terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

ANO PASTORAL 2019 EM CINCO PONTOS, NA DIOCESE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO




A celebração dos noventa anos de criação da Diocese de São José do Rio Preto, em 25 de janeiro passado, em solene Eucaristia, na Catedral, marcou a retomada das atividades pastorais em âmbito diocesano. Foi um momento singular de agradecimento a Deus pela sua presença e ação nestas terras do interior do estado de São Paulo. Com isso, iniciamos a contagem regressiva para os cem anos desta Igreja Particular, o que nos leva a um impulso missionário, isto é, um novo ardor no trabalho nos “campos do Senhor”.

Recordo cinco pontos que marcarão a vida pastoral da Diocese de São José do Rio Preto, neste ano de 2019, e que todas as paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, associações religiosas e novas comunidades devem tomar em consideração:


  1. A partir da Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na primeira quinzena de maio, em Aparecida, e que elaborará as Diretrizes Para a Ação Pastoral da Igreja no Brasil, para o próximo quadriênio, iniciaremos os trabalhos de elaboração do 8º Plano Diocesano de Pastoral, para o período de 2020 a 2023. Será um empenho longo que deverá durar todo o segundo semestre deste ano de 2019. A revisão em âmbito paroquial do 7º Plano Diocesano de Pastoral (2017-2019), neste primeiro semestre, poderá ajudar nos trabalhos posteriores. Precisamos nos abrir à ação do Divino Espírito Santo para ouvirmos, compreendermos e assumirmos a vontade de Deus para nossa Diocese. 
  2. A Igreja Católica realizará o 4º Congresso Vocacional do Brasil, de 05 a 08 de setembro, com o tema “Vocação e Discernimento”, e com o lema: “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Sl 25,4), como uma forma de reverberar em nossa Pátria o Sínodo dos Bispos sobre os Jovens, em outubro passado, que abordou a fé e o discernimento vocacional dos jovens. Neste ano, de modo particular, precisamos estimular a vida de fé e o discernimento vocacional dos jovens, mostrando-lhes a beleza do conhecimento, amor e seguimento de Jesus Cristo, respondendo ao chamado vocacional para o matrimônio, a vida religiosa e consagrada e para o sacerdócio. Nossa Igreja é uma Igreja de ministros ordenados, por isso a promoção vocacional situa-se antes de   qualquer outra prioridade. 
  3.  O Santo Padre o Papa Francisco convida a Igreja em todo o mundo a fazer do mês de outubro, neste ano, um “Mês Missionário Extraordinário”, como forma de redescobrir e assumir a dimensão missionária da vida cristã e da Igreja. Apesar de inúmeras iniciativas missionárias, em nossa Diocese, precisamos ir nos tornando verdadeiramente uma Igreja Missionária aqui, indo ao encontro dos “batizados e não evangelizados” e dos que se encontram distantes da vivência comunitária da fé e dos sacramentos, mas também voltada para outras regiões do Brasil e do mundo, a missão “ad gentes”, uma cooperação concreta e mais incisiva com alguma região missionária distante, seja no Brasil ou alhures. Neste sentido, estaremos unidos ao Sínodo dos Bispos para a Amazônia e desejamos intensificar nossa ajuda à Igreja que se encontra na Amazônia Legal Brasileira. 
  4. A Campanha da Fraternidade 2019, com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, com o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça”(Is1,27), orientará nossa ação social ao longo deste ano. Não há vida de fé sem caridade. E a caridade possui múltiplas expressões que vão do pessoal ao comunitário e deste ao social, passando necessariamente também pela política, horizonte das políticas públicas. Nós cristãos somos chamados a nos empenharmos efetivamente na gestão destas políticas públicas, nas suas mais diversas expressões, pois são meios efetivos de caridade que atinge a muitos ao mesmo tempo, através da promoção da justiça para todos. As pastorais sociais devem ser assumidas e promovidas como expressões  da caridade voltada para o bem comum.
  5. Prosseguindo nos esforços dos anos anteriores, precisamos continuar trabalhando a Iniciação à Vida Cristã como itinerário para formar discípulos missionários, sobretudo com os adolescentes, jovens, adultos e idosos. As orientações do Documento 107 da CNBB são luzes que devem ser traduzidas em passos concretos nas nossas paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, associações religiosas e novas comunidades. Não basta informar, mas “formar” a pessoa para o amor e o seguimento a Jesus Cristo, na Igreja. 


Vamos iniciar bem o nosso ano pastoral, no desejo de uma fidelidade amorosa a Nosso Senhor Jesus Cristo, felizes por pertencermos à sua Igreja. Estejamos abertos à luz do Divino Espirito Santo para que ele nos ilumine no discernimento dos sinais dos tempos, nos predisponha para abraçarmos a vontade de Deus e nos fortaleça diante dos desafios da ação evangelizadora da Igreja.
Amplexo e todo bem!


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

MENSAGEM DE DOM TOMÉ


Ao término da celebração eucarística que presidiu às 10h do dia 1º de janeiro, Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, na Catedral de São José, Dom Tomé dirige sua palavra a todos os fiéis diocesanos que celebram o início de um novo ano.




quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

DIOCESE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – 90 ANOS: NÃO ESQUECER A HISTÓRIA PARA FAZER HISTÓRIA




São José do Rio Preto é uma “diocese jovem”, não é centenária; porém há mais de um século germina nestas terras férteis, iluminadas e quentes do noroeste do Estado de São Paulo a boa semente da Palavra de Deus, que plantada, regada e cuidada fez surgir pessoas tementes a Deus, comunidades de fé e paróquias que vieram a formar esta Igreja Particular, colocada sob o patrocínio do Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria, nosso auxílio e proteção.

Nonagenária, a Diocese de São José do Rio Preto viu nascer de si mesma, ou cooperou em parte, para o surgimento de outras dioceses: Jales, Catanduva e Votuporanga. A expansão da Igreja Católica Apostólica Romana nesta região está vinculada ao aumento da densidade demográfica, fruto do desenvolvimento econômico e social, vinculado aos ciclos do algodão, do café, da laranja e da cana, como atividades predominantes e geradoras de riqueza, as quais permitiram a migração para estas terras de pessoas provenientes de vários países e de outros estados brasileiros. Todos foram bem-vindos e conquistaram seu “lugar ao sol.”  No amálgama das diferenças culturais, surgiu a beleza da complementariedade para a vida das cidades e da Igreja. As histórias, civil e religiosa, se encontram, se confundem e se tornam apenas aspectos distintos de uma única história: da sociedade que possibilita a Igreja e da Igreja que fecunda a sociedade. 

Na origem da cidade de São José do Rio Preto, os operários da primeira hora que semearam a fé foram leigos, que cultivavam um genuíno amor à pessoa de São José. Um detalhe, São José de Botas, para expressar as lutas do desbravamento do interior do Estado de São Paulo, mas que mostrava também a ousadia do profetismo que avançava ao encontro das pessoas e novas realidades. Para os “forasteiros”, as botas protegiam das intempéries da natureza e davam segurança ao ímpeto desbravador que abria caminho para o avançar da fé que traziam guardada no alforje dos seus corações, como um tesouro precioso, e que os impelia a seguirem adiante. Foi acreditando, e levantando o chapéu ao pronunciar o nome de Deus, que os desbravadores fundaram aldeias e cidades, cravando no centro delas a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde sempre surgia uma igreja, como que a acenar que no coração da vida do arraial e da urbe devia estar o mistério de Deus.

Nossas cidades surgiram, cresceram e amadureceram a partir de uma igreja, que era precedida por um cruzeiro, como que em círculos concêntricos. A partir e ao redor da igreja circulava a vida, desenvolviam-se relações sociais e a história era construída devagar e morosamente, como o movimento do velho trem que passou a cortar essas terras e a integrar nossas gentes, melhorando o acesso aos bens de consumo e a venda dos produtos aqui cultivados. Porém hoje, à medida que nos distanciamos de Deus, nossas cidades correm o risco de perderem sua identidade originária e nos vemos afogados em um “tsunami” de drogas, violências, marginalidade excludente, injustiça e uma variedade de males e mazelas que sugam a vitalidade da fé, da esperança e da caridade nas pessoas, nas famílias e nas sociedades locais.

Na celebração dos 90 anos da Diocese de São José do Rio Preto, a recordação da história das paróquias é uma viva exortação a recolocarmos Deus no centro da nossa vida e da vida de nossas cidades, de onde nunca deveríamos tê-Lo tirado. A exclusão de Deus da vida e da história humana, que Ele assumiu através do mistério da encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a cooperação do “sim” de Nossa Senhora, Virgem e Mãe, traz o prognóstico de uma nova identidade urbana fragmentada e relativista, individualista e egoísta, perdida em seus próprios e múltiplos paradigmas, fruto da ausência de referências transcendentais. 

É preciso exaltar a todos quantos viveram da fé e iluminados por ela construíram nossas cidades, paróquias e a Diocese de São José do Rio Preto: leigos, religiosos, consagradas, diáconos, sacerdotes e bispos. Não nos esqueçamos de quantos deles foram operários da segunda hora, quando ainda pertencíamos a outras dioceses em “priscas eras”. O sagrado anonimato de tantas histórias de vidas santas, que não procuraram reconhecimento e aplauso, é a causa remota e próxima da colheita do que hoje somos e devemos transmitir às novas gerações, com espírito e ânimo missionários: Jesus Cristo é o Salvador e Senhor! 

Agora é a nossa hora de fazer história a partir da história, de calçarmos as botas, seguirmos adiante com coração e mente inflados pela fé, esperança e caridade, virtudes depositadas em nós pelo próprio Deus, através do mistério da salvação de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não podemos esquecer a história. Para nós, humanos, a partir do nada, nada se faz. Abertos à ação do Divino Espírito Santo, podemos fazer das nossas vidas uma história e das nossas histórias uma vida. Sob o olhar do Imaculado Coração da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José de Botas, vivamos o presente da Diocese de São José do Rio Preto com o olhar voltado para o futuro e sem esquecer o passado.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP  

terça-feira, 13 de novembro de 2018

“EVANGELIZAR PARTINDO DE CRISTO”




São José do Rio Preto, 14 de novembro de 2018.

Caro Pároco, Administrador Paroquial, Vigário
E responsáveis pela administração de Comunidades e Capelas.

“EVANGELIZAR PARTINDO DE CRISTO”

Graça e paz!

A “Campanha Para a Evangelização - 2018”, realizada em todo o Brasil, é uma oportunidade para exercitar a corresponsabilidade na ação evangelizadora da Igreja, ocasião de partilha do que temos para sustentar as atividades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, do Regional Sul 1 da CNBB e das Dioceses. 

Durante os dois primeiros domingos do Advento é preciso motivar os fiéis, explicando-lhes a natureza e finalidade desta “Coleta para a Evangelização”. Para isto, usar o material oferecido pela CNBB que o Senhor pode encontrar no site das Edições CNBB, ou no folder que está sendo enviado para a sua paróquia, comunidade ou capela.

A Coleta deve ser realizada em todas as missas dos dias 15 e 16 de dezembro, do ano em curso, e remetida à Cúria Diocesana, através do boleto bancário, incluindo o valor total das coletas destes dois dias.

Agradecemos sua solicitude pastoral e seu empenho na motivação para este ato de comunhão entre as Dioceses do Brasil. Deus lhe pague!

Assegurando-lhe minhas humildes preces, confio-me às suas preciosas orações.

Amplexo e todo bem!


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP