sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O que não pode falar na minha resposta à santidade

Nossa resposta à santidade

Que elementos são importantes para responder à santidade que Deus nos concede? Jesus Cristo, nas Bem-Aventuranças (Mt 5, 1-12), coloca algumas características imprescindíveis para nossa santidade moral:

Ser pobre em espírito. É um ser pobre, fruto de uma deliberação interior da vontade que, iluminada pela inteligência e assistida pela força do Espírito Santo, escolhe fazer o caminho de Jesus Cristo pobre. Este modo de ser será refletido em uma vida fundada no trabalho, sóbria, sem o acumulo do supérfluo, confiante na providência divina.

Buscar a consolação em Deus. As palavras de São Paulo são esclarecedoras: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação. Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição” ( 2Cor 1, 3-4 ).

Viver a mansidão. A melhor expressão da mansidão nós encontramos em Jesus Cristo que se auto-define assim: “Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” ( Mt 11, 29-30 ).

Promover a justiça, sem temer a perseguição. Na justiça de Deus, misericórdia e perdão, deve fundar-se a justiça humana, dar a cada pessoa o que lhe é devido como filho de Deus e como sua imagem e semelhança. Ao justificar a pessoa humana, Deus entregou à morte o seu próprio Filho, Jesus Cristo, medida do nosso trabalho na promoção do bem comum através da caridade, amar

até à morte.

Ser misericordioso. A misericórdia, justiça de Deus, é o parâmetro ideal a ser buscado pelos filhos de Deus na construção da vida em sociedade. Na compreensão de Jesus Cristo, ser justo não basta, é preciso ser misericordioso, como o Pai Celeste é misericordioso.

Ser puro de coração. As palavras de Jesus Cristo são iluminadoras: “É do coração que saem as más intenções: homicídios, adultérios, imoralidade sexual, roubos, falsos testemunhos e calúnias. Isso é que torna alguém impuro”( Mt 15, 19-20ª ).

Construir a paz. A paz é fruto da justiça, de uma justiça pautada pela medida da misericórdia. Esta paz que vem de Deus e que Jesus Cristo nos dá deve ser promovida pelos cristãos: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou” (Mt 14, 27 ).

Acolher a incompreensão por causa de Jesus Cristo. “O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, perseguirão a vós também”( Jo 15, 20 ). A incompreensão, da parte dos que são do mundo, é garantia de que nos encontramos no caminho certo, aquele desejado por Jesus Cristo para os seus amigos.

+ Tomé Ferreira da Silva

Bispo Auxiliar de São Paulo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário