8). Sejamos missionários a serviço da misericórdia. Experimentamos a misericórdia de Deus em Nosso Senhor Jesus Cristo; “misericordiados”, vamos levar a misericórdia divina aos que a aguardam, mesmo não sabendo que a desejam e esperam.  


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP


JUVENTUDE CONSTRUINDO UMA NOVA SOCIEDADE

Neste dezoito de outubro de dois mil e quinze, a Diocese de São José do Rio Preto, unida às dioceses do Brasil, realizou o “Dia Nacional da Juventude”, reunindo na Paróquia Santuário São Judas Tadeu, especificamente nas dependências da Obra Social, dois mil e oitocentos jovens, provenientes das noventa e oito paróquias, distribuídas em cinquenta municípios, que formam esta Igreja Particular.

O tema orientador do encontro, “Juventude construindo uma nova sociedade”, foi desenvolvido na homilia a partir da leitura de dois textos bíblicos, do Profeta Isaías (Is 53,10-11) e da Carta aos Hebreus (Hb 4,14-16), do canto do Salmo 32, e da proclamação do Evangelho (Mc 10,35-45), durante a Liturgia Eucarística.
As palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo “Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”(Mc 10, 45), ensinam a viver o “poder” como serviço e a doar a vida para a salvação do outro.
Cristo Sacerdote é o “trono da graça”, fonte da misericórdia, de quem nos aproximamos com fé para obter a salvação; pelo mistério de sua encarnação, morte e ressurreição, Ele se compadece de nossas fraquezas.  Nele se realiza a palavra do Profeta Isaías: “Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas” (Is 53, 11).
Iluminado pela fé, guiado pela esperança, no seguimento a Nosso Senhor Jesus Cristo, o jovem não “foge” do “mundo”, mas é chamado a construir uma nova sociedade, compreendendo o poder, nas suas múltiplas manifestações, como serviço, expressão da caridade, como diz o Mestre: “Mas, entre vós, não deve ser assim; quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos” (Mc 10, 43-44).
Na busca desta sociedade nova, onde o poder é serviço, os jovens são estimulados a participarem dos espaços onde são decididos os rumos das instituições e organismos da sociedade em âmbito municipal, estadual e federal. Devem se apresentar como membros para os mais diversos conselhos na escola, no bairro, no município, mas também para funções políticas em todos os âmbitos.
Expressamos nossa gratidão, na pessoa do Padre Hallisson Henrique de Jesus Parro, à equipe responsável pelo evento realizado e aos voluntários e parceiros que possibilitaram este momento de graça na nossa Diocese de São José do Rio Preto.
Jovens, não tenham medo! Vocês são “cidadãos do infinito”, como canta a canção do Padre Zezinho. Ocupem os espaços sociais e sejam construtores de uma sociedade fundada na verdade, honestidade, justiça e solidariedade, belos frutos da caridade que trazem nos seus corações. 

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP









terça-feira, 6 de outubro de 2015

A FAMÍLIA E A VIDA



Duas realidades se colocam diante dos cristãos nestes primeiros dias de outubro: a família e a vida. O Sínodo, na Santa Sé, em Roma, reflete a missão da família; no Brasil, a “Semana da Vida”, com a recordação do “Dia do Nascituro” e “Dia da Criança”. Duas realidades próximas e vitais para a sociedade e a Igreja. 

Após a ampla consulta realizada em 2014, sobre questões vinculadas à família, e a realização do Sínodo Extraordinário sobre a situação da família no mundo e na Igreja, o Santo Padre o Papa Francisco realiza com os bispos representantes dos episcopados de todos os continentes, peritos, convidados leigos, religiosos e presbíteros, de 04 a 25 de outubro do ano em curso, o Sínodo sobre “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo.”

A proposta da família cristã é revelada por Deus e encontra seus elementos constitutivos na Sagrada Escritura e na Tradição. No mundo plural contemporâneo, mais do que em outras épocas, esta proposta tornou-se uma entre tantas outras, deixando de ser acolhida e escolhida por boa parte das pessoas que conhecem Nosso Senhor Jesus Cristo e o seu Evangelho de Salvação.

São iluminadoras as palavras que encontramos na Bíblia: “Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher ele os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a.’”(Gn 1, 27-28);  Nosso Senhor Jesus Cristo, afirma: “O homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”(Mc 10, 7-9).

Há uma necessidade, em nome da verdade revelada, de anunciar às novas gerações a proposta cristã para a família. É uma missão ajudar os jovens a realizarem a experiência do namoro e noivado casto como caminho para chegar ao sacramento do matrimônio, como forma adequada de iniciar um novo núcleo familiar. Muitos optam pela constituição de outros tipos familiares, ou outras formas de iniciar a vida familiar, por desconhecerem o projeto cristão de união conjugal e familiar. Não há uma rejeição, mas um desconhecimento da proposta sacramentada por  Nosso Senhor Jesus Cristo que impede os jovens a optarem pelo sacramento do matrimônio e pela família cristã. 

A família cristã está aberta para a vida. A geração e educação dos filhos é um dos fins do matrimônio cristão. Os filhos são bênçãos de Deus para o casal, para a sociedade e a Igreja, devem ser acolhidos com amor e alegria. Somos todos responsáveis para cuidar e tutelar a vida humana, sempre ameaçada e de tantas formas no mundo contemporâneo. O casal cristão não deve fechar-se aos filhos, eles fazem parte constitutiva e indispensável da família cristã. 

A “Semana Nacional da Vida”, neste início de outubro, quer ser um brado em favor da vida, desde a sua concepção até o seu fim natural. O dia 08 de outubro é dedicado ao “nascituro”, isto é, à vida nascente, que se encontra no útero materno. É preciso ajudar a família, o casal, ou a mulher, ao exercício da paternidade e ou maternidade responsável, dizendo não ao aborto.

A promoção da família cristã e da vida humana, sobretudo a vida nascente, sofre o influxo da erotização da sociedade que leva as novas gerações, mas também os adultos, a uma vivência descomprometida da sexualidade. Neste contexto, é missão profética ajudar as pessoas a compreenderem e viverem a dimensão afetiva e sexual da vida humana à luz da fé e no exercício da virtude da castidade.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Santo Terço pela Paz, promovido pela diocese de São José do Rio Preto em 03 de outubro na residência episcopal.

Fotos: Marcos Freitas e Pe. José Vinci