sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Visita aos Serviço Social São Judas Tadeu em SJRio Preto

 




ELE ESTÁ PARA VIR


Iniciamos a contagem regressiva para a celebração litúrgica do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Divino Salvador. Começa o tempo do advento, ocasião oportuna para responder positivamente ao chamado à conversão que Deus continuamente nos dirige.

Nas primeiras semanas do advento, as orações litúrgicas e os textos bíblicos usados nas celebrações da Santa Missa direcionam nosso coração para a manifestação gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo no fim do mundo. Em um primeiro momento pode soar estranha esta associação, na liturgia, entre o nascimento e a parusia.

A esperança  da manifestação gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo emoldura a preparação na fé da memória litúrgica do seu nascimento empobrecido em Belém. Começo e fim, silêncio e trombetas, simplicidade e glória, noite e dia, ..., realidades tão diferentes e tão próximas que suscitam em nós o amor a Deus e ao próximo como necessidade interior.

“Creio em Jesus Cristo que está sentado à direita do Pai, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.” Esperamos e desejamos este dia, atitudes que se transformam em oração verbalizada em cada missa que participamos: “anunciamos a vossa morte e ressurreição enquanto aguardamos vossa vinda gloriosa”, rezamos após a consagração, respondendo à proclamação do padre ao nos apresentar o Corpo e Sangue do Divino Salvador.

Nosso mundo e  história são tão bons e belos que não gostamos de pensar, imaginar, rezar e aspirar a vinda gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tais encantos nos seduzem e suscitam o desejo de permanecer aqui para sempre. O risco é o da distração e consequente  esquecimento de que a realidade será transfigurada na parusia.

O enlevo diante do aqui e agora, a eliminação da realidade futura transcendente, nos impossibilita de viver a vigilância na expectativa da manifestação iminente de Nosso Senhor Jesus Cristo. A supressão da vigilância leva ao esquecimento ou menosprezo da conversão, da mudança de vida.
Ele, Nosso Senhor Jesus Cristo, está para vir, a qualquer dia, em hora que não sabemos! Aguardamos este dia e o desejamos! Enquanto Ele não vem, o esperamos na fé, esperança e caridade. Manifestamos esta vigilância ativa na busca sincera da conversão, mudando continuamente nossa vida, procurando conformá-la à vida de nosso Rei e Senhor.

A conversão é necessária, somos pecadores, todos, chamados à perfeição da vida cristã: “Sede santos como vosso Pai celeste é santo”(Mt 5,48). Ninguém pode atirar a primeira pedra! A bondade do mundo, história e sociedade está vinculada ao nosso modo de vida. É a bondade de Deus que por nosso intermédio impregna a realidade.

A raiz da maldade que experimentamos: a violência, corrupção, instrumentalização e coisificação das
pessoas, a distorção da realidade, mentira, tem no nosso coração a sua origem e dele se propaga. A cultura do mal não é só fruto da ação dos maus, mas conseqüência da omissão dos bons.

Vivamos bem o advento através da mudança de vida. Busquemos o precioso auxílio do sacramento da confissão, que perdoa os  pecados e nos confere graça para sermos melhores. Procure o sacerdote na Igreja mais próxima de sua casa, ou naquela que freqüenta, ou ainda onde desejar, manifeste-lhe o desejo de receber o sacramento da reconciliação.

Nossas paróquias ofereçam durante o advento vários e diversificados horários para o atendimento da confissão dos fiéis, também daqueles que habitam nos distritos e  comunidades rurais. Na organização destes horários, pensemos nos que trabalham e ou estudam durante todo o dia e em todos os dias da semana.

Caro leitor, santo advento para você! Que Nosso Senhor Jesus Cristo, glorificado pela cruz e ressurreição, não o encontre desprevenido.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto

Crisma na Paróquia Sta Rita


Fotos da Crisma presidida por Dom Tomé - Cidade de SJRio Preto
Paróquia Sta Rita em 29/11/2012.




Crisma na Capela Sta Mônica

Fotos da Crisma presidida por Dom Tomé - Cidade de SJRio Preto 
Capela Sta Mônica em 28/11/2012.




quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Crisma na Paróquia Sta Izabel

Fotos da Crisma presidida por Dom Tomé - Cidade de Uchoa 
Paróquia Sta Izabel em 27/11/2012.





quinta-feira, 22 de novembro de 2012

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO




O final do ano se aproxima: fim das aulas, perspectiva de férias, hora de avaliar e elaborar  metas para o ano vindouro. Pressentimos as cores, sons, sabores e odores do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vamos iniciar um tempo singular  que possui uma “magia” envolvente.

No domingo, 25 de novembro, celebrando a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, vivendo a última semana do tempo comum,  fechamos um ciclo na vida litúrgica da Igreja. Em dois de dezembro, domingo, iniciaremos o tempo do Advento.

“Eis que vem teu rei ao teu encontro, ele é justo, ele salva”(Zc 9, 9).
Jesus Cristo é Rei! Na casa de Pilatos Ele manifesta a sua realeza:
“Pilatos tornou a entrar no palácio, chamou Jesus e perguntou:

- Você é o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

- Esta pergunta é do Senhor mesmo ou foram outras pessoas que lhe disseram isso a meu respeito?
- Por acaso eu sou judeu? _ Disse Pilatos. _ A sua própria gente e os chefes dos sacerdotes é que o entregaram a mim. O que foi que você fez?

Jesus respondeu:

- O meu Reino não é deste mundo! Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus seguidores lutariam para não deixar que eu fosse entregue aos líderes judeus. Mas o fato é que o meu Reino não é deste mundo!
- Então você é rei? _ Perguntou Pilatos.

- É o senhor que está dizendo que eu sou rei! _ respondeu Jesus. _ Foi para falar da verdade que eu nasci e vim ao mundo. Quem está do lado da verdade ouve a minha voz.

- O que é a verdade? _ Perguntou Pilatos”(Jo 18, 33-38).

Jesus Cristo é Justo!

Dizer que Jesus Cristo é justo é afirmar que Ele é santo. A santidade, ou a justiça, é um atributo de Deus, Ele é “santo, santo, santo”, como rezamos na missa, para mostrar que é santíssimo.

Jesus Cristo é o Salvador!

Porque é santo, justo, Nosso Senhor Jesus Cristo é fonte da santidade para a pessoa humana. N’Ele a pessoa humana é justificada, santificada.

À medida que acolhe a salvação de Jesus Cristo em sua vida, a pessoa humana o aceita como seu rei. Reinando na vida de seus amigos, Ele faz com que as características de seu reino sejam também impressas no mundo e na história.

Nosso Senhor Jesus Cristo, rei do universo, justo e salvador, nos oferece a santidade de Deus e nos faz participantes da vida divina. Por nosso intermédio, o mistério do seu reino transforma a realidade histórica e mundana, num processo conduzido pelo Divino Espírito Santo.

Celebrar anualmente a realeza de Jesus Cristo é ter a alegria e o privilégio de poder contribuir com nossa vida, palavra e ações para que o seu reinado em nós, e entre nós, revele de algum modo a beleza do seu reino, que será pleno na eternidade, referência para nossa presença transformadora no mundo e na história, hoje tão marcados pela falta de amor, justiça e paz.

Deixe Nosso Senhor Jesus Cristo reinar em sua vida!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto.

FIÉIS LEIGOS




Como na sociedade civil, na Igreja Católica Apostólica Romana temos datas especiais que destacam segmentos específicos ou determinadas categorias de fiéis. No Brasil, sempre na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, recordamos os fiéis leigos.

O fiel leigo é o batizado configurado com Nosso Senhor Jesus Cristo e n’Ele é sacerdote, profeta e pastor.  Esta configuração é para todo fiel uma identificação e participação na vida de Deus, tornada acessível para nós no Divino Salvador.

O fiel leigo é sacerdote, pois em Cristo, por Ele e com Ele oferece a si mesmo a Deus Pai como uma oferenda agradável através de uma vida de santidade moral como resposta à santidade que de Deus recebeu no batismo.

O fiel leigo é profeta,  alguém que movido pelo Espírito Santo proclama Nosso Senhor Jesus Cristo como Salvador, e o faz com o seu modo de vida e  palavra. Para anunciar Jesus Cristo hoje não é suficiente o testemunho de uma vida moralmente santa, mas é necessário testemunhá-Lo com a palavra, usando de todos os meios disponíveis.

O fiel leigo é pastor, participa da caridade pastoral de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amado e sustentado por Deus, ele é capaz de amar o outro com um amor divino, ágape, realidade transformadora que se manifesta como cuidado.

O fiel leigo vive o seu sacerdócio, profetismo e pastoreio antes de tudo na vida familiar, Igreja doméstica. É aqui o primeiro espaço para viver a dimensão comunitária da fé. Os cônjuges e  os filhos formam uma realidade eclesial fecunda que se abrirá para uma comunidade mais ampla que tem como referência a vida paroquial.

É a sociedade, nos ambientes de educação, trabalho e vida social o campo peculiar da ação pastoral leiga, trabalhando para imprimir nas realidades históricas e mundanas as marcas do amor de Deus, sobretudo da justiça, do amor, da fraternidade e da paz.

No mundo o fiel leigo não precisa necessariamente participar de uma cruzada evangelizadora explícita, mas é capaz, pode e deve evangelizar vivendo de modo extraordinário a ordinariedade de sua vida: um professor católico deve ensinar como católico; um médico católico deve clinicar como católico; um advogado católico deve advogar como católico; um engenheiro católico deve planejar como engenheiro católico; um político ou magistrado católico deve ser homem público agindo catolicamente.

Saúdo com vivo afeto os fiéis leigos da Diocese de São José do Rio Preto, estes que com sua vida dão vida à nossa Igreja, e que presentes no mundo o tornam um pouco mais próximo do mistério e da beleza do Reino de Deus.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Homilia da Posse Canônica de São José do Rio Preto



INTRODUÇÃO:
Caros fiéis: leigos, consagrados, religiosas, diáconos, sacerdotes, bispos, arcebispos e cardeais.

Tenho no meu coração a recordação de Abraão que, na maturidade, partiu de Ur, na Caldéia, para conquistar a terra prometida e cultivar as raízes do Povo de Deus.

Vivo uma situação humanamente inusitadacompanheiros de infância chegam à aposentadoria. Alguns deles contemplam nos seus braços, não mais os filhos, mas os netos.

A esta altura da vida, esperando e desejando uma transferência da Arquidiocese de São Paulo, pensava que me seria concedido voltar para o sul de Minas Gerais; ou, ao menos, para próximo dele. No entanto, eis me aqui!

Para o porvir, vislumbro no horizonte, quiçá, 23 anos deministério nesta Diocese de São José do Rio Preto, terra iluminada e aquecida pelo sol,  símbolo da fé suscitada e iluminada pelo Espírito Santo no coração do povo que habita este chão.

Oxalá, do mesmo modo que deste solo abençoado brota a cana, fonte do etanol e do açúcar, combustíveis para o mundo e o homem, que nossa fé seja fonte de vida para uma Igreja santa e um mundo melhor.



1.0

“É PRECISO QUE EU EVANGELIZE”.

Saúdo os fiéis das cidades de Adolfo, Altair, Álvares Florence, Américo de Campos, Bady Bassitt, Bálsamo, Buritama, Cedral Cosmorama e Floreal.

No Evangelho proclamadoa partir das pessoas e dos tempos de Noé e Lot, tomados como estruturas paradigmáticas, Jesus Cristo nos propõe a contemplação, na fé e na esperança, da sua revelação final e gloriosa no fim dos tempos.

De alguma maneira, em modo próprio, experimentamos arealidade universal e final da Parusia já sinalizada no mistério pessoal da morte e do juízo particular.

Vivemos o último tempo da História da Salvação. Como nas épocas de Noé e de Lot, estamos sujeitos a um risco fatal, o da cotidianidade, descrita no evangelho como um modo de vida banal centrado no comer, beber e casar-se;ou ainda, no comprar, vender, plantar e construir; ou, em um terceiro modo, descrito como um estar aí, no terraço ou nos campos,  na cama ou na moenda.

Na Palavra da Salvação acolhida, Jesus Cristo mostra quehá um modo para romper o risco e a tentação dacotidianidade: “Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la, e quem a perde vai conservá-la”.

Ora, é justamente isso o que Jesus Cristo faz através da sua encarnação, vida oculta, ação pastoral, no mistério de sua cruz e ressurreição. O que propôs como ideário de vida, Ele o realiza existencialmente: perde a sua vida, morto na cruz, mas conserva-a  com a ressurreição.



2.0

“NO CORAÇÃO DA MÃE”.

Saúdo os fiéis das cidades de Gastão Vidigal, Guapiaçu, Icém, Ipiguá, Jaci, José Bonifácio, Lourdes, Macaubal, Magda e Mendonça.

A primeira leitura que ouvimos, da segunda carta de São Joãomostra a necessidade de caminhar segundo a verdade, viver no amor com os outros, que é, segundo o próprio autor, viver segundo os mandamentos.

A verdade e o amor são apresentados como o caminho para combater os sedutores que não confessam o mistério da Encarnação. Estes não só não permanecem na doutrina de Cristo, mas acreditando situarem-se para além dela, não possuem a Deus.

Morrer para a cotidianidade é, em Jesus Cristo, morrerpara a mentira e o egoísmo, viver na verdade e no amor. Eis o caminho da santidade, da perfeição da vida cristã: santidade na verdade e caridade!



3.0

“É PRECISO QUE ELE REINE”.

Saúdo os fiéis das cidades de Mirassol, Mirassolândia, Monções, Monte Aprazível, Neves Paulista, Nhandeara, Nipoã, Nova Aliança, Nova Granada e Nova Luzitânia.

Vivemos o tempo escatológico, estamos na última vigília,clamamos: “Vem, Senhor Jesus!”. Não há outro tempo a esperar, por isso não há tempo a perder. Há uma urgência em conceder  Jesus Cristo e o seu Evangelho de Salvaçãoa todos que o esperam.

Hoje, de forma mais intensa que ontem, condicionados por tantos atrativos, possibilidades, desafios e tarefas, estamos submetidos ao influxo da distração e da dispersão na vida de fé e na ação pastoral.

Bem intencionados, investimos tempo e energia na análise da realidade, na busca interminável de novos caminhos,estruturas e estratégias para a vida cristã e pastoral.

Ao fim da compreensão, se é que ela termina, o permanente risco é o de “morrer na praia”: não ir ao encontro das pessoas para doar-lhes Jesus Cristo e o seu evangelho de salvação.

Segundo a vontade do Pai, os que deveriam encontrar, conhecer, amar e seguir Jesus Cristopor nossa culpa,acabam privados do bem maior que possuímos e que elas tanto esperam receber por nosso intermédio, o Divino Salvador.

Há uma urgência inadiável de uma vida cristã missionária,fundada na experiência da irresistibilidade de Jesus Cristo,do fascínio que Ele exerce sobre nós. Seduzidos por Ele, somos impelidos pelo Espírito Santo, como exigência alegre e interna, a doá-lo ao outro, à sociedade, à cultura eao mundo. Uma ação apostólica que deve ocorrer na e através da Igreja, Mãe e Mestra.

A causa e a necessidade da missão da Igreja no mundo não são externas ao Povo de Deus. A experiência que fazemos de Jesus Cristo no-lo apresenta como o Bem de Deus, Criador e Salvador, para a humanidade.

O Bem difunde-se por si mesmo”A proposta de Deus Pai à pessoa humana, Jesus Cristo, difunde-se por si, na força do Espírito Santo. Somos inseridos nesta dinâmica como seus amigos. Só Deus é bom, e Jesus Cristo é a materialização de sua bondade para a humanidade e o mundo.

Somos amigos de Jesus Cristo porque o experimentamos como o Bem de Deus em nossa vida: “Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai”. Por isso o propomos às outras pessoas, à sociedade, ao mundo e à cultura.

Do mesmo modo como nos foi doado, através da Igreja, Jesus Cristo precisa de nós para chegar aos outros. Não só ao outro distante, mas ao outro que está ao meu lado na família, na escola, no trabalho e na vida social. Outro que é realmente outro, enquanto não faz parte do nós, da Igreja, dos amigos de Jesus Cristo.



4.0

“QUE TODOS SEJAM UM”

Saúdo os fiéis das cidades de Onda Verde, Orindiúva, Palestina, Parisi, Paulo de Faria, Planalto, Poloni, Pontes Gestal, Potirendaba e Riolândia.

Para viver missionariamente, precisamos de uma vida de fé mistagógica, que nos faça participantes da vida de Deus. Uma vida de fé que sustentada na experiência orante da Palavra de Deus, na vida sacramental e no exercício da caridade.

Não há outra receita nem outro caminho! É preciso voltar ao essencial, e o essencial é simples, belo e suficiente: alimentar-se da Palavra de Deus, dos Sacramentos e da Caridade.

Viver mistagogicamente a fé pressupõe reconhecer o protagonismo do Espírito Santo. Implica deixar Deus ser Deus em nossa vida. Deixemos Deus ser Deus em nossa vida! Deixemos Deus ser Deus em nossa Diocese de São José do Rio Preto!

Uma fé vivida existencial e mistagogicamente, comoproposta por Jesus Cristo, vemos exemplificada na pessoa de Nossa Senhora e de São José, pessoas que não caíram na cotidianidade, mas morreram para si mesmas para viverem para Jesus Cristo e tiveram suas existências transfiguradas, pois fizeram a Vontade do Pai.


5.0

“PARA O SERVIÇO À VIDA”

Saúdo os fiéis de São José do Rio Preto, Sebastianópolis do Sul, Tanabi, Turiuba, Ubarana, Uchoa, União Paulista, Valentim Gentil, Votuporanga e Zacarias.

A crise hodierna do ato de crer não é só conseqüência da linguagem e da ausência ou inadequação das estratégias namissão evangelizadora. Há algo mais. Cresce no coração das pessoas, nas estruturas sociais, na cultura e no mundouma radical recusa à fé e ao seu conteúdo enquanto tal.Não ignorar esta recusa da fé é condição para uma veraz e eficiente evangelização.

recusa da fé manifesta-se nas pessoas, no mundo, na sociedade, na cultura e na própria Igreja como um maléfico fermento que produz frutos que se espalham por toda parte como um vírus no mundo virtual. Estes frutos não assustaram porque se apresentaram em doseshomeopáticas, disfarçados, mimetizados. Quando se percebe, já estão introduzidos nas pessoas, comunidades e instituições.

Uma nova evangelização para a transmissão da fé pressupõe não só eliminar alguns frutos deteriorados, podar galhos, mas também arrancar alguns males pela raiz, pois são eles que levam ao subjetivismo e relativismo na experiência de fé.

Uma nova evangelização para a transmissão da fé precisa de um antídoto, um antivírus radical, peculiar: pessoas apaixonadas por Jesus Cristo, tal como Ele é guardado e apresentado pela Igreja; pessoas que se deixem seduzir pela  irresistibilidade de Jesus Cristo, pois Ele é o nosso único Salvador.

A eliminação dos males pela raiz, o melhor sistema de segurança antivírus para a mediocridade da vida cristã e da ação pastoral, pressupõe abraçar o mistério da cruz e o martírio diário, o que só é possível para católicosapaixonados por Jesus Cristo e que acolhem a Igreja como Mãe e Mestra e vivem nela como filhos e discípulos.



CONCLUSÃO:

SANTIDADE NA VERDADE E CARIDADE

Cumprimento as autoridades presentes nesta Santa Missa.Saúdo os fiéis vindos de cidades de outras arquidioceses e dioceses do Brasil. Acolho com gratidão meus familiares e amigos. Amplexo aos que rezam conosco pelos meios de comunicação.

Não me olvido que hoje celebramos a memória litúrgica de Santa Margarida da Escócia e Santa Gertrudes. A primeira, esposa, mãe e rainha; a segunda, religiosa contemplativa, culta, que bebeu sua sabedoria na liturgia,na Sagrada Escritura e na Patrística.

Enquanto Santa Margarida da Escócia mostra-nos a possibilidade de viver o ordinário da vida de modo extraordinário, sem cair na cotidianidade, Santa Gertrudesexorta a não esquecermos de viver o silêncio contemplativo.

A recordação destas duas mulheres na liturgia faz-mereconhecer a fundamental presença e ação das mulheres naIgreja. A vocês mulheres na e da Igreja, muito obrigado!Deus lhes pague!

Fiéis diocesanos de São José do Rio Preto, doravantefilhos e filhas, à luz do êxodo de Abraão, compreendo quevenho como enviado, em missão confiada pela Igreja. Quero crer, seja esta a Vontade de Deus para mim e para anossa Diocese de São José do Rio Preto.

Confiando n’Aquele que enviacomo filho e discípulo da Igreja, acolhi sem pestanejar o pedido da Nunciatura Apostólica! De hoje em diante, a Diocese de São José do Rio Preto será para mim a terra prometida!

À diferença de Abraão, nada tenho a conquistar nesta terra, a não ser novos amigos para Jesus Cristo e novos filhos para a IgrejaA gente desta terra me é oferecidpela Igreja. E eu a acolho de coração aberto e alegre. A partir deste presente, amo e amarei os fiéis desta Diocese como a filhos e filhas muito queridos!

Oxalá, como ocorrido com Abraão, o tempo a ser vivido nesta Diocese de São José do Rio Preto seja para mim umabênção, uma graça, a hora da felicidade também humana, até agora desejada, buscada e não encontrada como bispo na Igreja ao longo destes quase oito anos. Sinto-me continuamente desconfortável neste ministério, não pelo que é em si, mas pelo que sou e como sou, um pecador na sucessão dos apóstolos. O episcopado tem sido para mim mais um ônus do que um bônus.

Caro filho e querida filha, como ensina Jesus Cristo, de hoje em diante, sua cidade será minha cidade, sua casa será minha casa, sua família será minha família, sua mesa será minha mesa, seus pais serão também os meus, meus também os seus irmãos e irmãs.

Em contrapartidacaro filho e querida filha, meu coraçãonão me pertence mais, é de vocês; meus braços se abrirãoe fecharão em abraços para tê-los na partilha da alegria eda tristeza, da saúde e da doença, amando-os na santidade, buscada e respondida na verdade e na caridade. O que sou e tenho, não me pertencem mais, é de vocês.

Se minhas limitações pessoais se tornarem um empecilho para uma eficiente ação pastoral, decepcionando-os e não correspondendo ao que a Igreja espera de mim, saibam que diuturnamente, genuflexo em oração, minha oração será com e por vocês.

Diferentemente do que solicitou Santa Mônica a Santo Agostinho, peço-lhes que, quando vier a faltar-me a vida neste mundo, quando já não mais for-lhes útil este pobre ecombalido corpo, meus despojos sejam devolvidos àcidade de Cristina, onde gostaria que repousasse, junto a meus pais, no aguardo da ressurreição final, naquela colina que, a cada dia, recebe sempre os primeiros raios de sol.

Caros diocesanos, somos confiados à terna e maternaproteção de Nossa Senhora, sob o título do Imaculado Coração de MariaSão propícias para nós as palavras que Santo Antônio Maria Claret disse aos seus filhos espirituais: “Um filho do Imaculado Coração de Maria é aquele que arde de caridade e, por onde quer que passe, incendeia; que deseja eficazmente, por todos os meios, que todos os homens se inflamem com o fogo do amor divino. Não se amedronta com coisa alguma; goza com as privações; vai ao encontro dos trabalhos; abraça as tristezas; nas calúnias está contente; alegra-se nos tormentos; pensa unicamente em como seguir e imitar Jesus Cristo, rezando, trabalhando, sofrendo sempre e unicamente preocupado com a glória e a salvação dos homens” .

Enfim, caro filho e querida filha, “Recomendemo-nos à proteção daquele a quem o próprio Deus confiou a guarda dos seus tesouros mais preciosos, São José” , patrono desta igreja catedral:

Lembrai-vos ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, ó meu doce protetor, São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorado vosso socorro e não fosse por vós consolado e atendido. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica ó Pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja!
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Abertura do Ano da Fé

Abertura do Ano da Fé na Região Episcopal Ipiranga, em 04 de Novembro de 2012, na Paróquia Santa Rita de Cássia, Mirandópolis, Setor Pastoral Vila Mariana.