quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ

Primeiro de janeiro é o primeiro dia do ano civil para boa parte dos povos,  dia mundial da paz e da confraternização universal,  para os Católicos é  dia de Santa Maria Mãe de Deus. O Papa sempre escreve uma mensagem para este dia, tendo em vista a promoção da paz e da fraternidade entre os Povos. Para o ano de 2012 a mensagem é intitulada “Educar os jovens para a justiça e a paz”.

A crise que assola o mundo, manifestando-se no mercado de trabalho e na economia, encontra a sua raiz em uma crise mais profunda de ordem cultural e antropológica. Os jovens podem oferecer um precioso contributo para a superação desta crise e a renovação da esperança, desde que sejam educados para uma cultura da justiça e da paz, o que é missão conjunta da família, das instituições de educação, dos meios de comunicação social e do Estado respeitando os tadonicaç sejam educados para uma cultura de justiça e de paz..

“Educar – na sua etmologia latina ‘educere’ – significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem.”

A educação do jovem para a justiça e a paz pressupõe a educação para a verdade e a liberdade. “O autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões, incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele econômico ou social, individual ou coletivo”. “O homem é um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele”. “O exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem caráter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.”

“Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”(Mt 5,6). Não se trata da justiça fruto de uma convenção humana ou contratualista, mas de uma justiça fundada na identidade da pessoa humana capaz de abrir-se para a solidariedade, o amor, a misericórdia e a comunhão, o que é pressuposto para “relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.”

“Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”(Mt 5,9). A paz está vinculada à justiça e à caridade. Ela é dom de Deus. Jesus Cristo é a nossa paz! A paz é também “obra a ser construída”, o que exige uma educação para “a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos”.

O Papa encerra a mensagem fazendo um convite, sobretudo aos jovens, para levantar os olhos para Deus: “Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (...), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno.” A paz não é já realizada, mas uma meta a ser buscada por todos, o que exige esperança, ânimo, trabalho comum e corresponsabilidade.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo

Nenhum comentário:

Postar um comentário