terça-feira, 2 de setembro de 2014

SEMANA DA PÁTRIA


Recordamos a independência do Brasil. Algum tempo atrás, nos anos de 1970 a 1990, alguns críticos falavam de independência política e dependência econômica, sendo esta última de outros países e ou de instituições internacionais. O quadro social, político e econômico de hoje é diferente e para melhor, muito embora algumas sombras pairem sobre nossas cabeças. É bom celebrar a Pátria, o Povo Brasileiro, mesmo não concordando plenamente com as diretrizes e organização do Estado.

Vivemos o rico tempo pré-eleitoral, na expectativa da escolha do Presidente da República e dos Governadores dos Estados, dos Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais. Há uma significativa indiferença e ou indignação  de parte da população diante da vida política do País, fruto da confusão entre público e privado, da falta de coerência dos eleitos e da corrupção ou malversação dos recursos públicos. Há também gente boa e de princípios na vida política, mesmo quando não são respaldados por seus partidos políticos.

As dificuldades que experimentamos no Brasil não são somente fruto da crise e ou falência das instituições políticas e governamentais. Temos outras causas estruturais que passam pela economia mundial, pela globalização e escassez dos recursos naturais. Por outro lado, enquanto cidadãos, podemos aprimorar a prática de algumas virtudes que seriam salutares para o bem comum: a honestidade e integridade; sobriedade e parcimônia  no modo de vida; solidariedade e abertura para a vida comunitária e em sociedade; ocupar espaços de participação na organização da sociedade; cultivo da verdade e responsabilidade ética no exercício da profissão.

Nas últimas décadas, uma série de benefícios  foram socializados, se tornaram acessíveis a um número maior de pessoas. O desafio atual é melhorar a qualidade dos serviços prestados na educação, na saúde, na habitação, nas condições de trabalho, na mobilidade urbana e na oferta de produtos alimentícios saudáveis. Novos desafios vão surgindo, ou velhos desafios reaparecem com mais intensidade: a busca pela segurança pessoal e coletiva, a digna sobrevivência na velhice, a não exclusão digital, estabilidade no trabalho e busca do equilíbrio emocional como remédio contra o desespero.

Está em andamento na sociedade brasileira duas iniciativas populares que visam contribuir para um Brasil melhor: a coleta de assinaturas para viabilizar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática, número 6.316 de 2013; a coleta de assinaturas para reivindicar um plebiscito popular por uma nova constituinte exclusiva. Possivelmente você será abordado por alguma pessoa que solicitará a sua anuência a um destes dois projetos com a sua assinatura.

Nos novos tempos que vivemos, diante da fragilidade da política, não seria  hora de rever a obrigatoriedade do voto no Brasil?

Rezemos pelo Brasil, pelo Povo Brasileiro e pelos nossos Governantes. Que não nos falte o dom do discernimento e da sabedoria, da fortaleza e da coragem, para prosseguirmos na construção de uma sociedade justa e fraterna.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto.

Um comentário:

  1. A bênção, D Tomé!
    Tem havido uma grande controvérsia na net acerca do que expõe acima o Revmo Bispo: do não assinar a reforma da constituinte ou reforma "popular", idem com aval da CNBB nas paróquias, a qual tem estado é ao lado do PT, execrada e refutadíssima sem exceções na net como católica romana, além de ter apoio apenas de esquerdistas como CUT, MST, CONTAG, Fenaj, OAB, UNE etc., e que de "democracia e popular" apenas fachada, mas uma constituinte exclusiva, bem ao estilo da hoje existente na Venezuela em que apenas o PSUV do Já-Foi-Tarde Chávez em liames com Cuba - o PT venezuelano - e que levou o país à indigência, pois onde entra o comunismo com sua bandeira vermelha do martelo e foice estão garantidos o atraso, violência, destruição, miséria e morte.
    O blog freirojão é um desses marreteiros nesses projetos do PT de reforma "popular", não conhecendo eu um sequer que apoie nesse sentido, que não pressinta nisso um golpe branco.
    "Salve o poder; tudo o mais é ilusão" - Lênin.

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