quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Rigolettto

Há tempos acompanhei pela imprensa o trabalho de recuperação do Teatro Municipal de São Paulo, pensava vez ou outra que passava da hora de ir conhecê-lo, quem sabe uma visita monitorada. Nos últimos dias era grande o burburinho pela reinauguração, que se daria no dia 12 de setembro, festa de seus 100 anos. Fiquei imaginando a beleza que seria tal festa. Mal imaginava que na tarde deste mesmo dia, já pelas 16h00, viria um inesperado convite para ir à festa de inauguração, com direito a tudo, inclusive camarote para assistir à Opera Rigoletto, de Giuseppe Verdi. Nem muito pensei e confirmei presença. Do Teatro, a arquitetura, as pinturas, a decoração, tudo forma um belo conjunto, ainda mais com primorosa iluminação. Da Ópera assistida, um sonho inimaginável realizado. Já madrugada alta, voltando para casa, pensava na simplicidade da beleza e na beleza da simplicidade, o que se aplica ao Teatro e também à Ópera. Senti o que tantas vezes ensinei nas aulas de estética, filosofia da arte e metafísica, quando tratava dos transcendentais, mostrando a fragilidade do belo diante do uno, do bom e do verdadeiro, mas que com ele é como se o uno fosse mais uno, o bom ainda melhor e o verdadeiro plenificado. Ao mesmo tempo senti como a arte torna-se um caminho para falar do transcendnete e como, assim, poderia ser instrumento a ser usado na missão. A quem me ofereceu esta oportunidade, certamente não gostaria de ver-se nomeado aqui, muito obrigado! Valeu!!!

+ Tomé


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