sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dia Mundial do Enfermo



No dia onze de fevereiro celebramos o Dia Mundial do Enfermo, na memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, invocação a Nossa Senhora muito usada pelos doentes, invocando-a, segundo reza a ladainha, como Saúde dos Enfermos. O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, na França, é local de peregrinação que acolhe fiéis de todo o mundo, e muitos deles estão fragilizados pelos limites da vida humana.

O Papa Bento XVI escreveu uma mensagem para este Dia Mundial do Enfermo, convidando-nos a vivê-lo na perspectiva do Ano da Fé, que começa em outubro, e como preparação para o solene Dia Mundial do Enfermo a ser celebrado na Alemanha em onze de fevereiro de 2013, que terá como inspiração a figura bíblica do Bom Samaritano (Lc 10,29-37).

A mensagem para este ano de 2011 é inspirada no Evangelho de São Lucas, da narrativa do encontro de Jesus com os dez leprosos (Lc 17, 11-19). O lema proposto é: “Levanta-te e vai; a tua fé te salvou”(Lc 17,19). Faz uma exortação para que redescubramos e valorizemos os sacramentos da cura, a Confissão e a Unção dos Enfermos, que conduzem o fiel à Eucaristia.

Jesus Cristo “inclinou-se sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para curá-lo”. N’Ele Deus “não nos abandona em nossas angústias e sofrimentos, mas nos é próximo, nos ajuda a levá-los e deseja curar no profundo o nosso coração.”

A fé do leproso curado que retorna a Jesus Cristo mostra que “a saúde reconquistada é sinal de algo mais precioso que a simples cura física, é sinal da salvação que Deus nos doa através de Cristo. (...) A cura física, expressão da salvação mais profunda, revela assim a importância que o homem na sua integralidade de alma e corpo representa para o Senhor”.

O sacramento da Confissão “consiste no restituir-nos à graça de Deus unindo-nos a Ele em íntima e grande amizade”. “No remédio da Confissão, a experiência do pecado não degenera em desespero, mas encontra o Amor que perdoa e transforma.”

No sacramento da Unção dos Enfermos, “toda a Igreja  recomenda os enfermos ao Senhor sofredor e glorificado, a fim que alivie suas penas e os salve, e ainda os exorta a unirem-se espiritualmente à paixão e à morte de Cristo, para contribuir ao bem do Povo de Deus”.

“Na Unção dos Enfermos, a matéria sacramental do óleo nos vem oferecida, por assim dizer, como remédio de Deus, que agora nos torna certos da sua bondade, nos deve reforçar e consolar, mas que, ao mesmo tempo, além do momento da doença, nos traz a cura definitiva, a ressurreição”.

Comentando o Salmo 102, Santo Agostinho afirma: “Deus cura todas as suas enfermidades. Não temais portanto: todas as suas enfermidades serão curadas. Tu deves somente permitir que Ele te cure e não deves rejeitar as suas mãos.”

A Eucaristia recebida no momento da doença “associa quem se nutre do Corpo e do Sangue de Jesus à oferta que Ele fez de Si mesmo ao Pai para a salvação de todos (...) A Igreja deve assegurar a proximidade com freqüência da comunhão sacramental àqueles que, por motivos de saúde e de idade, não podem chegar aos locais de culto.” Segundo Santo Inácio de Antioquia, a Eucaristia, como viático, “é remédio de imortalidade, antídoto contra a morte, sacramento da passagem da morte para a vida, deste mundo ao Pai, que a todos espera na Jerusalém celeste”.

Que Nossa Senhora de Lourdes, Mãe da Misericórdia e Saúde dos Enfermos, “acompanhe e sustente a fé e a esperança de cada pessoa doente e sofrida no caminho da cura das feridas do corpo e do Espírito”.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo


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