terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dom Tomé Ferreira da Silva participou no dia 13 de agosto, na Catedral Metropolitana de São Paulo, de uma concelebração Eucarísitca, presidida por Dom Odilo, com 1500 coroinhas da Arquidiocese de São Paulo.




Pontifícia Faculdade de Teologia celebra a sua Padroeira

No dia 15 de agosto a Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção celebrou a festa de sua Padroeira, reunindo seminaristas, alunos e professores, na Paróquia da Imaculada Conceição, na Avenida Nazaré, em Missa presidida por Dom Tomé, neste ato substituindo o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.








sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O DIA DOS FIÉIS LEIGOS QUE EXERCEM MINISTÉRIOS NA IGREJA.


No horizonte do mês vocacional, no dia 28 de agosto recordamos os leigos que exercem ministérios na Igreja. A Igreja somos nós os batizados, os que formamos o Povo de Deus, composto de fiéis leigos, fiéis religiosos de vida consagrada e fiéis constituídos ministros ordenados ( os diáconos, sacerdotes e bispos ).

Uma peculiaridade da vida cristã, tal como é compreendida pela Igreja Católica Apostólica Romana, é que ela possui uma dimensão comunitária, devendo ser vivida em comunhão com os que compartilham da mesma fé, o que só é possível graças à ação do Espírito Santo, que é o protagonista da unidade do Povo de Deus.

A vivência da dimensão comunitária da fé cristã requer serviços específicos, que são respostas a dons e carismas que o Espírito Santo suscita nos batizados, como forma de atender às necessidades que surgem ao longo da história. Estes serviços são denominados de ministérios, que para os fiéis leigos podem ser instituídos ou não.

Os ministérios instituídos são provisórios, por tempo determinado, sempre respondendo a um apelo do Bispo, que por sua vez procura suprir uma necessidade emergencial na vida da Igreja. Dentre os mais conhecidos, podemos destacar os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, os Ministros Extraordinários do Batismo e as Testemunhas Qualificadas do Matrimônio.

A vida diária da Igreja requer uma serie de outros ministérios não instituídos, como os catequistas (de Primeira Eucaristia, de Crisma, da Iniciação Cristã dos Adultos, etc...), os coordenadores das mais diversas pastorais (por exemplo, da família, vocacional, da juventude, etc...), os assessores dos movimentos ( Renovação Carismática Católica, Focolares, entre outros ) e os coordenadores das associações religiosas ( Apostolado da Oração, Vicentinos, entre tantos outros).

A vida cristã é um modo peculiar de viver no mundo e de participar da construção da história. Por isso, devemos ampliar a compreensão dos ministérios na vida e na missão do Povo de Deus. O sacramento do matrimônio é uma vocação, então a maternidade e a paternidade, enquanto fontes da criação e educação dos filhos, são ministérios; o leigo inserido na construção da sociedade, procurando transforma-la à luz da fé, é também um ministro; o profissional que vive e exerce a sua profissão pautado pela ética cristã, vive ministerialmente.

A compreensão dos ministérios não ordenados e não instituídos é determinante para que o Povo de Deus realize a sua missão de transformar e santificar o mundo e as realidades históricas. A escolha de um fiel para o exercício de um ministério, seja ele ordenado, instituído ou não instituído deve levar em consideração o modo como ele assume a vida cotidiana em espírito de serviço, à luz da fé e como expressão da sua caridade, que originalmente nascem da ação de Deus, como resposta à ação do Espírito Santo recebido no batismo e na crisma. O que somos e fazemos na Igreja é sempre graça e dom de Deus suscitados para o serviço de seu Povo.


+ Tomé Ferreira da Silva

Bispo Auxiliar de São Paulo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA


Na liturgia que celebramos neste domingo, 21 de agosto, sentimos que o mistério da encarnação de Jesus Cristo está intima e profundamente unido ao mistério da glorificação de Nossa Senhora: se na encarnação o tempo contém o eterno, a divindade assume a humanidade, na Assunção o mortal é revestido de imortalidade glorificada, o humano é revestido da divindade.
Em Jesus Cristo, Deus conosco, Nossa Senhora, filha e mãe do Povo de Deus, acolhe por antecipação o que aguardamos na fé e na esperança, enquanto vivemos na caridade. Para nós, ainda em caminho neste vale de lágrimas, ela é consolo e esperança.
A glorificação do Povo de Deus é uma necessidade, pois Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos como primícias, é a Cabeça da Igreja, seu Corpo Místico.
Seremos também nós, ao nosso tempo, glorificados como Ele, por Ele, com Ele e n’Ele. Como Ele, pois a sua glória será a nossa; por Ele, pois sua oferta na Cruz é acolhida pelo Pai na sua ressurreição, como salvação para todos: para a pessoa humana, o mundo e a história; com Ele, pois é impensável que somente na Cabeça resplandeça a glória de Deus, devendo esta estender-se também aos membros, que somos nós, o seu corpo, pois entre a Cabeça e os membros circula a mesma vida regeneradora do Espírito Santo; n’Ele, pois a nossa humanidade é a sua, assumida no seio de Maria, e a sua glória será então também a nossa, já recebida por Maria, por antecipação.
Na história da salvação, Nossa Senhora ocupa um lugar singular: Imaculada, não experimentou em si o pecado e suas conseqüências, não podendo então viver a morte como sofrimento e corrupção.
Agraciada pelo poder do seu Filho, Jesus Cristo, a quem acolheu como Salvador, como ouvimo-la exultar no Evangelho, “Meu espírito exulta em Deus meu Salvador”, Nossa Senhora é elevada aos céus, em corpo e alma, como definiu o Papa Pio XII, no ano de 1950: “Definimos ser dogma divinamente revelado: que a mãe de Deus, sempre virgem Maria, cumprindo o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”.
Então, o Papa Pio XII respondia ao clamor da Igreja que bradava já de longa data, referindo-se ao fim de Maria como dormição e não como morte. O termo Assunção será usado somente a partir do século VIII, embora a festa já fosse celebrada na Igreja do Oriente no século VI, já no dia 15 de agosto, e a pedido do imperador Maurício é celebrada em Roma no século VII.
“Maria não precisou esperar o fim dos tempos para receber um corpo glorificado. Depois de sua vida terrena, ela já está junto de Deus com o corpo transformado, cheio de graça e de luz. Deus antecipou nela o que vai dar a todas as pessoas de bem, no final dos tempos”.
Olhando para Nossa Senhora Assunta ao céu, aplicamos-lhe as palavras que São Paulo dirigiu aos Coríntios: “A morte foi absorvida na vitória. O ser corruptível foi revestido de incorruptibilidade. O ser mortal foi revestido de imortalidade” (1 Cor 15, 54).

+ Tomé Ferreira da Silva.
Bispo Auxiliar de São Paulo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

NEM CASAR, NEM SER PADRE, MAS VIDA RELIGIOSA E CONSAGRADA.

Dom Tomé celebra missa em ação de graças pela Beatificação de Madre Maria Clara do Menino Jesus, co-fundadora das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, no santuário São Judas Tadeu, no dia 06 de agosto. Madre Maria Clara foi beatificada em Portugal, em maio do ano em curso.


Jesus Cristo respondendo a uma interrogação dos fariseus explica a natureza do casamento e de sua indissolubilidade ( cf Mt 19, 1-12 ). Ao término, os discípulos ficam assustados e concluem que seria melhor não casar-se. Jesus Cristo acrescenta: “Pois há razões diferentes que tornam alguns homens incapazes para o casamento: uns, porque nasceram assim; outros, porque foram castrados; e, outros ainda não casam por causa do Reino do Céu” (Mt 19, 12).
Alguns não casam por causa do Reino de Deus, mas não são chamados ao sacerdócio. Isto ocorre não só com os homens, mas também com as mulheres. A estes chamamos de Irmãos ou Irmãs. Para as mulheres usa-se também a denominação de Freiras, Irmãs de Caridade, Religiosas ou Consagradas. Os homens podem ser chamados de Freis, Consagrados ou Religiosos.
Os que abraçam a Vida Religiosa e Consagrada como dom de Deus, o fazem por amor a Jesus Cristo, a quem buscam, conhecem, amam, seguem e se colocam a seu serviço na Igreja através da vida contemplativa ou ativa; neste segundo caso, através de inúmeros serviços que são expressões diversas da caridade no mundo da educação, da saúde, da assistência social e promoção humana, da evangelização e da vida missionária.
Os religiosos e consagrados são pessoas fascinadas por Jesus Cristo e pelo seu Reino, são magnetizadas de modo irresistível. Descobrindo-O como o grande tesouro de suas vidas, deixam tudo para viver com Ele e para Ele, na Igreja. Procuram continuamente se identificar com ele através de uma vida de pobreza, obediência e castidade, assumida na liberdade, voluntariamente, como única forma de satisfação de uma necessidade interior.
Nos últimos decênios vai se delineando na Igreja uma nova forma de consagração e vida religiosa, que se organiza em grupos denominados de novas comunidades, que podem ser de vida ou de aliança. São de vida, quando os membros moram juntos; de aliança, quando residem com a própria família, mas são unidos por compromissos comuns. Em muitos casos, são admitidos casais e em alguns são acolhidas famílias inteiras. Os Papas João Paulo II e Bento XVI se referem a esta nova realidade chamando-a de uma “nova primavera na Igreja”.
Neste mês das vocações, no terceiro domingo, dia 21 de agosto, lembramos dos religiosos e consagrados na Igreja, um tesouro inestimável para o Povo de Deus, que nos seus diversos carismas são cristalizações do amor, da misericórdia e da ternura de Deus para com a humanidade, o mundo e a história. Se a Igreja é o que é, deve-se muito e em grande parte à vida religiosa e consagrada, seja masculina ou feminina. A todas as congregações religiosas, também às novas comunidades, a nossa perene gratidão.
Se você é jovem, adolescente ou criança, ouça o seu coração e veja se não está sendo chamado por Jesus Cristo para um seguimento singular a Ele através da vida religiosa e consagrada, ou como membro de uma nova comunidade. Em caso afirmativo, não tenha medo de dizer sim, pois Ele mesmo nos sustenta na construção diária da resposta através do dom sobrenatural do Divino Espírito Santo.
+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Início do mês vocacional


Na missa do primeiro domingo de agosto, na Catedral Metropolitana de São Paulo, seminaristas e candidatos ao diaconato permanente receberam os ministérios de leitores e acólitos para bem servirem a Igreja, dando um passo à frente no discernimento vocacional.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Padres da Arquidiocese de São Paulo se encontram em Itaici para uma semana de estudo teológico pastoral sobre a natureza e missão da paróquia na cidade de São Paulo. Dom Tomé, bispo auxiliar, trabalhou com os presentes, na tarde do dia 03 de agosto, a Instrução da Congregação para o Clero: "Presbítero, Pastor e Guia da Comunidade Paroquia".

















No segundo domingo de agosto celebramos o dia dos pais. Em tempos conturbados para a família, que sofre o impacto do relativismo dos valores e a desintegração da cultura cristã, provocando o surgimento de uma nova tipologia da família, é preciso recuperar a beleza da paternidade, dom e tarefa que Deus concede à pessoa humana como possibilidade de participação na sua própria paternidade: “Não chameis a ninguém na terra de ‘pai’, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus” (Mt 23, 9). A paternidade humana tem como paradigma a revelação de Deus como Pai, criador, educador e salvador.

Pai é aquele que, à semelhança de Deus Pai, cria, educa e contribui para a salvação dos seus filhos educando-os na fé em Jesus Cristo. A experiência da paternidade não é exclusivamente cultural, criação humana, mas faz parte do projeto de Deus para a humanidade: “Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher ele os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a’ ”( Gn 1, 27-28 ).

Experimentamos uma crescente resistência cultural para a geração de filhos. As motivações alegadas são quase sempre de ordem social e econômica: o alto custo do conforto e do lazer, o ônus resultante do vestuário, da alimentação, da escola paga, do plano de saúde e a previsível dificuldade de integração no mercado de trabalho. Outras razões de ordem social também são lembradas: o risco de ver os filhos envolvidos com o mundo das drogas e da violência, a incerteza diante da sexualidade a ser vivida, e também uma razoável dose de comodismo que deseja eliminar todo tipo de preocupação e sofrimento.

No Brasil, muitas das razões apontadas para a diminuição da natalidade são consequências das políticas públicas que não oferecem condições de trabalho condigno, salário justo, acesso a moradia adequada, sistema de saúde de qualidade e educação pública que prepare o jovem para o mercado de trabalho. O próprio Estado dissemina amplos meios de controle de natalidade. Por outro lado, a sociedade estimula uma cultura do bem estar desmedido, de caráter consumista, que busca o insaciável prazer, gerando um modo de vida individualista e pragmatista que busca a supressão de toda forma de sacrifício e abnegação.

Não é suficiente apontar os homens como únicos responsáveis pela baixa fecundidade. A supressão dos entraves sociais e a implementação de uma nova cultura fundada em valores cristãos são desafios a serem assumidos por todos através de uma cidadania mais exigente com o Estado, buscando estabelecer um modo de vida marcado pela sobriedade, responsabilidade e solidariedade.

Ser pai não é um ônus, mas um bem, uma graça de Deus que faz o homem experimentar a felicidade. Buscar a paternidade responsável é a proposta para os homens! Minha saudação, oração, votos de todo bem e amplexo aos pais.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Auxiliar de São Paulo.

Andanças...






No dia 22 de julho, do ano em curso, na Igreja do Mártir São Sebastião, em Varginha, MG, Dom Tomé concelebrou com outros padres, companheiros de seminário, os 25 anos de ordenação diaconal, ocorrido naquela paróquia, pelas mãos de Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral, de saudosa memória, então Bispo da Diocese da Campanha.