quarta-feira, 18 de março de 2015

São José, servo bom, prudente e fiel

São José, esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e padroeiro da Igreja. São José é recordado duas vezes na liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana: em dezenove de março, como solenidade; e primeiro de maio, com o título de São José Operário, como memória facultativa. Celebramos  o mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo na vida de São José, membro da Sagrada Família e inspiração para os trabalhadores.

São José, servo bom, prudente e fiel. A antífona de entrada da solenidade, inspirada em Lucas 12, 42, mostra  o modo como a Igreja contempla a pessoa de São José: “Eis o servo fiel e prudente, a quem o Senhor confiou a sua casa”. A ele Deus confiou as “primícias da Igreja”, reza a oração da coleta, mostrando a sua missão de esposo de Maria e “pai nutrício” de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na Sagrada Família, São José desempenha a sua missão como servo cuja ação é marcada pela bondade, prudência e fidelidade.

São José, da família de Davi. Cumprindo a promessa feita a Davi (cf 2Sm 7, 4-16), através de São José é garantida a Nosso Senhor Jesus Cristo a ascendência davídica, conforme descrito no evangelho de São Mateus 1, 1-16. A genealogia descrita termina com estas palavras: “Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo.” Ao acolher Nossa Senhora como esposa, São José acolhe legalmente Nosso Senhor Jesus Cristo como filho e garante a Ele o vínculo com Davi e Abraão: “Livro da origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”(Mt 1,1).

São José, um peregrino.  Os evangelhos mostram que São José realiza três peregrinações: de Nazaré a Belém (Lc 2,4); de Belém ao Egito (Mt 2, 14); do Egito a Nazaré (Mt 2, 19-23). Pensar São José como peregrino, para preservar a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Nossa Senhora, é contemplá-lo à sombra das grandes peregrinações vétero-testamentárias, sobretudo de Abraão e Moisés. São José fez-se um peregrino pela causa do Reino de Deus, presente em Nosso Senhor Jesus Cristo.

São José, cumpridor da Lei. São José era frequentador do Templo, em Jerusalém: leva o Menino Jesus e Maria, após o nascimento, para cumprir as prescrições da circuncisão e apresentação do Menino  e a purificação da Mãe (Lc 2, 21-24);  era seu costume ir ao Templo por ocasião da festa da Páscoa (Lc  2, 41-51). A sua atenção à Lei mostra um aspecto da sua justiça: “José, seu esposo, sendo justo (...)”(Mt 1,19). Ele contribui com sua práxis para introduzir Nosso Senhor Jesus Cristo na “fé judaica”.

São José, atento à Vontade de Deus e pronto para agir. Ao tomar consciência da gravidez de Nossa Senhora, São José, em sonho, é informado dos planos de Deus (Mt 1, 18-25). Ao final, a sua atitude é resoluta: “Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa” (Mt 1, 24). Semelhante discernimento e resolução ocorre por ocasião da “fuga para o Egito”(Mt 2, 13-15). Conhecendo a Vontade de Deus, São José não titubeia, mas crê, confia e faz sua a Vontade de Deus, participa como “coadjuvante” da História da Salvação, pronta e humildemente.
São José, servo bom, prudente e fiel, rogai por nós!

+ Tomé Ferreira da Silva

Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

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