quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A Vida Religiosa e Consagrada, um caminho que conduz à felicidade

“Não estamos no centro, estamos, por assim dizer, ‘deslocados’, estamos a serviço de Cristo e da Igreja.” (Papa Francisco)

Na escuta da Vontade de Deus, no processo de discernimento vocacional, os adolescentes e jovens, homens e mulheres, devem se perguntar se Deus os chama para um seguimento especial a Nosso Senhor Jesus Cristo, através da Vida Religiosa e Consagrada, um modo e caminho especial para viver a vida cristã e deixa-la produzir muitos e bons frutos de santidade.

No contexto do mês vocacional, agosto, recordamos os religiosos e consagrados, homens e mulheres, que das mais diversas formas, seguem a Nosso Senhor Jesus Cristo pobre, casto e obediente. A Diocese de São José do Rio Preto “deve” muito aos religiosos que fizeram e fazem parte de sua história. Neste Ano da Vida Consagrada, convocado pelo Santo Padre o Papa Francisco, nos unimos aos religiosos e consagrados presentes na nossa Diocese na oração e no coração, compartilhando dos seus desafios, conquistas, esperanças, alegrias e provações.

O Decreto do Concílio Vaticano II “Perfectae Caritatis”, sobre a Vida Religiosa, afirma que “Existiram desde os primórdios da Igreja homens e mulheres que se propuseram pela prática dos conselhos evangélicos seguir a Cristo com maior liberdade, e imitá-LO mais de perto e levaram, cada qual a seu modo, vida consagrada a Deus. (...) Os religiosos consagram-se de maneira especial ao Senhor, seguindo a Cristo, que,  sendo virgem e pobre (cf Mt 8,20; Lc 9,58), pela obediência até à morte da Cruz (cf Fl 2,8), redimiu e santificou os homens. Assim, levados pela caridade que o Espírito Santo derramou em seus corações (cf Rm 5,5), mais e mais vivem para Cristo e para Seu corpo que é a Igreja (cf Cl 1,24).”(Vat. II, 1217)

Os religiosos, fundados no sacramento do Batismo, mortos para o pecado, renunciando ao mundo, ao professarem os conselhos evangélicos da castidade, pobreza e obediência,  respondem a um chamado divino para viverem unicamente para Deus, através de uma consagração singular. É a Igreja que aceita esta doação de si feita pelos religiosos, por isto eles estão a seu serviço.

Na Igreja, o serviço de Deus faz do religioso um participante do aniquilamento de Cristo (cf Fl 2, 7-8) e um conduzido pelo Espírito (cf Rm 8, 1-13), proporcionando-lhe viver as virtudes da humildade, obediência, fortaleza e castidade, entre outras.

“Os religiosos, fiéis à sua profissão, abandonando tudo por Cristo (cf Mc 10,28), sigam-NO (cf Mt 19,21), como único necessário (cf Lc 10,42), ouvindo-lhe as palavras (cf Lc 10,39) e preocupando-se com o que é d’Ele (cf 1 Cor 7,32). (Vat II, 1235).

Os consagrados, “procurando antes de tudo e tão somente a Deus, devem unir a contemplação, pela qual aderem a Deus, com o espírito e o coração, ao amor apostólico, pelo qual se esforçarão por associar-se à obra da Redenção e por dilatar o Reino de Deus.” (Vat II 1236)

Numa sociedade erotizada, vivendo na castidade, por causa do Reino dos Céus (cf Mt 19,12), um dom da graça divina, os religiosos experimentam a liberdade do coração (cf 1 Cor 7, 32-35) e se tornam profetas da santidade e dignidade do corpo humano.

Através do empobrecimento voluntário, de fato e de espírito, os religiosos participam da pobreza de Cristo que de rico se fez pobre, a fim de nos enriquecer (cf 2Cor 8,9; Mt 8,20), possuindo apenas tesouro no céu (cf Mt 6,20), vivendo do trabalho e da confiança na Providência Divina (cf Mt 6,25).

Pela obediência, os religiosos oferecem a Deus a “dedicação da própria vontade como sacrifício de si próprios”, a exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que em tudo fez a Vontade do Pai (cf Jo 4,34; 5,30; Hb 10,7). Na comunhão com os superiores, servem a Igreja, “contribuindo com as forças da inteligência e da vontade, com os dons da natureza e da graça, na execução dos preceitos e no cumprimento das tarefas a eles confiadas, sabendo que colaboram na edificação do Corpo de Cristo segundo os desígnios de Deus.”(Vat II 1260)

Proponho aos nossos adolescentes e jovens que não tenham receio de ouvir e responder afirmativamente ao convite de Nosso Senhor Jesus Cristo para seguirem a Ele através da Vida Religiosa e Consagrada, um caminho conduz à perfeição da vida cristã e à felicidade.

Aos religiosos e religiosas presentes na Diocese de São José do Rio Preto, ou que já trabalharam entre nós, ou que são originários desta Igreja Particular, o nosso amplexo e votos de graça e paz! Confio-me às suas preciosas orações.


+ Tomé Ferreira da Silva

Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP 

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