segunda-feira, 29 de junho de 2015

Eleição do Instituto Comboniano de São Judas Tadeu


O Instituto Comboniano de São Judas Tadeu celebrou no sábado, 27 de junho, a eleição de sua nova Diretoria. Os voluntários, nominados na única chapa inscrita, terão a responsabilidade de gerir a Entidade até 2018; cumprindo mandato de três anos.

Observando as indicações do Estatuto; depois de ter cumprido as etapas de publicação do edital, de comunicação dos “sócios” e do registro do grupo concorrente, a Assembleia foi instalada pelo presidente da atual gestão, padre Luiz Donizeti Caputo. O líder, na primeira etapa, dirigiu oração inicial. Considerando as presenças da maioria dos associados, a Assembleia pode ser aberta às duas da tarde. Paroquianos do Santuário São Judas Tadeu e funcionários do Serviço Social acompanharam as deliberações.

Balanço
Em breve exposição sobre os desafios enfrentados ao longo dos últimos anos, padre Luiz Caputo agradeceu os diretores, membros do Conselho Fiscal e suplentes por todo empenho em prol da eficiência na gestão da Entidade. O presbítero destacou o testemunho do ex-aluno Claudemir Fioramonte, que na condição de vice presidente, esteve no São Judas – todos os dias – visitando os setores administrativo e de comunicação; oferecendo apoio à efetivação das ações e incentivo aos funcionários.

Ainda durante a etapa de deliberações, o padre Luiz Caputo relembrou uma grande conquista: a aquisição do antigo Seminário Comboniano (hoje Centro de Formação Profissional e Catequético Padre Enrico Galimberti). A ação, que se deu a partir da negociação de área ociosa existente na sede da Entidade, favoreceu – entre importância à vista (aplicada na compra do prédio) e outras benfeitorias no São Judas (instalação de nova caixa d’agua e de modernização do sistema de recepção de energia elétrica, em destaque) – a incorporação de apartamentos ao patrimônio do Instituto. Alguns desses, ao longo dos próximos meses, e conforme necessidade, serão vendidos para que o montante arrecadado possa ser aplicado no início da reforma do antigo Seminário. A ação foi aprovada pela Assembleia. “Não conseguiremos realizar tudo o que é necessário, mas teremos condições de refazer a parte elétrica e hidráulica”, explicou o padre Luiz.

Nova Diretoria
Seguindo as diretrizes do Estatuto, o presidente passou a palavra ao secretário Joaquim Marçal da Costa. O voluntário fez a apresentação da chapa inscrita; nominando os cargos. Segundo a sua coordenação foi feita – também – a consulta sobre a modalidade de votação; tendo optado a maioria dos “votantes” pela aclamação.

Por unanimidade, o padre Luiz Caputo foi reconduzido ao posto de presidente do Instituto Comboniano de São Judas Tadeu. O padre José Cândido, de Uchoa, assumirá a vice presidência (confira os cargos na sequência).

Gratidão
Tendo, desde o início, acompanhado a Assembleia do Instituto Comboniano, o bispo de São José do Rio Preto, dom Tomé Ferreira da Silva, alertou sobre os desafios a serem enfrentados pelas Entidades. Destacando que o São Judas é “uma expressão da caridade” para toda a Diocese, dom Tomé agradeceu o trabalho da última Diretoria e desejou êxito para aquela que foi eleita. “A gratidão muito especial ao padre Caputo que consegue, magistralmente, guiar a Paróquia, a Obra Social e outros trabalhos da Igreja”, disse o epíscopo. Antes de encerrar o encontro, do Tomé fez uma última recomendação. “É empenhativo o trabalho que vocês vão realizar. Que a Obra Social apresente Jesus Cristo, o nosso maior tesouro, às crianças e adolescentes”, encorajou o bispo.

                A posse, que é automática (dispensando solenidade para tal fim), se dará em 11 de julho de 2015. A Assembleia Geral do Instituto Comboniano de São Judas Tadeu foi encerrada com café preparado por lideranças da Comunidade Paroquial.

Colaboração: André Botelho





terça-feira, 16 de junho de 2015

Na manhã de 16 de junho, no Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus, em São José do Rio Preto, reuniram-se os padres que acolhem os seminaristas para o trabalho pastoral aos sábados e domingos. Estes padres são formadores, pois contribuem, juntamente com suas respectivas paróquias, para que os seminaristas sejam paulatinamente integrados à vida pastoral da Igreja, nos mais diversos segmentos: pastorais, movimentos, associações religiosas, novas comunidades, administração paroquial e conselho pastoral.

O primeiro momento foi dedicado à oração. Em seguida, cada sacerdote teve a oportunidade de falar da presença e do trabalho dos seminaristas na paróquia confiada aos seus cuidados. A avaliação geral é bastante positiva e promissora. Os seminaristas não só contribuem, mas são ajudados, e muito, pela convivência com os sacerdotes e com a comunidade paroquial.

O Padre Leonel Brabo, reitor do Seminário Maior, em nome dos Padres formadores que residem nos seminários, agradeceu a disponibilidade de cada um dos presbíteros, recordando-lhes que prestam um serviço à Igreja como verdadeiros formadores dos futuros padres. Em seguida, respondeu a algumas questões propostas pelos presentes e acolheu as sugestões por eles apresentadas.

Como Bispo Diocesano, lembrei aos presentes: a pastoral é uma dimensão integrante e indispensável da formação dos futuros sacerdotes; o padre que acolhe um seminarista nos fins de semana é um membro da equipe formadora, com função bem específica; é preciso proporcionar ao seminarista a possibilidade de conhecer todas as dimensões da vida da Igreja: sacramental, pastoral e administrativa; ajudar o seminarista a criar gosto por pastorais muito importantes como as que atingem o mundo da família, a juventude, as crianças, adolescentes e os empobrecidos; o pároco deve ajudar o vocacionado a conhecer e inserir-se no trabalho social, iluminado pela Doutrina Social da Igreja; estimular no seminarista o gosto por uma Igreja Missionária, anunciadora do Mistério de Cristo Salvador ao mundo.

Agradeço as paróquias e padres que acolhem nossos seminaristas nos finais de semana. Deus lhes pague!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Monsenhor Ângelo Angioni

No dia 29 de maio, sexta-feira, chegaram  de Roma dois enviados pela Sagrada Congregação das Causas dos Santos.

A cidade de José Bonifácio viveu um momento histórico que se estendeu até o dia 07 de junho.  Drº Paulo Vilotta e Padre Paolo Lombardo, enviados de Roma, vieram a José Boinifácio para realizarem a exumação dos restos mortais do Servo de Deus Ângelo Angioni.

Monsenhor Ângelo Angioni foi um sacerdote italiano que viveu no Brasil na cidade de José Bonifácio por quase sessenta anos. Sacerdote humilde e grande devoto de Nossa Senhora fundou, para o serviço da Igreja, o Instituto Missionário Coração Imaculado de Maria que é composto pela comunidade Sacerdotal, pela comunidade das irmãs auxiliares dos sacerdotes, as irmãs contemplativas e educadoras, também pelos leigos consagrados. Foi o fundador de escolas paroquiais, gráficas, oficinas e marcenarias que, durante muitos anos, profissionalizou incontáveis jovens que por ali passaram.

O carisma, a humildade, a simplicidade e o grande amor à Eucaristia fez com que Monsenhor Ângelo assumisse fama de santidade pelo povo, mesmo em vida. Depois de um longo período de enfermidade, o mesmo veio a falecer no dia 15 de setembro de 2008 e o seu corpo foi sepultado em um túmulo dentro da Igreja Matriz de São João Batista, em José Bonifácio.

A cerimônia de exumação teve início às 21 horas, com a locução realizada por Padre Mauro Ziati, superior do Instituto Missionário Coração Imaculado de Maria e contou com a presença de numerosos sacerdotes, religiosas e leigos do Instituto  e da Diocese.  O caixão com os restos mortais do Servo de Deus foi transladado para a Cripta, que está no subsolo da Igreja Matriz de São João Batista. Aberto o caixão, apareceram os restos mortais do Servo de Deus.

No dia seguinte, 30 de maio, os postuladores da causa dos santos  admiraram-se por encontrar,  entre os ossos do Servo de Deus, o coração ainda intacto, que estava conservado,  após  7 anos de sua morte. Fato que causou muita comoção  e emoção do médico legista e dos padres, religiosas e leigos consagrados do Instituto Missionário Coração Imaculado de Maria.

No dia 7 de junho, realizou-se novamente uma cerimônia extraordinária para a instituição do  Tribunal Eclesiástico com uma equipe designada pelo Bispo, que irá cuidar do processo de beatificação do Servo de Deus, devendo averiguar suas virtudes e a veracidade do seu testemunho de vida.

Milhares de pessoas participaram da Santa Missa celebrada pelo Excelentíssimo Bispo Dom Tomé e concelebrada por diversos padres. Ao final da Celebração o postulador Drº Paulo Vilotta, juntamente com Dom Tomé, lacraram a urna em que se encontram depositados os restos mortais de Servo de Deus, inclusive o seu coração que, após serem contemplados com emoção pelos fiéis presentes, foram levados para o sarcófago preparado para receber as relíquias.

É grande o número de pessoas que procuraram a comissão histórica para registrarem graças alcançadas pela intercessão do Servo de Deus.

Rezemos para que a Igreja reconheça sua vida heroica de santidade e, caso isto aconteça, que ele se torne o terceiro beato da Diocese de São José do Rio Preto.

Colaboração: Pe. Sander Marcos de Freitas