quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A MÃE DE DEUS, A PAZ E A FRATERNIDADE UNIVERSAL

Há um visível e incômodo descompasso entre o ano civil e o religioso, para nós que pertencemos à Igreja Católica Apostólica Romana. Enquanto para muitas culturas o primeiro de janeiro é festa de ano novo, comemorado de múltiplos modos, para nós é o dia da Solenidade de Santa Maria, a Mãe de Deus. Este mesmo dia é considerado como “dia da confraternização universal”, ou ainda, “dia da paz”. Na liturgia de nossa Igreja, não é impossível celebrar em um só dia todos estes eventos, mas não é fácil conciliá-los.

Gosto muito do título dado à solenidade de primeiro de janeiro: Santa Maria, Mãe de Deus. Não é comum, na liturgia ou na piedade popular, chamar Nossa Senhora de Santa Maria. Lembrar a santidade de Nossa Senhora através de seu nome, Maria, é de uma singularidade ímpar, recorda-me a sua humanidade santificada, como ocorre com os outros santos em nossa Igreja. Faz-me voltar à singeleza, silêncio, sobriedade e vida de trabalho em Nazaré. Neste contexto, a santidade de Maria e a santidade de José são expressões da santificação do ordinário vivido à luz da extraordinariedade da graça santificante de Deus que irrompe para nós na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O nome da Santa Mãe de Deus, Maria, é muito presente na designação das pessoas em nossas famílias. É incontável o número de mulheres que recebem o nome de Maria, ou alguma flexão dele. É também usado como segundo nome em alguns homens. O mesmo nome, ou com algumas variações, é usado para designar algumas cidades. São inúmeras as músicas sacras e profanas compostas a partir da pessoa de Santa Maria, ou dedicadas a ela. O nome da Santa Mãe de Deus, Maria, está presente na vida das pessoas e da sociedade,  não só na vida da Igreja enquanto instituição.  

A Maternidade Divina de Maria é um dogma de fé. “O título de Mãe de Deus exprime a missão de Maria na história da salvação, que está na base do culto e da devoção do povo cristão, uma vez que Maria não recebeu o dom de Deus só para si, mas para levá-lo ao mundo (...) Nós honramos Maria sempre Virgem, solenemente proclamada santíssima Mãe de Deus pelo Concílio de Éfeso, para que Cristo fosse reconhecido, em sentido verdadeiro e próprio, Filho de Deus e Filho do Homem”. Não é sem razão que as duas primeiras invocações da Ladainha de Nossa Senhora recordam Nossa Senhora invocando-a como Santa Maria e Santa Mãe de Deus.

“É em nome de Maria, mãe de Deus e mãe dos homens, que se celebra no mundo inteiro o ‘dia da paz’; aquela paz que Maria, uma de nós, encontrou no abraço infinito do amor divino; aquela paz que Jesus veio trazer aos homens que creram no amor. Em sentido bíblico, a paz é o dom messiânico por excelência, é a salvação trazida por Jesus, é a nossa reconciliação e pacificação com Deus. É também um valor humano a ser realizado no plano social e político, mas lança raízes no mistério de Cristo”.

No desejo da confraternização universal, devemos lembrar as palavras do Papa Paulo VI em seu discurso à ONU, em 04 de outubro de 1965: “ A paz, a paz deve guiar o destino dos povos e da humanidade toda! Se quereis ser irmãos, deixai cair as armas de vossas mãos. Não se pode amar com armas ofensivas em punho”. Não devemos esquecer as palavras de John Kennedy: “ A humanidade deve pôr fim à guerra, ou a guerra porá fim à humanidade”.

Desejo-lhe, sob a proteção de Santa Maria, Mãe de Deus, um ano abençoado. Que seja um tempo de paz e fraternidade para você e para os que são destinatários do seu amor.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo

EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ

Primeiro de janeiro é o primeiro dia do ano civil para boa parte dos povos,  dia mundial da paz e da confraternização universal,  para os Católicos é  dia de Santa Maria Mãe de Deus. O Papa sempre escreve uma mensagem para este dia, tendo em vista a promoção da paz e da fraternidade entre os Povos. Para o ano de 2012 a mensagem é intitulada “Educar os jovens para a justiça e a paz”.

A crise que assola o mundo, manifestando-se no mercado de trabalho e na economia, encontra a sua raiz em uma crise mais profunda de ordem cultural e antropológica. Os jovens podem oferecer um precioso contributo para a superação desta crise e a renovação da esperança, desde que sejam educados para uma cultura da justiça e da paz, o que é missão conjunta da família, das instituições de educação, dos meios de comunicação social e do Estado respeitando os tadonicaç sejam educados para uma cultura de justiça e de paz..

“Educar – na sua etmologia latina ‘educere’ – significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem.”

A educação do jovem para a justiça e a paz pressupõe a educação para a verdade e a liberdade. “O autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões, incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele econômico ou social, individual ou coletivo”. “O homem é um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele”. “O exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem caráter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.”

“Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”(Mt 5,6). Não se trata da justiça fruto de uma convenção humana ou contratualista, mas de uma justiça fundada na identidade da pessoa humana capaz de abrir-se para a solidariedade, o amor, a misericórdia e a comunhão, o que é pressuposto para “relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.”

“Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”(Mt 5,9). A paz está vinculada à justiça e à caridade. Ela é dom de Deus. Jesus Cristo é a nossa paz! A paz é também “obra a ser construída”, o que exige uma educação para “a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos”.

O Papa encerra a mensagem fazendo um convite, sobretudo aos jovens, para levantar os olhos para Deus: “Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (...), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno.” A paz não é já realizada, mas uma meta a ser buscada por todos, o que exige esperança, ânimo, trabalho comum e corresponsabilidade.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

SOZINHO? NÃO!


A pessoa humana padece de um mal humanamente incurável, uma solidão implacável que o atazana continuamente, sobretudo quando volta para si, que somente pode ser apaziguada por Deus.

A solidão humana é expressão da saudade que a  criatura sente do Criador, do limite da  finitude diante do Infinito, do desejo da Eternidade presente na alma mortal, da caducidade do contingente diante do Necessário. É a solidão da consciência ao tomar posse de si mesma e constatar que não somos deuses.

O nascimento de Jesus Cristo mostra à pessoa humana que ela não está só. Deus está conosco! A humanidade de Deus, em Jesus Cristo, restaura a pessoa humana, torna-a participante do seu Mistério, curando-a da solidão original  e inserindo-a na comunhão amorosa da Santíssima Trindade. Você não está só! Acolha o Amor Divino em sua vida, ele gera comunhão e unidade!

Curados por Deus, podemos curar! A solidariedade de Deus, em Jesus Cristo, é remédio para a solidão humana, para que nos tornemos solidários na caridade. Nestes dias, olhe ao seu redor, não deixe ninguém só neste Natal. Convide os que se encontram isolados para se alegrarem com você. Por exemplo, levando-os consigo para a recepção do sacramento da Confissão, a Missa de Natal, o momento de oração em família, para a sua ceia, almoço ou momento de confraternização.

Jesus Cristo é nossa alegria, nossa paz! Alegremo-nos todos n’Ele! Abraçando-o, invoco de Deus, em minhas humildes preces, as melhores bênçãos sobre sua pessoa,  seus familiares e para os que lhe são caros:

“O Senhor te abençoe e te guarde!
O senhor faça brilhar sobre ti a sua face
e se compadeça de ti!
O Senhor volte para ti o seu rosto
e te dê a paz!” ( Nm 6, 24-26 )

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Celebração das últimas Crismas de 2011

Últimas Crismas do ano de 2011 na Região Episcopal Ipiranga, Arquidiocese de São Paulo. No fim de semana passado, 17 e 18 de dezembro, Dom Tomé, presidindo as Santas Missas, administrou o Sacramento da crisma para jovens e adultos nas seguintes paróquias: Santo Afonso Maria de Ligório, no Bairro Água Funda, Setor Pastoral Imigrantes; Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, no bairro Bosque da Saúde, Setor Pastoral Imigrantes; Nossa Senhora Mãe de Jesus, no bairro Jardim Celeste, também no Setor Pastoral Imigrantes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Homilia: O Presbítero, profeta do Reino de Deus

Emoldurados pelo Advento, como participantes do mistério do Reino de Deus,  celebramos esta Santa Missa. No altar do nosso coração oferecemos a Deus o que somos, vivemos e fizemos ao longo deste dia. Unidos ao Povo de Deus, a Igreja, nos alegramos com a proximidade da celebração do Natal de Jesus Cristo,  que reacende em nós a esperança do encontro pleno e definitivo com Ele, o que de algum modo já experimentamos na fé, pois o seu reinado acontece já, e ainda não, em nós, no mundo e na história.

Temos presente em nossa oração os 25 anos de vida presbiteral, uma fidelidade amorosa, de nosso amigo e pároco, Pe. Antônio Aparecido dos Santos, o nosso Padre Toninho. Com ele dizemos a Deus o que rezamos na oração de coleta desta Missa: “Senhor nosso Deus, somos servos indignos e reconhecemos com tristeza as nossas faltas”. Também com ele cantamos com o salmista: “Eu te exalto, Senhor, porque me livraste, não deixaste meus inimigos se rirem de mim. (...) Transformaste o meu luto em dança, Senhor, meu Deus, eu vou te louvar para sempre”(Sl 29).

Nossa presença aqui, nesta noite, é o reconhecimento de que na corda bamba da vida, o sim pronunciado pelo Padre Toninho, ao longo destes 25 anos, tem o preço de muitos nãos. Com ele, agradecemos a Deus que o sustenta na vida presbiteral, mas reconhecemos o esforço pessoal que ele faz para ser o que é e fazer o que faz na Igreja e em nosso País.

1ª Leitura:
O Profeta Oséias usou a imagem do matrimônio para falar do amor fiel de Deus a seu povo e da infidelidade do povo ao amor de Deus. O texto de Isaías que ouvimos (Is 54, 1-10) é uma profecia de consolação que mostra a ternura de Deus que não esquece sua promessa e tudo faz para reconduzir a si o povo que o abandonou. O contexto deste texto é o fim do exílio na Babilônia e a reconstrução da vida em Jerusalém.

O Profeta Isaías “proclama com um hino de alegria que finalmente chegou o tempo da reconciliação entre a esposa adúltera e seu esposo ( vv. 1.5 ). Acabou o tempo do sofrimento e da vergonha ( vv. 4.6 ), para dar lugar a um período de grande prosperidade e fecundidade ( v. 2 ), fruto do amor reencontrado.”

No contexto da História da Salvação,  o texto ( vv. 3.5.9 ) permite entrever uma extensão universal da profecia apontando a redenção realizada por Jesus Cristo, que concretiza o desejo de Deus de salvar a todos os povos ( v. 10; cf Gl 4, 26-27 ).

Evangelho:
No Evangelho, Jesus Cristo retoma um texto do profeta Malaquias  ( 3,1): “Eis que eu envio meu mensageiro à tua frente, ele preparará o teu caminho diante de ti”, para falar da natureza do profetismo de João Batista, “o maior entre os nascidos de mulher”. Ao explicitar a natureza da pessoa e da ação profética de João, o Batista, Jesus Cristo revela  sua própria natureza e a de sua ação salvadora. “João era o mensageiro, o batedor, o anjo que anunciava a nova ordem, mas Jesus é Deus em pessoa que vem realizar o seu plano de salvação do mundo”.

Meditação:
Os nossos dias e o modo de ser e agir dos filhos e filhas de Deus, não são tão diferentes dos vividos pelo Povo de Deus no tempo do Profeta Isaías e no início da vida pública de Jesus Cristo, que coincide com o término do ministério profético de João, o Batista. Nossa vida cristã não é um romance, um documentário, uma comédia ou uma tragédia, mas um drama que se desenvolve entre o amor fiel e misericordioso de Deus e nossas quedas de infidelidade diante das muitas e prósperas tentações a que nos encontramos sujeitos. Por isso, podemos rezar com o salmista: “Sua ira dura um momento, seu favor a vida inteira; de tarde vem o pranto, de manhã gritos de alegria” ( Sl 29 ).

Não consideramos São João Batista como um entre os outros profetas do Antigo Testamento. Na linha profética, Ele é a testemunha de Jesus Cristo, que o identifica como “o facho que arde e ilumina”( Jo 5, 35 ).

Jesus Cristo não é apenas um profeta, como é considerado por outras religiões. Ele é a realização das profecias, o profeta, por excelência, que constrói com sua vida, ação e ensinamento o caminho de acesso a Deus Pai, salvando a pessoa humana e possibilitando-lhe dirigir-se a Deus e tê-lo como Pai.

É na identificação com Jesus Cristo, tendo consciência do dom recebido, que o presbítero exerce o tríplice múnus de governar, santificar e ensinar. São três dimensões intrínsecas e inseparáveis do profetismo de Jesus Cristo que Ele quis compartilhar com aqueles que ele chama para a vida sacerdotal. Para o padre, não é possível governar sem santificar e ensinar; não é possível santificar sem governar e ensinar; não é possível ensinar sem governar e santificar. Ao realizar um múnus realiza também os outros dois. Fazendo bem um, fará igualmente bem os demais.

Embora secularizado, imanentista e relativista, nosso mundo é pródigo em profetas, os temos de toda espécie, ao gosto do freguês. É possível até encontrar, sem muita dificuldade, o que exerce a profecia como anti-profeta.

Ao não levar a sério a compreensão do magistério católico sobre o profeta, ao interno da fé cristã, também em nossa Igreja, não é unívoca, entre teólogos e pastoralistas, a compreensão da natureza e da missão do profeta. Uma pseudo-compreensão, a tentação do reducionismo, o influxo de algumas correntes filosóficas sobre a teologia, deixam como possibilidade sempre presente a vulgarização da atividade profética.

Conclusão;
Sim, o presbítero é profeta do Reino de Deus. O Reino de Deus é  Mistério e Graça, pressupõe a acolhida e a resposta dos discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele pressupõe a fé, dom de Deus oferecido a todos. O Reino de Deus irrompe na história e acontece em Jesus Cristo. Ele não foi instaurado completamente, o que só ocorrerá na Parusia, na manifestação gloriosa de Jesus Cristo no fim dos tempos. Ele se desenvolve no mundo, na história e em nossa vida na medida e proporção em que reconhecemos e acolhemos Jesus Cristo como  Rei,  Salvador e Senhor. Ele reina em nós, se lhe damos a permissão e, por nosso intermédio, como membros de sua Igreja, Ele reina no mundo e na história. Deste Reino, a Igreja é sinal e a ele deseja conduzir os seus fiéis. È neste contexto e dinamismo que compreendemos o presbítero como profeta do Reino de Deus.

Em nosso tempo, não bastará ao presbítero falar conceitualmente do Reino de Deus, pois antes de ser conceito teológico é realidade divina que se materializa no mistério da Encarnação, da Vida, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Requer do fiel não uma compreensão conceitual, mas uma existência, um modo de ser, uma adesão livre e responsável, que será sempre sustentada pela Graça.

Há uma necessidade premente de conduzir e introduzir as pessoas no Mistério do Reino de Deus, o que somente será possível com uma ação pastoral mistagógica. Pensar o presbítero como profeta do Reino de Deus é pensá-lo como um mistagogo. Só assim a sua palavra não se perderá em meio a tantas palavras, tantos profetas e tantos ruídos teológicos, pastorais, sociológicos e psicológicos que proliferam na sociedade e na Igreja.

O agir profético pressupõe o ser profeta e exige coragem missionária ao preço de oferecer a própria vida num martírio cotidiano fazendo da existência uma oferenda agradável a Deus, na consciência de que não somos só servos indignos, mas inúteis, pois o protagonismo é do Espírito Santo de Deus que conduz a Igreja, moldura que sustenta o nosso presbiterado e profetismo.

Novamente com a oração da coleta de nossa Missa, podemos rezar: “Senhor nosso Deus, dai-nos a alegria do advento do vosso Filho que vem para nos salvar”. A antífona da comunhão desta missa nos exortará: “Vivamos neste mundo com justiça e piedade esperando a feliz esperança, e o advento da glória de nosso Deus”.

Corolário:
Querido Padre Toninho, como presbíteros profetas numa Igreja Missionária, não nos contentemos de, na Igreja, cedermos à tentação de ficar na defensiva, na retaguarda, transpirando cansaço, como se já tivéssemos dado a nossa contribuição, sem querer mais correr e suar a camisa. Também longe de nós a tentação do protagonismo do ataque, de querer fazer facilmente os gools ou de ainda sermos os donos da bola.

Querido Padre Toninho, não somos jovens presbíteros nem presbíteros jovens. Vinte e cinco anos de presbiterado é o tempo da maturidade, dos frutos abundantes, maduros e de boa qualidade. Na Igreja, nos encontramos no meio de campo e precisamos, sem medo, com determinação, simplicidade e astúcia, receber a bola e passá-la à frente, correndo todos os riscos necessários construindo unidade e comunhão.

Querido Padre Toninho, somos presbíteros  com o presbitério unido ao bispo. Para os nossos irmãos presbíteros que vivem o outono da vida sejamos amparo e proteção. Para os jovens presbíteros e presbíteros jovens sejamos estímulo e exemplo. Para nosso bispo, se não amigos, sejamos apoio incondicional e obediência irrestrita. Para nossa família sejamos causa de alegria e santo orgulho. Para o povo de Deus sejamos profetas mistagogos, pastores bons a exemplo de Jesus Cristo, o Bom Pastor.

Querido Padre Toninho, que ao longo dos próximos vinte e cinco anos não lhe falte a terna e materna proteção de Nossa Senhora e a intercessão de São Benedito, o padroeiro desta afável, simpática e acolhedora paróquia. Deus lhe pague com as melhores bênçãos do céu e com a realização dos justos desejos  que o Senhor mais cultiva neste momento, pelo que o Senhor é e faz por nós, o Povo de Deus, que o abraçamos desejando-lhe  felicidades, muitas, incontáveis, inumeráveis.

+ Tomé Ferreira da Silva.
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo.


Confira fotos desta celebração:
Crédito das fotos: PASCOM (Paróquia São Benedito)

Nossa Senhora do Ó, rogai por nós!


O tempo do advento e do Natal proporciona-nos a possibilidade de contemplar e participar de um dos mais belos mistérios de nossa fé: a presença humana de Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador,  no mundo e na história.
 
Como Nossa Senhora pode trazer em seu ventre o Filho de Deus? Como pode a humanidade pecadora “conter” a Divindade Salvadora? Como é possível o mundo criado conter o seu Criador? Como pode a história abrigar o seu Senhor e Juiz? Ficamos maravilhados diante deste Mistério, nossa resposta não é outra senão o silêncio, a admiração, o encantamento, o sentimento de estupefação, o êxtase.

Em São Paulo, na zona norte, no bairro Freguesia do Ó, temos uma igreja onde se venera a Mãe de Deus com o título de Nossa Senhora do Ò, também conhecida como Nossa Senhora da Expectação. A imagem retrata artística e plasticamente o mistério da Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando presente no ventre de Nossa Senhora.

Contemplando o que acontece em Nossa Senhora que aguarda o momento de dar à luz o  Menino Jesus, exclamamos: Ó mistério insondável de Deus que vem ao nosso encontro! A liturgia expressa este sentimento em sete antífonas que são rezadas no ofício de vésperas, oração da tarde, entre os dias dezessete e vinte e três de dezembro. Recordá-las, rezando-as, é uma oportunidade única de nos prepararmos proximamente para o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

“Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo, e atingis até os confins de todo o universo e com força e suavidade governais o mundo inteiro: oh, vinde ensinar-nos o caminho da prudência!”

“Ó Adonai, guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente e lhe destes vossa lei sobre o Sinai: oh, vinde salvar-nos com o braço poderoso!”

“Ó Raiz de Jessé, ó estandarte, levantado em sinal para as nações! Ante vós se calarão os reis da terra, e as nações implorarão misericórdia: oh, Vinde salvar-nos! Libertai-nos sem demora!”

“Ó Chave de Davi, Cetro da Casa de Israel, que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre: oh, vinde logo e libertai o homem prisioneiro, que, nas trevas e na sombra da morte, está sentado.”

“Ó Sol nascente justiceiro, resplendor da Luz eterna: oh, vinde e iluminai os que jazem entre as trevas e, na sombra do pecado e da morte, estão sentados.”

“Ó Rei das nações. Desejado dos povos; Ó Pedra angular, que os opostos unis: oh, vinde e salvai este homem tão frágil, que um dia criastes do barro da terra.”

“Ó Emanuel: Deus-conosco, nosso Rei Legislador, Esperança das nações e dos povos Salvador: oh, vinde enfim para salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!”

Estamos há uma semana do Natal de Jesus Cristo. Que contemplando o Mistério da Encarnação no ventre de Nossa Senhora, aprendamos a contemplar o Menino Jesus com o seu olhar e o seu coração.

+ Tomé Ferreira da Silva.
Bispo Auxiliar de São Paulo

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Aniversário Sacerdotal do Pe. Cícero de Freitas - 25 anos

O Revmo. Sr. Pe. João Cícero de Freitas, Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Arquidiocese de São Paulo, Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Anchieta, celebrou neste 13 de dezembro 25 anos de profícua vida sacerdotal. Uma bela celebração da Santa Missa e uma confraternização reuniram os amigos, familiares e paroquianos. Na homilia, o Padre Jubilar destacou que "na corda bamba da vida, os 25 anos de sim ao sacerdócio foram vividos à custa de muitos nãos".

Confraternização dos Padres da Região Ipiranga

Os Padres que trabalham na Região Episcopal Ipiranga, na Arquidiocese de São Paulo, estiveram reunidos na manhã do dia 13 de dezembro participando de uma manhã de espiritualidade e confraternização. Foram acolhidos com o desjejum, rezaram a hora média, revendo também as conquistas do ano, ouviram a meditação dirigida pela Irmã Vera Ivanise Bombonato, da Congregação das Irmãs Paulinas, se confessaram individualmente, depois de uma preparação, fizeram um momento de ação de graças, receberam a bênção do Santíssimo Sacramento, após o canto do Te Deum, realizaram troca de lembranças e almoçaram festivamente. Belo exemplo eles nos deixam de como viver e celebrar o Natal de Jesus Cristo. Parabéns aos nossos padres!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Celebração de Crismas

No domingo, 11 de dezembro, durante celebração da Santa Missa, foi administrado o Sacramento da Crisma para os jovens da Área Pastoral São Paulo, no Setor Pastoral Anchieta, Avenida Comandante Taylor; para os crismandos da  Paróquia Nossa Senhora das Mercês, também no Setor Pastoral Anchieta, Vila das Mercês; e para um grupo de estudantes do Colégio Nossa Senhora do Rosário, este pertencente às Irmãs Dominicanas, situado na Avenida Jabaquara.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ordenação Diaconal e Presbiteral

A Comunidade Aliança de Misericórdia, vinculada canonicamente à Arquidiocese de São Paulo, em solene celebração da Santa Missa, na tarde do dia 10 de dezembro, na Catedral da Sé, em São Paulo, acolheu dois novos sacerdotes, Pe. Israel Mendes Pereira e Pe. Paulo Ramos, e dois novos diáconos, Efigênio Rodrigues da Rocha e Pedro da Silva Morais, ordenados por Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Comunidade Imaculada Conceição, no bairro da Saúde celebra a festa da Padroeira

Com a presença de Dom Tomé, a Comunidade Imaculada Conceição, da Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, no bairro da Saúde, celebrou a festa de sua padroeira na noite do dia 08 de dezembro, contando também com a presença do Pe. Cristiano, missionário de São Francisco de Sales. Logo postaremos fotos dessa festa.

Seminário Imaculada Conceição celebra a Padroeira

As quatro comunidades que formam o Seminário Arquidiocesano da Imaculada Conceição, na Arquidiocese de São Paulo, celebraram a festa da Padroeira na capela do Seminário de Teologia Bom Pastor, contando com a presença de todos os seminaristas e formadores, bem como de S. Emcia. Dom Odilo Pedro Scherer, dos bispos auxiliares e diversos sacerdotes, entre estes os jubilares: Cônego Laerte, Cônego Celso Pedro, Cônego Martin Segú, Pe. Agostinho e Pe. João Mildner.

Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo, celebra 35 anos de vida sacerdotal


Na tarde do dia 07 de dezembro, vésperas da solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, Dom Odilo Pedro Scherer presidiu a Eucaristia na Catedral, na Praça da Sé, em São Paulo, agradecendo a Deus os 35 anos de sua vida sacerdotal. Nesta ocasião, em nome da Arquidiocese, Dom Tomé fez esta saudação:
 
" A semente que germina no silêncio da terra é carregada de mistério. A plantinha que busca o sol e fortalece as primeiras folhas é promissora. O arbusto que, ao mesmo tempo, aprofunda as raízes, estende os galhos para o infinito e robustece o tronco é portador de esperança. A jovem árvore com suas primeiras flores e frutos carrega consigo um futuro promissor. A árvore frondosa, com sombra larga e fresca, flores e frutos bons e abundantes é exuberante. Quem viu a semente poderia imaginar o que tornou-se hoje?
 
Dom Odilo, o Senhor vive a maturidade do sacerdócio que lhe foi conferido pela Igreja há 35 anos. Que bela vida sacerdotal! Que amor a Jesus Cristo! Que solicitude pastoral! Que vida de consumação! Nos orgulhamos de tê-lo conosco! Que honra sermos dos seus! Deus lhe pague pela sua fidelidade amorosa! Rogamos ao bom Pai do céu que não lhe deixe faltar as melhores bênçãos que hoje seu coração deseja e precisa. Confiamos seu ministério sacerdotal à terna e materna proteção de Nossa Senhora. Parabéns! Felicidades!"

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ESCLARECIMENTO
dos bispos da província eclesiástica de São Paulo
aos fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana

A Igreja Católica Apostólica Romana, fiel e perseverante na transmissão da fé recebida dos Apóstolos, está unida ao Papa, sucessor do Apóstolo Pedro, e aos bispos em comunhão com ele. Os fiéis católicos apostólicos romanos reúnem-se também em torno dos padres e diáconos, que estão em comunhão com os bispos e foram por eles legitimamente ordenados para os respectivos ministérios. Atualmente, várias Igrejas e Comunidades Cristãs, não unidas ao Papa e aos bispos em comunhão com ele, apresentam-se como “católicas”, “católicas apostólicas”, “católicas carismáticas”, “católicas renovadas”, “católicas apostólicas ortodoxas”, “católicas apostólicas brasileiras”. Diversas pessoas e iniciativas religiosas são apresentadas como “católicas”, utilizando os mesmos sinais já tradicionais da nossa identidade católica apostólica romana (nomes, títulos, vestes clericais e litúrgicas, símbolos, textos litúrgicos...).
Esta falta de clareza no âmbito das organizações religiosas ditas “católicas” é motivo de perplexidade, confusão e desorientação para os fiéis a nós confiados, podendo causar dano à sua fé. Cumprindo nossa grave responsabilidade de, em nome de Jesus Cristo, Bom Pastor, cuidar das ovelhas do seu rebanho, conduzindo-as pelos caminhos do Evangelho e defendendo-as contra todos os perigos e enganos, vimos esclarecer e chamar a atenção para o
que segue:
1. Somente representam legitimamente a Igreja Católica Apostólica Romana os bispos que estão em comunhão com o Papa e os sacerdotes e diáconos em comunhão com esses bispos católicos apostólicos romanos. Dioceses, eparquias, exarcados, paróquias e santuários da Igreja Católica Apostólica Romana são somente aquelas e aqueles que estão sob a responsabilidade de tais bispos, sacerdotes e diáconos;
2. É direito dos fiéis católicos apostólicos romanos e de qualquer outra pessoa, obter informações certas sobre a identidade religiosa das pessoas que representam qualquer religião, igreja ou grupo religioso; o exercício da liberdade religiosa só é possível mediante essa clara identificação;
3. Os fiéis católicos apostólicos romanos, que necessitarem de informações sobre a legitimidade dos seus representantes hierárquicos, podem obtê-las através dos padres e diáconos das paróquias católicas romanas conhecidas, ou através das cúrias das respectivas dioceses.
4. Recomendamos aos nossos sacerdotes e diáconos que tenham sempre consigo o documento de identidade sacerdotal ou diaconal, assinado pelo bispo da própria diocese ou, no caso do clero religioso, pelo seu superior provincial;
5. Esclarecemos aos fiéis católicos apostólicos romanos e a quem interessar possa, que nossa Igreja não realiza, a não ser em casos especiais, batizados, casamentos e crismas fora das igrejas e espaços normalmente destinados ao culto e às celebrações sagradas, como, por exemplo, chácaras, buffets e outros locais;
6. Desaprovamos toda forma de simulação dos Sacramentos da Igreja Católica
Apostólica Romana, bem como a exploração comercial, como fonte de lucro, da religião e da boa fé do povo; afirmamos que, ao nosso entender, isso é um grave desvio da natureza e da finalidade da religião e desrespeita profundamente a Deus e ao próximo;
7. Estimulamos a todos os nossos fiéis a se manterem firmes na fé da Igreja, recebida dos Apóstolos e testemunhada pelos santos e mártires ao longo da história; estejam unidos aos seus legítimos bispos e sacerdotes, colaborando com eles na vida e na missão da Igreja; freqüentem as comunidades de fé e caminhem com elas, nas paróquias e outras organizações da Igreja, e busquem todos conhecer mais profundamente o rico patrimônio da fé e da vida cristã, que a Igreja Católica Apostólica Romana preserva e transmite com fidelidade, de geração em geração.
Assinam os bispos das dioceses católicas apostólicas romanas da província eclesiástica de São Paulo.




Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo
Dom Tomé Ferreira da Silva, bispo auxiliar de São Paulo
Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo
Dom Edmar Peron, bispo auxiliar de São Paulo
Dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar de São Paulo
Dom Júlio Endi Akamine, bispo auxiliar de São Paulo
Dom Ercílio Turco, bispo de Osasco
Dom Fernando Antônio Figueiredo, bispo de Santo Amaro
Dom Nelson Westrupp, bispo de Santo André
Dom Jacyr Francisco Braido, bispo de Santos
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, administrador apostólico de Guarulhos
Dom Joaquim Justino Carreira, bispo nomeado de Guarulhos
Dom Luiz Antônio Guedes, bispo de Campo Limpo
Dom Airton José dos Santos, bispo de Mogi das Cruzes
Dom Manuel Parrado Carral, bispo de São Miguel Paulista
Dom Vartan Waldir Boghossian, bispo do exarcado armênio, para os católicos
apostólicos romanos de rito armênio residentes no Brasil
Dom Farès Maakaroun, bispo da eparquia Nossa Senhora do Paraíso, dos católicos
apostólicos romanos de rito greco-melquita
Dom Edgard Madi, bispo da eparquia Nossa Senhora do Líbano, dos católicos
apostólicos romanos de rito maronita.
São Paulo, na festa do Apóstolo Santo André, 30 de novembro de 2011

Crisma na Paróquia São Judas Tadeu

A Paróquia Santuário São Judas Tadeu celebrou no fim da manhã do dia 04 de dezembro as crismas de seus jovens e adultos, preparados ao longo deste ano.

Encerramento "Ano Mariano Marista"

Na noite do dia 03 de dezembro, o Colégio Marista Arquidiocesano, na Vila Mariana, com solene Eucaristia, realizou o encerramento das atividades acadêmicas do ano de 2012,  colocou ponto final no "Ano Mariano Marista", celebrou o sacramento da crisma para alguns de seus alunos e inaugurou o seu presépio e iluminação especial de Natal.