segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

NATAL: CRISTO É A NOSSA PAZ


NATAL: CRISTO É A NOSSA PAZ!

“Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz a todos por ele amados!” 

(Lc 2, 14)


Imagem: padrepauloricardo.org
Em retrospectiva, voltando os olhos da razão e do coração para o que vivemos, no Brasil, em 2019, ocorre-me, insistentemente, a ausência e o clamor pela paz. A paz não parece realidade singular, mas plural, que se desdobra em tantas ramificações que não se contradizem, mas se encontram e reencontram no coração e na mente da pessoa humana. Nesse ano que vai caminhando para o ocaso, faltou paz, muita paz, para nós brasileiros.

Se a presença ou ausência da paz é tão palpável e sentida, ao mesmo tempo, ela parece transcender as realidades mundanas e históricas, situar-se num horizonte que é, ao mesmo tempo, ponto de partida e de chegada.  Tem razão o Apóstolo São Paulo, ao escrever aos cristãos de Éfeso: “Cristo é a nossa paz!” (Ef 2,14). Nosso Senhor Jesus Cristo é o porto da paz, ponto de partida e de chegada. A paz não é um conceito, é uma pessoa. 

A violência, negação da paz, tem uma multiplicidade incontável de manifestações, algumas assustadoras, marcadas por requintes de crueldade. Há formas de “violência branca”, que se apresentam travestidas, disfarçadas, e que causam prejuízos inimagináveis à pessoa humana e à sociedade, são manifestações do mal sob aparência do bem. Os atos violentos, nas suas mais diversas expressões, remontam também a uma fonte, são cristalizações do mal.

Estamos exaustos da violência das armas de fogo ou brancas, estejam elas nas mãos das polícias, das milícias, dos marginais, ou de simples cidadãos, usadas para amedrontar, ferir ou matar, proposital ou despropositado. Não há um único dia no Brasil em que não somos informados, em tempo real, dos efeitos danosos, letais ou não, do uso dos mais diversos tipos de armamentos. Se num passado, a notícia parecia ser de um acontecimento distante, hoje é o relato de fato ocorrido ao nosso lado.

No âmbito doméstico, entre vizinhos, nas escolas, bares, ou em lugares e situações inusitadas, é muito disseminada a violência física, viabilizada através do uso dos membros do próprio corpo, sobretudo as mãos e os pés: surras, coças, pontapés, murros, palmadas, escoriações, descabelamento, etc... , que também conduzem a consequências graves, sequelas físicas e psíquicas, e até à morte. Não é incomum que a violência física esteja associada a práticas racistas e discriminatórias, contra minorias ou pessoas socialmente fragilizadas.

Há também uma violência verbal, ou por imagens, ou até silenciosa, que está sendo potencializada em grande escala pelos meios de comunicação social, sobretudo através das novas mídias, que usam o recurso da internet. Ela estimula a polarização e o rancor, dissemina o ódio e a animosidade entre pessoas e grupos, tornando vulnerável as mais diversas expressões da sociedade, atingindo não só a pessoa singularmente.

Não poderia esquecer de mencionar a auto violência, quando a própria pessoa é a agente e o objeto da agressão. Ela não é somente fruto de distúrbios psíquicos e psiquiátricos, mas também um “modismo” ou “cultura”, que vai se propagando sub-repticiamente, como por exemplo, as mutilações praticadas pelos adolescentes. Também devemos mencionar uma forma extrema, o suicídio, fruto do desespero, do não saber esperar, de buscar um caminho que não é caminho para ver-se livre de um tormento, insuportável para a própria pessoa.

Os sons, as cores, os sabores, os odores do “natal comercial, social, institucional” não são suficientes para abafar ou esconder as florestas de violência, com seus múltiplos e variados frutos, mas todos danosos para a pessoa, as instituições e a sociedade. No máximo, criam um ambiente de artificialidade, com propósitos bem definidos de um “natal pagão”, que de tão insistente e massivo, parece ser o único possível.  E ele começa com tamanha antecedência, depois do dia das crianças, que em 25 de dezembro já estamos cansados e não vemos a hora de chegar o “ano novo”.

Nunca é demais recordar que o Natal é de Nosso Senhor Jesus Cristo, 2019 anos de seu nascimento, ocorrido em Belém de Judá. Ele é Deus, a nossa paz, que veio trazê-la para todos: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz.  Eu não a dou, como a dá o mundo. Não se perturbe, nem se atemorize o vosso coração” (Jo 14, 27).  Neste sentido, as palavras dos anjos aos pastores, nos campos de Belém, ainda são uma profecia: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz a todos por ele amados!”(Lc 2,14 ).  A paz é dom e resposta: dom de Deus a nós; nossa resposta a Deus. Sejamos construtores da paz, vivendo em paz!


Um Natal santo e de paz para você! 


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Crisma na Paróquia São João Apóstolo e Nossa Senhora das Dores

Nesta quarta-feira, dia 20 de novembro, Dom Tomé, Bispo da Diocese de São José do Rio Preto, ministrou o Sacramento da Crisma na Paróquia São João Apóstolo e Nossa Senhora das Dores, em São José do Rio Preto. A paróquia é administrada por Padre Rafael Dalben Ferrarez, que, junto com as catequistas, prepararam 41 crismandos (jovens e adultos) para esse momento de bênção.

Fotos, por Jessica Queiroz











terça-feira, 5 de novembro de 2019

“BEATO PADRE DONIZETTI TAVARES DE LIMA – O APÓSTOLO DA ACOLHIDA”



Em nossa Província Eclesiástica de Ribeirão Preto, SP, no dia 23 de novembro, em Tambaú, SP, às 9h00, será beatificado o Padre Donizetti Tavares de Lima, em missa campal, presidida pelo Cardeal Prefeito da Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, Angelo Becciu, delegado do Santo Padre o Papa Francisco para este evento de fé.

Padre Donizetti nasceu em Cássia, Minas Gerais, em 03 de janeiro de 1882, filho do casal Sr. Tristão Tavares de Lima e Sra. Francisca Cândida Tavares de Lima, teve oito irmãos. Aos quatro anos, mudou-se com a família para Franca, SP, onde estudou o primário e teve iniciação musical. Aos 15 anos foi para o curso preparatório do Seminário Episcopal de São Paulo; e aos 18 anos, estudou em Sorocaba, voltando em 1900 para o Seminário. Em 12 de julho de 1908 foi ordenado sacerdote em Pouso Alegre, Minas Gerais.

Como sacerdote, trabalhou nas seguintes paróquias: São Caetano, em Pouso Alegre; Santa Mãe de Deus, em Jaguariúna; Aguaí; Sant’Ana, em Vargem Grande do Sul; e a partir de 12 de junho de 1926, foi pároco em Tambaú, por 35 anos, sob os auspícios de Santo Antônio.

Padre Donizetti viveu ocupado com os empobrecidos: para as crianças, criou a Casa da Criança; para os operários, fundou o Círculo Operário; e para os idosos, fez o Asilo. Acolhia a todos os que peregrinavam a Tambaú para implorar uma bênção ou um conselho, ninguém voltava de coração vazio para casa, sem ter recebido uma bênção, um olhar, um abraço, uma palavra, uma oração ou uma esmola.

Nossa Senhora Aparecida tinha no Padre Donizetti um coração devoto. Em Tambaú, ele entronizou na igreja de Santo Antônio uma imagem dela. Em 1929, um incêndio, de grandes proporções, destruiu tudo o que havia nesse templo, mas o fogo não consumiu a pequenina imagem da Rainha e Padroeira do Brasil.

Era o dia 16 de junho de 1961, quando o relógio marcava 11h15, a hora do seu encontro final com Nosso Senhor Jesus Cristo, quando se encontrava sentado em uma cadeira na entrada da residência paroquial. E desde então, até hoje, são incessantes os relatos de graças e curas alcançadas pela sua intercessão. 

Em 1997, foi instaurado o Tribunal para levar adiante o processo de beatificação do Padre Donizetti, iniciado em 1992, pela Diocese de São João da Boa Vista. A partir de 2008, ele é considerado “Servo de Deus”. Em 2009, chega a Santa Sé, em Roma, na Itália, todos os dados necessários para seguir adiante, agora em segunda fase, o processo canônico, encerrando a fase diocesana.

Em 10 de outubro de 2017, a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos, declara o Servo de Deus Padre Donizetti “Venerável”, reconhecendo que ele exercitou de modo heroico as virtudes da fé, da esperança e da caridade, e viveu de forma exemplar a vida sacerdotal, distinguindo-se no serviço aos empobrecidos, marginalizados e enfermos. 

O Papa Francisco, em 06 de abril de 2019, reconheceu a veracidade do milagre ocorrido pela intercessão do Padre Donizetti, o que permitiu a sua beatificação. O milagre foi realizado no garoto Bruno Henrique que, desde o nascimento, tinha um pé torto, que não foi resolvido com várias cirurgias. Seus pais, Sr. Adriano e Dona Margarete, pediram a intercessão do Padre Donizetti, e foram prontamente atendidos: no dia seguinte, o menino pisava corretamente.

A fama de santidade do Padre Donizetti, mesmo antes de sua morte, se espalhou, sobretudo pelos estados de São Paulo e Minas Gerais. Muitas pessoas foram batizadas com o nome de Donizete, para recordar a gratidão pelo Padre que viveu santamente.

Oração pela canonização do Padre Donizetti: “Ó Deus, ornastes o Beato Padre Donizetti Tavares de Lima de dons especiais. Fizestes dele sacerdote admirável na pregação, pastor incansável, defensor dos pobres e grande devoto de Nossa Senhora Aparecida. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça que tanto precisamos ( fazer o pedido ). Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!”.

A Diocese de São José do Rio Preto, parte da Província Eclesiástica de Ribeirão Preto, agradece a Deus o dom da santidade do Beato Padre Donizetti Tavares de Lima. Nos alegramos e estamos unidos à oração de ação de graças dos fiéis da Diocese de São João da Boa Vista, SP.

+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto/SP

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Terceiro encontro em preparação para a Festa de São Judas foi presidido por Dom Tomé

NOVENA DE SÃO JUDAS TADEU
 
O terceiro encontro da preparação para a Festa do "Santo dos Casos Desesperados" foi presidido pelo bispo de São José do Rio Preto, dom Tomé Ferreira da Silva. Agradecendo pela chuva que caiu em São José do Rio Preto, o Epíscopo falou da importância de se viver com sobriedade; em atitudes que se distanciem da avareza e do gasto excessivo.

Em sua fala, dom Tomé também sublinhou a vivência do Dia Nacional de Valorização da Família naquela oportunidade. Diálogo, compreensão e perdão foram as práticas apontadas para uma maior harmonia familiar. "Que São Judas nos ajude e nos inspire a também sermos missionários de Jesus Cristo", indicou dom Tomé antes da bênção dos objetos de devoção.

 
 

TEXTO/FOTOS
André Botelho