quinta-feira, 9 de maio de 2013

A MATERNIDADE É DOM, GRAÇA E BÊNÇÃO.

A complexificação da vida contemporânea vai transformando a compreensão da maternidade,  vista por muitos como um ônus a ser evitado a todo custo, por alguns tolerada, por outros abominada, acolhida e desejada com alegria por significativa parcela da sociedade. Transmitir, cuidar e educar a vida dos filhos é um dom, graça e bênção divina.

A maternidade e a paternidade são modos de participação humana na ação criadora e educadora de Deus. O que somos e temos, também a capacidade de procriar e educar, têm em Deus a sua origem, pois fazendo-nos à sua imagem e semelhança, comunica-nos a capacidade de transmitir, preservar e educar a vida humana.

A família é “Igreja Doméstica”, primeiro espaço da experiência da dimensão comunitária da fé. É neste contexto da família como Igreja Doméstica que compreendemos e vivemos a maternidade como dom, graça e bênção divina. Desvinculada desta moldura a compreensão da maternidade fica susceptível a outras leituras redutivas.

Não é o mundo e o espírito mundano a oferecer a correta compreensão da maternidade, mas sim a experiência da família como Igreja Doméstica, imbuída da luz da fé, pois ela acolhe, preserva e transmite a Vontade de Deus, Criador, Salvador e Educador, para as novas gerações. Não é transmissão de uma teoria, mas de um ato, uma ação sempre no presente.

É belo, bom e prazeiroso ser mãe. No ato da maternidade ocorre a realização de uma potencialidade oferecida por Deus. Na maternidade, permitindo-se experimentar o que Deus deseja, a mulher encontra e realiza a plenitude de sua pessoa, que atuada lhe propicia  felicidade, pois faz o que deve realizar, segundo sua natureza, tal como é desejada por Deus.

A vida familiar, fundada no sacramento do matrimônio, é realização de um desejo de Deus. A sua constituição pressupõe a abertura do casal para a experiência da maternidade e da paternidade. Não é possível o sacramento do matrimônio e a família como Igreja Doméstica se de antemão os nubentes estão consciente e deliberadamente fechados para a maternidade e a paternidade.

Na Igreja Doméstica, a mãe e o pai são cuidadores, transmissores e educadores da fé aos filhos. A mãe não deve abdicar-se desta missão ou delegá-la a outra pessoa ou instituição, pois sem isso não exerce a maternidade na sua inteireza. O laicismo do estado e de suas instituições e a tendência de aprisionar a fé no âmbito privado, reforçam e tornam urgente esta missão da mãe de guardadora, transmissora e educadora da fé dos filhos.

Convido as mulheres a compreenderem, acolherem e cultivarem a maternidade tal como é proposta pela fé cristã e conservada pela Igreja Católica Apostólica Romana: um dom, graça e bênção divina. Vivam e experimentem a maternidade na sua plenitude também no que diz respeito à transmissão e educação da fé aos filhos.

Minha saudação às mães, criadoras e educadoras, que assim salvam seus filhos do mundo, à semelhança de Deus Criador, Educador e Salvador do seu povo. Gratidão às mães que vivem a maternidade movidas pela fé, fazendo da família Igreja Doméstica, encontrando no ato de ser mãe o caminho da santidade e da perfeição da vida cristã.

Não esqueçamos das mães falecidas, lembremo-nos delas na celebração da Missa, também com uma prece, uma vela ou uma flor onde repousam seus restos mortais. Belo gesto das mães que escolheram morrer no parto para assegurar a vida ao filho nascente. Assegurando às mães minhas humildes preces, amplexo e todo bem. Feliz dia das mães!


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto.

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