quinta-feira, 15 de agosto de 2013

VIDA RELIGIOSA E CONSAGRADA, SEGUIMENTO A JESUS CRISTO POBRE, CASTO E OBEDIENTE.

No horizonte do mês vocacional, a terceira semana de agosto é dedicada à Vida Religiosa e Consagrada, feminina e masculina; homens e mulheres que se colocam mais intensamente no seguimento de Nosso Senhor Jesus Cristo pobre, casto e obediente. Eles recebem o nome de freis, freiras, irmãos e irmãs de caridade. Ao interno da Igreja, se encontram distribuídos nas mais diversas congregações religiosas.

Uma congregação religiosa nasce de uma inspiração do Divino Espírito Santo que coloca no coração do fundador um carisma, um dom, a ser explicitado na vida da Igreja e do mundo, como resposta a um sinal dos tempos ou a uma necessidade específica. A vida religiosa e consagrada faz parte da natureza e da vida da Igreja, ela está presente desde as suas origens, mas assumindo feições diferentes ao longo dos tempos.

A Vida Religiosa e Consagrada pode ser ativa ou contemplativa. A expressão “ativa” designa os religiosos que possuem um trabalho pastoral inserido na sociedade e nela realizam uma intervenção através de uma multiplicidade de ações e instituições de caridade, educação, saúde, promoção cultural e evangelizadora. Muitas congregações se encontram diretamente envolvidas no trabalho pastoral nas paróquias.

A expressão “contemplativa”, aplicada à Vida Religiosa e Consagrada, designa as comunidades religiosas que se dedicam sobretudo à vida de oração litúrgica e silenciosa em conventos, mosteiros e abadias. A sua oração contínua é a sua intervenção na vida da Igreja e da sociedade, pois residem em regime de clausura, isto é, vivem uma vida reservada com contato físico limitado com o mundo.

Hoje há uma nova realidade emergente, denominada de “Novas Comunidades”, que se desenvolve em muitos lugares do mundo, inclusive no Brasil, atraindo muitos jovens a uma especial consagração. A organização destas Novas Comunidades não é a mesma da Vida Religiosa e Consagrada, embora tenham elementos semelhantes, mas ainda lhes falta uma explicitação canônica da sua natureza na Igreja.

Deus nos chama à santidade e felicidade. Na oração, é preciso perguntar a Ele: O Senhor me quer santo e feliz na Vida Religiosa e Consagrada, na Vida Sacerdotal ou na Vida Matrimonial e Familiar? É Deus que  diz como nos deseja santos e felizes. Escutar, discernir e obedecer ao desejo de Deus é condição para uma vida feliz, santa e profícua. Muita vida infeliz pode ser resultante do fato de não se ter acolhido a vontade de Deus.

A Vida Religiosa e Consagrada, no desejo de uma singular configuração com Nosso Senhor Jesus Cristo, propõe aos seus membros um tríplice voto: pobreza, obediência e castidade. O empobrecimento voluntário é o exercício de dispensar todo supérfluo, de partilhar o que se possui com outras pessoas que fazem a mesma experiência, de confiar na ação da Providência Divina e só ter para si o necessário.

A obediência aos superiores, na Vida Religiosa e Consagrada, é manifestação do desejo de realizar na vida a mesma obediência que Nosso Senhor Jesus Cristo tinha diante de Deus Pai. Para Nosso Senhor Jesus Cristo, obedecer ao Pai era fazer a sua vontade. No exercício cotidiano da obediência, o religioso e consagrado vê nos seus superiores a manifestação da vontade de Deus através da Igreja.

A vida de castidade, incluindo a renúncia ao matrimônio e a uma vida sexual ativa, é expressão de uma consagração ilimitada a Deus e à Igreja. Num tempo erotizado como o nosso, viver castamente é um gesto por si só profético, que exige além da graça de Deus, um empenhativo esforço do religioso e consagrado. Vive-se a castidade por amor ao Reino de Deus, como Nosso Senhor Jesus Cristo a viveu.

Nossa saudação e gratidão aos religiosos, consagrados e membros das Novas Comunidades pelo que são e realizam na vida da Igreja e do mundo. Caro adolescente e jovem, não tenha medo de dizer sim a Nosso Senhor Jesus Cristo se Ele o chama para a Vida Religiosa e Consagrada ou a ser participante de uma Nova Comunidade.


+ Tomé Ferreira da Silva.
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto\SP.

Um comentário:

  1. Meu Bispo, estou com o Sr., rezo todos os dias pelo seu episcopado.

    Sofrer calunias, perseguições é abraçar a cruz de Nosso Senhor. Cristo foi caluniado, recebeu bofetadas, escarro, e sofreu tudo isso em silêncio, como um cordeiro. Vejo claramente que o Sr. segue o exemplo de Dele, não está sozinho, a final quem está com Cristo não teme nada.

    O Sr. não está só, seu rebanho fiel está unido com orações.

    Rafael Christiano.

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