quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A PEQUENA IGREJA


Na Santa Sé, em Roma, Itália, se desenvolve até o dia 19 de outubro, a IIIª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada pelo Santo Padre o Papa Francisco, com dois assuntos convergentes,  evangelização e família, que juntos formam um só tema: evangelizar a família e ou a família evangelizadora.

A ação evangelizadora da Igreja, no Brasil, encontra-se diante de uma situação peculiar, a diversificada tipologia familiar, isto é, variados tipos de família presentes na sociedade. Esta realidade não surgiu do dia para a noite, foi construída paulatinamente; porém, não foi percebida, por razões várias, pelos agentes pastorais; quando emergiu e tornou-se forçosamente visível, assustou.
A sociedade brasileira não é mais tão permeável à ação evangelizadora da Igreja.  Não atingindo o coração das pessoas, como a “chuva criadeira”, os atos da evangelização se vão como a água da chuva na enxurrada. A diversificação de formas de constituição familiar e a sua alta incidência na sociedade são sinais da resistência ou ignorância das pessoas à ação evangelizadora da Igreja: ou se desconhece o modelo de família proposto pelo Evangelho ou recusa-se conscientemente este modelo familiar.

As variadas formas de família são terreno natural para a evangelização, pois o núcleo familiar é o primeiro espaço e instrumento da transmissão e educação da fé, ambiente onde se vive a dimensão comunitária da fé, a “Pequena Igreja” ou “Igreja Doméstica”.

Como Pequena Igreja, a família é instrumento de evangelização, não só no seu interno, com seus membros, mas como instituição social e seus membros se espalhando pelos mais diversos espaços da sociedade. A ação evangelizadora não atinge seus propósitos se prescinde da ação pastoral da família. Eis aqui o desafio: fazer da família, na prática, agente de evangelização, sobretudo considerando-se que isto pressupõe a família evangelizada.

A questão parece ser simples nas não é; não é conceitual, mas existencial; não está no âmbito exclusivo da compreensão, mas da ação. Não tendo família evangelizada, não temos família evangelizadora. Não são momentos justapostos, mas duas faces de uma realidade dialética, que não se desenvolve linearmente, mas  em espiral. A dificuldade em evangelizar a família produz ausência de famílias evangelizadoras.

A evangelização da família exige a tenacidade e a paciência do agricultor que fere a terra, mas pacientemente espera o fruto da semente que germina, não mais passivamente, mas usando da tecnologia e dos insumos para corrigir ou aperfeiçoar as intempéries da natureza. Ousadia para evangelizar a família e paciente construção de famílias evangelizadoras.

O ideal cristão da família, que nasce com o sacramento do matrimônio, precisa ser proposto e reproposto como vocação, chamado de Deus, às novas gerações de crianças, adolescentes e jovens. Ele será acolhido se os mesmos tiverem vida cristã, que começa com uma adesão pessoal e consciente a Nosso Senhor Jesus Cristo, tal como é compreendido pela Igreja. Uma vida cristã que nasce e se estrutura a partir da audição do anúncio querigmático: Jesus Cristo nasceu e morreu para nos salvar! A experiência pessoal de Jesus Cristo como Salvador e Senhor é a coluna vertebral que sustenta a vida cristã. A vida cristã é a moldura que permite surgir, dá sentido e mantém  a família constituída à luz do evangelho.

No coração e na oração, acompanhemos o desenvolvimento da Assembleia Sinodal sobre evangelização e família. Valorizemos  nossa família, lutemos por ela, façamos com que seja cada vez mais uma Pequena Igreja, a casa do amor.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP.

Um comentário:

  1. A bênção, D Tomé!
    À medida que os partidos comunistas são postados e mantidos no poder, instituem na sociedade o MARXISMO CULTURAL, leva as pessoas a viverem no POLITICAMENTE CORRETO, daí degrada-se, descristianiza-se, aliena-se, pois os comunistas, tais como seus aliados muçulmanos, odeiam a Deus, a Igreja, a democracia e tudo que provenha do tronco judaico-cristão, como disse acima, impermeabiliza-se aos ensinamentos da Igreja.
    Disso, resulta o caos, pois onde o Senhor Deus é rejeitado, o diabo toma conta com seu revolucionarismo ateísta.
    Aliás, a martelo e foice presidente Dilma recentemente defendeu os muçulmanos decepadores de cristãos no Oriente médio, provando que odeia os daqui, mas pede seus votos para se reeleger!
    Só se for para lhe poder para depois os amordaçar, ainda por trás dizer que não os mandou serem idiotas-uteis, otarios e acreditarem em promessas de comunistas, por sinal, sendo inveterados satanistas, deles tudo de ruim é garantido!
    Só para ter ideia de exasperação do relativismo na sociedade patrocinado por eles: 1º mandamento do DECÁLOGO DE LÊNIN, os 10 mandamentos dos comunistas: "corrompa a juventude e dê-lhe toda liberdade sexual" e no 9º: "contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e crenças nas promessas do governo"..., e nisso e em mais desse decálogo têm sido fieis cumpridores e o resultado está aí; seria também por a Igreja que não os teria enfrentado à altura, pelo menos nas paroquias onde frequento são silentes em os denunciar, na net são muito poucos e os vermelhos nela infiltrados como na TL e na CNBB, traidores, quem sabe se lhes poderia evocar?
    … são cães mudos, que não podem ladrar, que vêem coisas vãs, que dormem, que amam os sonhos. E esses cães tão sem-vergonha não podem saciar-se; os mesmos pastores que não têm nenhuma inteligência; todos declinaram para o seu caminho, cada um para sua avareza, desde o mais alto até o mais baixo. Is 56 10-11.
    O mesmo conteúdo também de Ez 34 7-10? ... ...Eis eu mesmo vou pedir contas a esses pastores do meu rebanho e acabarei com eles... as minhas ovelhas serem expostas a serem devoradas por todas as feras do campo...

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