segunda-feira, 18 de setembro de 2017


Nota da Diocese de São José do Rio Preto sobre a peça de teatro:
“O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” apresentada no SESC-Rio Preto no dia 16 de setembro de 2017

A comunidade de fé na Diocese de São José do Rio Preto manifesta desagrado diante do espetáculo. A liberdade de expressão é uma garantia intrínseca ao conceito de democracia. E como todo direito fundamental, a liberdade de expressão admite limites. Precisamos reconhecer que para assegurar a paz entre as pessoas religiosas, os Estados e todas as instituições da sociedade devem evitar a difusão de informações que ofendam gratuitamente o outro e, sobretudo, que não contribuam, de qualquer modo, para o debate público.

Muitos cristãos se sentem desrespeitados e ofendidos quando se usa a imagem da pessoa de Jesus Cristo, ou dos símbolos religiosos vinculados ao cristianismo, desconforme a representação da verdade religiosa aceita pela tradição da mesma.

As convicções religiosas tocam os sentimentos mais íntimos de uma pessoa. Assim, representações de objetos de veneração religiosa ou discursos que ofendam os principais dogmas religiosos acabam por tocar as “sensibilidades” das pessoas, considerando tais atos desconformes a representação da verdade religiosa como blasfêmia ou injúria religiosa. 

Não podemos permitir que ofensas aos sentimentos religiosos dos crentes acabem por violar o espírito de tolerância que deve caracterizar uma sociedade democrática. A liberdade de expressão não pode se privar da ética e do respeito às crenças.

Continuemos trabalhando com os valores cristãos contrários a qualquer forma de intolerância.

São José do Rio Preto, 18 de setembro de 2017.
Setor de Comunicação da Diocese de São José do Rio Preto - SP

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

MÊS DA BÍBLIA – 2017

A Bíblia inspira a vida cristã dos amigos de Jesus Cristo, propiciando-lhes um conhecimento, amor e seguimento do Divino Salvador. Ao mesmo tempo, a Sagrada Escritura é uma fonte de vida para a Igreja, bem como está na origem da reflexão teológica e é referencial indispensável para a ação evangelizadora e pastoral do Povo de Deus. Sem a Bíblia, nada! Com a Palavra de Deus, a vida dos fiéis e da Igreja tem paradigmas seguros para a fidelidade a Jesus Cristo e ao Reino de Deus, num mundo cada vez mais conturbado e secularizado.

Todo dia é ocasião oportuna para o acesso à Palavra de Deus. No Brasil, a existência de um mês dedicado a Bíblia, setembro, é uma tentativa de fazer com que o seu conhecimento possa atingir o maior número possível de pessoas. Há um número considerável de cristãos que não possuem a Sagrada Escritura, mas é ainda maior a quantidade daqueles que não conseguem ler e compreender os escritos bíblicos.

Ler e compreender as Sagradas Escrituras são passos importantes, mas insuficientes. A Palavra de Deus é para ser experimentada na vida, diuturnamente. É preciso deixar que a Bíblia seja Palavra de Deus em nós e na Igreja, só assim usufruiremos de sua vivacidade e eficácia. Ao mesmo tempo que é vivida, deve ser anunciada, proclamada aos quatro cantos da terra, de cima dos telhados em alto e bom som, insistentemente, oportuna e inoportunamente, pois é esperança e garantia de salvação para os cristãos, o mundo e a história. Enquanto vivida, a Palavra anunciada deve ser celebrada nas orações, na Liturgia das Horas, nos sacramentos e sacramentais.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, propõe que neste setembro de 2017 voltemos o olhar, o coração e a inteligência para a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, que é o primeiro escrito do Novo Testamento. O tema do Mês da Bíblia, inspirado no Documento de Aparecida, é “Para que n’Ele nossos povos tenham vida”, e o lema “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida”(cf 1Ts 2,8).

Com cinco capítulos, a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses tem uma estrutura simples e compacta: saudação (1,1); recordação da fundação e amadurecimento da comunidade cristã na Tessalônica (!,2-3,13); chamado a uma vida de santidade (4, 1-12); a esperança dos cristãos (4,13-18); instruções sobre a nova vinda de Cristo (5, 1-11); instruções para a vida em comunidade (5, 12-22); conclusão e bênção (5, 23-28).

O texto base elaborado para o Mês da Bíblia 2017, apresentado pelo Arcebispo Metropolitano de Curitiba, PR, Dom José Antônio Peruzzo, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB, apresenta as seguintes chaves de leitura para a Primeira Carta aos Tessalonicenses: trabalhar para não ser pesado a ninguém (2,9); anunciar o Evangelho em meio a muitas lutas (2,2); vigiar a chegada de Jesus (5,6); precaver-se contra os adversários que impedem a difusão do Evangelho (2,15-16); progredir sempre mais na santidade (4,1); seguir a Cristo, imitar o modelo (1, 6-8); anunciar o Evangelho e doar a própria vida (2,8).

“Anunciar o Evangelho e doar a própria vida” é o que fez Nosso Senhor Jesus Cristo; foi também o que São Paulo realizou a seu modo e convidou os cristãos da Tessalônica a fazerem o mesmo. Este também é o ideal de vida proposto aos amigos do Divino Salvador, nós, nestes tempos tão exigentes para o Brasil e o mundo. São duas dimensões de uma mesma realidade que se encontram e se interpenetram, uma sem a outra compromete a sua autenticidade: Anunciar o evangelho é doar a vida; doar a vida só tem plenitude de sentido se realizada à luz do evangelho.

Faço-lhe três sugestões: no mês de setembro, leia a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses, individual ou com outras pessoas; adquira e estude o Texto Base oferecido pelas Edições CNBB (fone 0800 940 3019 ou vendas@edicoescnbb.com.br); durante o restante do ano, outubro a dezembro, retome o texto da Carta e faça novamente o percurso fazendo uso do método da Leitura Orante da Bíblia.

Amplexo e todo bem!

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

Bispo Referencial da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética do Regional Sul 1 da CNBB – Estado de São Paulo

Assembleia Diocesana de Pastoral

Anualmente, a Diocese de São José do Rio Preto realiza um Encontro Diocesano de Pastoral que, também chamamos de Assembleia Diocesana de Pastoral, que reúne Sacerdotes, Diáconos Permanentes, Religiosos e Leigos, para um dia de oração, encontro e partilha, reflexão, estudo e orientações pastorais. Neste ano de 2017 será no dia 30 de setembro, das 7h30 às 13h00, na Catedral, em São José do Rio Preto. O tema será “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”, a partir do Documento 105 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicado após a Assembleia Geral do Episcopado Brasileiro no ano de 2016.

“Sal da terra e luz do mundo, na Igreja e na sociedade! Os cristãos leigos e leigas receberam, pelo Batismo e pela Crisma, a graça de serem Igreja e, por isso, a graça de serem sal da terra e luz do mundo (MT 5, 13-14)”. Com estas significativas e belas palavras, Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-Geral da CNBB, inicia a apresentação do documento que desenvolve uma reflexão teológico-pastoral do leigo e sua missão na Igreja e na sociedade. Ser “sal da terra e luz do mundo” não é um encargo, nem missão que se impõe de fora, mas uma bênção, participação no ministério mesmo de Nosso Senhor Jesus Cristo, tal missão é uma alegre necessidade, exigência interior, para o fiel cristão.

O leigo é Igreja, membro constituinte; por seu intermédio, ele recebe de Deus a graça da fé, alimentada pelos sacramentos, pela Palavra de Deus e pela caridade pastoral, que lhe são oferecidos como alimento indispensável para sua vida e missão. Antes e mais do que fazer, na Igreja, o leigo é chamado a ser configurado com a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, a viver voltado para em tudo realizar a vontade do Pai, que deseja que ele viva da fé, da esperança e da caridade, tornando-se uma pessoa virtuosa no seu estado de vida, que será visível expressão de sua santidade moral. Ser santo e viver santamente é o fundamento sólido da vida do leigo que o predispõe para fazer e exercer serviços, de modo eficiente e eficazmente, em benefício do Povo de Deus, do qual ele é parte.

A ação do leigo na Igreja, se não é prolongamento da sua santidade, será uma caricatura, um faz de conta que pecará contra a autenticidade. O bom leigo na Igreja não é necessariamente o que faz coisas ou exerce serviços, mas aquele que deixa a fé iluminar a sua vida pessoal, familiar, no trabalho ou escola, e na vida social. O bom leigo é bom fiel, que se abre à maternidade e paternidade como dom de Deus, que transmite e educa a fé da sua prole, que impregna sua vida profissional dos valores incutidos em nós por Nosso Senhor Jesus Cristo: verdade, justiça, caridade, bondade, solidariedade, integridade e transparência.

O mundo é o munod, santificado e pecaminoso, espaço do bem e do mal. É neste contexto dramático que o leigo vive e testemunha a sua fé. Ser leigo é lutar contra a maré, é acreditar e viver do humanamente impossível, é não perder a esperança diante de tanta desesperança. A sociedade tem sua lógica própria. Nas estruturas da sociedade os leigos têm que entrar, como fizeram os cristãos nos primeiros séculos do cristianismo. Não fugir ou afastar-se da sociedade, mas entrar nela, fecundá-la com os valores da fé, fazer ruir pouco a pouco tudo o que é produto do pecado: a injustiça, a violência, a desigualdade social, o erotismo e o aproveitamento em benefício próprio do que pertence a todos.

Por que os leigos católicos se afastam da política partidária? Por que não estão nos conselhos municipais de saúde, da criança e do adolescente, da pessoa idosa? Por que não são vozes ativas nos conselhos de bairros e nas escolas dos filhos? Por que se afastam dos sindicatos? Por que se recusam ser voluntários nas obras sociais? Quantas interrogações poderíamos colocar aqui, certamente muitas outras. Diante dos desafios do mundo, o leigo católico não pode fugir dele. Ao contrário, devem ser sal da terra e luz do mundo: imergir nele, desconstruí-lo, dar-lhe nova significação que nasce da fé, refunda-lo a partir dos valores da caridade, da justiça, da paz, da solidariedade e da fraternidade.

O Ano Nacional do Leigo, que se iniciará em novembro, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, deve animar os fiéis católicos não ordenados a viverem a sua vida de fé na Igreja e no mundo: missionários e testemunhas de Nosso Senhor Jesus Cristo onde se encontram, não se envergonhando de sua fé católica e contribuindo para um mundo melhor fecundado pelo mistério do Reino de Deus.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A visita Pastoral em nossa Paróquia Senhor Bom Jesus do nosso bispo diocesano D. Tomé Ferreira da Silva foi confortante e consoladora como a presença de Jesus Bom Pastor no meio do seu povo. Somos profundamente agradecidos pelo modo sereno e tranquilo como o nosso bispo conduziu a visita pastoral.

O carinho para com as crianças, a atenção para com os jovens, o cuidado para com as famílias, a gratidão para com os idosos, o consolo para os enfermos, as palavras paternas e encorajadoras para com os agentes de pastoral, a ida às comunidades e o envolvimento direto com o povo simples, acolhedor e generoso de nossa paróquia. 

A visita de D. Tomé proporcionou uma proximidade afetiva muito grande entre o bispo e a comunidade. A alegria e a gratidão das pessoas por poderem ver de perto o bispo, que veio ao encontro delas no lugar onde elas vivem, por poderem escutar seus ensinamentos e falar diretamente com o bispo, foi algo maravilhoso de se ver em todos os momentos da visita pastoral.

Em nome do Conselho Paroquial de Pastoral, do Conselho Administrativo, de todos os grupos de serviços, pastorais, movimentos, rede de comunidades, capelas, instituições, empresas, representantes da sociedade, enfim, de todos os fiéis, agradecemos de coração a visita.

Obrigado D. Tomé, por esta presença tão forte e significativa que nos confirmou na fé, nos orientou no caminho do bem e infundiu em nós pensamentos e gestos de esperança, nos convidando ao seguimento fiel de Jesus na sua Igreja.

Pe. Sidney Roberto Martins
Pároco da Paróquia Senhor Bom Jesus - Potirendaba

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Dom Tomé visita a paróquia Cristo Rei

Dos dias 09 a 13 de agosto, a nossa Paróquia Cristo Rei (Região São Judas) recebeu a visita pastoral do bispo diocesano, D. Tomé F. da Silva. Foram dias de graças e bênçãos em nossas comunidades Paroquiais.

Na quarta-feira, 09, D. Tomé visitou três famílias: uma no bairro Cristo Rei, outra no bairro Caic e outra no Romano Calil. As casas visitadas se encheram de alegria por receberem o bispo. Depois, às 18:45h, rezamos o Terço Mariano em lembrança ao Ano Nacional Mariano. Continuamos com a Missa às 19:30h e, terminando o primeiro dia da visita, D. Tomé presidiu o CPP extraordinário de nossa Paróquia.

Na quinta-feira, 10, D. Tomé visitou mais três casas nos bairros Cristo Rei, Caic e Romano Calil. O segundo dia findou com uma conversa com a secretária paroquial.

Na sexta-feira, 11, as 19:30h, D. Tomé presidiu a Missa em honra a Santa Clara de Assis.

No sábado,12, D. Tomé presidiu o Conselho Paroquia de Administração Econômica (CPAE) da Paróquia que aconteceu na Comunidade N. Sra de Guadalupe (Romano Calil). Depois, rezamos a Hora Santa Franciscana e terminamos esse quarto dia da visita com a Missa na Comunidade N. Sra. de Guadalupe.

No domingo,13, dia dos pais, o bispo presidiu a Missa às 8h na Comunidade Sagrado Coração de Jesus (Caic). Já as 18h, ele veio para a Matriz, Cristo Rei, onde teve uma reunião com os catequistas, catequisandos e pais. Encerrando a visita pastoral, Dom Tomé presidiu a Missa às 19:30h.

Em nome da Paróquia Cristo Rei, quero agradecer a presença de nosso bispo diocesano entre nós. Paz e Bem.


Frei Leandro, OFM
Paróquia Cristo Rei - São José do Rio Preto