sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Contagem regressiva para o Natal de Jesus Cristo



Celebraremos os 2011 anos do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo em 25 de dezembro próximo. É a solenidade do Natal. Sua importância é tão grande que nos prepararemos para ela durante quatro semanas, que são chamadas na Igreja de “Tempo do Advento”, isto é, tempo d’Aquele que está para chegar, Nosso Senhor Jesus Cristo. Como filhos de Deus e amigos de Nosso Senhor Jesus Cristo, o aniversariante, viveremos este período cultivando quatro elementos em nossa vida: a fé, a esperança, a conversão e a caridade.

A recordação do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo deve suscitar em nós a virtude da fé em sua pessoa, reconhecendo-O como Filho de Deus, acolhendo-O como  nosso único Salvador, deixando-O ser Senhor e reinar em nossa vida. A atitude que mais nos ajuda neste propósito é a contemplação: olhar amorosamente para Nosso Senhor Jesus Cristo, ver n’Ele a presença de Deus entre nós, no mundo e na história, deixar-se envolver por este mistério. Da contemplação nascerá em nós a melhor oração, a adoração: prostrar-se diante de Nosso Senhor Jesus Cristo e oferecer a Ele todo o nosso ser e agir.

Da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo nasce a virtude da esperança. O que esperamos? Vivemos na expectativa de seu retorno entre nós, no mundo e na história. Chamamos este mistério de “parusia”. Sabemos que Ele virá, mas não temos ciência de quando isto ocorrerá. Nesta ocasião, Ele se apresentará a nós revestido de sua glória de crucificado ressuscitado, glória que recebeu de Deus Pai. N’Ele glorioso vemos o que se dará conosco também neste dia, seremos semelhantes a Ele; o mundo e a história serão restaurados, saindo do influxo do pecado e da morte, que vencidos não mais terão domínio sobre nós.

A expectativa da última manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo, no fim dos tempos, suscita em nós o desejo da conversão, de vivermos próximos de Deus, atentos ao que Ele deseja para nós, seus filhos. A conversão é necessária, pois nos reconhecemos ainda pecadores, continuamente tentados pelas diversas manifestações do mal em nós, no mundo e na história. Não basta reconhecer-se pecador, o que não é muito difícil; é preciso fazer o caminho de volta ao projeto de Deus, o que é mais exigente e empenhativo, pressupõe decisão livre capaz de determinar a vontade em seguir a Nosso Senhor Jesus Cristo. É Deus que suscita em nós o desejo da conversão e sua graça nos sustenta neste processo.

A melhor expressão da conversão é o exercício da caridade, que é a maior, melhor e mais sublime expressão do amor. A caridade é a vida de Deus. Em nós será sempre fruto da ação do Espírito Santo, que presente em nós, nos faz participantes da vida mesma de Deus. A nossa caridade, que nasce da vida de Deus, constitui-se em dois movimentos distintos, mas não independentes ou opostos: dirige-se a Deus como resposta e prolonga-se em direção ao próximo; amados por Deus, envolvidos por este amor divino, podemos amá-Lo e amar o próximo com o mesmo amor com que somos amados.

Caro leitor, viva bem, santamente, este advento, tempo de graça para você, para a Igreja, para o mundo e a história. A beleza da sua festa de Natal depende do modo como você se prepara para ela.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo

Um comentário:

  1. Agradeço a D. Tomé por ajudar-nos dessa forma tão bela a nos prepararmos para a vinda do Menino Deus no exercício da fé, da esperança, da conversão e da caridade

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