sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A ANTECIPAÇÃO DAS FESTAS PODE SER UM RISCO?
Novembro está aí. Divisamos no horizonte o fim do ano que vai chegando e se instalando entre nós, sorrateira ou abruptamente; os sinais são evidentes: a realização das provas do ENEM; a proximidade dos vestibulares; as revisões e avaliações do ano em curso e a realização de planejamentos e orçamentos para o ano vindouro; a urgência em atingir as metas estabelecidas para este ano; a proximidade da primeira parcela do décimo terceiro salário e o planejamento das férias de janeiro.
Percebemos na cidade os primeiros sinais da festa do Natal: o panetone já chegou às lojas; as cores das decorações começam a pipocar aqui e acolá, sobretudo nas grandes lojas, hipermercados e centros comerciais; as propagandas e promoções visando as compras natalinas e a busca dos presentes. Logo virão as músicas próprias deste tempo a serem executadas exaustivamente. Em meio a tudo isso, onde estará o Menino Jesus? Haverá espaço para Ele neste Natal de 2011?
As antecipações trazem riscos, podem impedir a vivência adequada do momento presente, levar ao enfado e desgastar pelo cansaço, repetição e frivolidade o sentido do que é antecipado. O melhor é viver cada realidade no seu tempo próprio.
Vale lembrar o texto bíblico do livro do Eclesiastes: “Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de destruir e tempo de construir; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de as ajuntar; tempo de abraçar e tempo de se afastar dos abraços; tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora; tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar; tempo do amor e tempo do ódio; tempo da guerra e tempo da paz”(Ecl 3,1-8).
Vamos viver bem e intensamente o mês de novembro, saboreando calma e serenamente tudo o que ele nos oferecerá, sem o frenesi de antecipar o tempo do Natal e das festas de fim de ano? Se nos colocamos a viver dezembro em novembro, não viveremos novembro e quando dezembro chegar já estaremos cansados e enfastiados.
No próximo dia dois de novembro viveremos o dia de finados, faremos memória dos fiéis defuntos, recordação fruto do amor que experimentamos por eles e com eles, e que agora se traduzirá na saudade e na lágrima, que procuraremos apaziguar com uma flor ou uma vela em uma visita ao cemitério.
A melhor forma de recordar e tornar presente as pessoas que amamos e que faleceram é através da oração, sobretudo a participação na Santa Missa. Neste dia dos mortos, procure a igreja mais perto de sua casa, tome conhecimento dos horários das Missas e participe de uma delas.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário