sexta-feira, 26 de abril de 2013

TRABALHADORES E TRABALHADORAS.

A comemoração do dia do trabalhador, em primeiro de maio, proporciona ocasião única para pensar a natureza e a importância do trabalho para a pessoa humana, a sociedade, o mundo e a história. Saudação aos trabalhadores e trabalhadoras, operadores sociais, aperfeiçoadores do mundo e construtores da história.

Trabalhar é exercitar a inteligência, a vontade e o corpo, uma atividade complexa que envolve e faz interagir diversas dimensões da pessoa humana. Trabalhar é um ato humano, tipicamente humano. Uma das faculdades humanas é justamente a capacidade de trabalhar. De algum modo o trabalho contribui para a plenitude do humano, se não trabalho falta alguma coisa em mim. Há uma simbiose entre a pessoa humana e o trabalho. O trabalho é um direito, antes mesmo de ser um dever, pois está inscrito em nossa natureza.

O trabalho leva adiante a socialização da pessoa e se transforma numa força motora da sociedade. Ao chegar à vida adulta, a socialização iniciada no nascimento, ou até mesmo antes dele, prossegue através do trabalho levando a pessoa a abrir-se para o outro e a acolher em si o influxo de outras pessoas. O resultado desta interação é a sociedade, fruto do trabalho dos seus membros. Trabalhamos para o outro e por intermédio desta ação fazemos surgir, mantemos e desenvolvemos a vida em sociedade. O trabalho possibilita e mantém viva a sociedade, espaço cultural da humanidade.

O mundo não está completo, é cheio de possibilidades. A interferência da pessoa humana sobre ele, através do trabalho, de algum modo ativa estas possibilidades  fazendo emergir algo escondido, que esperava a intervenção humana. O resultado desta operação será positivo ou não, dependendo da motivação, da finalidade  e do modo das intervenções. O mundo tem seus limites e a ação humana sobre ele não pode ser desprovida de critérios. Uma correta intervenção humana sobre o mundo, através do trabalho, faz dele um mundo humano.

A conjunção entre mundo, pessoa humana, trabalho e sociedade resulta na produção da história. A história, diferentemente do mundo, é plenamente fruto da ação humana. A história é resultado da produção cultural humana. O fruto do trabalho é expressão significativa da produção cultural humana. Ao trabalhar a pessoa humana produz cultura. A ação cultural dá origem à história. A história é produto humano. Sem trabalho não haveria história.

A elucidação de alguns elementos do trabalho nos permite concluir que trabalhar é uma bênção, uma graça, algo necessário para a pessoa humana, não só para a sua sobrevivência, mas para afirmar e desenvolver a sua própria identidade. O trabalho é um direito, por isso mesmo também um dever, pois é por seu intermédio que exercitamos nossa corresponsabilidade sobre o mundo, a sociedade e a história. Aqui está o nascedouro do dever do estado em tutelar e garantir, através dos governantes, oportunidade de trabalho justo e digno a todos, bem como em preparar os jovens e garantir-lhes  uma adequada inserção no mercado de trabalho.

Rezo com e por vocês trabalhadores e trabalhadoras! Deus nos abençoe, também Ele trabalhador. Que o exemplo de São José Operário nos estimule a amar o trabalho.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto, SP.

2 comentários:

  1. Reverendíssimo Dom Tomé,
    Salve Maria!

    De fato, trabalhar á uma graça de Deus. Deus nos mantém e nos governa e nos coloca sempre nos lugares certos, seja no trabalho, ou em nossa família, Sua Providência é maravilhosa!
    Dom Tomé, não sei se esse seria o melhor lugar de conversar com vossa Excelência, mas como não disponho de outros meios, venho aqui elucidar uma questão que me incomoda muito:
    Toda quinta e sexta-feira na Paróquia Santuário das Almas tem exposição do Santíssimo, onde os fiéis podem adorar Nosso Senhor na Eucaristia. Toda semana vou nestes dias, bem cedinho, para rezar o terço. O que me incomoda é o fato do Santíssimo Sacramento ser exposto por um leigo/leiga e não pelo padre, pois muitas vezes a Hóstia Consagrada precisa ser arrumada no ostensório e os leigos tem que tocar no Santíssimo corpo de Nosso Senhor e isso tira toda solenidade ao sagrado e também pode levar muitas vezes a uma falta de respeito para com Nosso Senhor. Gostaria de saber se nas próximas exposições, não seria possível que o pároco da paróquia expusesse Nosso Senhor; e não mais os leigos.
    Digo isso pois sempre que o padre toma as ações e atitudes para com Nosso Senhor é como se desse mais ânimo e confirmação na Fé para os leigos.
    Dom Tomé, peço vossa benção e também peço desculpas se me alonguei demais ou se tratei deste assunto em lugar inconveniente (blog).
    Tenha certeza que o senhor sempre esta nas intenções de meu terço diário.

    Salve Maria!

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  2. A bênção, D Tomé!
    A data é muito bonita alusiva aos trabalhadores, pena que eles sejam tão usados indevidamente para se alcançarem ideais nada convenientes aos mesmos, quando não os dissimuladamente levar à escravidão sob o engodo de os proteger, é o caso do PT com sua ideologia marxista, que se pauta nas ideias de socialistas de países escravagistas, como: Cuba e Coreia do Norte, mesmo a China pode ser incluída no rol.
    As pessoas que se deixam levar por suas mensagens acabam por assinarem a propria pena de morte sob a capa da ressurreição de sua vidas.

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