segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MENSAGEM DO PAPA PARA VOCÊ (II)

Caro leitor, nesta segunda semana de outubro, quero continuar partilhando com você a mensagem que o Santo Padre Bento XVI enviou aos membros da Igreja Católica Apostólica Romana, presentes em todo o mundo, para este mês de outubro, o mês das missões. O ponto de partida é a solicitação de Jesus Cristo Ressuscitado: “Como o Pai me enviou, também Eu vos envio” (Jo 20, 21).

Ide e anunciai. Na Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte, 59, o Papa João Paulo II, recordando a aparição de Jesus Cristo Ressuscitado aos discípulos de Emaús, convida os fiéis católicos a serem “vigilantes e prontos para reconhecer o seu rosto ( de Jesus Cristo ) e correr a levar aos nossos irmãos o grande anúncio ‘Vimos o Senhor’” ( cf Lc 24, 13-35).

A pessoa que se encontra com Jesus Cristo Ressuscitado sente a necessidade interior e premente de O anunciar aos outros. O anúncio, neste caso, não é uma imposição externa, ou resposta a uma exigência histórica, mas conseqüência natural para aquele que, movido pelo Espírito Santo, experimentou Jesus Cristo em sua vida, acolhendo-O como seu Senhor e Deus.

Para os que conhecem, amam e seguem Jesus Cristo, o seu pedido “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado” ( Mt 28, 19-20 ), não é um ônus, mas uma graça, um privilégio espiritual de participar de sua própria missão.

O envio dos discípulos e missionários de Jesus Cristo hoje, ao encontro das pessoas, do mundo e da história, é renovado a cada celebração da Eucaristia. Os enviados desenvolvem a sua missão conscientes de que Ele está conosco todos os dias, até o fim dos tempos ( cf. Mt 28, 20b ).

Quando desenvolver a missão? O Papa Bento XVI responde à pergunta em sua mensagem: “A atenção e a cooperação para a obra evangelizadora da Igreja no mundo não podem ser limitadas a alguns momentos e ocasiões particulares, nem sequer podem ser consideradas como uma das numerosas atividades pastorais: a dimensão missionária da Igreja é essencial, e, portanto, deve ser sempre considerada. É importante que tanto os indivíduos batizados como as comunidades eclesiais estejam interessados, não de modo esporádico e irregular na Missão, mas de maneira constante, como forma de vida cristã .”

Na próxima semana continuaremos a nossa reflexão missionária. Até lá!

+ Tomé Ferreira da Silva

Bispo Auxiliar de São Paulo.

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