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Carta aos Padres da Diocese de São José do Rio Preto

São José do Rio Preto, 26 de junho de 2013. Senhores Padres. Graça e paz! No término das festas juninas, recordando São Pedro e São Paulo, trago-lhe minha saudação. Estamos no “meio do ano”, perspectiva de férias escolares, semana missionária, jornada mundial da juventude e o Papa Francisco no Brasil. Alguns padres que não fizeram férias, certamente farão nestes dias. A estes, bom descanso! A nós outros, bom trabalho! Nas missas deste sábado e domingo, 29 e 30 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo, é também o dia do Santo Padre o Papa. “Por determinação da CNBB, em todas as igrejas e oratórios, mesmo dos mosteiros, conventos e colégios, comemora-se o DIA DO PAPA, com pregações e orações que traduzam amor, veneração, respeito e obediência ao Vigário de Cristo na terra, Cabeça da Santa Igreja universal, e com piedosas e generosas ofertas para o ÓBOLO DE SÃO PEDRO.” É bom esclarecer os fiéis que o fruto desta coleta, o óbolo de São Pedro, é usado para as obras de car

ESQUECERAM DE SÃO PAULO NAS FESTAS JUNINAS?!

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O último dos “santos juninos” é São Pedro, no dia vinte e nove de junho; na liturgia, lembrado no domingo, dia trinta. E o Apóstolo São Paulo? Ele é também celebrado no mesmo dia, mas não foi assumido pelas festas juninas. Os dois grandes apóstolos, Santos Pedro e Paulo, são recordados juntos, ambos foram mártires em Roma, após intensa e fecunda atividade missionária numa viva demonstração de amor a Nosso Senhor Jesus Cristo e à Igreja. São Pedro é uma figura encantadora, pelo que compreendemos a partir dos evangelhos: casado, pescador, seguidor do Divino Mestre, livre nas respostas e declarações, decidido, atirado, humano, demasiadamente humano. O seu modo de ser e  agir permite-nos sentir muito próximos dele, embora nos encontremos distante do modo como viveu a santidade. Diríamos hoje que São Pedro é “um dos nossos”, “faz parte de nossa turma”, da “nossa tribo”. A sua representação iconográfica, como um “velhinho” simpático, com as chaves nas mãos, meio calvo e de cabelos branco

SÃO JOÃO BATISTA, DE MENINO CÂNDIDO A SANTO EXÓTICO QUE PEGOU PESADO.

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A solenidade da natividade de São João Batista, no dia vinte e quatro de junho, é uma exceção na vida da Igreja Católica Apostólica Romana, pois normalmente os santos são lembrados apenas na data da sua morte. O Precursor de Nosso Senhor Jesus Cristo tem uma segunda data, a memória de sua morte em vinte e nove de agosto. O nascimento é recordado como uma solenidade, grau das grandes festas, enquanto o seu martírio é uma memória obrigatória, que situa-se depois da festa, porém antes de uma memória facultativa. O papel de São João Batista na História da Salvação, como precursor de Nosso Senhor Jesus Cristo, as condições de seu nascimento, o seu modo de vida, a atividade que exerceu antes da vida pública do Divino Salvador e o modo de sua morte fazem dele um santo diferente, “exótico”, que foi “fogo”, “pegando pesado na sua pregação” sem fazer distinção da condição social de seus ouvintes. São João Batista nasce em condições especiais, obra de Deus, pois seus pais, Isabel e Zacar

HOMILIA NA CELEBRAÇÃO DA MISSA EM TAMBAÚ-PADRE DONIZETE.

INTRODUÇÃO: Minas Gerais, de seus riachos e veias, deu o ouro ao Brasil; das entranhas de suas serras, reparte o minério; empresta suas encostas para o plantio do café e do milho; do leite, faz e reparte o queijo; de suas fontes dá de beber suas boas águas virtuosas. E de Cássia, Minas deu ao mundo e à Igreja o Padre Donizete Tavares de Lima, que plantou sua alma nesta cidade de Tambaú, em terras paulistas. Outrora, Padre Donizete de Tambaú; hoje, Tambaú do Padre Donizete. Um homem, vestido de preto, alto, solene e austero, soberano, da soberania da fé, mudou a história e o curso deste chão, desta gente, desta Igreja. Salve Padre Donizete! Salve Tambaú! EVANGELHO: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”(Lc 7, 50) A presença de Nosso Senhor Jesus Cristo na casa de um fariseu, de nome Simão, é a moldura que sustenta a mais bela expressão do amor de Deus: a sua misericórdia diante do pecador arrependido. Uma pecadora se desdobra em gestos de atenção com a pessoa do Divino Salvador. A s

ANTÔNIO, O SANTO DOS PEIXES, DA MULA E DOS PÃES

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Mês de junho, no Brasil, é sinônimo de festa junina. Em alguns lugares, tornou-se festa institucionalizada, como o carnaval, movimentando milhões de reais. Salvo raros casos, os festejos juninos se distanciaram da sua origem religiosa católica, a recordação de Santo Antônio, São João Batista e São Pedro, se consolidando como festa profana de bebida, comida, dança e até algum complemento de erotismo. O primeiro santo recordado nas festas juninas é Santo Antônio, de Lisboa, onde nasceu, ou de Pádua, onde repousa parte de seu corpo. Ele viveu na idade média, contemporâneo de São Francisco de Assis, membro de sua família religiosa, os franciscanos. Tornou-se um dos santos mais conhecidos no mundo, perdendo apenas, segundo os entendidos, para São José, o esposo da Virgem Maria. Pretendia ser missionário na África, mas Deus o desejou na Europa. Santo Antônio foi enamorado da Palavra de Deus, profundo conhecedor da Sagrada Escritura, não uma ciência acadêmica e informativa somente,

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