quarta-feira, 30 de abril de 2014

MOMENTO DE GRAÇA PARA A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA NO BRASIL.

Nas dependências do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, SP, de 30 de abril a 09 de maio, se desenvolve a 52ª Assembleia Geral Ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. É um evento anual, tempo de graça para a Igreja Católica A
postólica Romana presente em nosso País. É o único momento, durante o ano, que os Arcebispos e Bispos, provenientes de todo o território nacional, se encontram para um período prolongado de oração, partilha, reflexão, estudos e tomadas de decisões.

Desta Assembleia Geral participam como convocados todos os ordinários diocesanos: arcebispos, bispos, administradores apostólicos e administradores diocesanos. Os arcebispos e bispos eméritos participam livremente como convidados. Há sempre um grupo de assessores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e alguns convidados. Ao todo, são cerca de quinhentos participantes.

O tema central da 52ª Assembleia Geral da CNBB é a retomada do tema “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, já abordado em 2013, e que transforma-se em documento com orientações teológicas e pastorais para  as dioceses brasileiras, num esforço concentrado de conversão pastoral e tentativa de retomada do ânimo missionário em nossas paróquias.

Temas considerados “prioritários” que estão em pauta: “Igreja e Questão Agrária no início do século XXI”; “Diretório para a Comunicação da Igreja no Brasil”; “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”; “Análise dos formulários com os textos litúrgicos dos domingos e semanas do Tempo Pascal.”

Outras questões abordadas: Análise da conjuntura político-social; análise da conjuntura eclesial; preparação para a 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos: os novos desafios da família para a nova evangelização; Exortação sobre a nova evangelização, do Papa Francisco; avaliação e encaminhamento das próximas diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil (2015-2018); Jornada Mundial da Juventude: consequências e desafios pastorais; Os desafios apresentados pelo Papa Francisco aos Bispos (CELAM e Brasil); A formação dos novos presbíteros para uma nova paróquia; projeto de atualização para os presbíteros.

Durante a Assembleia um dia é reservado para a realização do retiro espiritual dos participantes. Neste ano o tema proposto: “Caminhando na fé”. A orientação do reitro foi entregue ao  Exmo. Revmo. Sr. Dom Bruno Forte, DD. Arcebispo de Chieti-Vasto, na Itália. Ao longo dos dias, muitos momentos são dedicados à oração comum: Laudes e Celebração da Missa, sempre transmitidas pelas tvs católicas; Hora Média/quinze horas; Vésperas.

Ao longo dos intervalos e à noite, muitos bispos dedicam precioso tempo à oração individual na Capela do Santíssimo Sacramento ou diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida; outros prelados, enquanto se deslocam para os lugares de trabalho, celebração e alojamento, rezam a oração do Rosário de Nossa Senhora.

Como muitos se encontram somente nesta ocasião, a convivência fraterna entre os bispos é um ponto singular durante a Assembleia Geral: horas dedicadas a ouvir o outro, partilhar seus desafios, consolar os que passam por tribulações, aconselhamento, momento de criar ou reafirmar amizades.

Agradeçamos a Deus pelos arcebispos e bispos do nosso Brasil, que Ele lhes conceda saúde e vida longa.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

sábado, 19 de abril de 2014

SANTA PÁSCOA!

SANTA PÁSCOA!

“ALEGRAI-VOS!”(Jo 28,9)

“Alegrai-vos”, é a saudação de Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado a Maria Madalena e a outra Maria, que voltavam do sepulcro, no primeiro dia da semana, após receberem a palavra do Anjo, que tinha a “aparência  como um relâmpago e as vestes brancas como a neve”, de que deveriam dizer aos discípulos que o Ressuscitado se encontraria com eles na Galileia.

A alegria espiritualizada de forma cristã é parte constitutiva da nossa vida de fé que se fundamenta no Mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo glorificado pela Cruz e Ressurreição. N’Ele nos alegramos e nos tornamos transmissores da alegria da salvação, do perdão dos pecados, da vida eterna feliz como nosso futuro próximo e da ressurreição final como destino definitivo.

A celebração da Páscoa, nos próximos cinquenta dias, reavive em nós a fé, o desejo e o empenho moral para “possuir” as realidades celestes. Experimentando já o que nos aguarda, sejamos  pessoas restauradas, participantes alegres da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo e construtores de uma sociedade que cultiva a cultura da justiça, da paz e da solidariedade fraterna, realidades que só frutificam se fundadas na verdade e na caridade.

Feliz e Santa Páscoa! Deus nos abençoe!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

terça-feira, 8 de abril de 2014

NOTA DE PESAR.

Faleceu no dia 03 de abril, em Aparecida, SP, o Exmo. Revmo. Sr. Dom Pedro Fré, Bispo Emérito da Diocese de Barretos, aos 89 anos, com 68 anos de vida religiosa na Congregação do Santíssimo Redentor.

Dom Pedro Fré era natural de Tietê, SP, da localidade de Cerquilho, nascido no dia 30 de agosto de 1924, ordenado sacerdote em 21 de dezembro de 1950. Foi pároco de Aparecida e Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora.

Nomeado bispo de Corumbá, MS, pelo Papa João Paulo II, em 28 de outubro de 1985, Dom Pedro Fré escolheu como lema de ministério episcopal “Curar os corações feridos”.

De 1989 a 2000, Dom Pedro Fré foi Bispo Diocesano de Barretos, SP. Ao tornar-se emérito, retornou para a comunidade religiosa dos Padres Redentoristas.

Os fiéis do Sub-Regional Ribeirão Preto II, que compreende as Dioceses de Barretos, Catanduva, Jales e São José do Rio Preto, abraçam os Diocesanos de Barretos, os Redentoristas e familiares de Dom Fré, unindo-se a eles na oração.

Agradecemos a Deus os dons da vida, da fé e do ministério episcopal  concedidos a Dom Pedro Fré. Confiantes na misericórdia divina, ele seja acolhido na vida eterna feliz e descanse em paz.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

terça-feira, 1 de abril de 2014

Santo Padre José de Anchieta ou São José de Anchieta?

Neste dois de abril de 2014, o Santo Padre o Papa Francisco, realiza a canonização, por decreto, do Padre Anchieta, o "Apóstolo do Brasil." Agradecemos a Deus o dom de sua vida, santidade e ministério sacerdotal no nosso País, ainda nos primórdios do "descobrimento" e colonização.
As origens: Padre Anchieta nasceu nas Ilhas Canárias, em 19 de março de 1534, de pai basco, Juan López de Anchieta, que ali se refugiara de perseguição política na Espanha, e de mãe natural das Ilhas, Mencía Díaz de Clavijo y Llerena.
A vocação: Ainda adolescente, com 14 ou 15 anos, vai estudar em Portugal. Na Universidade de Coimbra, estudando filosofia, conhece os jesuítas e se faz um deles em primeiro de maio de 1551. Ao tomar conhecimento da vida missionária dos confrades, deseja também tornar-se missionário.
Destino missionário: Santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas, envia o jovem noviço Anchieta, então com 19 anos, como missionário para o Brasil, chegando a Salvador em 13 de julho de 1553, juntando-se ao Padre Manuel da Nóbrega e outros companheiros. Com 32 anos, em Salvador, é ordenado sacerdote.
Um fundador de Igrejas: Acompanhado de outros jesuítas, Padre Anchieta torna-se um fundador e consolidador de igrejas nascentes no Brasil: São Paulo, São Vicente, Rio de Janeiro e Vitória, entre outras. Percorre o litoral brasileiro de São Paulo a Recife, com coração e ânimo missionário.
Educador de índios e portugueses: À atividade religiosa, os jesuítas acresciam as atividades educativas direcionadas para indígenas e portugueses. Padre Anchieta foi estudioso da língua tupi e guarani, usando-as para escrever gramática e catecismo, bem como textos religiosos e culturais.
Defensor dos índios: Padre Anchieta, como os demais jesuítas, se colocou contra o trabalho escravo dos índios, assistindo-os espiritual e materialmente nas enfermidades e advogando por eles nos conflitos com os portugueses.
Um estudioso do Brasil: Os relatos enviados pelo Padre Anchieta aos seus superiores na Europa, mostra um agudo senso de observação da vida dos índios, da fauna, flora, clima e território do Brasil, verdadeiros estudos antropológicos.
Superior local dos jesuítas: De 1576 a 1587, Padre Anchieta foi feito Provincial dos jesuítas no Brasil, dedicando-se com afinco a viajar para alavancar as missões jesuíticas existentes no território brasileiro e apoiando as reduções do Paraguai.
Saúde frágil: Padre Anchieta tinha saúde frágil, mas isto não se constituiu em obstáculo para sua ação missionária e educativa, andando longas distâncias para atender a doentes e empobrecidos.
Homem de oração: Apesar do árduo trabalho cotidiano, Padre Anchieta usava boas horas do descanso noturno para dedicar-se à oração silenciosa, de onde hauria as forças necessárias para viver como um operário do Evangelho de Jesus Cristo.
Amante da Virgem Maria: "Cultor" da Virgem Maria, escreveu em uma praia de Ubatuba, SP, o "Poema à Virgem Maria", no mesmo período em que acompanhava o Padre Manuel da Nóbrega em uma negociação de paz entre portugueses e tamoios.
A morte:  Padre Anchieta morreu no dia nove de junho de 1597, na localidade de Reritiba, no Espírito Santo, e que hoje chama-se Anchieta. Seu corpo foi sepultado na cidade de Vitória.
Padroeiro dos catequistas: A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil declarou o Padre Anchieta como padroeiro dos catequistas no Brasil, pela sua dedicação na transmissão e educação da fé.
Um preito de gratidão aos jesuítas, aos bispos brasileiros e aos que se empenharam durante muitos anos para que a Igreja reconhecesse a santidade do Padre Anchieta, Apóstolo do Brasil.
Que o exemplo do Padre Anchieta, agora com santidade reconhecida pela Igreja, nos faça recobrar o alegre ânimo missionário para que nenhum brasileiro fique privado do conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Divino Salvador, e do seu Evangelho de Salvação.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP