terça-feira, 30 de setembro de 2014

MADRE ASSUNTA MARCHETTI, A BEATA DE MIRASSOL.

A Diocese de São José do Rio Preto alegra-se com a beatificação de Madre Assunta Marchetti, religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas , da qual é cofundadora, que ocorrerá no dia vinte e cinco  de outubro, as dez horas, na “Catedral da Sé”, na cidade de São Paulo, pois ela viveu por doze anos, junho de 1935 a setembro de  1947, na cidade de Mirassol, trabalhando na Santa Casa de Misericórdia.

“Madre Assunta Marchetti nasceu em Lombrici de Camaiore, na Itália, em quinze de agosto de 1871. Em 1895 veio ao Brasil, a pedido de seu irmão Padre Marchetti, como missionária para ajudar a cuidar dos órfãos dos imigrantes italianos e aqueles dos antigos escravos (...). Ela faleceu em São Paulo, no dia primeiro de julho de 1948.” “Além do trabalho nos orfanatos, Madre Assunta se dedicou ao cuidado dos enfermos em Santas Casas e hospitais, como também no acompanhamento das famílias em áreas pastorais no sul do Brasil.”

Nos doze anos vividos na Santa Casa, em Mirassol, os últimos de sua existência terrestre, Madre Assunta fez de sua vida, já marcada pela fragilidade da doença,  uma oferta agradável a Deus, através do amor à Igreja e no serviço aos empobrecidos. Ao ler a sua biografia, neste período, constata-se que, mesmo combalida pela enfermidade, não tinha tempo para si, mas vivia em favor dos enfermos e empobrecidos. Desgastava-se ainda mais fisicamente, com horas a fio de trabalho duro, incansável e silencioso, que muitas vezes levava-a a exaustão.

Na Santa Casa, em Mirassol, fazia não só o seu trabalho, mas também os dos outros, para ajudá-los, seja na enfermagem, na limpeza, na horta, na cozinha, onde quer que fosse preciso. Quando o silêncio da noite chegava, aproximava-se silenciosamente dos leitos dos enfermos, fazendo uma ronda espiritual, esticando um cobertor ou ajeitando um travesseiro. Ainda que com os pés em chagas vivas, costurava até madrugada para que não faltasse roupa aos doentes, às irmãs e aos empobrecidos da redondeza. Tinha consigo o zelo de ajudar a sepultar com dignidade os esquecidos da sociedade. Longas horas eram dedicadas à oração, diante do Santíssimo Sacramento ou conjugando a oração do rosário com outras atividades.

A beatificação de Madre Assunta Marchetti é oportunidade boa para que a cidade de Mirassol redescubra a vida e a obra desta Beata nos doze anos em que viveu nesta cidade. Ela não pode permanecer, em Mirassol e na Diocese de São José do Rio Preto, como a “mulher invisível”. Cabe aos fiéis católicos de Mirassol, e da Diocese, redescobrir, preservar e divulgar sua vida como exemplo para todos, vida marcada pela caridade, humildade e serviço desinteressado ao próximo, iluminado pela luz da fé.  Seria bom, se for possível, o povo de Mirassol trabalhar para preservar e recuperar a capela da antiga Santa Casa, para que se tornasse um marco da passagem da Beata por estas terras, e viesse a se tornar novamente lugar de culto a Deus e, eventualmente, um ponto de turismo religioso no noroeste do estado de São Paulo.

Depois de prévio entendimento com as paróquias e os padres que trabalham em Mirassol, na tarde do dia nove de novembro, as  dezoito horas, no perímetro da Paróquia Santa Rita de Cássia, no bairro Parque das Flores, Rua Projetada 13, lote 3, quadra 16, em Mirassol, ocorrerá o lançamento da pedra fundamental da primeira capela dedicada à Beata Madre Assunta. Os fiéis católicos de Mirassol, e da Diocese, somos convidados a participar desta construção, com uma doação generosa em dinheiro ou em material de construção. Nesta celebração, deveremos receber da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo-Scalabrinianas a doação de uma relíquia da Beata Madre Assunta, que ficará na cidade de Mirassol para veneração dos fiéis, devendo no futuro ser introduzida na capela a ser construída em sua memória.

Beata Madre Assunta Marchetti, rogai por nós!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP.  

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