sexta-feira, 28 de setembro de 2012

13º Sínodo Ordinário dos Bispos

Em Outubro, de 07 a 28, realiza-se, em Roma, Itália, o Sínodo dos Bispos, um encontro prolongado de bispos de todo o mundo com o Santo Padre o Papa Bento XVI. Também participam teólogos, pastoralistas, peritos e convidados.

Neste 13º Sínodo Ordinário, o tema a ser objeto de reflexão será “ A nova evangelização para a transmissão da fé cristã.”

Do Brasil, participarão: Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília; Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário Geral da CNBB; Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo; Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana;  Dom Benedito Beni dos Santos, Administrador Diocesano de Lorena; Padre Luis Alves de Lima, SDB, convocado como perito, e  Irmã Maria Antonieta Bruscato, FSP, convidada como ouvinte.

No mundo plural em que nos encontramos, a fé cristã experimenta uma crise, não em si, mas no modo de como é transmitida e recebida pelas pessoas. Em alguns lugares, como Europa e Oriente Próximo, onde primeiro ocorreu a pregação de Jesus Cristo e de seu Evangelho de Salvação, esta crise se manifesta de forma mais intensa e preocupante, chegando ao desaparecimento de algumas comunidades eclesiais.

A crise de fé tem por objeto a pessoa de Jesus Cristo, o mistério da salvação e a Igreja, esta como fiel depositária da pessoa de Jesus Cristo e de sua obra salvadora. No desconhecimento e rejeição de Jesus Cristo, está também a ignorância e o fechamento à Igreja.

A crise de fé é resultado da conjunção de uma série de fatores não eclesiais e eclesiais. Se nem sempre é possível reagir aos primeiros, é nossa grave missão enfrentar os segundos, isto é, reagir propositivamente às ações eclesiais que conduziram e fazem perdurar a situação experimentada.

O Santo Padre o Papa Bento XVI, seguindo o  desejo do Beato João Paulo II, conclama os fiéis a uma nova ação evangelizadora, com novo ardor e novos métodos, com o fim explícito de tornar Jesus Cristo conhecido, amado e seguido, condição de salvação para a pessoa humana, introduzindo-a na vida da Igreja, como membros do Corpo de Cristo.

O objetivo desta nova onda evangelizadora é propor e repropor ao homem de hoje a pessoa e a obra de salvação de Jesus Cristo, guardados como um tesouro pela Igreja, que não deve reservá-los para si, mas doá-los ao mundo.

No Brasil, em consonância com a Igreja na América Latina e Caribe, somos chamados a uma ampla e vigorosa ação missionária, que não é um conjunto de ações pontuais e esporádicas, mas um viver missionariamente a nossa vida cristã, repassando às novas gerações a pessoa e a salvação de Jesus Cristo, tais  como são  guardados pela Igreja e dela recebemos.

Em outubro, estejamos unidos ao Santo Padre o Papa Bento XVI e aos Bispos Sinodais, através da oração pelo bom êxito do evento, mas também acompanhando o desenvolvimento do mesmo, através dos meios de comunicação social e das mídias sociais, sobretudo daqueles de orientação católica.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dia de Formação para os padres na Região Episcopal Ipiranga

Os padres que trabalham na Região Episcopal Ipiranga, Arquidiocese de São Paulo, fizeram no dia 25 de setembro, um dia de estudo e reflexão. Tema: A Pastoral com os enlutados. 

Foram trabalhados os seguintes aspectos: Cuidado pastoral com os enlutados; liturgia exequial; dimensão psicológica dos enlutados e a face teológica do luto.

Contamos com a assessoria do professor Márcio Almeida, Padre Rubens Pedro e Padre Jorge Bernardes.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

Caro filho e querida filha,
 
Graça e paz!
 
Na memória de São Cosme e Damião, nesta manhã de vinte e seis de setembro de dois mil e doze, volto meu olhar, pensamento e coração aos fiéis da Diocese de São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, bem como aos homens de boa vontade que residem em seu território. Deus seja louvado!
No dia dezessete de setembro do ano em curso, memória de São Roberto Belarmino, na hora em que o sol, tendo atingido o píncaro, iniciava sua descida ao poente, a Igreja solicitou-me que abrisse uma fresta em meu coração e por ela deixasse entrar em minha vida e ministério o Povo de Deus que habita na Diocese de São José do Rio Preto. Desde então, tenho-os já em meu coração; agora, como São Paulo, também suplico: “Dai-nos lugar em vossos corações”(2 Cor 7,2a).
 
Na fé, curvo-me, afirmativamente, à vontade do Santo Padre o Papa Bento XVI, que me envia e doravante deseja-me  como Bispo da octogenária Diocese de São José do Rio Preto. E o faço em espírito filial e discipular, na e com a Igreja, Mãe e Mestra, a quem desejo sempre servir com coração de um operário da vinha do Senhor e consciência de  um  pecador convertido e servo inútil.
No aguardo do dia do início desta missão, dentro em breve, convido-os à oração, para que ela nos predisponha a realizar com liberalidade e alegremente a vontade do Senhor Jesus Cristo: “Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”(Mt 5,48). Santidade que é dom de Deus Pai e resposta nossa, construída na verdade e caridade, objetivo primeiro e último da Igreja na sua ação querigmática, evangelizadora, sacramental e pastoral.
 
 
Unidos pelo Espírito Santo, peçamos a intercessão terna e materna de Nossa Senhora, invocada com o título do Imaculado Coração de Maria, e de São José, pois, como afirma Santo Agostinho: “Maus pastores, livre-nos Deus, infelizmente o somos; bons, valha-nos Deus, só o podemos  com a sua graça. Por isto também a vós, meus irmãos, ‘prevenimos e rogamos a que não recebais em vão a graça de Deus’(2 Cor 6,1). Tornai frutuoso o nosso ministério. ‘Sois plantação de Deus’ (1 Cor 3,9). Recebei de fora quem planta e quem rega; por dentro, aquele que dá o incremento. Ajudai-nos não só rezando, mas obedecendo; para que nos maravilhe não tanto o estar à vossa frente quanto o vos ser útil”( Sermo 140, 1: PL 38, 1484 ).
 
Amplexo e todo bem!
 + Tomé Ferreira da Silva.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Assembléia Arquidiocesana

Assembléia Pastoral da Arquidiocese de São Paulo, realizada no sábado, 22 de setembro, na Faculdade Paulus de Comunicação, na Vila Mariana. Em pauta, a apresentação do 11º Plano de Pastoral.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Discípulos e missionários a partir do evangelho de Marcos


A proposta para o mês de setembro de 2012 é o estudo do Evangelho segundo Marcos associado ao Projeto Nacional de Evangelização: O Brasil na missão Continental. Este projeto foi elaborado pela América Latina após a Conferência de Aparecida e reassumido pela Assembléia dos Bispos do Brasil em 2011.

O Evangelho segundo Marcos foi escolhido em sintonia com o Ano Litúrgico que estamos vivenciando, o qual, juntamente com o Projeto Nacional de Evangelização, nos ajudará a revisitar os escritos da Comunidade de Marcos, percorrendo os cinco aspectos fundamentais do processo de formação do discípulo missionário: o encontro com Jesus Cristo, a conversão, o discipulado, a comunhão fraterna e a missão.

O tema escolhido pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é: Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos, e o lema é: Coragem! Levanta-te! Ele te chama! É a expressão presente na narrativa da cura do cego Bartimeu em Mc 10, 49. É um texto relevante de Marcos, que nos mostra cada etapa do processo de discipulado e de seguimento de Jesus Cristo.

Com esse projeto da CNBB e o aprofundamento do Mês da Bíblia, damos um novo passo na nossa ação evangelizadora, em continuidade com as ricas experiências e conquistas da Animação Bíblica no Brasil, que tem por objetivo proporcionar a todos os batizados uma experiência mais profunda da fé cristã, possibilitando um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo e, por ele, com o Pai, no Espírito Santo.

Quem é o Autor?
Quem é Marcos? A tradição mais antiga o identifica com João Marcos (At 12, 12), acompanhante do apóstolo Paulo (At 13, 5.13;Fm 24), primo de Barnabé (Cl 4, 10), natural de Jerusalém. Ele era cristão convertido do judaísmo e discípulo de Pedro (1Pe 5, 13). Essa tradição remonta a Papias, bispo de Hierápolis (c. de 120-130 E.C.).
Conforme os estudiosos do Segundo Testamento, o evangelista Marcos ou a sua “escola” teria escrito o evangelho em Roma ou, com maior probabilidade, na região Siro-palestinense, entre os anos 65 e 70, imediatamente após a destruição de Jerusalém (cf. Mc 13).
Porém não há como conhece-lo sem ser mediante os elementos presentes no texto, como sua linguagem, estilo e outros aspectos literários. Marcos escreve de forma simples, numa linguagem muito própria à literatura popular grega. As narrativas são apresentadas de forma bem elaborada e o autor é muito cuidadoso nos detalhes.
Tudo indica que ele era um judeu-cristão de língua grega e aberto à missão universal.

Quem são os interlocutores?
Provavelmente, as pessoas para as quais o evangelista Marcos escreve são oriundas do paganismo e aderiram a Jesus Cristo. Diante dos elementos presentes no evangelho, há indícios de ser uma comunidade iniciante no seu processo de discipulado.

Dom Tomé Ferreira da Silva
Bispo auxiliar de São Paulo.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A política como vocação


O jornal L’Osservatore Romano, na edição brasileira de 21 de julho do ano em curso, publicou um texto da Senhora Mary Ann Glendon, com o sugestivo título de “A política como vocação.” O período pré-eleitoral que vivemos nos oferece ocasião propícia para pensar a política como vocação no Brasil, onde o voto ainda é uma desconfortável obrigação. Aproveitemos o clima eleitoral para outras reflexões políticas.

Com louváveis exceções, os políticos brasileiros estão vencendo: estão nos cansando,  levando-nos à desilusão e o próximo passo será  o desencanto. Quando isto ocorrer,  eles reinarão de modo absoluto, ou então a sociedade, pelo instinto de sobrevivência, os fará retornar às suas funções e obrigações. Para muitos deles, quanto pior, melhor, pois assim a indiferença dos cidadãos não os incomodará na consecução de muitos perversos desejos.

Para que o cansaço e a desilusão não nos leve ao desencanto, é preciso pensar a política como vocação, desejo, chamado e envio de Deus para os seus filhos, para o bem da humanidade e do mundo, obras de suas mãos criadoras e salvadoras. Compreender a política como vocação nos incita a redescobrir e viver o profetismo e o sacerdócio batismal de modo renovado, não só de denúncia, esta hoje realizada com maestria pelos meios de comunicação social, mas de proposição e construção de novos caminhos alternativos, na busca e na construção do novo, onde resplandeça a unidade, a bondade e a beleza da pessoa humana.

Propor novos caminhos até propomos, em teoria, com idéias e sugestões, nem sempre bem sistematizadas. Para construir novos caminhos e alternativas, agora sim, faltam operários qualificados e dispostos a doar a sua vida, ainda que ao preço de tantas outras renúncias. Não é possível exigir de leigos católicos que façam milagres quando o contexto e a estrutura os sufocam e os matam por asfixia, ou, o que é pior, acabando por fazer deles, algumas vezes, elos da mesma corrente.

Há tempos no Brasil se fala da necessidade de uma reforma política que repense vários elementos: a natureza, a constituição e a função dos partidos políticos; a revisão do sistema eleitoral com a elaboração de novos critérios para a escolha dos candidatos aos vários cargos do executivo e legislativo; fidelidade partidária; função dos eleitos em uma sociedade onde o poder econômico condiciona o político, invertendo posições e destituindo o político de sua função moderadora; eliminação de privilégios e vantagens econômicas dos eleitos que desgastam, viciam e oneram os cofres públicos, quando faltam recursos para outros setores vitais da sociedade.

Não discordo da necessidade da reforma política, mas vejo que ela precisa estar amparada em um  Estado que dê sustentação e sirva de parâmetro para a ação política. É hora, sem dúvida de repensar o Estado brasileiro: que Estado temos? Que Estado queremos? Somente uma nova concepção de Estado tornará possível, viável e eficaz uma reforma política.

A reforma do Estado não dispensará o repensamento e a reforma também do poder  judiciário, que precisa de menos privilégios e mais controle da sociedade, na busca de uma eficiência que vença a morosidade e livre a sociedade de pagar por anos a fio pelas transgressões realizadas alguns cidadãos e suas organizações.

È neste contexto que situa-se a importância da Quinta Semana Social Brasileira, promovida por organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, já em desenvolvimento. O seu objetivo: “Em busca dos sinais dos tempos: reflexão crítica sobre a história dos dias atuais”. O desejo final: “Um novo Estado, caminho para uma nova sociedade do bem viver.


Dom Tomé Ferreira da Silva
Bispo auxiliar de São Paulo

Paróquia Nossa Senhora das Dores

No dia 16, Dom Tomé preside a eucaristia com os padres servitas na Paróquia Nossa Senhora das Dores no Ipiranga.

Arsenal da Esperança

No sábado, dia 15, Dom Tomé celebra a Eucaristia no Arsenal da Esperança com consagração dos voluntários e atendidos. Visite o site do Arsenal e ajude: http://www.arsenaldaesperanca.org.br/

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Santa Missa no Retiro Espiritual da RCC

Jovens da Brasilândia e Ipiranga escolheram fazer retiro espiritual no feriado prolongado de 07 de setembro. Estavam na cidade de Ribeirão Pires, SP, no Centro de Oração da Renovação Carismática Católica da Diocese de Santo André, SP.

Santa Missa em Baependi

Dom Tomé encerra a novena de Nossa Senhora do Mont-Serrat, em Baependi, MG, no dia 07 de setembro, com missa festiva às 19 horas.