segunda-feira, 11 de agosto de 2014

FAMÍLIA, TUDO DE BOM!

A Igreja Católica Apostólica Romana, no Brasil, realiza anualmente, na segunda semana de agosto, a Semana da Família, com o intuito de promover a vida em família, reconhecendo a sua santidade e importância decisiva para uma sociedade saudável. Neste ano de 2014 o tema proposto é: “A espiritualidade cristã na família, um casamento que dá certo.”

A espiritualidade cristã propõe aos fiéis cristãos e às pessoas de boa vontade um modelo familiar que nasce com o sacramento do matrimônio: “Nunca lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne?’ De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”(Mt 19, 4-6).

O sacramento do matrimônio é uma vocação, e como tal deve ser proposto aos jovens: os que fazem a experiência do conhecimento, amor e seguimento a Nosso Senhor Jesus Cristo, a partir dos sacramentos da iniciação cristã, Batismo, Crisma e Eucaristia, são chamados a constituírem um novo núcleo familiar com o “casamento na Igreja”. O sacramento do matrimônio é um direito e um dever dos jovens cristãos católicos.

A celebração anual do dia dos pais, e também das mães, é uma recordação da beleza e dignidade da  paternidade e maternidade como participações no mistério de Deus criador e salvador. A criação dos filhos, a transmissão da fé aos mesmos, e sua consequente educação até a maturidade da vida cristã, é um direito inalienável dos pais e não deve sofrer influência de outras instâncias, nem mesmo e sobretudo do Estado.

É bom “casar na Igreja”, pois o sacramento do matrimônio é graça divina e sobrenatural doada aos jovens nubentes quando iniciam uma família; é bom ter filhos, educá-los na fé é participar da ação de Deus que conduz e educa seu povo ao longo da história da salvação. Estas realidades devem ser continuamente propostas e repropostas aos jovens, pois a maioria deles desconhece a natureza do sacramento do matrimônio e o projeto divino de uma família cristã, pois a transmissão e a educação da fé ficaram seriamente comprometidas para eles, sendo subjugados a uma ignorância religiosa, que é vencível. 

A não procura pelo sacramento do matrimônio e a opção por outras formas de constituição familiar, não é uma recusa consciente e explícita dos jovens ao “casamento na Igreja” e ao ideal de uma família cristã, mas fruto da ignorância  religiosa a que se encontram submetidos, pois não foram conduzidos a uma experiência pessoal de Nosso Senhor Jesus Cristo como Deus, Rei e Senhor. 

A proposição aos jovens do sacramento do matrimônio e do ideal de uma família cristã, à luz da Sagrada Escritura, pressupõe o anúncio do kerigma a eles, conduzindo-os a Nosso Senhor Jesus Cristo e à experiência comunitária da fé na Igreja. Não se pode optar por aquilo que não se conhece e não se experimenta. 

O futuro do “casamento na Igreja” e da família cristã, atualmente seriamente comprometidos, depende da ação missionária dos fiéis católicos que vivem alegremente a sua fé e que precisam ir ao encontro dos jovens para doar-lhes Nosso Senhor Jesus Cristo e, consequentemente, despertá-los para a vocação à vida matrimonial e consequente escolha pelo projeto de uma família cristã, conforme proposto por Nosso Senhor Jesus Cristo nos evangelhos.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto.

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