sexta-feira, 26 de setembro de 2014

18ª ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL DA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO.

Na memória de São Vicente de Paulo, o Santo dos empobrecidos e da formação do clero, 27 de setembro, a Diocese de São José do Rio Preto reúne-se para realizar a sua Décima Oitava Assembleia Diocesana de Pastoral, com o tema “A Caridade como ação social da Igreja”, reunindo o Bispo Diocesano, Padres, Diáconos, os membros do Conselho Diocesano de Pastoral, representantes das Congregações Religiosas e Novas Comunidades, os coordenadores paroquiais do Conselho de Pastoral Paroquial e do Conselho Paroquial de Assuntos Econômicos e os Seminaristas.

A dinâmica da 18ª Assembleia Diocesana de Pastoral é marcada por cinco momentos: a concelebração da Santa Missa, o conhecimento das Pastorais e Obras Sociais na Diocese, as reflexões sobre:   “Paróquia e Pastorais Sociais, desafios e perspectivas”, “Relação entre Igreja e Governo no Brasil, implicações para as Obras Sociais” e “A Dimensão Social da Fé e a Missionariedade”.

A fé cristã, centrada na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, possui uma dimensão social, que nasce e vide da Caridade, vida de Deus em nós, fruto da presença do Divino Espírito Santo que recebemos nos sacramentos do Batismo e da Crisma. Individualmente, somos movidos à caridade na relação com o outro, dele nos fazendo próximo, nas mais diversas circunstâncias e contextos de nossa vida, a começar na família, a pequena Igreja.

A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo tem  necessariamente uma dimensão comunitária que vai além da família, a pequena Igreja, e se materializa nos grupos e comunidades que se abrem à paróquia, e na Diocese, que dá vida às mais diversas paróquias e outras expressões de vida eclesial. Na Igreja, a dimensão social da fé é cristalizada nas Pastorais Sociais, que são inúmeras, e nas Obras Sociais, que são variadas. Como não há Igreja sem a Caridade, não há Igreja sem Pastorais e Obras Sociais que sistematizam, de algum modo, a dimensão social da nossa fé em Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Ação Social da Igreja não pode estar desvinculada do anúncio querigmático de Nosso Senhor Jesus Cristo e da evangelização. A caridade da Igreja se dirige a todos, indistintamente. Mas a todos a Igreja deve propor o encontro pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso único e insubstituível Divino Salvador, como Ele mesmo expressou antes de sua Ascensão ao Céu: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova do Reino de Deus a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado”(Mc 16,15-16). Diz o Papa Francisco que “ A pobreza maior é a falta de Jesus Cristo”.  Não há caridade sem evangelização, não há evangelização sem caridade.

A Ação Social da Igreja, para além do atendimento imediato do empobrecido, deve ajudar os fiéis a construir uma sociedade justa e fraterna que leve em consideração os valores sociais da fé, desenvolvidos pela Doutrina Social da Igreja, que ajudam a pensar as relações interpessoais na sociedade, combatendo as manifestações sociais e estruturais do pecado.

São Vicente de Paulo, o Santo dos empobrecidos e da formação do clero, afirma: “A Caridade é uma dama, faz-se necessário cumprir o que ordena.” Que  Deus nos ajude a viver a dimensão social de nossa fé e a conduzir as pessoas a um encontro pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo.    

+ Tomé Ferreira da Silva

Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

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