sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MENSAGEM DO PAPA PARA VOCÊ ( I ).

No dia 23 de outubro celebraremos o 85° Dia Mundial das Missões. Para esta ocasião, o Santo Padre o Papa Bento XVI enviou uma mensagem a todos os Católicos Apostólicos Romanos e às pessoas de boa vontade, com o lema “Como o Pai me enviou, também Eu vos envio” (Jo 20, 21 ). Procurarei realizar, em dois textos, uma síntese desta mensagem.
O que é a missão? Na Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte, 58, o Beato Papa João Paulo II afirma que a missão consiste em levar a todos o anúncio do evangelho, com o mesmo ardor dos primeiros cristãos. Este é o mais precioso serviço que a Igreja pode prestar à humanidade e a cada pessoa. Ao mesmo tempo, ele afirma na Carta Encíclica Redemptoris Missio, 2 : “A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé, que ela se fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos também encontrará inspiração e apoio no empenho pela Missão universal”.
Os destinatários da Missão. “Os destinatários do anúncio do Evangelho são todos os povos.” A Igreja é naturalmente missionária, pois é fruto da missão de Jesus Cristo e do Espírito Santo, que realizam a Vontade do Pai de salvar e santificar a todos, em todos os tempos e lugares ( cf. Concílio Vaticano II, Decreto Ad Gentes, 2 ). O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, 14, mostra que a graça e a vocação da Igreja é evangelizar, ela existe para evangelizar. Ela não pode fechar-se em si mesma, mas encontra-se enraizada em alguns lugares para ir além, ao encontro de todos.
A urgência da missão. “ ‘A Missão de Cristo Redentor, confiada à Igreja, está ainda bem longe do seu pleno cumprimento (...) Uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal Missão está ainda no começo, e que devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço’ ( João Paulo II, Carta Encíclica Redemptoris Missio, I ). Não podemos permanecer tranqüilos pensando que , depois de dois mil anos, ainda existem povos que não conhecem Cristo e ainda não ouviram a sua Mensagem de Salvação.
Não só, mas aumenta o número daqueles que, embora tenham recebido o anúncio do Evangelho, já o esqueceram e abandonaram, já não se reconhecem na Igreja; e muitos ambientes, também em sociedades tradicionalmente cristãs, são hoje resistentes a abrir-se à Palavra da Fé. Está em curso uma mudança cultural, alimentada também pela globalização, por movimentos de pensamento e pelo relativismo imperante, uma mudança que leva a uma mentalidade e a um estilo de vida que prescindem da Mensagem Evangélica, como se Deus não existisse, e que exaltam a busca do bem-estar, do lucro fácil, da carreira e do sucesso como finalidade da vida, mesmo em detrimento dos valores morais.” No Brasil, talvez mais intensamente do que em outros lugares, esta realidade pode ser sentida em nossa cidade de São Paulo. O que fazer?
+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo

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