quinta-feira, 31 de outubro de 2013

“CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE.”

O que nos ensina o Catecismo da Igreja Católica Apostólica Romana (CIC) sobre a ressurreição dos mortos?

A expressão “carne” é usada para identificar a pessoa humana na sua situação “mundana” e histórica de fragilidade e mortalidade.  Ao afirmar a ‘ressurreição da carne’, a Igreja Católica Apostólica Romana compreende que “após a morte, não haverá somente a vida da alma imortal, mas que também nossos ‘corpos mortais’ (Rm 8,11) readquirirão vida” (CIC 990).

Crer na ressurreição dos mortos é elemento constitutivo da fé cristã. “Como podem alguns dentre vós dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é sem fundamento, e sem fundamento também é a vossa fé. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram” (1 Cor 15, 12-14.20).

O que é ressuscitar? “ Na morte, que é separação da alma e do corpo, o corpo da pessoa humana cai na corrupção, ao passo que a sua alma vai ao encontro de Deus, ficando à espera de ser novamente unida a seu corpo glorificado. Deus, em sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível a nossos corpos, unindo-os às nossas almas, pela virtude da ressurreição de Jesus” (CIC 997).

Quem ressuscitará? Todas as pessoas que morreram: “Aqueles que fizeram o bem ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para a condenação”( Jo 5, 29).

De que modo ressuscitaremos?  O “como” só pode ser “pensado” à luz da fé. Ressuscitaremos como Jesus Cristo, que ressuscitou com seu próprio corpo (cf Lc 24,39). “Ele, porém, não voltou à vida terrestre. Da mesma forma, nele ‘todos ressuscitarão com seu próprio corpo, que têm agora’; porém, este corpo será ‘transfigurado em corpo de glória’, em ‘corpo espiritual’”(1 Cor 15,44; cf 1 Cor 15, 35-37.42.52-53).

Quando ressuscitaremos? A ressurreição dos mortos está associada à parusia, isto è, à manifestação gloriosa de Jesus Cristo no fim dos tempos. Por isso, ressuscitaremos no fim do mundo, no último dia ( cf Jo 6, 39-40.44-54 ). “Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra (...)” ( 1 Ts4, 16-18 ).


+ Tomé Ferreira da Silva.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O DRAMA DE MORRER.

A recordação dos “fiéis defuntos”, no “Dia das almas”, “Dia dos mortos” ou “Finados”, é oportunidade de não deixar morrer na mente e no coração a lembrança das pessoas que amamos, fizeram parte da nossa vida e já realizaram a experiência da passagem pelo mistério da morte. É ocasião oportuna que me recorda que vou morrer, chegará o meu dia e a minha hora de fazer esta viagem solitária e sem retorno.

A morte não existe. A morte como ser, ente ou entidade não existe e por isso não é possível representá-la. Morrer  é um verbo. A morte não vem ao nosso encontro, sou eu que caminho para experimentá-la em algum momento no horizonte de minha vida.

A morte é um ato solitário. Morrer é um ato pessoal: eu morro. Ninguém morre comigo. Ninguém morre no meu lugar. Na minha hora, viverei a morte sozinho, na mais profunda e extrema solidão, ainda que ao meu lado estejam muitas pessoas. 

Vivo para morrer e morro para viver. O mistério da vida inclui necessariamente o mistério da morte. Viver e morrer são duas dimensões de um único mistério, a existência de tudo o que é criado. Ser criado é caminhar para morrer. Não é possível viver sem morrer. Por outro lado, a experiência a morte é necessária para a vida, sem morrer não viverei. Vivo uma só vez e morro uma única vez.

A morte não é destruição da pessoa. A experiência da morte não arruína ou destrói a  pessoa. Passo pela morte, mas continuo a viver, embora de outro modo. A minha “alma”, “espírito”, subsiste à corrupção do corpo. Na morte não sou reduzido a nada, mas transforma-se a minha existência, que assume outro modo de ser. “ Morto”, sou de outra maneira.

Nasço mortal, morro imortal. Ao ser criado, torno-me “mundano”, cidadão do mundo e histórico, porém mortal, necessariamente frágil e caduco. Na experiência da morte emerge para mim a imortalidade, saio do tempo e do espaço para não mais experimentar a fragilidade e a caducidade.

A dor da morte. A medicina é capaz de amenizar e suprimir a dor física da morte. Há  outra dor “insuprimível” no ato de morrer, fruto de uma experiência singular de auto-consciência. Ao morrer, terei a oportunidade de “ter a minha vida em minhas mãos”. No fragmento de um instante, diante dos meus olhos e do meu coração, “verei”, numa experiência espiritual singular,  o que fui e o que poderia ter sido, o que fiz e o que poderia ter feito, a realidade construída pelas minhas escolhas livres e o projeto de Deus para mim. O resultado deste “olhar comparativo” me fará sofrer, uma dor absoluta e espiritual, pois não terei a possibilidade de refazer a minha participação no mundo e na história.

Recordo-me que ouvi sempre que jamais devemos pedir para morrer, mas devemos pensar neste mistério diariamente, como forma de vigilância, de prontidão para experimentá-la. Aproveitemos estes dias também para isso, refletir sobre o mistério do ato de morrer.

+ Tomé Ferreira da Silva

Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

“JUVENTUDE E MISSÃO.”

No domingo 20 de outubro, celebramos na Diocese de São José do Rio Preto o “Dia Nacional da Juventude.” É uma iniciativa da Igreja Católica Apostólica Romana, com a finalidade de suscitar e consolidar a experiência de fé dos jovens, estimulando-os a um encontro pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo e a uma vida de intensa amizade com Ele.

O tema e o lema do Dia Nacional da Juventude estão sempre em consonância com o tema da Campanha da Fraternidade de cada ano, neste ano de 2013  foi “Fraternidade e juventude”, que procurou também mobilizar os jovens para a Semana Missionária nas dioceses e paróquias, na primeira quinzena de julho, e a Jornada Mundial da Juventude, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, no final do mesmo mês, com a presença do Papa Francisco.

No ano de 2013 o tema do Dia Nacional da Juventude foi “Juventude e Missão”, com o lema: “Jovem: levante-se, seja fermento!”  Esta foi uma oportunidade de continuar no tempo o espírito da Campanha da Fraternidade e da Jornada Mundial da Juventude, procurando suscitar e reavivar no coração dos jovens o ânimo missionário: testemunhas, apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela vida e com a palavra, junto a outros jovens que desconhecem, ou conhecem insuficientemente, o  Divino Salvador, por isso impossibilitados de amá-lo e segui-lo.

O Santuário-Paróquia São Judas Tadeu, em São José do Rio Preto, acolheu nas dependências da Obra Social São Judas  os eventos do Dia Nacional da Juventude na diocese: durante todo o domingo foi desenvolvida uma vasta programação: caminhada, pregação, celebração da Santa Missa, oração, testemunhos, música e dança. A escolha deste espaço foi significativa, pois aí são acolhidos muitos adolescentes e jovens para formação profissionalizante e outras atividades educativas e culturais.

Um agradecimento à equipe jovem do Setor Juventude que preparou o evento, contando com a preciosa cooperação do Revmo. Sr. Padre Silvio Roberto, Pároco da Paróquia Menino Jesus de Praga e assessor do Setor Juventude na diocese. Gratidão aos que com sua ajuda e trabalho possibilitaram a realização deste momento de fé e de evangelização, somente possível graças ao empenho e trabalho de muitas pessoas e instituições.

A amizade com Nosso Senhor Jesus Cristo, que se traduz no conhecimento existencial de sua pessoa, no amor e seguimento a Ele, não faz mal ao jovem. Ser amigo do Divino Salvador é fazer parte de sua família, a Igreja, descortinando novos horizontes para a vida, uma divina aventura conduzida pelo Espírito Santo. O jovem amigo de Jesus Cristo conduz a Ele outros jovens, através do seu testemunho de vida e do anúncio explícito da Palavra de Deus.

A palavra de São Paulo dirigida a Timóteo é oportuna a nós: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda obra boa. (...) Proclama a Palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina.”( 2 Tm 3, 16 - 4,2)


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES.

A missão “ad gentes”, voltada para outros povos e culturas, é parte integrante da Igreja, pois Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado, antes de sua ascensão ao céu, manifestou o desejo de que a Salvação de Deus chegue a todos os povos e em todos os tempos. A Igreja Católica Apostólica Romana é missionária, a missão é um ato da Igreja que responde ao apelo do Divino Salvador: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai A TODAS AS NAÇÕES; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”(Mt 28, 18-20).

No Brasil, o mês de outubro é dedicado a uma maior e mais intensa conscientização da vida missionária do Povo de Deus. Os fiéis, leigos e ministros ordenados, bem como religiosos e consagrados, são convocados a rezar, ajudar e promover uma formação adequada sobre a necessidade e a natureza da missão ad gentes.

“Em sintonia com a Campanha da Fraternidade (CF 2013) e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio 2013), o tema da Campanha Missionária deste ano é ‘Juventude e Missão’.  A juventude representa dinamismo e ousadia na tarefa missionária que precisa contar com todas as forças. O lema tirado do profeta Jeremias ‘A quem eu te enviar, irás’(Jr 1, 7b) recorda-nos que Deus continua a chamar e a enviar pessoas para anunciar a Boa Notícia de Jesus a todos os povos.”

A vida da Igreja no Brasil, ontem e hoje, também na Diocese de São José do Rio Preto, é devedora da ação missionária de sacerdotes, religiosas e consagrados vindos sobretudo da Europa, mas em número menor também provenientes de outros continentes. Se somos o que somos e fazemos o que fazemos é porque recebemos a semente do Evangelho dos missionários que fizeram do nosso país a sua pátria, de nossa gente o seu povo e de nossas comunidades a sua Igreja.

Embora carente de sacerdotes, religiosas, consagrados e leigos missionários, nós católicos brasileiros devemos intensificar nossa presença missionária em outros países, ou mesmo em regiões brasileiras onde há premente necessidade de recursos humanos para a evangelização, a criação e consolidação de comunidades de fé. “Devemos oferecer de nossa pobreza.”

Se não somos chamados à missão em outros lugares, podemos e devemos ajudar as missões com nossa doação em dinheiro. Nos próximos dias 19 e 20, somos convocados a “colocar as mãos em nosso bolso”, sempre tão sensível, e fazermos uma substancial ajuda às missões. Você pode entregar sua oferta em qualquer uma das missas, em todas as igrejas, do próximo sábado e domingo. “No Brasil, a coleta do Dia Mundial das Missões de 2012 arrecadou cerca de 8 milhões de reais.” Não nos esqueçamos que o Brasil recebe ajuda desta coleta missionária, enviada pela Santa Sé, e direcionada sobretudo para as dioceses da Amazônia.

Rezemos a oração missionária 2013: “Senhor, a Jeremias que resistia ao teu chamado por ser ainda jovem, Tu respondeste: a quem eu te enviar, irás, eu estou contigo. Apesar de nossas limitações, envia-nos! Dá-nos o teu Espírito que realiza em nós a tua Palavra e nos torna missionários e profetas do Reino. Amém!”

Agradeço as presenças missionárias em nossa Diocese de São José do Rio Preto, ainda hoje, de sacerdotes e religiosos vindos da Polônia, Itália e Espanha. Aos missionários que aqui faleceram nossas humildes preces e perene gratidão.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto.

“CELEBRAR E REVISITAR O CONCÍLIO VATICANO II.”

A Igreja Católica Apostólica Romana recorda os 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II,  o XXI Concílio Ecumênico na história da Igreja, convocado pelo Papa João XXIII em 1961, concluído com o Papa Paulo VI em 1965. Nas suas quatro etapas ou sessões, contou com a participação de duas mil pessoas, entre bispos e convidados, provenientes de todas as partes do mundo.

A palavra “concílio” pode ser traduzida também por “assembleia”. Um concílio é sempre convocado pelo Papa, reunindo os bispos, mas também consagrados, leigos e lideranças de outras denominações religiosas, por isso chamado de ecumênico. O objetivo de um concílio é sempre o de estudar, aprofundar, avaliar e rever aspectos importantes da vida pastoral e doutrinal da Igreja, procurando responder aos sinais dos tempos e às novas necessidades e desafios da evangelização.

A Diocese de São José do Rio Preto, através do Centro de Estudos Superiores Sagrado Coração de Jesus, realiza a Semana Cultural 2013, de 15 a 17 de outubro, com o lema: “Celebrar e revisitar o Concílio Vaticano II”, e com o tema: “Concílio Vaticano II – Constituição Dogmática Lumen Gentium”, tendo como assessor teológico o Exmo. Revmo. Sr. Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo de Lorena, no estado de São Paulo, um exímio teólogo e por muitos anos exemplar professor da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo

Nos dias 15, 16 e 17, das 8h00 às 11h30, as aulas são direcionadas para os padres,  diáconos, religiosas, consagrados e seminaristas. Nos dias 15 e 16, das 20h00 às 22h00, para os leigos. Os encontros serão na sede da ACIRP, Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto, na Avenida Bady Bassitt, 4052. Não há necessidade de inscrição prévia. Você pode ter outras informações pelo fone 32311224.

Aproveitemos esta oportunidade para aprofundar nossa formação teológica, assim poderemos, de modo mais consistente, dar as razões de nossa fé aos que nos interrogam.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

ROMARIA DIOCESANA AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA APARECIDA.

A Diocese de São José do Rio Preto realizou no dia 28 de setembro a romaria diocesana ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida/SP, envolvendo dois mil fiéis:  leigos, religiosas, consagrados, diáconos, seminaristas, padres e bispo. O evento foi precedido de um tríduo de orações realizado nas paróquias e comunidades.

A palavra “romaria” recorda as peregrinações que os cristãos, sobretudo católicos, fazem a Roma, na Itália, visitando os lugares onde viveram os santos; entre eles, muitos mártires; estes, sobretudo, nos primeiros séculos da era cristã.

Originalmente, a expressão “romeiro” designava o fiel que movido pela fé ia a Roma. Hoje, no Brasil, “romeiro” designa o fiel que vai a lugares especiais de manifestação da fé: santuários, basílicas e lugares onde viveram pessoas que exalam  “odor de santidade”.

Talvez  expressões mais adequadas fossem: “peregrinação” e “peregrino”, pois peregrinar é o ato de ir a lugares santificados e ou de devoção movido pela fé. As grandes religiões conhecem  a experiência mística da peregrinação, basta verificar a experiência das três grandes religiões monoteístas que fincam raízes na Sagrada Escritura, ainda que de modo diverso: cristianismo, judaísmo e islamismo.

A teologia católica, com fundamentação bíblica, reconhece a vida cristã no mundo e na história, onde não temos morada permanente, como uma peregrinação em direção à eternidade, pois somos cidadãos do céu. A antropologia cristã compreende o fiel  como um peregrino.

O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida, SP, é uma referência de manifestação da fé para os brasileiros. Para lá, durante todo o ano, acorrem fiéis peregrinos católicos de todos os cantos e recantos do país. Chegam de ônibus, automóveis, a pé, de bicicleta, moto e até a cavalo. Cada qual encontra o seu modo peculiar para fazer uma experiência de fé.

Na Diocese de São José do Rio Preto temos um lugar singular de peregrinação, o Santuário do Senhor Bom Jesus dos Castores, próximo à cidade de Onda Verde, ao lado da BR 153/Transbrasiliana, que recebe fiéis sobretudo no mês de agosto, mas que permanece aberto e com atividades durante todo o ano. Outras igrejas, entre basílicas, santuários, reconhecidos oficialmente ou não, ou simples igrejas e capelas são destino de muitos fiéis que acorrem para um tempo especial de oração.

Gratidão aos que ajudaram na organização, preparação e execução da peregrinação nas paróquias e diocese. Saudação aos que se fizeram peregrinos e rezaram conosco a Santa Missa no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Reconhecimento aos Padres Redentoristas, funcionários e voluntários do Santuário que tão bem nos receberam, apesar do grande afluxo de pessoas e dos desafios próprios destas ocasiões. Aos  motoristas, muito obrigado!

Preparemos a nossa peregrinação de 2014; na programação de sua agenda inclua este evento de fé. Espero que no mais breve espaço de tempo seja  definida a data da peregrinação diocesana do próximo ano ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Deus nos abençoe!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

PLANO DIOCESANO DE PASTORAL.


A Diocese de São José do Rio Preto vai chegando ao final do processo de elaboração do seu 6º Plano Diocesano de Pastoral, depois de dois anos de trabalho desenvolvido nas paróquias, envolvendo  diversos segmentos da vida eclesial que responderam afirmativamente ao convite para participarem das  diversas etapas.

No ano de 2012 fez-se um esforço para compreender a realidade da vida de fé em nossas cidades, pontuando  aspectos positivos, críticos e desafios a serem assumidos na ação pastoral da Igreja. A síntese destes dados foi socializada no mês de novembro do ano passado, durante a assembleia diocesana anual, realizada nas dependências do Colégio Santo André.

Durante o primeiro semestre de 2013, as comunidades paroquiais, sobretudo através do conselho pastoral, foram convidadas a refletir e apontar caminhos para a ação pastoral das paróquias, partindo das constatações realizadas no ano anterior e das urgências pastorais propostas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para as dioceses brasileiras.

O texto do Plano Diocesano de Pastoral da Diocese de São José do Rio Preto está dividido em quatro partes: um histórico dos planos de pastoral construídos anteriormente; a apresentação de Jesus Cristo como ponto de partida da ação pastoral da Igreja; a explicitação das urgências na ação evangelizadora; apontamento de algumas sugestões para  a ação pastoral em âmbito diocesano.

A terceira parte, as urgências na ação evangelizadora, ao apresentar seis caminhos indispensáveis para a ação pastoral, segue o esquema ver, julgar e agir: recolhe as contribuições dos trabalhos realizados ao longo do ano de 2012, agora organizados de acordo com cada tema; apresenta iluminações bíblicas e outras apontadas por documentos conciliares, da Santa Sé e  do episcopado latino-americano e brasileiro; a partir do trabalho desenvolvido nas paróquias, no primeiro semestre de 2013, propõe pistas de ação pastoral para as comunidades paroquiais, pastorais, movimentos, associações religiosas, comunidades religiosas e novas comunidades.

O 6º Plano Diocesano de Pastoral, em comunhão e sintonia com o Documento 94 de Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015”, não é um calendário de atividades pastorais, mas um conjunto de elementos que contribui para que cada organismo eclesial presente na Diocese de São José do Rio Preto possa, com a devida flexibilidade necessária, ditada por cada situação particular, realizar a programação de suas atividades pastorais para os próximos dois anos.

Gratidão e reconhecimento aos  que contribuíram  com a reflexão e  elaboração do 6º Plano Diocesano de Pastoral, de modo singular aos membros do Conselho Diocesano de Pastoral, leigos, religiosas e consagrados, diáconos e padres, bem como ao Secretariado Diocesano de Pastoral.

Que o Imaculado Coração de Maria e São José nos ajudem a seguir o caminho de Jesus Cristo, o Bom Pastor, indo ao encontro dos que esperam por Ele, “caminho, verdade e vida”.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP