sexta-feira, 12 de agosto de 2011

NEM CASAR, NEM SER PADRE, MAS VIDA RELIGIOSA E CONSAGRADA.

Dom Tomé celebra missa em ação de graças pela Beatificação de Madre Maria Clara do Menino Jesus, co-fundadora das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, no santuário São Judas Tadeu, no dia 06 de agosto. Madre Maria Clara foi beatificada em Portugal, em maio do ano em curso.


Jesus Cristo respondendo a uma interrogação dos fariseus explica a natureza do casamento e de sua indissolubilidade ( cf Mt 19, 1-12 ). Ao término, os discípulos ficam assustados e concluem que seria melhor não casar-se. Jesus Cristo acrescenta: “Pois há razões diferentes que tornam alguns homens incapazes para o casamento: uns, porque nasceram assim; outros, porque foram castrados; e, outros ainda não casam por causa do Reino do Céu” (Mt 19, 12).
Alguns não casam por causa do Reino de Deus, mas não são chamados ao sacerdócio. Isto ocorre não só com os homens, mas também com as mulheres. A estes chamamos de Irmãos ou Irmãs. Para as mulheres usa-se também a denominação de Freiras, Irmãs de Caridade, Religiosas ou Consagradas. Os homens podem ser chamados de Freis, Consagrados ou Religiosos.
Os que abraçam a Vida Religiosa e Consagrada como dom de Deus, o fazem por amor a Jesus Cristo, a quem buscam, conhecem, amam, seguem e se colocam a seu serviço na Igreja através da vida contemplativa ou ativa; neste segundo caso, através de inúmeros serviços que são expressões diversas da caridade no mundo da educação, da saúde, da assistência social e promoção humana, da evangelização e da vida missionária.
Os religiosos e consagrados são pessoas fascinadas por Jesus Cristo e pelo seu Reino, são magnetizadas de modo irresistível. Descobrindo-O como o grande tesouro de suas vidas, deixam tudo para viver com Ele e para Ele, na Igreja. Procuram continuamente se identificar com ele através de uma vida de pobreza, obediência e castidade, assumida na liberdade, voluntariamente, como única forma de satisfação de uma necessidade interior.
Nos últimos decênios vai se delineando na Igreja uma nova forma de consagração e vida religiosa, que se organiza em grupos denominados de novas comunidades, que podem ser de vida ou de aliança. São de vida, quando os membros moram juntos; de aliança, quando residem com a própria família, mas são unidos por compromissos comuns. Em muitos casos, são admitidos casais e em alguns são acolhidas famílias inteiras. Os Papas João Paulo II e Bento XVI se referem a esta nova realidade chamando-a de uma “nova primavera na Igreja”.
Neste mês das vocações, no terceiro domingo, dia 21 de agosto, lembramos dos religiosos e consagrados na Igreja, um tesouro inestimável para o Povo de Deus, que nos seus diversos carismas são cristalizações do amor, da misericórdia e da ternura de Deus para com a humanidade, o mundo e a história. Se a Igreja é o que é, deve-se muito e em grande parte à vida religiosa e consagrada, seja masculina ou feminina. A todas as congregações religiosas, também às novas comunidades, a nossa perene gratidão.
Se você é jovem, adolescente ou criança, ouça o seu coração e veja se não está sendo chamado por Jesus Cristo para um seguimento singular a Ele através da vida religiosa e consagrada, ou como membro de uma nova comunidade. Em caso afirmativo, não tenha medo de dizer sim, pois Ele mesmo nos sustenta na construção diária da resposta através do dom sobrenatural do Divino Espírito Santo.
+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo.

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