segunda-feira, 26 de maio de 2014

“ACASO CRISTO ESTÁ DIVIDIDO?” (1 Cor 1,1-17)

Acompanhamos a visita do Santo Padre o Papa Francisco à “Terra Santa”, onde viveu Nosso Senhor Jesus Cristo, também terra sagrada para Judeus e Muçulmanos. Reverenciando os lugares sagrados, o Santo Padre caminhou como arauto da paz entre cristãos, israelitas e islâmicos, propiciando ocasião de unidade entre as três grandes religiões monoteístas.

Caminhamos para o fim do tempo pascal, vislumbramos no horizonte a Solenidade de Pentecostes, precedida pela “Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos”, que ocorre entre os dias 01 a 08 de junho, e tem como lema: “Acaso Cristo Está Dividido?” ( 1 Cor 1,1-17).

Todas as paróquias receberam o livro/subsídio com o conteúdo e as orientações para viver bem a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Este material foi “organizado pelos irmãos e irmãs do Canadá, país marcado pela diversidade de idiomas, cultura, clima e diversas expressões de fé.” No Brasil, o material é publicado e divulgado pelas Igrejas que participam do CONIC-Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Anglicana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia.

Mundialmente, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é promovida pelo Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, CPUC, e pelo Conselho Mundial de Igrejas, CMI. No hemisfério norte, ela ocorre entre 18 e 25 de janeiro. No hemisfério sul, é celebrada por ocasião de Pentecostes.

Retomo alguns pontos desenvolvidos na introdução do subsídio:

“Acaso Cristo está dividido? A resposta inicial é não. Cristo não está dividido! Cristo é um para todas as pessoas que creem Nele!

Porém, se olhamos para a realidade das comunidades cristãs, essa pergunta pode receber outra resposta. A de que Cristo não está dividido, mas a maneira como experenciamos a fé em Cristo faz parecer que ele seja dividido.

A imagem da cruz nos leva à pergunta sobre quem e o que nós anunciamos. Anunciamos a nós mesmos, nossas verdades, nossas doutrinas, nossas certezas ou anunciamos a Boa Nova do Evangelho? O que é maior? A cruz de Cristo ou aquilo que nós anunciamos ser a Boa Nova do Evangelho?

A graça, necessariamente, passa pela cruz (sofrimento) e pela ressurreição (esperança). Estas duas dimensões da Palavra de Deus estão umbilicalmente ligadas. Não se pode falar de uma sem a outra.

Ao anunciarmos estas dimensões, anulamos a cruz de Cristo e, no lugar dela, colocamos pessoas, doutrinas, percepções de mundo, ideologias e assim por diante.

O exercício de nos voltarmos para a cruz nos leva a redescobrir a força do Testemunho Comum deste amor gracioso de Deus por todos nós. Não importa a partir de onde falamos. O importante é que nossa mensagem esteja radicalmente firmada na mensagem da cruz. É ela que deve merecer o destaque. Em torno dela, nós nos damos as mãos, juntamos nossa voz para proclamar a concretude de um Testemunho comum para que o mundo creia.”

“A intenção da Semana de Oração é que todos os cristãos e cristãs, em todos os lugares, possam estar unidos em oração pela unidade. Onde há somente uma denominação religiosa a Semana de Oração poderá, também, ser realizada, com reflexão e oração pela unidade e superação das desigualdades.”

“Convidamos a cada um de vocês, suas comunidades e paróquias a caminharem juntos nesta Semana de Oração. Oremos, pratiquemos a fraternidade e nos unamos como irmãos e irmãs no objetivo comum de servir ao nosso bom Deus.”

“Abençoada Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2014.”

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

2 comentários:

  1. A bênção, D Tomé!
    A Igreja católica é santa, extensão de Cristo, portanto perfeita; os maculados somos nós, os membros e que muitas vezes, mesmo dentro da Igreja, podemos nos dividir em grupelhos, julgando-se superiores aos outros, montando as famosas "panelinhas", em que determinadas pessoas se acham no direito de comandar a todos como se fosse um deusinho(a).
    O modelo acabado das desuniões entre grupos que se agridem, ainda por cima, se encontra nas relativistas seitas protestantes, muitas vezes fomentadas pelas acima divisões entre católicos que mal formados, perdidos, desiludidos, acabam por cair nas garras do sectarismo relativista-religioso.
    Temos de nos comportar como servidores, nada mais, e consideremos que ainda somos inúteis, mesmo depois de tudo bem feito, mas aceitos por misericórdia de Deus aos que ao menos se dispõem a bem servi-Lo.

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